História Presságio - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Pokémon
Tags Pokémon
Exibições 24
Palavras 3.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Mistério
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Finalmente!
Desculpa galera, poderia dar um monte de desculpas aqui pra tentar justificar a demora bizarra desse capitulo, mas no final todos sabem que eu sou só um arrombado preguiçoso.

Não pretendo que aconteça de novo, espero que gostem muito do capitulo apesar de ser um pouco mais parado que meu padrão. Em breve a ação vai rolar, confiem : )

Capítulo 2 - Fogos de artificio


Fanfic / Fanfiction Presságio - Capítulo 2 - Fogos de artificio

O som de estouro chamou a atenção de Kal, a luz espiralada ganhou os ares rapidamente até que explodiu em diversas cores, o fenômeno se repetiu várias vezes, fazendo contraste com o céu escuro e sem nuvens, pintando um verdadeiro quadro no meio da noite. Kaleo sempre achou que tinha algo de muito deprimente num festival de fogos.

– Ei cara, ta me ouvindo? – Kal voltou a realidade quando Lou deu dois tapas de leve no seu braço

– Ahn? Não... Foi mal cara, tava distraído aqui

– Eu disse pra gente dar um pulo ali na Olivina.

– Ahn... rua Olivina cara? – Kal perguntou com um claro tom de má vontade. A rua Olivina era a principal rua durante o festival, boa parte dos jogos e competições tradicionais eram feitas lá, o que atraia a maioria dos turistas e dos habitantes da ilha. Era batizada assim por causa da sra Olivina, uma velhinha que dirigia um comercio local a décadas, uma das mais notórias cidadãs de Moena.

– É, porra! Vai ficar ai assistindo fogos? Ta vendo alguma mulher, alguma comida ou algum machamp espancando gente gorda por aqui? Totalmente sem essência! – Lou reclamou animado, adicionando “deixa de cuzice” várias vezes no processo.

Sem paciência para argumentar, Kal balançou a cabeça positivamente e começou a andar em direção ao destino. Estava sem muita vontade de fazer nada ultimamente, a perspectiva de não sair em viagem o assombrava como um Gengar maldito. Não conseguia parar de pensar nisso, até já tinha tentado se convencer de que não era verdade ou que o festival daria lucro suficiente para que o Sr Lou pudesse pagar sua viagem, mas no final sabia que só estava se consolando.

Não teve coragem de comentar isso com ninguém, nem com Lou e seu pai e muito menos com sua irmã. Deixou de visitá-la alguns dias com medo de transparecer seu estado de espirito.  

 Lou percebia isso e tentava animar o amigo do único jeito que conhecia... Sendo extremamente inconveniente e exagerando nas brincadeiras. Kal ficava irritado com frequência, algumas vezes já tinha até discutido sério, mas no fundo era agradecido por ter alguém que se importasse com ele, mesmo que de um jeito maluco.

As únicas horas em que se animava eram durante os treinos intensos e nas diversas discussões sobre estratégia e planejamento que tinha com Lou sobre o oficio de treinador. Os dois continuaram batalhando praticamente todos os dias, além de incorporarem os pokemons nas diversas tarefas diárias do restaurante do pai de Lou.

A sincronia e habilidade da dupla estava visivelmente aumentando, assim como as capacidades gerais do charmander e do mienfoo, os treinos funcionais de levantamento de peso durante o trabalho no restaurante estavam fortalecendo os músculos das criaturas. Não só isso, Kal notou o quanto Lou cada dia mais começava a incorporar sua mente louca no jeito que batalhava: Uma das batalhas em que Lou ganhou fora conquistada quando este ordenou que o charmander subisse numa árvore e se jogasse com os dois braços abertos. “Eu chamo isso de El muchacho” Lou declarou com o sorriso suspeito habitual e dois dedões fazendo “positivo”, Kal rolou no chão de rir apesar da derrota.

Mas mesmo as batalhas, os treinos e os planejamentos só serviam para aumentar o fantasma que perseguia kal. “VOCÊ NÃO VAI SAIR DA ILHA” era só nisso que pensava.

 

Logo chegaram na rua Olivina, onde uma amalgama de cores, luzes e pessoas diferentes se amontoava, o barulho era desagradável aos ouvidos de Kaleo.

