História Pressure - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hailey Rhode Baldwin, Justin Bieber, Ruby Rose
Exibições 42
Palavras 3.423
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Não sabem como é difícil digitar tudo isso por aqui, é muito cansativo! Porém, como eu disse, aqui está um novo capítulo, espero que gostem.
Na capa está a Ruby.
A música citada se chama Everything has changed, é da Taylor Swift e Ed sheeran, que por acaso, acaba de entrar na história.
Boa leitura, queridos!
xoxo

Capítulo 18 - Hello, Ed!


Fanfic / Fanfiction Pressure - Capítulo 18 - Hello, Ed!


Ruby puxou-me para fora do porão. O que eu achava ser uma simples cabana de madeira, era uma imensa casa construída em meio ao nada. Ela guiou-me apressadamente para o segundo andar da mansão construída unicamente à base de madeira, e enfiou-me em um dos quartos.


–Entre aqui e não saia até ter certeza de que está sozinha. –Ela indicou um baú apontando-o. 


–O que você vai fazer? –Perguntei em desespero. 


–Eles querem a mim. Tentarei despistá-los para longe daqui, mas preciso que fuja para o lugar mais longe que puder quando sentir que não há mais ninguém aqui. –Ela ordenou-me, e logo após, direcionou-se à porta como se fosse sair. 


Agarrei seu pulso antes que ela deixasse o cômodo e disse:


–Não me deixa outra vez. Você não pode fazer isso! –Pedi tentando controlar o choro que estava preso em mim. –Não precisamos nos separar, podemos arriscar juntas!


Ela encarava-me com um olhar pesadamente triste. Seus olhos azuis olharam para canto do quarto em busca de uma saída, em busca de um ponto de fuga, e pararam ao localizar a janela. 


–Tudo bem. Sei o que faremos. Mas vai precisar descer do salto, acha que consegue? –Ela disse movimentando o rosto rapidamente para os meus pés apoiados sobre a plataforma do salto. 


Aquele não era o momento apropriado para rir, mas eu o fiz. 


–Não é problema para mim. Problema é não ter você. –Disse encarando-a. Nosso clima foi quebrado ligeiramente por passos monstruosos vindos do outro lado da porta. Eles estavam subindo a escada. 


Livrei-me dos sapatos que me impediriam de correr com rapidez e tranquei a porta do quarto enquanto Ruby abria a imensa janela. Aproximei-me dela e olhei para baixo tendo a visão nada boa da altura que estávamos prestes a enfrentar. 


–Você primeiro. Não quero arriscar te deixar para trás. –Ela disse cedendo espaço para que eu atravessasse a janela.


Passei uma perna seguida da outra janela afora, Ruby fez o mesmo ao meu lado. Estávamos sentadas sobre o batente da janela encarando o chão que estava a metros de distância dos nossos pés. 


Estendi minha mão para ela e a mesma não hesitou em segurá-la. Boa sorte para nós. Em uma mentalmente contagem regressiva até três, pulamos.


O impacto causado em mim não seria tão doloroso se eu não tivesse meus machucados. Caí agachada no chão que nem a Ruby, ela pressionou com força os olhos e levantou-se rapidamente. Algo em seu corpo doía seriamente e pareceu piorar com aquele pulo, mas eu não tinha tempo para questioná-la ali. Nós duas precisávamos fugir.


Minha mão esquerda segurava a parte frontal da longa saia do vestido para que eu, desastrada como sou, não tropeçasse no mesmo. E a mão direita segurava com força a mão da Ruby. Junto a ela, corri como nunca antes. Corri sem rumo, sem um lugar e hora para chegar. 
                                                                                                     ...
A noite caiu, e junto à ela, o frio tomou conta da floresta. Paramos de correr após o cansaço nos atingir. Ninguém mais nos seguia, estávamos livres por fim. 


Em silêncio, trilhamos passos pela floresta em busca de saída. Precisávamos de um lugar para ao menos passar a noite. 


–Está tudo bem com você? –Pela primeira vez desde o quarto, Ruby se pronunciou.


A minha situação não era nem de longe uma das melhores. Mas ela estava ali, e eu a esperei por tanto tempo! Desejei-a por tanto tempo que qualquer problema que acontecesse ali era apenas um detalhe, a grande coisa era tê-la finalmente. 


–Tudo indica que sim. –Sorri sem mostrar os dentes após respondê-la. Ela retribuiu o sorriso. 


Caminhamos por mais alguns minutos. Não encontrávamos de forma alguma uma saída. 


