História Pressure - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hailey Rhode Baldwin, Justin Bieber, Ruby Rose
Exibições 55
Palavras 1.512
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Demorei um tempão para postar, eu sei, mas tenho meus motivos. Já disse uma vez que toda a fanfic já estava pronta, eu escrevi a história inteira antes de começar a postar, pois não queria correr o risco de parar de escrever na metade por falta de ideias e deixar vocês na mão. Então eu finalizei a fanfic antes de postar. Estava tudo bem, porém, me aconteceu uma coisa horrível. O meu computador, onde eu salvei todos os capítulos da fanfic Pressure, queimou. E o pior de tudo, queimou o HD onde estava armazenado todas as minhas coisas, ou seja, perdi tudo, inclusive a fanfic.
Por sorte, eu tinha impresso alguns capítulos, os encontrei hoje enquanto vasculhava uns papéis de outras fanfics que escrevo e pretendo postar futuramente. Não sei se tenho todos os capítulos comigo, ainda não verifiquei isso, mas acho que sim. O único problema é que agora estou sem o computador e estou postando pelo celular, isso dá um trabalho enorme! Nunca postei por aqui, mas espero que dê certo até que um novo computador chegue. Portanto, me perdoem pelos capítulos pequenos, digitar um inteiro por aqui demora muito! Mas prometo que darei um jeito em tudo e não vou mais demorar a postar.
Obrigada. Boa leitura. Xoxo

Capítulo 17 - Did You Miss Me?



A escuridão habitava o lugar. Pisquei repentinas vezes ao despertar-me. Estava sentada sobre o assento de uma cadeira de madeira. Um raio solar que atravessava a única passagem de ar existente ali; uma pequena janela no alto da parede, refletia em mim. 


Estou em um porão, pensei. 


Meus pulsos estavam presos uns aos outros com um pedaço de corda. Meu vestido de noiva estava encardido e sem jeito. Meu corpo doía como se eu tivesse apanhado violentamente. Eu estava acabada sem saber o porquê. Lembrava-me de tudo o que acontecera antes de apagar, mas isso tampouco ajudava.


Analisei bem o lugar onde estava e notei que mais a frente havia uma escada de madeira que cedia caminho para uma porta em seu topo. Ouvi vozes. Vozes de homens. Meu corpo estremeceu. As vozes aproximaram-se ainda mais e por fim, a porta foi aberta bruscamente. Eram dois homens de preto. Um deles desceu todos os degraus da escada e veio até mim com uma bandeja em mãos. Ao aproximar-se de mim, jogou a bandeja no chão fazendo um pouco de alimento que havia nela cair pelos cantos, ele encarou-me friamente e disse:


–Coma.


–Não estou com fome, e mesmo se estivesse, minhas mãos estão presas.–Eu disse com a voz trêmula. Ele gargalhou e olhou para o seu parceiro que estava segurando a porta a uns metros atrás de si. 


–O chefe me avisou que você tinha a mesma arte manhas dela, não vou cair em sua conversa. Se quiser comer, dê seu jeito sem as mãos.–Ele disse e se virou indo em direção à porta, em seguida, fechou-a deixando-me sozinha.


Chefe? A quem ele se referia? 


Não consegui entender um terço da situação em que me meti. As coisas não faziam o menor sentido para mim. E a dor em meu corpo parecia multiplicar-se na medida em que o tempo corria. Eu sem dúvidas estava presa em uma espécie de cabana de madeira, pois, conseguia ouvir nitidamente os passos um andar acima. E logo mais, pude ouvir as vozes também.  


–Ela está aí? –Uma voz masculina perguntou. E eu a conhecia muito bem.


–Lá em baixo, chefe. –O mesmo segurança que estava comigo instantes antes respondeu. 


Senti calafrios me percorrerem quando notei que falavam de mim.


–Perfeito. Mandei meus homens irem atrás da filha da puta, mas eles não a encontraram em lugar algum.–E ao ouvir aquela voz pela segunda vez, tive certeza de que se tratava do Travis


–Perdão chefe, mas creio que ela tenha saído do país.–O segurança opinou.


–Mandei fecharem todos os aeroportos, ela não pode ter sido tão rápida. –Ele negou-se a levar aquela opinião em consideração. –E além do mais, estou com o que ela tanto quer nas mãos, ela não fugiria sem isso. 


–A garota lá embaixo? –O segurança perguntou, notei que se referia à mim.
 
–Sim. Mackenzie é a destruição dela, ela ainda será a causadora da sua morte. –Travis disse. De quem ele falava? 


–Chefe! –Uma voz diferente das anteriores invadiu o local euforicamente. –Os homens conseguiram localizá-la! Estão perseguindo seu carro que está indo em direção ao sul. 


–Ela não vai fugir de mim. DESGRAÇADA! –Travis chutou algum móvel e o barulho soou como um estrondo para mim. –Tomem conta da garota lá embaixo, não conseguirei dormir bem hoje sem ter o sangue da Ruby em mim, acusando-me de um homicídio perfeito. –Travis soou maligno ao proferir suas palavras.


–Ruby? –minha voz soou baixinha e trêmula.


Meus lábios tremiam como no frio, mas o sangue dentro de mim fervia como fogo do inferno. Ele não pode machucá-la. Meus olhos arderam como se sangue quente estivesse querendo atravessá-los. Minha mente perturbou-se e projetou gritos imaginários, gritos da Ruby. Sacudi a cabeça para os lados e tentei encontrar quaisquer objetos afiados que me ajudassem a livrar-me das cordas que me prendiam. Mas no porão nada havia além de poeira. Caí aos prantos. 