Diversas barracas com jogos diferentes disputavam a atenção e o dinheiro do publico e dos turistas, barracas de pesca de magikarp, barracas de competição de força de machamp, corrida de ratatas e uma em particular que Kal odiava mais que as outras: um cercadinho de lama com um tepig alucinado dentro, onde as pessoas entravam e tentavam capturar o pokemon com as próprias mãos.

– HAHAHA! Viu ali?! – Lou ria assistindo um tipico turista com cara de otário escorregando na lama e tomando um drible do tepig – Vamos?

Kaleo virou o rosto quase como a menina do exorcista, tinha certeza que Lou perguntava essas coisas de sacanagem. Lou logo desistiu de convencer o amigo e foi andando a esmo decidindo qual das barracas merecia mais sua atenção, cumprimentou uns cinco velhos e cachaceiros no processo, fazia questão de falar com toda pessoa que reconheciam ele. “Você ta querendo virar prefeito um dia?” Kaleo sempre dizia impaciente quando o festival de abraços e cumprimentos atrapalhava o destino da dupla.

– Vamos apostar no ratata?

– Não tenho dinheiro sobrando pra isso, prefiro comer mais tarde. – Kal respondeu

– Eu te empresto um pouco aqui, de boa – Lou disse, já tirando algumas notas do bolso. Chegou perto de Kal e acrescentou baixinho – Me deram o macete de qual ratata tomou ração de taurus essa semana.

Kaleo riu disso e concordou com o amigo, ganhar dinheiro a mais não era recusável. Notou que um moleque negro e careca observava os dois de longe, parecia ligeiramente mal encarado apesar da cara de bobo. Não deu muita importância.

– QUEM DA MAIS?! QUEM DA MAIS?! – O dono da barraca anunciava, fazendo propaganda de cada um dos ratatas e garantindo hora ou outra que um deles era imbatível, Kal já conhecia esse tipo de trambiqueiro de longe.

Muitos turistas ingênuos se reuniam em volta e apostavam nos ratatas que o homem enaltecia, mal sabiam que provavelmente esses eram os que tinham menos chance de ganhar. O ratata que Lou apontou estava muito bem disfarçado, parecia timido e franzino, ninguém apostaria nele só de olhar.

Todos se reuniram em volta do cercado esperando a corrida, o homem começou a enrolar um pouco o publico tentando causar ansiedade e antecipação, entre as frases, estalava a lingua como se estivesse marcando o tempo, mas Kal notou que alguns ratatas balançavam as orelhas ao ouvir o estalo.

– CORRAM! – O homem gritou num megafone e estourou um balão, as baias de madeira caíram no chão e os ratatas saíram desenfreados em direção a linha de chegada, onde um belo pedaço de queijo os esperava.

Alguns ratatas pularam as baias e foram atacar os vizinhos, outros pularam que nem loucos de um lado para o outro e uns correram com sangue nos olhos. O ratata que Lou apostou se mostrou o mais vorás, não se distraiu e correu com uma velocidade impressionante, quase um Quick Attack.

No fim, somente Lou, Kal e surpreendentemente o moleque negro ganharam o prêmio, todas as outras trinta pessoas perderam o dinheiro e pareciam felizes com isso. Kal sempre ficava impressionado.

– Um dia eu desisto de tudo e vou bancar o showman nesses festivais, é como roubar dinheiro – Kal comentou para Lou, mesmo com três ganhadores, a maior parte do dinheiro das apostas ficava para o dono da barraca, que feliz, contava as cédulas e já se preparava para outra rodada. – Reparou como ele estala a língua antes da corrida? Provavelmente é assim que ele passa a mensagem pro ratata correto ganhar. Acho que aquele moleque deve ter observado e percebido isso.

– Que moleque? – Lou contava o quanto tinha ganho na aposta sorridente

– Aquele ali... – Kal apontou, mas notou que o estranho desaparecera no meio da multidão – Deixa pra lá.

– Como vocês ganharam? Eu sempre perco dinheiro nesses jogos.

Uma voz suave e feminina fez Kaleo e Lou virarem os rostos, uma menina mais ou menos da idade dos dois estava parada com as mãos cruzadas atrás das costas, tinha feições asiáticas e cabelo preto trançado jogado para frente até a cintura. Kal ficou desconcertado.

