História Pressure - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hailey Rhode Baldwin, Justin Bieber, Ruby Rose
Exibições 83
Palavras 4.971
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Um novo capítulo para vocês e espero que gostem e que leiam as entrelinhas.
A tradução do título é: Às vezes o coração é enganador.
Espero que captem o que tentei lhes transmitir através dessa frase.
No mais, agradeço aos que acompanham a história e desejo-lhes uma boa leitura.

Capítulo 4 - Sometimes The Heart Is Deceitful


Fanfic / Fanfiction Pressure - Capítulo 4 - Sometimes The Heart Is Deceitful

Flashback

As ruas estavam pouco movimentadas, afinal, era natal. Todos estavam em casa com suas famílias. E se ainda havia um pé de gente ali, eram pessoas que se atrasaram para comprar alguma coisa para encher ainda mais a mesa da ceia.

Embaixo de uma escadaria, onde havia uma goteira insuportável, um monte de papelão e jornal me servia como cama e moradia temporária. Eu não era muito de me fixar em um lugar, ia parando aqui e ali, me acomodando em qualquer buraco.

Estava frio e meu casaco, cachecol e gorro não me aqueciam o suficiente. E a fome era minha inimiga, lutava contra ela todos os dias, e a cada dia ficava mais difícil. Era impossível sobreviver sem furtar. Morar nas ruas de NY não era uma atividade nada fácil.

Flashback off

–Mackenzie! –Ryan me chamou antes de entrarmos em casa. – O que aconteceu lá no racha morreu lá, entendeu?

–O que? Isso não pode ficar assim, Ryan. Não vamos contar ao Justin para ele tomar as devidas providencias? –Perguntei e ele negou com a cabeça.

–Não, isso vai ficar apenas entre nós.

Chris ainda estava com o corpo apoiado no Ryan, ambos machucados.

–E sobre o dinheiro? –Cruzei os braços e perguntei.

–Perdemos no racha, apostamos a grana no Marcus e ele perdeu, fechou? –Concordei com ele mesmo sem entender o porquê de não comunicarmos ao Justin sobre o ocorrido. –E o carro... –Ele pareceu pensar no que ia dizer. – Perdemos na aposta também.

Ryan parecia saber o que estava fazendo, por isso, decidi ajudá-lo.

Entramos em casa na ponta do pé, mas isso não impediu que chamássemos atenção de alguém. Um alguém que passava a noite em claro quando sabia que estávamos em um lugar perigoso, a Manuela.

–Meu senhor! O que houve com vocês? –Manuela estava na sala, vestia um vestido longo de algodão e arregalou os olhos quando nos viu.

–Manuela, vá dormir, está tudo de boa, não se preocupe. –Ryan disse e seguiu direto para o segundo andar, fui atrás dele e entrei de imediato em meu quarto.

                                                               ...

Na manhã seguinte, acordei com várias batidas na porta.

–Quem é? –Perguntei com a voz fraca e sonolenta.

–É o Tyga. –Ele respondeu.

Esfreguei as costas das mãos nos olhos e criei coragem para levantar da cama. Caminhei até a porta e abri a mesma permitindo que o Tyga entrasse.

–Espero que seja uma coisa bem importante, não é legal acordar as pessoas tão cedo assim. –Apontei para o relógio em minha escrivaninha e eram exatamente 08h27min AM.

–O que rolou ontem à noite? –Tyga foi breve. Filho da puta.

 Estava de costas para ele quando ouvi a pergunta. O que foi ótimo. Assim evitei que ele fizesse mais perguntas pela expressão facial que fiz. Aturdida.

Meus sentidos estavam confusos em relação à noite anterior. Eu estava ciente de que nada podia contar.

–Um racha. –Fiquei de frente para ele e sentei na cama. Tentei parecer o mais tranqüila possível. Sem preocupações.

–Não enrola, Mackenzie. Ryan disse que levaram o dinheiro e o carro. E aquela conversa sobre ser esperto e fazer apostas inteligentes? Porra, essa foi a forma mais sábia que vocês encontraram de lucrar? –Tyga estava aparentemente puto.