–Droga! Não encontro sinal! –Ruby queixou-se enquanto procurava sinal para o celular. 


–Estou cansada. –Rendi-me. Soltei sua mão e sentei-me em um tronco de árvore deitado no chão. 


–O que sugere? –Ela virou-se para mim ao perguntar. 


–Nós não temos muitas opções no momento... –Observei. Olhei ao redor, só havia mato em todo canto. –Talvez devêssemos ficar aqui. –Dei de ombros ao sugerir. Ela pareceu pensar na possibilidade. –Ainda não acredito que você está aqui...


–É tão difícil assim? –Ela sorriu de canto e aproximou-se de mim, sentou-se ao meu lado e pôs a mão em minha coxa coberta pelo vestido de noiva. 


–Sim. Passei um tempo ouvindo pessoas se referindo à você como um assunto acabado. Como algo que foi e não ia voltar. –Suspirei. Virei meu rosto para encará-la, ela me ouvia atentamente. –E agora você está bem aqui. –Senti as atrevidas lágrimas tomarem conta dos meus olhos. 


–Não olhe para mim, eu também não entendo a vida... –Ela levantou as mãos em rendimento. Rimos juntas. –Não chore. –Seu polegar enxugou uma lágrima que deixei acidentalmente cair. 


–Eu tinha tanta coisa para te dizer! –Ri ao lembrar. –Era como se eu ensaiasse uma peça dentro de mim. Mas agora as palavras fugiram e eu... –Fiz uma pausa para tentar encontrar palavras para continuar aquilo, mas não as encontrei. Suspirei profundamente. –Você não tem nada a me dizer?


–O que você quer ouvir de mim? –Ruby pôs uma mecha de cabelo minha atrás da orelha para que pudesse encarar mais perfeitamente meus olhos avermelhados devido ao choro. 


–Quero ouvir sobre seus sentimentos.


–Quer saber se ainda te amo? –Ela franziu um pouco o cenho ao perguntar. –Sabe que eu não estaria aqui se a resposta fosse não. 
Senti minhas bochechas corarem ao ouvir sua resposta. Eu não precisava ouvir mais nada, não naquele momento, eu já tinha tudo o que eu precisava.


–Está toda vermelha! –Ela pôs a palma da mão em meu rosto arrancando de mim um sorriso dentre mil outros só em uma noite.


Enquanto ria, deixei um bocejo escapar e entreguei que estava com sono. 


–Podemos continuar a procura de uma saída amanhã quando acordarmos... –Propus. Ela assentiu concordando com a minha proposta.
Sentamos no chão. Ruby deitou sua cabeça em meu colo e eu fiz o mesmo tronco onde estávamos agora pouco sentadas de encosto para minhas costas e cabeça.


Não era tão confortável, mas, de novo, ela estava ali, isso melhorava tudo.


–Há alguma chance de você ficar bem aqui e nunca mais ir? –Perguntei com a voz sonolenta. Meus olhos estavam fechados, então não pude ver sua reação ao ouvir aquilo, mas demorou um pouco a responder. 


Ela pôs sua mão sobre a minha que fazia carícia em seu rosto e suspirou profundamente. 


–Eu sempre estarei por perto, Mackenzie. –Foi o que ela conseguiu dizer. 


Lembro-me de ir dormir acariciando seu rosto.

                                                                                                     ...

Ainda estava escuro quando senti o corpo da Ruby remexer-se em meu colo. Esfreguei a mão direita em meu rosto e espreguicei meu corpo. Abri devagar os olhos. Notei que ela acompanhava com o olhar cada movimento meu.


–Estava com medo de abrir os olhos e descobrir que nada passara de um sonho. –Admiti.


–Não foi um sonho, boba. Ou de repente foi e eu desaparecerei dentre segundos, toma cuidado. –Ela brincou. Dei um tapa fraco em seu ombro e ri.


–Estou com tanto frio! –Abracei meu braços na tentativa de aquecer-me.


Ruby levantou-se do chão e esfregou uma palma da mão na outra para que os resíduos de sujeiras saíssem. Em seguida, desabotoou sua jaqueta de couro Preta e a retirou do corpo. A camiseta cinza que usava por debaixo da jaqueta subiu um pouco e revelou cicatrizes em sua barriga. Meu corpo estremeceu ao vê-las. Levantei-me do chão rapidamente e encarei-a apavorada.


–Veste isso. –Ela deu-me sua jaqueta enquanto abaixada sua camisa rapidamente, escondendo de mim seus machucados. Peguei a roupa de sua mão e continuei a encará-la apavoradamente. –Algum problema? –Ela semicerrou os olhos. 


