História Pretty Little Liars - Maldosas (Livro 1) - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Pretty Little Liars
Exibições 6
Palavras 1.735
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - NÃO SÃO SEUS ESTUDANTES COMUNS REUNIÃO DE PROFESSORES



Na quarta-feira de manhã, o pai de Aria, Byron, escovou seus espessos cabelos negros e fez um sinal com a mão para fora da janela do Subaru, para avisar que ia virar à esquerda. A seta do carro havia quebrado na noite anterior, então, ele estava levando Aria e Mike para o segundo dia de aula, e depois levaria o carro à oficina.
—Vocês estão felizes por estarem de volta aos Estados Unidos? — perguntou Byron.
Mike, sentado perto de Aria, no banco de trás, sorriu.
— Esse país é irado! — Ele continuou a apertar os botõezinhos de seu PSP furiosamente. O troço fez um barulho de pum e Mike agitou um dos punhos no ar.
O pai de Aria sorriu e continuou cruzando a ponte de mão única feita de pedra, acenando para um vizinho que ia passando.
— Tá, tudo bem, mas por que é irado?
— Aqui é irado porque tem lacrosse — respondeu Mike, sem tirar os olhos do PSP. — E as garotas daqui são mais bonitas. E tem um Hooters na rua King of Prussia.
Aria riu. Como se Mike já tivesse entrado em um Hooters. A não ser que... ah, Deus, será que já?
Ela estremeceu dentro de seu casaquinho de alpaca e olhou a neblina espessa pela janela do carro. Uma mulher usando uma jaqueta vermelha esportiva e comprida, em que estava escrito MÃE QUE JOGA NA LINHA DE FUNDO, tentou impedir seu pastor-alemão de correr atrás de um esquilo até o outro lado da rua. Na esquina, duas louras empurrando carrinhos de bebê de última geração estavam fofocando.
Havia uma palavra para descrever a aula de inglês do dia anterior: brutal. Depois que Ezra deixara escapar um "Puta merda!", a classe toda virou para trás e a encarou. Hanna Marin, sentada à sua frente, sussurrou em voz não muito baixa:
—Você dormiu com o professor?
Aria pensou, durante meio segundo, que talvez Hanna tivesse mandado para ela o torpedo sobre Ezra. Hanna era uma das poucas pessoas que sabiam sobre Pigtunia. Mas por que Hanna se importaria?
Ezra — hum, sr. Fitz — havia dissipado rápido as risadas e dado a desculpa mais esfarrapada para justificar o palavrão que disse em sala de aula. Ele disse, e Aria citava de cabeça:
— Tive medo que uma abelha tivesse entrado em minha calça, pensei que ela fosse me picar, por isso eu gritei de medo.
Depois, quando ele começou a falar sobre os trabalhos de cinco parágrafos e os planos de estudo da classe, Aria não conseguia se concentrar. Ela era a abelha que entrara nas calças dele. Não conseguia parar de encarar seus olhos vorazes e sua boca suculenta e rosa.
Quando ele olhou em sua direção, com o canto dos olhos, seu coração deu dois saltos mortais, e aterrissou em seu estômago.
Ezra era o cara certo para ela, e ela era a garota certa para ele — ela tinha certeza disso. E daí que ele fosse seu professor? Tinha que haver uma forma de resolver as coisas.
Seu pai parou no portão de pedra da entrada de Rosewood. Ao longe, Aria viu um Fusca no estacionamento dos professores. Ela reconheceu aquele carro do estacionamento do Snooker's — era de Ezra. Ela olhou para o relógio. Faltavam quinze minutos para a chamada.
Mike saiu disparado do carro. Aria abriu a porta para sair também, mas o pai tocou em seu braço.
— Espere um pouquinho — disse ele.
— Mas eu tenho que... — Ela deu uma olhada ansiosa para o carro de Ezra.
— Só um minuto. — O pai diminuiu o volume do rádio. Aria encostou de novo no banco.
— Você parece um pouco... — Ele balançou a mão de um lado para o outro. —Você está bem?
Aria deu de ombros.
— Como assim?
O pai suspirou.
— Bem, não sei. Por estar de volta. E nós não conversamos direito sobre... você sabe... ultimamente.
Byron pegou um cigarro e brincou com ele entre os dedos antes de colocá-lo na boca.
— Não posso imaginar como tem sido difícil. Manter o segredo. Mas eu amo você. E você sabe disso, certo?
Aria olhou para o estacionamento de novo.
— Sim, eu sei — garantiu ela. — Preciso ir. Vejo você às três.
Antes que ele pudesse responder, Aria saiu do carro, com as orelhas queimando. Como é que se esperava que ela fosse a Aria da Islândia, deixando para trás seu passado, se uma das piores lembranças de Rosewood vivia sendo jogada em sua cara?
Acontecera em maio, no sétimo ano. Rosewood Day havia dispensado os alunos mais cedo, para que os professores fizessem uma reunião, então Aria e Ali foram à Sparrow, a loja de CDs do campus da Hollis, para procurar por novidades. Quando cortaram caminho pelo beco, Aria viu o Honda Civic marrom e amassado do pai em um lugarzinho escondido, no estaciona-mento vazio. Quando Aria e Ali andaram na direção do carro para deixar um bilhete, viram que havia alguém lá dentro. Na verdade, duas pessoas: o pai de Aria, Byron, e uma moça de uns vinte anos, que beijava o pescoço dele.
Então Byron ergueu os olhos e viu Aria. Ela saiu correndo antes que visse mais alguma coisa, e antes que ele pudesse impedi-la. Ali seguiu Aria todo o caminho de volta para casa, mas sem tentar convencê-la do contrário quando ela disse que queria ficar sozinha.