–Não reclama comigo! Foi o Ryan quem fez as apostas. –Me defendi.

 Fiquei decepcionada comigo mesma por ter que colocar o nome de alguém na reta para me sair de uma situação. Eu era bem melhor que isso, ou não era? Enfim, estava nervosa, foi a primeira coisa que veio na cabeça. Se eu parasse para pensar antes de respondê-lo, ele veria que algo estava errado ali.

–Agiram com imaturidade. Eram para tomar a decisão em grupo. Esse papo de “é culpa de fulano” não é legal. –Ele me encarou com uma expressão séria e reprovadora. –Quer me dizer alguma coisa?

Desviei meu olhar para o chão e neguei com a cabeça.

–Isso é tudo. –Menti.

–Acredito em você. –Tyga continuou me encarando por longos segundos e depois saiu do quarto, me deixando sozinha no cômodo.

Doeu. Aquilo doeu tanto. Ele confiava em mim. E eu estava mentindo para ele, escondendo uma verdade que poderia deixá-lo em perigo.

Agora eu sinto o peso da confiança. Porque a minha confiança já foi quebrada uma vez. E cara, isso dói tanto. Não queria fazê-lo sofrer nem um terço do que eu estava sofrendo, mas esperava que ele entendesse que minhas mentiras eram raras e sempre por uma boa causa.

                                                            ...

–Como se sente hoje? –Minha psicóloga, Laurine, fez a mesma pergunta que costumava fazer no início de todas as minhas consultas.

–Culpada. –Mudei o semblante despreocupado no meu rosto para um bem triste.

–Por que você se sente culpada? –Ela questionou. Franziu o cenho e estranhou minha mudança repentina de humor.

–Acho que estou traindo a confiança de alguém. –Encarei o teto, estava deitada em uma poltrona aberta.

Estava referindo-me ao Tyga, pois, estava traindo a confiança dele. Sabia que não era o certo a se fazer, mas fazia pelo Ryan. Ainda que eu não saiba o verdadeiro porquê do meu silêncio sobre o racha, confio no Ryan o suficiente para saber que se ele quis que eu nada dissesse, é porque as coisas ficariam melhores dessa maneira.  

–Não deve fazer nada que não queira, Mackenzie.

–E eu não quero. Mas preciso, não sei por que, mas preciso.

Passei o resto da manhã na consulta. Era bom ir lá de vez em quando. Deixava as coisas mais tranqüilas. Tenho experimentado isso desde que a Ruby se foi. E tem sido bom.

Estou tentando tapar os buracos que ela deixou em mim. O estrago foi grande. Meu coração foi partido em mil pedaços, e eu perdi todos eles. Com calma, estou me reconstruindo, aos poucos.

Los Angeles.

12h57min PM

Joguei a bolsa que carreguei comigo até a psicóloga no sofá. A casa me parecia vazia. Estava tudo em silêncio. Deixei meus sapatos no canto da sala e caminhei pelo corredor do primeiro andar. A porta do escritório do Justin estava entreaberta. Que mal faria se eu fosse até lá?

–Olá? –Dei duas batidas de leve na porta, enfiei a cabeça para dentro do cômodo e abri um sorriso extenso ao vê-lo em sua mesa.

–O que você quer, hum? –Foi a primeira coisa que ele disse.

–Queria ver você. –Entrei no escritório e fechei a porta atrás de mim. Dei passos lentos em sua direção e apoiei meu corpo em sua mesa, o encarando.

–Já viu, quer mais alguma coisa?

–Deixa de ser grosso, quero conversar. Você não se sente sozinho?

Ele continuou mexendo em seu notebook, porém, parou assim que fiz a pergunta.

–Estou trabalhando, Mackenzie. –Justin, como sempre, curto.

–Por que você é tão fechado? –Insisti em conhecê-lo um pouco mais.

–Me acha fechado? –Ele riu.

Deixando de lado seu notebook, focou-se em mim.

–Qualquer um acharia se estivesse no meu lugar. –Respondi.

–Certo, acha que eu te desprezo? –Ele foi certeiro.

