História Pretty Little Liars - Maldosas (Livro 1) - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Pretty Little Liars
Exibições 7
Palavras 2.253
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - HUMMM, ADORO ESSE CHEIRO DE "EU FUI BEM NO TESTE"



Tudo bem, Spencer tinha que se acalmar.
Quarta-feira à noite, ela embicou seu Mercedes hatch Classe C — o carro dispensado por sua irmã depois que ela ganhara o novo, um Mercedes utilitário SUV — na entrada circular de sua casa. Seu encontro com o conselho estudantil acabou muito tarde e ela ficara muito aflita por ter que dirigir pelas ruas escuras de Rosewood. Durante todo o dia, sentira como se esti-vesse sendo observada por alguém — como se quem quer que tivesse escrito aquele e-mail sobre a inveja que tinha da irmã pudesse pular em cima dela a qualquer minuto.
Spencer continuou inquieta, pensando sobre o rabo de cavalo familiar que vira na janela do antigo quarto de Alison. Seus pensamentos continuavam voltando para Ali — e todas as coisas que ela sabia sobre Spencer. Mas não, isso era loucura. Alison havia ido embora — provavelmente estava morta — há três anos. Além disso, uma nova família vivia naquela casa agora, certo?
Spencer foi até a caixa de correio e pegou uma pilha de correspondência, eliminando tudo que não era para ela. De repente, ela o viu. Um envelope grande, não muito grosso, não muito fino, com o nome de Spencer claramente digitado na frente. O endereço do remetente dizia Diretoria da Faculdade. Era a hora da verdade.
Spencer rasgou o envelope e passou os olhos pela página. Ela leu seus resultados seis vezes antes de a ficha cair.
Ela havia feito 2350 pontos numa prova que valia 2400.
— Beleza! — gritou, apertando tanto os papéis que eles rasgaram.
— Opa! Alguém está feliz! — disse uma voz na rua.
Spencer olhou para ver quem era. Da janela do motorista de um Mini Cooper preto, Andrew Campbell estava acenando — um garoto alto e sardento, de cabelo comprido, que vencera Spencer na eleição para representante de classe. Eles eram sempre o primeiro e o segundo colocados em quase todos os testes. Mas antes que Spencer pudesse esnobá-lo — contar a ele sua nota nos primeiros testes para a universidade seria delicioso — ele foi embora. Spencer virou-se para entrar em casa.
Enquanto entrava toda feliz, algo a fez parar: ela se lembrou do resultado quase perfeito de sua irmã na mesma prova e, rapidamente, fez as contas para comparar seu desempenho com o dela, convertendo o resultado da irmã — que pelo critérios da época valia 1600 pontos, mas que alguns anos depois passaram a valer 2400. E essa prova também não era bem difícil atual-mente?
Bem, quem era o gênio agora?
Uma hora depois, Spencer estava sentada à mesa da cozinha, lendo Middlemarch — um livro da lista de "leituras sugeridas" da aula de inglês — quando começou a espirrar.
— Melissa e Wren estão aqui — disse a sra. Hastings a Spencer, entrando agitada na cozinha, com o resto da correspondência que Spencer largara para trás nas mãos. —Trouxeram toda a bagagem deles para se mudarem! — Ela abriu o forno para dar uma espiada no frango e nos pãezinhos de sete grãos, e depois foi correndo até a sala.
Spencer espirrou de novo. Uma nuvem de Chanel N°5 sempre precedia a entrada da mãe — mesmo depois de ela ter passado o dia todo com os cavalos — e Spencer tinha certeza de que era alérgica. Ela pensou em contar sobre seus resultados nos primeiros exames para a universidade, mas uma voz inesperada, vinda do vestíbulo a impediu.
— Mamãe? — chamou Melissa. Ela e Wren entraram na cozinha. Spencer fingiu estar prestando atenção na contracapa chatíssima do Middlemarch.