Cautelosamente, dei passos para frente que diminuíram a distância entre nós duas. Seus olhos estava procurando em mim respostas para sua pergunta. Segurei a barra de sua camisa e no ato ela já soube qual era o problema. 


Com medo de fazê-la sentir dor, levantei sua camiseta com o maior cuidado que pude. E a cada fração de sua barriga que era descoberta, feridas novas apareciam. Meus olhos arderam ao vê-la tão machucada. Assim como eu, ela também encarava suas feridas, feridas físicas. Mas para ela aquilo não pareceu novidade, pois vi que algumas de suas cicatrizes estavam curadas, ou seja, eram antigas. O que quer que tenha acontecido, não foi só uma vez.


–Me explica isso, por favor. –Ergui o olhar para encará-la e nossos olhares encontram-se. 


–Minhas tentativas de fugir do Travis. –Ela deu de ombros como se aquilo não fosse nada. Mas eu sabia que ela não queria preocupar-me mostrando que não ligava, quando na realidade, ligava sim.


Passei a ponta dos dedos sobre sua pele machucada. Gostaria de passar toda sua dor para mim, não suportava o fato dela ter sofrido tanto. 


–Estava com ele por todo esse tempo? –Eu perguntei. Ruby abaixou sua camisa escondendo, mais uma vez, seus ferimentos e balançou a cabeça positivamente em resposta. 


–Vamos procurar uma saída, o sol já vai nascer. –Ela desviou nossos olhares e o assunto. Me esperou vestir sua jaqueta, em seguida, estendeu sua mão para mim, não pensei duas vezes antes de sugurá-la.


Caminhamos juntas em busca de uma saída daquela floresta imensa. 


–Onde estamos? –Perguntei curiosa por nossa localização. 


–Você não saiu de Los Angeles. Está no norte. –Explicou. 


–Ouvi alguém dizer que você estava fugindo para o sul. –Comentei o que ouvi quando ainda estava presa no porão. 


–Armação minha. Pus um amigo meu para conduzir meu carro e despistá-los enquanto te tirava de lá. –Ela deixou escapar um ar orgulhoso em suas palavras.


Meu coração ainda dava pulinhos de alegria por tê-la ali. Era um sentimento anormal que adorava ter dentro de mim, e queria para sempre.


Sua mão direita segurava seu celular na esperança de encontrar sinal, mas não pegava de jeito nenhum ali. 


Continuamos andando. Ouvi um barulho e parei de andar na mesma hora.


–Por que parou? –Ela perguntou franzindo a testa.


–Estou ouvindo carros! Estamos perto da pista! –Animei-me ao perceber. –Vem comigo! –Puxei-a e corri em direção ao barulho que ouvi. Logo, chegamos à pista.


Soltei sua mão e subi no asfalto. Corri ao centro da estrada e abri os braços. Sentia-me livre. A estrada era deserta, sem chances de um carro passar ali mais uma vez. Tirei de braços abertos comemorando toda a minha liberdade. 


Enquanto girava, capturei o momento em que a Ruby correu em minha direção. Ela sorria da forma mais pura e verdadeira existente. Fui puxada para um abraço apertado, senti meu corpo doer com o aperto, mas não me importei. Seus braços eram meus melhores acolhedores. 


Segurei suas mãos e as coloquei em minha cintura. Envolvi meus braços ao redor do seu pescoço. Dançamos juntas ao som de uma música que não tocava em outro lugar senão em nossa imaginação. Trocamos olhares profundos. Trocamos sorrisos intensos. 
E por falar em olhos, o azul dos dela era o oceano onde gostaria de desaguar sempre. Algo naquela mulher me atraía de maneira enlouquecedora.


E todas as minhas paredes seguiram de pé pintadas de azul
Mas eu vou derrubá-las 
Derrubá-las e abrir a porta para você 
E tudo o que sinto no meu estômago 
São borboletas, da mais linda espécie 
Compensando o tempo perdido, voando 

Fazendo com que me sinta bem


Eu gosto de tê-la perto de mim. Gosto de como ela me faz sentir, mas só quando está por perto, porque longe, eu desmorona, o meu CD não toca. 


–Ouviu isso? –Ela parou de dançar e encarou-me seriamente. 


Concentrei-me em ouvir o que quer que fosse. Um ronco de motor aproximava-se da estrada. 


–Vamos ficar ali atrás! –Indiquei uma árvore com o dedo e corremos para trás dela. 


Meu coração bateu apreensivo e medroso só em pensar na possibilidade de ser o Travis.