Mais tarde, naquela noite, Byron foi até o quarto de Aria para se explicar. Não era o que parecia, disse ele. Mas Aria não era burra. Todo ano seu pai convidava seus alunos para um co-quetel de confraternização na casa deles, e Aria vira aquela garota passando pela porta da frente da casa dela! Seu nome era Meredith, Aria se lembrou, porque Meredith, um pouco bêbada, escrevera seu nome com as letrinhas magnéticas da porta da geladeira. Quando Meredith foi embora, em vez de apertar a mão do pai dela como os outros garotos faziam, ela deu um beijo demorado em seu rosto.
Byron implorou que Aria não contasse para a mãe. Ele prometeu que aquilo jamais aconteceria de novo. Ela decidiu acreditar nele e, assim, manteve o segredo. Ele nunca disse, mas Aria acreditava que Meredith foi o motivo de o pai tirar um ano sabático na época.
Você prometeu a si mesma que não ia mais pensar nisso, pensou Aria, olhando por cima do ombro. O pai deu sinal com a mão para indicar que estava saindo do estacionamento de Rosewood.
Aria entrou no corredor estreito onde ficavam as salas dos professores. A sala de Ezra ficava no final do corredor, perto de um banco pequeno e acolhedor, próximo a uma janela. Ela parou na porta e ficou olhando para ele, digitando em seu computador.
Finalmente, ela bateu. Os olhos azuis de Ezra se arregalaram quando a viu. Ele estava uma graça em sua camisa branca, usando o blazer azul com uma listra verde de Rosewood, jeans e mocassins pretos e gastos. Os cantos da boca dele se curvaram para cima, num sorrisinho tímido.
— Oi — ele a cumprimentou.
Aria parou na porta.
— Posso falar com você? — perguntou ela. Sua voz desafinou um pouco.
Ezra hesitou, tirando uma mecha de cabelo dos olhos. Aria viu um Band-Aid do Snoopy no seu mindinho.
— Claro — disse ele, com delicadeza. — Entre.
Ela entrou na sala e fechou a porta. A sala estava vazia, exceto por uma enorme e pesada mesa de madeira, duas poltronas estofadas e o computador. Ela se sentou em uma das poltronas vazia.
— Bem, hum... — começou Aria. — Oi.
— Oi de novo — respondeu Ezra, sorrindo. Ele baixou os olhos e deu um gole na caneca de café com o emblema de Rosewood Day. — Olha — ele começou a dizer.
— Sobre ontem... — disse Aria, ao mesmo tempo. Os dois riram.
— Primeiro as damas. — Ezra sorriu.
Aria coçou a nuca, onde seu cabelo preto estava preso em um rabo de cavalo.
— Eu, bem... queria... falar sobre nós.
Ezra concordou, fazendo um sinal com a cabeça, mas continuou calado.
— Bem, eu acho que é meio chocante que eu seja sua aluna, depois, você sabe... do Snooker's. Mas se você não ligar, eu também não ligo.
Ezra colocou uma das mãos em volta da caneca. Aria ouviu o relógio da escola na parede, contando os segundos.
— Eu.. eu não acho que seja uma boa ideia — disse, com delicadeza. —Você me disse que era mais velha.
Aria riu, sem saber ao certo se ele falava sério.
— Eu não disse a minha idade. — Ela baixou os olhos. — Foi você quem deduziu.
— Mas você não deveria ter deixado subentendido — retrucou Ezra.
—Todo mundo mente sobre a idade — disse Aria, com calma.
Ezra passou a mão no cabelo.
— Mas... você é... — Seus olhos se encontraram e ele suspirou. — Olha, eu... eu acho você incrível, Aria. Mesmo. Eu conheci você naquele bar e fiquei... uau, quem é ela? Ela é tão diferente de qualquer garota que eu já tenha conhecido.
Aria olhou para baixo, sentindo-se ao mesmo tempo feliz e um pouco desconfortável.
Ezra esticou o braço e colocou a mão sobre a mão dela — estava morna, seca, suave — mas logo a tirou.
— Mas isso não era para ser, entende? Porque, bem, você é minha aluna. Eu posso me meter numa grande encrenca. Você não quer que eu tenha problemas, quer?
— Ninguém saberia — Aria insistiu, com voz suave, apesar de não poder evitar pensar que, pelo torpedo estranho que recebera ontem, alguém já sabia.
Ezra demorou um tempão para responder. Aria achou que ele estava tentando se decidir. Ela olhou para ele cheia de esperança.
— Sinto muito, Aria — ele finalmente murmurou —, mas eu acho que você deveria ir embora.
Aria se levantou, sentindo as bochechas vermelhas.
— Claro.
Ela se segurou nas costas da cadeira. Parecia que algo a queimava por dentro.
—Vejo você na aula — sussurrou Ezra.
Ela fechou a porta com cuidado. No corredor, professores se aglomeravam em volta dela, apressando-se para suas salas de aula. Ela decidiu chegar ao seu armário cortando caminho pelo pátio — precisava de ar fresco.
Lá fora, Aria ouviu uma risada feminina muito familiar. Congelou por um segundo. Quando é que ela ia parar de achar que ouvia Alison em todos os lugares? Ela não seguiu pelo sinuoso caminho de pedrinhas do pátio, como todos costumavam fazer, mas pela grama. A neblina matinal estava tão densa que Aria mal podia ver as próprias pernas através dela. Suas pegadas desapareciam na grama macia assim que ela erguia os pés.
Ótimo. Essa parecia uma ocasião apropriada para sumir completamente.
 



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