— Oi —Wren a cumprimentou, de cima.
— Oi — ela respondeu tranquilamente.
— Tá lendo o quê?
Spencer hesitou. Era melhor afastar-se de Wren, especialmente agora que ele estava se mudando para lá.
Melissa passou correndo, sem dizer oi, e começou a tirar almofadas de uma sacola da Pottery Barn.
— Essas aqui são para o sofá do celeiro — ela quase gritava.
Spencer travou. Duas pessoas poderiam jogar aquele jogo.
— Ah, Melissa! — gritou Spencer. — Esqueci de contar! Adivinha quem eu encontrei!
Melissa continuou a mexer nas almofadas.
— Quem?
— Ian Thomas! Agora ele é o treinador do meu time de hóquei!
Melissa congelou.
— Ele... o quê? Ele é o treinador? Ele está aqui? Ele perguntou por mim?
Spencer deu de ombros e fingiu pensar a respeito.
— Não, eu acho que não.
— Quem é Ian Thomas? — perguntou Wren, inclinando-se sobre o balcão de mármore.
— Ninguém — Melissa cortou, voltando sua atenção para as almofadas. Spencer fechou o livro e fez uma retirada estratégica para a sala de jantar. Isso. Agora ela se sentia melhor.
Ela se sentou à mesa comprida, estilo "móvel de fazenda", correu os dedos em volta da taça baixa que Candace, a empregada, tinha acabado de encher de vinho tinto. Seus pais não se importavam se os filhos bebessem quando estavam em casa, desde que não fossem dirigir. Por isso, ela pegou a taça com as duas mãos e deu um grande gole, feliz da vida. Quando deu por si, Wren estava do outro lado da mesa, sentado muito empertigado na cadeira, lançando um sorriso malicioso para ela.
— Oi — disse. Ela ergueu as sobrancelhas em resposta.
Melissa e a sra. Hastings se sentaram, e o pai de Spencer, depois de ajustar as luzes, também se acomodou. Por um instante, todos ficaram quietos. Spencer sentiu os papéis dos exames preliminares da universidade em seu bolso.
— Bom, adivinhem o que aconteceu hoje... — ela começou a dizer.
— Wren e eu estamos tão felizes que vocês vão nos deixar ficar aqui! — Melissa disse ao mesmo tempo, segurando a mão de Wren.
O sr. Hastings sorriu para Melissa.
— Eu sempre fico feliz quando a família está toda reunida.
Spencer mordeu o lábio, o estômago se embrulhando de raiva.
— Então, papai, eu recebi o...
—Ah, não... — interrompeu Melissa, olhando para os pratos que Candace acabara de trazer da cozinha. —Você tem alguma coisa além de galinha? Wren está tentando não comer carne.
— Está tudo bem — disse Wren, rapidamente. — Frango assado está ótimo para mim.
—Ah! —A sra. Hastings começou a se levantar. —Você não come carne? Eu não sabia! Acho que temos salada de macarrão na geladeira, se bem que talvez tenha presunto nela...
— Olha, é sério, tudo bem. —Wren coçou a cabeça, envergonhado, fazendo com que seu cabelo preto bagunçado ficasse em pé.
— Ah, eu me sinto tão mal! — disse a sra. Hastings. Spencer revirou os olhos. Quando a família estava reunida, sua mãe queria que todas as refeições, até o cereal do café da manhã mais bobo do mundo, fossem perfeitas.
O sr. Hastings olhou para Wren, cheio de suspeitas.
— Pois eu sou da turma do bife.
— Claro! —Wren ergueu sua taça de um jeito tão forçado que uma gota de vinho saltou de dentro dela e aterrissou na toalha da mesa.
Spencer estava pensando em continuar seu maravilhoso comunicado, quando seu pai baixou o garfo.
—Tive uma ideia brilhante. Já que estamos todos aqui, por que não jogamos Estrela do Dia?