–E você acha que não? Ignora-me desde o dia em que pus os pés aqui.

–O que você queria? Que eu fosse a favor de ter uma drogada de rua aqui só porque a Ruby estava apaixonada? –Ele foi frio, mas foi sincero e era exatamente o que eu queria.

–Foi errado em me julgar pela aparência. Talvez seja maldoso da minha parte, mas a pessoa que você confiava foi embora e a que você pensava que te apunhalaria pelas costas está aqui. –Fiz referência à Ruby e em seguida, a mim.

 –Não achei que você fosse durar. Mas você tem que entender, trabalhamos juntos há tempos e não é qualquer um que entra na gangue, não é fácil confiar em qualquer pessoa, Mackenzie. E eu não conhecia você. –Ele explicou.

–Eu entendo você. Águas passadas. –Estendi minha mão para o Justin e ele não hesitou em segurá-la. Demos um aperto de mão e trocamos olhares amigáveis. –Satisfação, meu nome é Mackenzie Foster. –Ele riu como se não estivesse acreditando naquilo, o repreendi com o olhar e ele ficou sério.

–Justin. –pigarreou– Justin Bieber.

–Então, Justin. Conte-me mais sobre você...

–Não há nada de interessante em mim, Mackenzie. –Ele disse.

–Aí é que você se engana. Você me parece bem interessante.

–Certo. O que quer saber de mim? –Ele cruzou os braços, endireitou os óculos na face e esperou de mim uma resposta.

–Como veio parar aqui?

–Com as pernas, saí andando do quarto e parei aqui. Próxima pergunta. –Eu ri de sua resposta.

–Você me entendeu! O que fez você começar com os assaltos?

–A necessidade do dinheiro.

–Onde os garotos entram nisso? –Perguntei curiosa.

–Tyga, Ryan e Chris são meus amigos de infância. Nós três começamos juntos tentando descobrir senhas de contas bancárias quando tínhamos por volta de 12 a 14 anos de idade. –Ele contou-me.

–E vocês conseguiam? –Arqueei as sobrancelhas de surpresa.

–Sim. –Justin deu de ombros como se aquilo fosse fácil, fácil.

–E a... Você sabe... –Indiscretamente discreta, perguntei sobre a Ruby.

–A Ruby? –Ele perguntou e eu assenti. – É uma história engraçada. A conheci quando começamos a roubar pessoas na rua, lembro como se fosse ontem...

Flashback on Justin Bieber.

–Corre, Ryan! –Gritei para o meu amigo e corri junto com ele.

–Direto para o beco! –Ryan gritou.

Corri o mais rápido que consegui em direção ao beco. Antes de virar a esquina, olhei para trás me certificando de que ninguém estava mais me seguindo. Sem querer, esbarrei em alguém e caímos juntos no chão. Era uma garota.

–Olha por onde anda! –Peguei a carteira que tinha acabado de roubar do chão e levantei-me. Bati a palma da mão na minha calça tirando a areia de lá e a encarei.

–Desculpas aceitas. Mal educado. Não fui eu quem estava correndo. –Ela levantou e cruzou os braços.

–Sai da minha frente! –A empurrei e saí andando.

–O que é isso na sua mão? –Ela veio atrás de mim.

–Não interessa! –Escondi a carteira dentro do meu casaco.

–É uma carteira, você roubou! –Ela parou de andar e pôs as mãos na cintura.

–Não roubei.

–Roubou sim! –Ela retrucou.

–Tá, eu roubei. E se você não der o fora daqui eu vou chamar os meus amigos e vamos acabar com você! –A ameacei.

–Eu não tenho medo. –Ela disse. Ryan, Chris e Tyga apareceram atrás de mim ofegantes de tanto correr.

–O que está fazendo? –Chris perguntou. –Era pra você encontrar a gente no beco.

–Esses são os seus amigos? –Ela apontou para os garotos como se aquilo fosse uma piada.

–Quem é ela? –Ryan perguntou.

–Eu sou a Ruby. –Ela apresentou-se.