Ruby espiava em um canto a estrada e esperava que o carro passasse por ela. Eu segurava sua mão com força, temendo perdê-la novamente. Logo, uma picape entrou na estrada, sua velocidade era média, como se estivesse procurando alguém aos arredores.


–Ed? –Ruby perguntou num sussurro. Seu semblante mudou de apreensiva à relaxada. –Vem comigo, é seguro. –Ela puxou-me para a pista e sinalizou para o carro que estava passando.


O céu já estava praticamente claro. As pontas da saia do meu vestido estavam sujas de lama. Minha maquiagem provavelmente estava borrada. Eu estava uma derrota, ajeitar um pouquinho aqui e um pouquinho ali não adiantaria. Quem quer que fosse dentro do carro, conheceria a versão mais desajeitada de mim e de um dia sem tomar banho. 


–Por onde andou? Passei a noite procurando por você, porra, não me mete outro susto desse! –Disse o homem dentro da picape. Ele inclinou-se, abriu a porta que cedia espaço ao banco do passageiro e mpstrou-se aliviado por ter encontrado a Ruby. 


–Não consegui sinal para falar com você. Passei a noite aí dentro. –Ruby indicou a floresta com um movimento rápido. Ed arqueou as sobrancelhas surpreso. 


–Mas o que você ainda está fazendo aqui? Você precisa dar o for a de Los Angeles o mais rápido possível! –Ele lembrou-a e só então notou que eu e tava ali. –Essa é a Mackenzie de quem tanto falava? 


–É. –Ruby confirmou ao olhar para mim com um lindo sorriso no rosto.


–Falava muito de mim mesmo ou ela mandou dizer isso? –Perguntei brincando. 


–Ela mandou dizer, você não deve ter visto, mas ela tava fazendo sinal para eu nao esquecer de falar isso. –Ed disse. Todos nós gargalhamos alto. –Não, sério, ela falou bastante. 


–Eu quero saber de tudo! –Eu disse. 


–Então entrem aí, a viagem será longa e lhe contarei tudo o que me lembro. –Ed nos convidou a entrar. –Let's go to Vegas, baby.


–Vegas? Las Vegas? É para lá que vocês vão? –Questionei surpresa.


–Pretendemos. –Ed deu de ombros. 


–Eu não posso ir... –Neguei o convite. Ruby, que estava sorrindo até agora pouco, encarou-me sem entender. 


–Por que não? –Ela questionou-me.


–Você não pode aparecer agora e mudar drasticamente tudo em mim. –Disse enquanto a encarava. –Não cogitou a ideia de eu estar tendo já vida nova?


Ela encostou o corpo da picape e cruzou os braços.


–Não é sua vida se eu não estou nela. –Disse segurando um sorriso cínico. 


–Eu me envolvi com outra pessoa depois de você, e sei que isso não é surpresa, pois você sempre esteve aos arredores nos observando e o meu vestido não disfarça isso. Eu não posso largar uma certeza por uma aventura. –Desabafei. 


Ed, sentado no banco do motorista, pareceu sentir a dor da Ruby ao ouvir aquilo, pois ele pôs a mão no peito e sussurrou um ai.


–Me chamou de aventura? –Ela fechou os olhos à espera da minha resposta. Um sorriso raivoso estava prestes a surgir em sua face.

 
–O que nós somos? –Perguntei a minha cruel dúvida. Afinal, o que éramos? 


Ela abriu os olhos e encarou os meus. 


–Somos o que você nunca será com qualquer outra pessoa, você sabe disso.–Respondeu.


Ruby descruzou os braços e aproximou-se de mim, tão perto que senti sua respiração chicotear meu rosto. 


–Mackenzie, eu não estou pedindo para voltarmos a ser o éramos. Estou pedindo para que você entre no carro e seja feliz comigo. Eu sei que nós mudamos, e sei também que ainda me ama, para mim, isso basta, o resto nós ajeitamos. –Ela disse para mim. Antes que me pronunciasse, ela completou sua frase.–Mas se você encontrou nele algo além do que em mim, se ama ele mais do que ama a mim. Então eu deixo que vá, não quero estragar isso para você.


–O que te faz ter tanta certeza de que ainda te amo? –Eu quis saber. Ela riu pelo nariz e desviou o olhar de mim para o meu pulso, sua pulseira estava presa à ele.


–Onde a encontrou? –Perguntou referindo-se a pulseira.


–Você a deixou cair no local do meu acidente... –Mexi na pulseira em meu pulso e sorri de súbito ao senti-la. 


