História Presságios de Sobrevivência - Capítulo 2


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Categorias Cara Delevingne, Coraline, Halsey, Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug), Originais, The 100
Personagens Chloé Bourgeois, Félix, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Tags Aventura, Drama, Romance, Sobrevivencia
Exibições 8
Palavras 1.695
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lírica, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


"What if I'm far from home?
Oh brother, I will hear you call!
What if I lose it all?
Oh sister, I will help you hang on!
Oh, if the sky comes falling down, for you
There's nothing in this world I wouldn't do" Hey Brother/Avicii - TWO FRIENDS <3

Capítulo 2 - De Ponta Cabeça


Fanfic / Fanfiction Presságios de Sobrevivência - Capítulo 2 - De Ponta Cabeça

Maldita! - eu pensava. Havia fogo para todos os lados, independente de onde eu resolvesse olhar, iria deparar-me com uma onda de chamas se movendo lentamente em uma dança infinita e graciosa, porém entre , corpos de algumas pessoas que barafustavam-se com hostilidade entre os destroços. Subitamente eu começo a tossir, e então a chorar. E vou tossindo loucamente entre os soluços de meu choro alto e abafado - que mais se assemelha a um berro agudo - até me dar por conta do que realmente está havendo. Maldita! Morra, vadia!  Logo eu corri como se essa fosse a última coisa que eu fosse fazer em toda  minha vida. Enquanto eu corria, eu ouvia sussurros amedrontadores, e cogitei a possibilidade de ser coisa da minha cabeça e nada mais, mas de algum modo eu sabia que eu era a culpada. E isso me matava lentamente por dentro. Sem nunca virar uma curva, eu ia correndo. Na maioria das vezes meus joelhos estalavam e eu ouvia o profundo estrépito que meus pés faziam ao contundir o chão de terra, fazendo com que tudo fosse pior do que já era. Eu cambaleava várias vezes, mas dava impulso com as próprias pernas - que mesmo fracas, ainda faziam um excelente trabalho quando eu usava a raiva - e assim seguia. Já sem forças para continuar e com a garganta indefinidamente seca, eu sucumbi ao padecimento e ao dissabor, caindo de joelhos no chão úmido. 

- Eu não vou desistir! - gritei com todas as minhas forças. - Não vou! - de novo. O grito saiu rouco e firme, mas ecoou pelo lugar. O sol radiava e as nuvens oscilavam escondidas dos pinheiros. As coisas começaram a ficar mais confusas quando olhei para minha mão e a vi verter sangue mais que qualquer outra parte ferida de meu corpo. Ela debilitava e lacrimejava intensamente, sentia que eu estava á beira da morte, e comecei a cutilar sem motivo minhas pernas. As duas. Enquanto eu assistia calmamente aquele líquido quente e vermelho escorrer por entre as minhas coxas, vi uma sombra se aproximando de mim. Ela tinha a silhueta exata de uma garota com duas marias-chiquinhas, e quanto mais ela se aproximava, mais eu conseguia ouvir o retumbante som metálico de correntes se arrastando no chão e debatendo-se no barro. 

- O que é que você quer de mim?! - pergunto aos berros, sem reconhecer a minha própria voz. De repente, tudo torna-se um olho esverdeado e belo sob cílios longos e elegantes. Esse olho me encara, emitindo um ar de ternura inesperada. A imagem deste olho vai embora rapidamente e é substituída por lábios levemente rosados e carnudos, que estão sorrindo com cavilação e nequícia. 

- Sangue... Pagar... Sangue... Sangue... PAGUE! 

Começo a golpear o ar com a outra mão, a que está - mais ou menos - melhor, mas sinto tanta dor que poderia jurar que morreria ali, naquele momento.

"Senin kavgan betti" - Ouço um murmúrio de trás de mim, mas aí, completamente sem forças, fecho os olhos. Depois disso, só consigo sentir o ambicionar no canto de minha testa e ouvir o impacto de meu corpo inteiro contra o chão.

- Eu pedra você.

- Acorda! Ei, está me ouvindo? - ouço a voz de Rodger e acordo sobressalta. Ele está sorrindo para mim, o mesmo sorriso esbranquiçado e carinhoso de sempre, porém com um pouco de monotonia. 

- Rodger! - exclamo, contente de o seu rosto ser o primeiro que vi quando acordei. Impulsivamente, me jogo em seus braços e desabo. As mangas compridas de meu pijama se enroscam brevemente na corrente prateada que envolve seu pescoço, mas estou sendo egoísta e não parei para pensar se aquilo o machucaria. Dois segundos de remorso foram o suficiente para que Rodger me mostrasse que não havia sentido nada e que, embora inevitável, fosse um pensamento inútil. Eu chorava descontroladamente em seu ombro e ia repetindo as palavras daquela garota sem parar, e óbvio, ele pôde entender o que estava havendo. 

- Calma, calma... Vai passar, shhh... - ele dizia, acariciando minha nuca com a ponta dos dedos pequenos. Rodger nunca sabia como reagir diante dessas situações. Digo, choros e garotas. Tudo junto então? Pobrezinho... 

- E-Eu vou pagar pelo sangue... Eu v-vou... 

- Por favor, pare com isso, não vai precisar pagar por nada. Foi apenas mais um pesadelo... - ele repetia, com a voz gentilmente cautelosa. Me soltei de seus braços balsâmicos e mirrados e me sentei na cama para limpar as lágrimas. Sorri ao ver que os olhos de Rodger estavam avermelhados, prontos para chorar junto comigo. Após enxugar de vez as minhas lágrimas, me inclinei para perto dele e levei meu polegar na direção de seus olhos azuis. 

- Está melhor? Foi só sua amiguinha tendo uma crise, vai passar... - brinquei. 