–O que você quer, Ruby? –Ryan fez outra pergunta.

–Posso ajudar vocês? –Ela perguntou.

–Claro que não! Meninas não entram no nosso grupo! É proibido! –Chris se prontificou em dizer.

–É, não pode. –Reforcei suas palavras mesmo que não fosse necessário.

–Por que não? –Ela cruzou os braços, indignada.

–É proibido, já disse! –Chris repetiu.

–Vocês estão com medo de perderem para uma garota? –Todos riram da cara dela.

–Não perdemos para uma garota! –Ryan disse.

Ruby olhou ao redor procurando uma vítima e parou o olhar em uma mulher prestes a entrar em seu carro. A mulher era jovem e a julgar pela aparência, cheia de dinheiro.

–Observem. –Ruby caminhou até a moça e de longe, ficamos ouvindo tudo. –Senhora, tem um trocado?

–Olá, querida. –a mulher se abaixou, ficando da altura da Ruby– Onde estão seus pais?

–Nas ruas, procurando dinheiro para comprar comida. –Ruby abaixou o olhar e fez cara de choro.

–Acalme-se, meu bem. Vou ajudar você, espere um pouco. –A mulher tateou os peitos procurando sua carteira e a encontrou no bolso da calça jeans que usava. Tirou de lá uma nota de cinqüenta reais e entregou a Ruby, a mesma abriu um sorriso quando recebeu o dinheiro.

–Obrigada, a senhora é muito bondosa! –Ruby abriu os braços e deu um abraço na mulher, em seguida, acenou e veio andando em nossa direção.

–Wow. Nada mal para uma menina. –Tyga foi o primeiro a admitir.

–Corram. –Ela disse.

–O que? –Perguntei sem entender.

–Temos cinco minutos até que ela entre no carro, procure sua carteira e não a encontre. –Ruby nos mostrou o que escondia por debaixo da camisa do colégio. A carteira da mulher.

Juntos, começamos a correr desesperadamente para o beco.

Flashback off.

–CARALHO! –gritei de empolgação– Isso foi lendário!

–É, nada mal para uma garota. –Ele deu de ombros e rimos juntos.

–O que vocês faziam com o dinheiro?

–Nada de importante, pelo menos, nada de importante agora. Mas nós investimos todo o dinheiro em uma casa de madeira que construímos em um beco. –Ele contou. –As coisas começaram a ficar sérias quando o Lobo nos descobriu.

–Já ouvi essa história. Vocês começaram a vender drogas para ele, certo? –perguntei e ele assentiu. A Ruby já havia me contado uma vez.

–A gente vendia mais caro do que ele mandava e ficávamos com o que sobrava do dinheiro. E ainda por cima, ele nos pagava semanalmente, tivemos bons lucros. Mas uma hora tudo aquilo pareceu pouco. Porra, éramos espertos, por que não formar uma gangue própria?

–E foi o que vocês fizeram. –Conclui.

–E Lobo acha que isso foi traição. –Justin riu. –E foi mesmo.

–Às vezes é preciso radicalizar. –Eu disse e ele concordou balançando a cabeça positivamente.

Ouvi duas batidas na porta. Virei-me para ver quem era e me deparei com o Tyga. Provavelmente ele estava ali para tratar sobre o assalto ao banco. Era frustrante saber que em nossa última conversa, eu menti para ele. Mas eu tinha que agir normalmente, pois para ele, minha história era verdade.

–Estou interrompendo alguma coisa aqui? –Tyga perguntou. Eu neguei com a cabeça.

–Não, Ty. Vou deixar vocês trabalharem em paz. –Virei para o Justin e dei uma piscadela antes de sair do escritório. Ele devolveu e junto com isso, um sorriso encantador.

Saí do escritório e subi para o segundo andar. O Chris e o Ryan não estavam em seus quartos, e isso era péssimo, porque sem eles, eu ficava sozinha em casa.

É tão, tão ruim quando você se apega a alguém e esse alguém vai embora. É horrível ter que se acostumar com uma nova rotina sem esse alguém. É doloroso quando o destino tira de suas mãos algo que você acha que não consegue viver sem. Ruby era como uma droga para mim, e eu estava viciada. Tiraram ela de mim de forma repentina e tudo o que me resta é sofrer de abstinência.