— Ah, papai! — Melissa riu. — Não.
O pai sorriu.
— Ah, sim. Eu tive um dia tremendo no trabalho hoje. Aposto que eu posso te dar uma surra.
— O que é Estrela do Dia? — perguntou Wren, com as sobrancelhas arqueadas.
O pânico tomou conta de Spencer. Estrela do Dia era um jogo que os pais tinham inventado quando Spencer e Melissa eram pequenas e que ela sempre suspeitara que eles haviam roubado esse negócio de algum livro de autoajuda. Era bem simples: cada jogador contava aos outros qual fora o maior acontecimento de seu dia e a família votaria na melhor história. Na teoria, o jogo deveria fazer com que os membros da família sentissem orgulho uns dos outros e se sentissem valorizados, mas na família Hastings, as pessoas só se tornavam bru-talmente competitivas.
Mas se havia um momento perfeito para Spencer anunciar seus resultados nos exames, era aquele.
—Você vai entender como é,Wren — disse sr. Hastings. — Eu vou começar. Hoje, preparei uma defesa tão convincente para o meu cliente que ele se ofereceu para pagar mais que o combinado.
— Impressionante. — A mãe deu uma mordidinha numa beterraba. — Agora eu. Essa manhã eu venci Eloise no tênis, em sets seguidos.
— A Eloise é durona! — comemorou o pai, antes de dar outro gole em seu vinho. Spencer deu uma olhada em Wren, do outro lado da mesa. Ele estava cuidadosamente tirando a pele de sua coxa de frango então ela não pôde ver seus olhos.
A mãe limpou a boca com o guardanapo.
— Melissa?
Melissa encarou os dedos com unhas lascadas.
— Bem, hummm... eu ajudei os pedreiros a cobrir o banheiro. O único jeito para que ficasse perfeito seria fazer eu mesma.
— Bom para você, querida! — disse seu pai.
Spencer balançava as pernas, com nervosismo.
O sr. Hastings acabou de beber seu vinho.
—Wren?
Wren levantou os olhos, prestando atenção.
—Sim?
— É sua vez.
Wren encheu sua taça de vinho.
— Eu não sei o que deveria contar...
— Estamos jogando Estrela do Dia — cantarolou sr. Hastings, como se Estrela do Dia fosse um jogo tão conhecido quanto palavras cruzadas. — Diga-nos, doutor, que coisa maravilhosa o senhor fez hoje?
— Ah. — Wren piscou. — Bem. Ah... nada, mesmo. Foi meu dia de folga na faculdade e no hospital, então, eu fui ao bar com alguns dos amigos do hospital e vi o jogo do Phillies.
Silêncio. Melissa lançou um olhar de desapontamento para Wren.
— Eu achei incrível — disse Spencer. — Pela maneira com que eles têm jogado, é uma façanha ver jogos dos Phillies todos os dias.
— Eu sei, eles são uma bela de uma porcaria, não são? — Wren sorriu para ela, agradecido.
— Bem, de qualquer forma — a mãe interrompeu —, quando começam suas aulas, Melissa?
— Espera aí um pouquinho. — Spencer falou com voz esganiçada. Eles não iam esquecê-la. — Eu tenho alguma coisa para o Estrela do Dia.
O garfo de salada da mãe parou no ar.
— Desculpe.
— Opa! — o pai concordou, achando graça. —Vá em frente, Spencer.
— Recebi os resultados dos primeiros exames para a universidade — disse — e, bem... estão aqui. — Ela pegou os resultados e mostrou para o pai.
Assim que ele os pegou, sabia o que iria acontecer. Eles não iriam dar a mínima. O que os testes para a universidade importavam, de qualquer maneira? Eles iam voltar sua atenção de novo para o Beaujolais e para Melissa e Wharton, e fim de papo. Ela sentiu o rosto queimar. Por que sequer se importara em mostrar?