– Questão de observação, quando se nasce nessa ilha a gente aprende a sobreviver, haha – Lou se adiantou e falou brincalhão, percebendo que a menina era obviamente uma turista. Virou o rosto e sorriu suspeito para o amigo.

– Vocês podiam nos ensinar... Eu e minhas amigas chegamos ontem e não sabemos quase nada daqui – A menina respondeu sorridente apontando para duas loiras idênticas atrás dela.

Lou sorriu ainda mais para Kal, gostava de loiras e ainda mais de gêmeas – Claro, nós estávamos indo para o luau agora mesmo. Tão afim de ir?

“Mas que filho da puta” Kaleo pensou, Lou sabia que Kal não gostava do luau e já tinham falado sobre isso, o amigo estava se aproveitando do fato de ter percebido que Kal claramente estava impressionado com a menina de feições asiáticas.

– Fala tu, Kal.

– Claro... Vamo ao luau.

As meninas trocaram algumas palavras rapidamente e decidiram que iam também, Lou indagou o nome delas. Kal mal ouviu o nome das gêmeas, mas achou curioso o da morena: “Malí”, nunca tinha ouvido esse nome.

– Eu sou Lou e esse moleque emburrado é o “Kal”. – Lou deu uma ultima olhada para o amigo e recebeu o tipico olhar de “você é desprezível” em resposta, sorriu mais ainda e foi andando em direção as gêmeas.

 

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A praia estava enfeitada com dezenas de tochas temáticas e lampiões de óleo de lédiba pendurados, uma meia dúzia de pessoas tocava alguns instrumentos populares da ilha, a maioria era jovem e mais velhos que Kal e Lou.

O ambiente até que era agradável, o problema era o esteriótipo que deixava marcado na mente dos estrangeiros. Como se a ilha Moena fosse resumida em um bando de pseudo índios paz e amor que ficam na praia tocando as mesmas musicas velhas e comendo coco o dia todo. Além de que esse tipo de festa sempre acabava em algum tipo de confusão ou alguém querendo se mostrar fazendo babaquices, isso Kaleo odiava mais que tudo.

Não estava pensando muito nessas coisas porém, só conseguia ficar pensando no que dizer para Malí, nunca tivera problemas em falar com as garotas da sua escola, sempre se achou moderadamente atraente e com um bom físico para a idade – O constante trabalho no restaurante tinha feito esse favor a ele e Lou – Tinha a pele morena como a da irmã e olhos extremamente escuros, os cabelos eram negros com diversos fios brancos espalhados, costumava dizer que era seu charme. Mas Malí era diferente, nunca tinha visto uma garota que julgou tão bonita, e ainda por cima era de fora. O que poderia falar com ela?

Enquanto pensava nisso, Lou disparava uma tonelada de brincadeiras e piadas para as gêmeas, estava se sentindo no paraíso. “Mas que filha da puta.” Kaleo pensou novamente e riu sem querer, Lou estava realizado ali dando em cima das duas irmãs.

– Acho que seu amigo gostou das gêmeas.

Kal se surpreendeu ao ouvir a voz vindo das costas, estava sentado num tronco de arvore dobrado até quase  chão, olhando Lou e as gêmeas em volta de uma das fogueiras mais na frente.

– É... – Disse simplesmente, um pouco sem graça. – Mas o Lou gosta fácil de qualquer um... Eu vivo dizendo que ele é o profeta de paz do nosso tempo...

Malí sorriu de leve com a brincadeira e Kal percebeu que ela tinha covinhas na bochecha.

– Mas me conta, você ta meio isolado aqui por que? – Perguntou e se sentou no mesmo tronco que Kal, deixando-o mais desconfortável ainda. – Não curte o luau?

Kaleo sem saber o que dizer, olhou de leve para a fogueira por alguns segundos até que resolveu ser honesto. – Não, na verdade eu acho isso aqui extremamente irritante. – E acrescentou ao ver a expressão de curiosidade no rosto da menina – Essa musica ruim, esse clima de competição de ego e essa decoração cafona. Eu não gosto de nada disso.

– Entendi, então por que veio?

– Vim fazer companhia ao Lou, ele que gosta desse tipo de coisa, não podia deixar ele sozinho.