- Filha de uma puta. - ele fingiu estar irritado. - Sabe que sou sensível com essas coisas. 

Voltei a rir, dessa vez mais alto, e ele sorriu também. Minhas bochechas deviam estar estritamente coradas, porque eu sentia a saliência de meu rosto como se tivesse passado um creme de pimenta. 

- Então... Bom dia. - eu disse. 

- Muito bom dia, não? - brincou Rodger. - Está melhor mesmo? - ele perguntou. Permaneci em silêncio alguns instantes, tentando relembrar calmamente tudo o que eu senti e o que vira naquele sonho para contar á ele. 

- Acho que sim... - sussurro, alto o bastante para ele poder escutar. Meu sorriso se desfaz aos poucos. - Acho que é a segunda vez na semana, né? - pergunto. 

- Na verdade... - ele pondera, tirando de dentro do bolso de seu casaco de moletom preto um bloquinho de anotações. Ele abre em uma página com o número "3" bem grande ao lado de "Terça-feira", "Quarta-feira" e "Sábado". - Agora, posso colocar o número "1" ao lado da "Segunda-feira". - conclui ele. 

- Caralho. 

- Que é? É sempre bom ter alguém organizado aqui nessa joça. - ele diz, guardando o bloquinho novamente. 

- O que significa "Senin kavgan bitti"? - pergunto. 

- Depende muito qual merda de língua é essa.

- Acho que é Russo ou...

Rodger coloca o indicador entre os lábios rapidamente e abre a boca em forma de "O", para então responder:

- Significa "Sua luta acabou", em Russo. 

(...)

Fazia um bocado de tempo que eu estava aguardando meu pai chegar do serviço para assistirmos ao nosso balé clássico na televisão, e estava começando a ficar arreliada demasiadamente dessarte. Ele sempre fora um homem brioso e pontual, ou seja, não era de seu costume agir dessa maneira, quanto mais em noite de balé - levando em consideração que eu e ele somos completamente loucos por O Lago dos Cisnes -. O normal seria o filho assistir ao jogo de futebol junto com seu pai, porém tanto meu pai quanto eu sempre fomos fissurados nesse universo utópico e cortês, cuja as meninas mais lindas dançam com um deslumbramento peculiar impressionante em tutus aperfeiçoados por mãos profissionais. Sem dúvida, algo estava errado. Comecei a procurar por ele com circunspecção e patriarcalmente, caminhando pelos corredores brancos e claros com piso linóleo. O ar cheirava a isopor e bonecas encaixotadas, e como eu não sabia por onde começar minha procura, inspirei fundo e pensei em ir direto para seu escritório. Quanto mais eu me aproximava da porta de seu escritório, mais eu ia sentindo algo estranho em ambos os ombros e na curvinha entre meus joelhos. Ao parar de frente para a porta, a dor tornou-se insuportavelmente irrevogável, não sabia como passar para palavras o quão estranho era isso, porém não deixava de pensar no porquê de eu estar sentindo uma dor tão grande. 

- Papai, o senhor est... - congelo. Fito o estabelecimento com inquietação, pavor e entejo. De meus olhos arregalados começam a brotar pequenas  lágrimas grosas e que me fazem cócegas. Meus batimentos cardíacos nunca estiveram tão acelerados. Meu coração bate tão rápido que sinto uma dor insuportável no peito e o amedrontamento torna-se gotas de suor escorrendo em minhas costas. Creio que seja uma reação até mais madura para uma pessoa após se deparar com o que eu acabara de me deparar. Nada mais e nem nada menos que o corpo de meu querido pai deitado em uma poça de sangue. Sinto vontade de gritar, de correr, de entrar e procurar por sua pulsação, porém só fico ali; parada na entrada e imóvel. Corro meus olhos pelo lugar, e parece que independente de onde eu resolva fitar eu iria enxergar mais sangue ou partes de seus órgãos, como miolos, um dedo e uma enorme fração de sua pele gélida. 

- M-M-Ma-Ma... - agora eu consigo juntar forças sobrenaturais para inclinar todo meu corpo para o lado em que ouço a voz de minha mãe. - Não é o que parece! E-E-Eu...

- Assassina. - sussurro. - ASSASSINA!

- NÃO! - ela começa a chorar. Antes que ela possa me minar com quaisquer palavras de questionamento sobre o que eu acabei de ver para distorcer sua culpa, eu disparo de lá o mais rápido possível. Rodger! Rodger! Preciso do Rodger! Rodger!  - eu vou pensando, enquanto corro e choro, sem parar para dar atenção aos pulmões que imploram por ar. Ofegante, eu paro ao lado de uma parede que aparentemente impediria minha mãe de conseguir qualquer tipo de contato comigo. Ela passaria reto pelo corredor C-14 e eu poderia ficar ali, apenas lastimando-me e lacrimando. Eu chorava tanto, não sabia o que fazer e nem o que dizer para os policiais. Aliás, não sabia nem se eu falaria isso para alguém. Foi mais de impulso eu pensar em Rodger, afinal ele era meu melhor amigo, porém isso era muito grave para sair contando para um amiguinho. De repente, escuto alguém chamando meu nome, como que uma mão puxando-me de volta para a vida. Olho em volta, busco pelo dono daquela voz, até pairar sobre barras de ferro enferrujadas e um fedor vívido e íntegro. Sem perceber, acabei me escondendo bem ao lado da prisão, e por alguma razão, Rodger estava lá, trancafiado. As coisas não podiam estar mais malucas.


Notas Finais


"Places, places, get in your places
Throw on your dress and put on your doll faces.
Everyone thinks that we're perfect
Please don't let them look through the curtains." Dollhouse serviu perfeitamente pra essa situação, né não? Kct, obrigado por ler, porra. Dsclp to nervousa. E aí? Continuo?


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