Dei uns giros pela casa. Eu estava em um tédio profundo. Resolvi visitar o terceiro andar, não ia lá há tempos. 

Subi a longa escadaria rumo ao terceiro andar da casa. Lá era o lugar onde o Justin e os garotos organizavam as matinês. O lugar era foda.  

A sala principal era usada como pista de dança. Havia um bar enorme ali. Na parede, desenhos escrotos em cor neon faziam a decoração, tudo idéia do Brown.  Mais para frente ficava um corredor dos quartos e na sacada ficavam as jacuzzis.

Flashback 

Sozinha aqui? –Sua voz rouca me fez arrepiar.

–Sai fora, porra. –Fui grossa, mas foi merecido. A vadia tinha me deixado sozinha o dia inteiro.

Ela riu pelo nariz do meu estado.

–Ainda ta brava? –Ela perguntou e eu não respondi, era óbvio que eu estava– Vamos pular para a parte em que fazemos sexo de reconciliação, vai.

Ela girou o banco em que eu estava sentada me deixando de frente para ela. A encarei mesmo que não quisesse, era inevitável. Ela se pôs entre minhas pernas e apertou minhas coxas com força.

–Mandei dar o fora daqui. Tira a mão de mim! –empurrei com força suas mãos.

Ruby levantou suas mãos em rendimento e ficou séria. Seu maxilar travado me fez esquecer o porquê de estarmos brigadas. A vadia sabia que tinha controle sobre mim e não pegava leve em se aproveitar. Ela virou-se para a pista de dança e assim como eu, prestou atenção nas pessoas dançando. Uma garota rebolava a bunda descaradamente enquanto a encarava. ENQUANTO ENCARAVA A MINHA MULHER. Fiquei indignada com tamanha falta de respeito.

Sem perder a classe, levantei do banco e ajeitei o decote do meu vestido.

–Pra onde você vai, hum? –Ruby perguntou-me.

–Lugar nenhum. 

Aproximei-me da Ruby e entrelacei meus braços em volta do seu pescoço. Ela apertou minha cintura com força e distribuiu beijos em minha clavícula e pescoço. Beijos molhados e gostosos. Dei uma olhada atrás de nós e a prostituta oferecida não estava mais ali. Sorri satisfeita com aquilo. Enlouquecia-me pensar na possibilidade de outra garota tocar na Ruby e vice-versa.

Puxei seus cabelos da nuca para trás a fazendo levantar a cabeça para o teto.

–O que foi isso? Ciúmes? –Ela perguntou. Apertei ainda mais seus cabelos entrelaçados em minha mão e ela arfou.

–Aquela vagabunda estava de bandeja para você, e você estava adorando. –Encostei meu rosto no dela e pude sentir sua respiração ofegante chicotear minha face.

–Desconta esse teu ódio na cama, porra. –Ruby segurou meus pulsos com força e encarou meu rosto que estava bem perto do seu. –Tá me deixando excitada com essa raiva.

A verdade é que já estava entregue em seus braços. Não conseguia resistir a tentação de tê-la dentro de mim. Porra. Nunca conseguia ganhar uma briga nossa. Sempre me entregava, puta mulher irresistível do caralho.

–Vamos dar uma pausa, foder, e depois ainda estaremos brigadas. O que você acha? –A encarei. Eu estava praticamente implorando com os olhos para que ela me fodesse.

–Por que eu faria isso?

–Estou completamente molhada. –mordi o lábio inferior fazendo cara de cachorrinho sem dono. 

Flashback off.

Meu celular tocou e o barulho fez com que eu me despertasse das minhas lembranças. Olhei através do visor do celular e vi que era uma mensagem. Abri a mesma e arregalei os olhos ao vê-la.

Justin: Encontra-me na garagem às 21h00min hoje, vamos jantar fora.

Abri um sorriso ao ler e respondi com um “o.k.”.