– Sei bem como é, na minha cidade também tem um festival bem grande, sempre odiei estar lá e ter que concordar com aquele amontoado de esteriótipos. – Malí respondeu, brincando com o cabelo – Mas gosto de estar no meio das pessoas, por isso vim com as gêmeas.

Kaleo assentiu com a cabeça e voltou a olhar para a fogueira pensativo, Malí fez o mesmo. A pouca conversa com ela tinha deixado seu estado de espirito um pouco melhor.

– Então, vai me contar como vocês conseguiram ganhar a corrida dos ratatas?

– Só se você me der alguma coisa em troca. – Kal sorriu antes de responder

– Mas que absurdo, isso é chantagem! – Malí respondeu divertida, fingindo estar indignada.

Os dois riram de leve, mas antes que pudessem falar mais alguma coisa, vários fogos de artifício foram disparados em sequencia em algum ponto da praia. O barulho parecia um assovio e a frequência era intensa, o céu ficou colorido de novo.

– Você pode me achar estranha, mas eu sempre achei fogos de artificio algo muito triste por algum motivo, sempre me sinto sozinha.

Kal se surpreendeu ao ouvir aquilo, se achava maluco por pensar desse jeito, mas aqui estava alguém que o entendia. Ficou olhando para Malí por um tempo até que ela percebeu e encarou-o de volta, os dois se olharam assim por alguns segundos até desviarem a atenção novamente para os fogos.

Se sentiram um pouco menos sozinhos por aquele tempo.

 

 

 

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Já eram altas horas da madrugada quando Kaleo decidiu que queria ir para casa, só restavam agora ele, Lou e mais alguns habitantes da ilha no luau, as meninas já tinham se retirado para seu hotel a muito tempo. Kal teve que ficar aturando Lou super excitado por que tinha conseguido beijar as duas gêmeas.

Ainda estava um pouco embriagado pela sensação nova que experimentou na companhia de Malí essa noite, saiu da praia mais feliz que nos últimos dias, deixando para trás um Lou ligeiramente embriagado de álcool fazendo uma dancinha da vitória com seu charmander.

Decidiu que iria pela mata, pegar um de seus atalhos para ir direto da cidade principal para sua vila menor.

A lua estava minguante, parcialmente nublada por algumas poucas nuvens, o que causava um clima meio sombrio a mata. Kal já estava acostumado claro, não ligava para o escuro.

Minutos mata a dentro e ouviu alguns ruídos, não soube identificar direito o que eram. Preocupado, resolveu se abaixar e começar a rastejar pelas moitas para não ser surpreendido por algum pokemon selvagem, estava sem seu Mienfoo hoje, tinha deixado com sua irmã na ultima visita.

Conforme ia rastejando, o barulho ia ficando mais claro, até que percebeu que eram vozes humanas discutindo em uma clareira próxima.

– Você ta de sacanagem? TA DE SACANAGEM COMIGO?! – Uma voz grossa, bem agressiva e com sotaque rosnou

Kaleo continuou rastejando prendendo a respiração, queria ver quem estaria tão furioso numa floresta de Moena no meio da madrugada. Afastou uma moita com cuidado e pode ver a clareira: Um homem branco, alto, vestido de calça jeans, sem camisa e com uma tatuagem de um simbolo geométrico nas costas segurava outro que Kal não conseguia ver direito pelo colarinho. Sua mão direita estava pendendo do lado do corpo de maneira ameaçadora, aparentemente com sangue.

– O quanto eu vou ter que te bater pra você me dizer a porra da informação?! – O homem branco gritou, indignado. O outro, se ouviu, não deu nenhum sinal de vida. – Tudo bem... Eu tenho mais o que fazer. Se você quer assim, que seja.

Um raio de luz feriu os olhos de Kal rapidamente, e um pokemon negro como a noite com dois chifres surgiu atrás do homem.

– Houdoom, fareje. – O homem branco largou o outro num tronco e deixou seu pokemon subir em cima dele e farejá-lo. A criatura fuçou todos os bolsos do homem ensanguentado até que apontou para uma pokebola escondida na calça. – Esperto você né... Acho que ninguém ia pensar em procurar um documento numa pokebola?