Seu pai baixou a taça de vinho e estudou o papel.
— Uau. — Ele cutucou a sra. Hastings. Quando ela viu o papel, engasgou.
— Essa é uma das notas mais altas, não é? — perguntou a sra. Hastings.
Melissa esticou o pescoço para olhar também. Spencer mal podia respirar. Melissa olhou para ela através do arranjo central de lilases e peônias. Foi um olhar que fez Spencer pensar que talvez Melissa tivesse escrito aquele e-mail apavorante ontem. Mas quando seus olhos se encontraram, Melissa sorriu.
—Você estudou de verdade, não foi?
— É um bom resultado? — perguntou Wren, dando uma olhada para o papel.
— É um resultado fantástico! — o sr. Hastings falou mais alto.
— É maravilhoso! — a sra. Hastings gritou. — Como você quer comemorar, Spencer? Jantar na cidade? Você tem alguma coisa em mente?
— Quando eu recebi meus resultados do exame vocês compraram para mim aquela primeira edição do Fitzgerald em um leilão público, lembram? — Melissa sorriu.
— Foi isso mesmo! — o sr. Hastings concordou.
Melissa se voltou para Wren.
—Você teria adorado. Dar lances é incrível.
— Bem, por que você não dá uma pensada — o sr. Hastings sugeriu a Spencer. — Tente pensar em algo memorável, como o que demos a Melissa.
Spencer levantou devagar.
— Na verdade, eu tenho uma coisa em mente.
— O que é? — O pai se inclinou em sua direção.
Lá vamos nós, pensou Spencer.
— Bem, o que eu adoraria mesmo, mesmo, mesmo, neste momento, e não daqui a alguns meses, seria me mudar para o celeiro.
— Mas... — Melissa começou e depois se interrompeu.
Wren limpou a garganta. O pai franziu a testa. O estômago de Spencer fez um barulho alto de fome. Ela o cobriu com a mão.
— É isso que você quer, de verdade? — a mãe dela perguntou.
— Hã-rã. — Spencer respondeu.
— Tudo bem. — A sra. Hastings olhou para o marido. —Bem...
Melissa quase jogou o garfo sobre o prato.
— Mas, hum, e quanto a Wren e eu?
— Bem, você mesma disse que a reforma não ia demorar muito.—A sra. Hastings colocou a mão no queixo dela.—Vocês, garotos, podem ficar em nosso antigo quarto, eu acho.
— Mas lá tem duas camas de solteiro. — Melissa disse numa voz estranhamente infantil.
— Eu não ligo — declarou Wren, depressa. Melissa lançou um olhar cheio de raiva para ele.
— Nós podemos colocar a cama tamanho queen que está no celeiro no quarto de Melissa e colocar a cama de Spencer no celeiro. — O sr. Hastings sugeriu.
Spencer não conseguia acreditar no que ouvia.
—Vocês vão mesmo fazer isso?
O sr. Hastings ergueu as sobrancelhas.
— Melissa, você vai sobreviver, não vai?
Melissa tirou o cabelo da frente do rosto.
—Acho que sim — disse ela. — Quero dizer, eu, pessoalmente, acho que um leilão de primeiras edições é muito melhor, mas essa é apenas a minha opinião.
Wren deu um gole em seu vinho discretamente. Quando Spencer encontrou seus olhos, ele piscou.
O sr. Hastings se virou para Spencer:
— Então está feito.
Spencer deu um pulo e abraçou os pais.
— Obrigada, obrigada, obrigada!
Sua mãe riu, feliz.
—Você deveria se mudar amanhã.
— Spencer, você é a Estrela de hoje. — Seu pai ergueu o papel com os resultados, agora meio respingado de vinho tinto. — Deveríamos mandar emoldurar isso, como uma recordação!
Spencer sorriu. Ela não precisava emoldurar nada. Enquanto vivesse, se lembraria desse dia.
 



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