Eu tinha um encontro com o Justin. E por que diabos isso me deixa contente?

Chequei o horário no relógio e já eram 19h30min. Precisava ir tomar um bom banho e me arrumar para vê-lo. 

                                                                    ...

Era bobagem sentir-se nervosa? Talvez fosse, e se fosse, eu era uma boba, pois, estava nitidamente nervosa com o tal encontro.

Usei um vestido vermelho que valorizava as curvas do meu corpo, um salto alto da mesma cor que eu adorava e escolhi uma bolsa de mão cor de prata para levar comigo. Meu cabelo estava bem arrumado, o escovei e passei um modelador de cachos para deixá-los com ondas. O batom vermelho era o destaque no meu rosto, não era muito chamativo, mas era discreto e me fazia parecer mais confiante, então, decidi usá-lo.

Chequei o horário no celular. Eram 21h00min. Dei duas borrifadas de perfume em minha pele e ajeitei o cabelo, por fim, saí do quarto. Desci as escadas e me certifiquei que ninguém estava na sala antes de passar por lá, não queria alarmar que teria um encontro com o Justin.

Segui meu caminho para a garagem e Justin estava lá. De costas para mim encostado em sua Ferrari verde e concentrado na tela do celular.

Pigarreei para chamar sua atenção e no mesmo instante ele se virou. Fez a volta no carro e carregava consigo uma rosa. Ele fixou seu olhar por bastante tempo no meu corpo e passou a língua por entre os lábios, contendo um sorriso maliciosamente gostoso.

–Isso foi idéia da Manuela. –Ele me entregou a rosa. Fiquei surpresa com aquilo e ri por saber que a Manuela tinha o ajudado com aquilo.

–Fraco demais para admitir que me trouxe uma flor? –Perguntei. Ele deu de ombros, escondeu as mãos dentro do bolso da calça e mordeu o lábio inferior. Meu deus.

–Vai entrar no carro ou ta esperando um convite formal? –Ele perguntou. Eu ri e dei um tapa fraco em seu ombro.

–Esperando o convite. –Arqueei as sobrancelhas e ele revirou os olhos.

–Ninfeta... –Ele segurou minha mão e me conduziu até o banco do carona, abriu a porta do carro e apontou para o banco. Fiz cara de madame e o encarei.

–Tá muito forçada ou ta legal? –Perguntei me referindo à cara.

–Um dia você chega lá. –Rimos juntos. Entrei no carro e ele fechou a porta.

–Onde vamos jantar? –Perguntei assim que ele entrou no carro.

–Vamos ao Craft. Já foi? –Ele ligou o carro e deu a partida. Atravessou os portões de casa e seguiu direto ao tal restaurante.

–Não. Você deve esquecer que eu era moradora de rua, não freqüentava restaurantes. –Disse enquanto encarava o caminho através da janela.

Justin ficou calado. Decidi mudar o clima tenso que eu pus no ar e liguei o som. Troquei a música até conseguir uma que me agradasse, parei em The feeling.

Am i in love with you? (Eu estou apaixonado por você?)

Or am i in love with the feeling? (Ou eu estou apaixonado pelo sentimento?)

Trying to find the truth, Trying to find the truth. (tentando achar a verdade, tentando achar a verdade.)

Sometimes the heart is deceiving. (Às vezes o coração é enganador.)

Subitamente, Justin pôs uma de suas mãos em minha coxa enquanto a outra controlava o volante. Encarei sua mão fazendo carícias em mim e contive um sorriso. Era tão bom sentir alguém.

A viagem não foi tão longa, quando me dei conta, estávamos estacionados em frente a um restaurante.

Saímos juntos do carro. Justin fez uma volta e estendeu sua mão para mim. Sorri encantada e a segurei, entramos de mãos dadas no local. Fomos o centro das atenções por curto tempo, Justin era bastante conhecido e não era sempre o mesmo estava acompanhado por uma dama, não em lugares como esse, apenas em boates e era sempre mais de uma. Portanto, fico honrada em ser sua exceção.