–Eu não posso perdê-la! Eu não posso! –disse para mim mesma enquanto chorava. 


O meu mundo desabou. Tudo o que eu queria era salvá-la e não podia. E naquele momento ficou claro que, o laço que nos unia nunca fora desatado. Eu ainda a amava.


Mas algo que também ficou claro para mim era que chorar pouco adiantava em situações difíceis, eu precisava agir. Lembrei-me que no alto da minha cabeça havia uma pequena coroa de prata que poderia servir perfeitamente como meu ponto de fuga. Sacudi para os lados a minha cabeça para trás e preparei minha mão para agarrá-lo. Num movimento rápido, cerrei a corda com a parte mais afiada da pequena coroa. Estava difícil, mas com o decorrer dos minutos consegui sentir a corda afrouxar-se. Agradeci aos céus. 


Separei meus pulsos um do outro e o pedaço de corda caiu sobre o chão. Trouxe minhas mãos para frente e esfreguei rapidamente meus pulsos machucados pelo aperto da corda. 


Meus pés, que também estavam presos, foram soltos minutos depois. Eu estava livre, livre das cordas que me prendiam com tanta força. Agora precisava encarar os segurancas lá fora. Eles com certeza seriam a parte mais difícil para mim.


Levantei-me da cadeira onde estava sentada e caminhei até a escada, subi com cuidado cada degrau, e a cada passo, a madeira da escada reclama absoleta. O ruído da madeira entregou-me em cheio. Ouvi passos vindos do outro lado da porta e soube que eles aproximavam-se. A porta foi escancarada. 


–Ora, ora. O que pensa que está fazendo? –O segurança grande como uma muralha cruzou os braços e encarou-me desafiadoramente. Meu corpo paralisou-se de medo. –Talvez eu devesse repetir a surra que te dei já que estava desacordada e a dor não foi sentida como o chefe queria que fosse. 


Ele riu malignamente e veio até mim. Escondi nas minhas costas minha coroa e esperei ele encostar-se a mim para levar aquele objeto afiado de encontro ao seu rosto, e eu o fiz. O segurança idiota urrou de dor. Aproveitei a deixa e corri para fora do porão deixando-o para trás. Só esqueci que ele não estava sozinho e quando pus os pés para fora dali, fui surpreendida com um forte empurrão de um homem trajado de terno preto. Cambaleei para trás e caí escada abaixo, voltando para o térreo. Senti como se meus machucados estivessem sido renovados e agora, doíam duas vezes mais.


–A deixou passar por você? Cara, você é um otário! –O segurança que me empurrara dizia para o outro que estava com o rosto cortado. 


–Darei um jeito nela. –Ele respondeu friamente, o vi tirar da cintura um bastão retrátil e quando se aproximou de mim, soube que me atingiria como aquilo.


Dei passos para trás temendo o que estava prestes a acontecer. Mas eu sabia que a cada passo dado, eu prolongava a dor que sentiria a poucos minutos. O outro segurança riu divertindo-se com aquilo e desceu as escadas aproximando-se de mim.


–Vamos brincar com ela, vai ser divertido. –Ele disse enquanto aproximava-se mais de mim. Suas gargalhadas transformavam minha mente em um lugar sombrio. 


Tapei os ouvidos e pressionei os olhos com força, queria cessar toda aquela dor e agonia. Ainda com os ouvidos tapados, ouvi dois tiros soarem ali. Abri os olhos devagar e encarei os seguranças, eles estavam de pé e pálidos como neve. A camisa social por baixo do blazer deles estava molhada de sangue, eles haviam sido atingidos. Mas, por quem? 


Os dois corpos caíram ao chão em tempos iguais. Meu olhar assustado procurou desesperadamente o lugar de onde a bala havia saído. Corri os olhos por cada degrau da escada e ao chegar ao topo, encontrei. 


Meu coração entrou em colapso. Perdi todos os meus sentidos. Minhas pernas fraquejaram assim como todas as minhas estruturas. Eu não podia me ver, mas sabia que meus olhos brilhavam como um diamante a ser lapidado. Senti que o meu coração começara a bater de verdade a partir daquele momento. Meus lábios, separados por milímetros um do outro, estavam trêmulos. Minha mão soou. Senti todo o meu corpo arrepiar-se. Minha mente viajante, que costumava estar em todos os lugares, concentrou-se em estar apenas ali.


–Ruby? –Minha voz entregava toda a minha emoção. Meus olhos carregavam lágrimas que foram derramadas com um piscar de cílios.  


–Sentiu minha falta? –Ela sorriu de canto ao perguntar. Eu não contive um sorriso ao ouvi-la. Segurei a saia longa do meu vestido e corri em sua direção, corri com toda a saudade dentro de mim e a abracei fortemente ao alcançá-la.


Uma comunhão de sentimentos tomou conta de mim. Com o meu rosto afundado na curvatura do seu pescoço, consegui sentir seu cheiro, o doce cheiro do seu perfume. Gotas de suor desciam pela lateral do seu rosto, ela estava ofegante, sentia seus batimentos cardíacos violentamente acelerados. 


–Nós precisamos sair daqui! –Ela disse ao segurar meu rosto entre as mãos geladas. Meus olhos perdidos encontram-se no oceano dos dela. –Eu vou te levar embora. 


Não tive sequer tempo para responder. O ronco dos motores de alguns carros chamou nossa atenção. Era o Travis. Ele a descobriu aqui.
 



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