–Carregou consigo desde então? –Ela perguntou. Assenti em resposta e ela prosseguiu. –Não faria isso se não me amasse. Ed? –Ruby o chamou ainda me encarando. 


–Oi?


–Uma situação: alguém abandona você por um longo tempo e isso te machuca de forma que nunca achou que fosse acontecer. Após um longo tempo, você consegue seguir adiante. Mas então, no dia mais importante para você dar um grande passo da sua vida que te ajudará a seguir mais a frente sem aquele alguém desgraçado, ele volta, e tudo o que você consegue dizer é que não te deixe outra vez. –Ela disse encarando-me. Depois, virou-se para o Ed que a ouvia atentamente. –O que me diz?


Ed fingiu que estava fazendo anotações em seu caderno imaginário e disse:


–Bom, creio que está com sintomas de amor. Não há cura. Mas para que não morra por ele, é necessário que siga as instruções do seu médico, são elas: entrar na picape e aventurar-se como nunca antes ao lado dela. –Ed parou de ler seu caderno imaginário e apontou para Ruby.


Rimos de toda aquela bobagem.


–Falando sério, preciso saber o que você quer. Não vou te julgar se escolher ficar, você estará fazendo a escolha que parece certa. –Ruby disse. –Eu não sou mesmo a melhor pessoa a se relacionar, antes isso não parecia ser um problema para você, mas você mudou e talvez essa mudança interfira em nós duas. E você tem razão, sou uma aventura. Você nunca saberá o que esperar de mim. Eu não posso te garantir nada além do que já é garantido por si só, o meu amor por você.


–Se eu não for. Isso será um adeus definitivo? –Perguntei temendo que a resposta fosse sim, por mais que estivesse claro que era. 
Ruby afastou-se de mim e entrou na picape, a porta ainda estava aberta quando ela disse:


–Um adeus temporário. Você sabe que eu sempre volto. –Ela deu-me uma piscadela. –Estou pedindo para se arriscar, Mackenzie. Sei que pode ser assustador, corações porém ser partidos, mas eu estarei ao seu lado e espero que isso signifique tanto para você quanto para mim. 


Não queria mais me machucar. Sentia que eu complicava as coisas mais simples. Desde quando me tornei uma garota que pensa duas vezes antes de fazer alguma coisa? Diz-me em que esquina da vida eu deixei a garota que se entregava a qualquer momento que revelasse ter um pingo de adrenalina sem pensar no depois, me diz que eu volto para buscá-la. Porque a vida é feita de momentos, e devemos aproveitá-los enquanto temos a oportunidade, sem pensar no depois e sem lembrar o passado dise ele não convier. 


Eu esperei tanto para tê-la. Esperei tanto por um momento ao seu lado. E sei que a amo como nunca antes, então por que não acompanhá-la? Eu não quero deixá-la ir, pois sei o quão doloroso é lidar com sua ausência. Eu não quero viver sem ela. Eu preciso dela. 
O sofrimento por não fazer uma coisa é pior que o sofrimento por fazer.


Meus olhos encheram-se de lágrimas. Era uma decisão difícil quando se tratava do Justin em jogo, eu o amo também. 


–Não me diga que você vai... –Ed balançou a cabeça negativamente ao ver uma lágrima percorrer meu rosto. –Garota, entre nesse carro agora! Tenho histórias longas para contar e sei que você quer ouvi-las. 


Suspirei profundo e enxuguei as lágrimas que me escaparam.


–Eu vou com vocês. –Decidi, por fim.


–Confesso que já sabia disso desde que te vi. –Ed confessou-se. 

Subi na picape e fechei a porta da mesma. A picape disponibilizava um grande assento ao lado ao banco do motorista, espaço para dois, perfeito para mim e a Ruby. 


Ed girou a chave na ignição e pôs o carro para entrar em movimento. Ruby passou o braço por meu ombro e abraçou-me de lado. Fechei os olhos e dei um suspiro longo. Estava feliz por estar ao seu lado.


–Talvez eu devesse começar te contando como arranjei essa picape e me desfiz de uma Ferrari azul. –Ed começou a dizer. 


–Você não trocou meu carro por isso... –Ruby tentou não acreditar naquilo. 


–Sim, eu troquei. E agora que me sinto menos culpado por ter te contado, posso contar a Mackenzie tudo o que você me contou. –Ele disse. Ri da sua maneira de falar. 


–Me conta, quero saber cada detalhe. –Pedi. 


A milhas de distância a frente de nós, o sol nascia. Tínhamos uma longa estrada pela frente e tempo nenhum para lamentar.
 



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