–Reserva do Bieber. –Justin disse a recepcionista e a mesma mandou um garçom nos conduzir até a mesa reservada.

Seguimos o garçom até lá. A mesa escolhida era uma com vista para as ruas de Los Angeles. Era linda.

Aproveitamos que o garçom já estava ali e fizemos o pedido, pedimos spaghetti a carbonara. Outro garçom trouxe vinho para a entrada. Antes de bebermos, exigi que fizéssemos um drink.

–Um brinde a...? –Justin franziu o cenho.

–A tudo o que está por vir. –Levantei a taça com vinho e ele fez o mesmo. Em seguida, dei um gole no líquido enquanto o encarava.

–Te contei uma parte de mim hoje, não mereço ouvir algo sobre você? –Ele tinha razão, que mal faria se eu contasse?

–O que quer saber?

–Desde quando foi morar nas ruas? –Ele perguntou. Coloquei a taça de vinho sobre a mesa e olhei para a bela vista que tínhamos através da janela.

–Não vivi toda minha vida em ruas, Justin. Eu tinha uma família. Morávamos minha mãe, meu pai e eu em Nova York. Minha mãe foi diagnosticada com câncer terminal no pulmão. –Engoli em seco e o encarei. – Ela faleceu pouco tempo depois de descobrir a doença. Meu pai a amava tanto, tanto, tanto que não agüentou vê-la partir, entrou em depressão, e foi fatal. E o intervalo de tempo entre uma morte e outra foi muito curto, eu fiquei extremamente abalada. Eu tinha treze anos quando fui morar com a mulher que se considera minha tia. Ela era detestável e seu marido era nojento. Ele era alcoólatra e sustentava-a, uma mulher de trinta e poucos anos sem moradia própria. Os dois brigavam constantemente, me tiraram do colégio particular onde eu estudei minha vida inteira e me colocaram em um público que ficava perto de casa e que quase nunca tinha aula. Eles me desprezavam. Então eu comecei a beber e a cheirar cocaína, me fazia esquecer as coisas, mas ninguém deve viver assim, pelo menos é o que eu acho. Desde que comecei a beber e injetar droga no organismo, os dois começaram a não me aceitar morando com eles. Fugi de casa aos quatorze anos quando ouvi minha tia ligando para um colégio interno e me matriculando. Eu estava cansada de ser comandada por alguém, então fui embora.

–Sinto muito por seus pais. –Justin disse após ouvir um pouco sobre mim. –Como veio parar em LA? Você morava em NY, certo?

–Longa história... –Disse evitando falar sobre e ele me encarou como se quisesse saber mais. – É a parte em que a Ruby entra, não quero falar sobre isso.

–Entendo. –Ele foi compreensivo.

O resto do jantar foi calmo. Ele foi bem legal comigo, superou todas as minhas expectativas.

–Ainda tenho que te levar em um lugar, a noite não acaba por aqui. –Ele levantou da mesa e eu fiz o mesmo.

–Nossa. Que misterioso. –Ele riu das minhas palavras. Segurei sua mão e deixei com que ele me levasse aonde quisesse.

Entramos em um elevador que havia ali e fomos para o 4º andar do edifício. Quando chegamos, pude ver que o local era extremamente lindo. As paredes do corredor eram douradas e o chão era coberto por um tapete vermelho. Fomos até o final do corredor onde ficava a suíte presidencial. Justin segurava um cartão de verificação e após usá-lo, abriu a porta.

O quarto era enorme. A porta da sacada estava aberta e o vento calmo passava por ali. Entrei primeiro no cômodo e analisei tudo ao redor. Algumas velas estavam postas no criado-mudo e outras espalhadas pelo local. Era lindo. Meus olhos ficaram encantados.

Justin fechou a porta atrás de nós. Mantive-me parada apenas admirando o lugar.