A esfera foi aberta, mas dessa vez sem nenhum raio luminoso, de lá saiu o que aparentemente era um envelope de carta. O homem branco parecia satisfeito.

Kal assistia a tudo atônito, mal conseguindo respirar de ansiedade, queria sair dali logo.

– Seu filho da puta. Hahaha – O homem agredido falou golfando sangue, surpreendendo Kaleo – Você acha que vai ficar fácil pra vocês? Vão caçar vocês todos, você é um homem morto! – E cuspiu o máximo de sangue que conseguiu na direção do outro.

– Como quiser. Houdoom, mate... – O tatuado ordenou calmamente, seu Houdoom partiu pra cima do outro e mordeu bem na mandíbula. Um grito horrível ecoou pela floresta, Kal teve que tapar a boca para não fazer nenhum barulho por instinto, estava aterrorizado.

A cena terrível continuou por algum tempo. Depois, o homem tatuado enterrou uma maleta e o envelope que conseguiu do lado da arvore, pegou a vitima e colocou no ombro. Ele e seu pokemon foram se afastando da clareira para se livrar do corpo.

Passado vários minutos, Kal ainda tentava se recuperar do que vira, a cena de sanguinolência ficava ressoando na sua memória. Tinha acabado de ver alguma espécie de mafioso agredir e matar um outro homem com um houdoom. Se inclinou pra frente e vomitou na moita.

Estava apavorado, mas ao mesmo tempo extremamente curioso, ficou indeciso com o coração batendo forte até que decidiu: Saiu da moita e foi com cuidado até o local onde a pasta tinha sido enterrada.

Olhou para os dois lados, não viu nem ouviu nada, colocou as duas mãos rápido no solo e começou a cavar freneticamente até bater na pasta, espanou a terra para o lado e fez força para puxá-la, era leve apesar do tamanho. Abriu a pasta sem problemas, o tatuado não teve tempo de trancar com o código.

Notas e mais notas de dinheiro estavam organizados em blocos dentro da pasta, Kal ficou embasbacado, nunca tinha visto quantia tão alta. Viu logo a carta em cima dos bolos, pegou instintivamente e guardou no bolso, fechou a mala de novo e ficou alguns segundos parado sem saber o que fazer.

Se levantou decidido a levar a mala dali e esconder em outro lugar.

– Bonemerang! – Uma ordem baixa veio da escuridão, e um projétil branco rasgou os ares assobiando, acertou em cheio o braço que carregava a mala.

 

– Ai, caralho! – Kal gritou em protesto e caiu pra o lado.

Das sombras surgiu o mesmo moleque negro que Kal tinha visto mais cedo, com um pokemon humanoide baixinho com um cranio na cara indo correndo catar seu osso. Rapidamente, o agressor correu e pegou a mala que tinha caído no chão.

Os dois se olharam desconfiados

– Eu conheço você, te vi na barraca mais cedo! – Kal ameaçou ainda com o braço doendo, começou a levantar. – Vai roubar a pasta? Aquele cara vai te matar!

– Ta achando que eu sou otário? Você ia roubar a pasta também, quer o dinheiro tanto quanto eu... – O moleque respondeu simplesmente, numa voz irônica

Kal pensou em negar mas não ia ter argumentos

– Agora que você me viu, tenho que te apagar – O moleque ameaçou e o cubone se pôs a postos do lado dele com o osso balançando na mão. Kal tentou pensar rápido, não tinha como ganhar sem um pokemon para se defender. Devia ter dado uma bicuda no Cubone quando teve a chance.

“Vou morrer” Pensou, com um frio caracteristico na barriga.

Antes que os dois pudessem fazer qualquer coisa, um latido agressivo foi ouvido ao longe. Era o houdoom e seu dono voltando, Kal mal tinha virado a cabeça na direção do barulho e perdeu o moleque de vista. Quando se deu conta estava sozinho na clareira.

Ficou ainda dois segundos parado, impressionado com a velocidade do moleque negro, até que ouviu outro latido ao longe e lembrou-se de correr o quanto podia.

Acelerou pela noite até suas pernas queimarem, suando e respirando pesadamente.

 

Só descansou quando chegou em casa, exausto.


Notas Finais


Espero que gostem, críticas como sempre são muito bem vindas.

Não esqueça de comentar sempre, é isso que motiva os autores continuar : )


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