Senti suas mãos tocarem minha cintura por trás. Sua respiração estava tão próxima ao meu pescoço que eu sentia leves arrepios. Ele afastou meu cabelo para o lado e depositou beijos molhados em minha nuca. Fechei os olhos e mordi o lábio inferior. Ele seguiu uma trilha de beijos de minha nuca até o lóbulo da minha orelha, onde deu uma leve mordida. Ainda de costas para ele, senti o zíper do meu vestido ser abaixado. Suas mãos foram rápidas e abaixaram a alça do vestido também. A peça de roupa que estava vestido caiu no chão. Ele me deixou apenas com uma lingerie vermelha rendada e deu a volta, posicionando-se em minha frente.

Justin agarrou minha nuca e encostou seus lábios nos meus, começou os chupando intensamente e envolveu sua língua aprofundando-se. Sua língua percorreu por cada canto da minha boca, aquilo era tão bom. Sua mão esquerda desceu por minha espinha até chegar em minha bunda, a apertou e me deu impulso para me carregar. Entrelacei as pernas em sua cintura e continuei a beijá-lo. Suas mãos agora me serviam de apoio, senti seu corpo entrar em movimento e soube que ele estava dando passos em direção a cama. Com cuidado, ele me pôs deitada e afastou minhas pernas se colocando entre elas. Apertou meus seios e isso bastou para que eu arfasse em excitação. Senti seu abdômen colar em minha barriga e seus lábios distribuírem chupões em meu pescoço segundos depois. Agarrei sua nuca e cravei minhas unhas ali enquanto ele me chupava. De forma ágil, Justin abriu o feixe do meu sutiã e livrou-se daquela peça a jogando no chão. Ele me olhava com luxuria. E como eu adorava aquilo. Sua língua tocou o bico do meu peito direito e fez movimentos circulares ali. Implorei por mais. Ele foi obediente e abocanhou meu peito, o chupando com ferocidade enquanto estimulava o esquerdo. Rocei minha parte íntima no seu pau e senti seu membro enrijecer. 

Justin afastou-se do meu corpo e segurou a alça da minha calcinha rendada. Puxou ela para baixo devagar e a jogou no chão, junto com o sutiã. Tendo a visão que queria, ele passou dois dedos por toda extensão da minha intimidade. Gemi fraco com o ato e apertei os lençóis da cama. Ele pareceu ter gostado da reação, pois pude ver um sorriso malicioso brotar em seus lábios. Justin distribuiu beijos na parte interna da minha coxa e seguiu com eles até minha vagina.

Sua língua tocou o meu clitóris e fez movimentos circulares e gostosos ali. Arqueei as costas e gemi mais alto, eu estava perdendo o controle. Ele me chupava gostoso. Movimentava sua língua no lugar onde mais me dava prazer. Oh, meu deus. Ele passou sua língua em minha entradinha e a penetrou em seguida. Seus movimentos foram rápidos e enquanto os fazia, massageava meu clitóris também. Senti que chegaria ao ápice e finquei minhas unhas em sua nuca, ele entendeu o recado e acelerou os movimentos. Gozei em sua boca e ele chupou tudo. Era minha vez de fazê-lo gozar.

Sentei na cama e me levantei. Fiz a volta e fiquei o puxei para a beira da cama. Posicionei-me entre suas pernas e abaixei sua calça junto com a box. Seu membro já estava ereto, o segurei e comecei a masturbá-lo. O incentivei gemendo seu nome e antes que ele gozasse, abocanhei seu pau e fiz movimentos de vai e vem com a boca. Masturbei a parte que não coube na boca e ele empurrou minha cabeça com força contra seu pau, gemeu alto e rouco e gozou em minha boca.

Após engolir o gozo, lambi a base do seu pau enquanto o encarava. Ele mordeu o lábio inferior e me carregou, me jogando de volta na cama. Sem mais delongas, afastou minhas pernas e me penetrou com seu pau. Gemi alto sentindo todo o prazer que ele me proporcionava. Apertei meus seios e rebolei enquanto ele estava dentro de mim, isso serviu de estimulo para ele, ouvi seus gemidos aumentarem e fiquei satisfeita. Chegamos ao ápice juntos, Justin gozou dentro de mim e continuou movimentando-se dentro de mim até cair cansado ao meu lado na cama. 


Notas Finais


"Comentários são a gasolina do autor."–Alguém.


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