História Pretty Little Liars - Maldosas (Livro 1) - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Pretty Little Liars
Exibições 9
Palavras 1.620
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - A PRIMEIRA VEZ DE HANNA



— E, ao que tudo indica, eles estavam fazendo sexo no quarto dos pais de Bethany!
Hanna Marin olhou para sua melhor amiga, Mona Vanderwaal, do outro lado da mesa. Faltavam dois dias para as aulas começarem e elas estavam bebendo vinho no terraço de estilo francês do café Rive Gauche, que ficava no Shopping King James, lendo a Vogue e a Teen Vogue, e fofocando. Mona sempre sabia as piores coisas sobre as pessoas, Hanna deu outro gole em seu vinho e notou que um cara de quarenta e poucos anos as encarava de modo lascivo. Um típico Humbert Humbert, claro, pensou Hanna, mas não disse em voz alta. Mona não entenderia a referência literária ao tiozão de Lolita, mas só porque Hanna era a garota mais popular de Rosewood não significava que ela não iria, de vez em quando, dar uma olhada na lista de livros que o colégio Rosewood Day recomendava para o verão, especialmente quando tomava sol na beira da piscina, sem nada para fazer. Além disso, Lolita era mesmo muito excitante.
Mona virou-se para ver para quem Hanna estava olhando. Seus lábios formaram um sorriso maldoso.
— Nós deveríamos nos exibir para ele.
—Vamos contar até três? — Os olhos âmbar de Hanna se arregalaram.
Mona confirmou com a cabeça. No "três", as garotas ergueram devagar as bainhas de suas minissaias, mostrando as calcinhas. Os olhos do Humbert saltaram e ele derrubou sua taça de pinot noir em sua calça cáqui, na altura da virilha.
— Merda! — gritou ele, antes de disparar em direção ao banheiro.
— Legal — disse Mona. Elas jogaram os guardanapos sobre suas saladas intactas e se levantaram para sair.
Elas haviam ficado amigas no verão entre o oitavo e o nono anos, quando ambas foram desclassificadas dos testes para líder de torcida de Rosewood. Jurando fazer parte da equipe no ano seguinte, decidiram perder bastante peso — assim, poderiam ser aquelas garotas bonitas e atrevidas que os garotos jogavam para cima. Mas quando ficaram magras e lindas, decidiram que ser líder de torcida era passé e que as líderes de torcida eram perdedoras, por isso, nem se incomodaram em tentar entrar para a equipe de novo.
Desde essa época, Hanna e Mona dividiam tudo uma com a outra — bem, quase tudo. Hanna nunca contara a Mona como conseguira perder peso tão rápido — era muito nojento para falar. Enquanto uma dieta rigorosa era uma coisa sexy e admirável, não havia absolutamente nada de glamouroso em comer toneladas de comida engordativa, gordurosa, cheia de queijo va-gabundo e depois vomitar tudo. Mas Hanna tinha parado com aquele péssimo hábito, pelo menos por enquanto, então, não importava mesmo.
—Você sabe que aquele cara estava de pau duro — Mona sussurrou, arrumando as revistas em uma pilha. — O que você acha que o Sean vai pensar disso?
— Ele vai rir — respondeu Hanna.
Mona bufou.
— Ah, tá, se exibir para estranhos combina muito bem com um pacto de virgindade.
Hanna olhou para baixo, para seus sapatos roxos de salto Michael Kors. O pacto de virgindade. O namorado incrivelmente popular e muito gostoso, Sean Ackard — o garoto que
ela queria desde o sétimo ano — vinha se comportando de um jeito estranho ultimamente. Ele sempre havia sido o Senhor Escoteiro Americano Bonzinho — voluntário no asilo e aquele que servia peru para os sem-teto no Dia de Ação de Graças — mas, na noite anterior, quando Hanna, Sean, Mona e um grupo de outros garotos e garotas estavam se divertindo na hidromassagem de Jim Freed e bebendo Coronas, Sean se mostrara comprometido demais com esse papo de Senhor Escoteiro Americano Bonzinho. Ele havia contado a todos, com certo orgulho de si mesmo, que assinara um pacto de virgindade e jurara não fazer sexo antes do casamento. Todos, inclusive Hanna, ficaram chocados demais para responder.
— Ele não está falando sério — disse Hanna, de forma confiante. Como poderia estar? Um monte de garotos assinava esse pacto; Hanna achava que era só uma mania passageira, como as pulseiras de Lance Armstrong ou os Yogalates.
— É o que você acha? — Mona deu um sorriso forçado para ela, tirando algumas mechas de seu cabelo comprido dos olhos. — Vamos ver o que vai acontecer na festa do Noel sexta-feira que vem.
Hanna rangeu os dentes. Parecia que Mona estava rindo dela.
— Quero fazer compras. — Ela se levantou.
— Que tal a Tiffany's? — sugeriu Mona.
— Ótima ideia.
Elas passearam pela novíssima seção de alto luxo do shopping King James, que tinha uma Burberry, uma Tiffany's, uma Gucci e uma Coach; tinha o cheiro do último perfume de Michael Kors no ar e estava lotada de lindas pré-vestibulandas com suas belas mães. Num passeio pelo shopping, algumas semanas atrás, Hanna havia visto sua antiga amiga, Spencer Hastings, perambulando por lá num novo Kate Spade, e se lembrou de como ela costumava encomendar coleções inteiras de bolsas incríveis direto de Nova York.
Hanna achou engraçado conhecer aquele tipo de detalhe sobre alguém que nem era mais sua amiga. Enquanto observava Spencer examinar com cuidado as malas de couro, Hanna se perguntou se Spencer estava pensando a mesma coisa que ela: que a nova ala do shopping era exatamente o tipo de lugar que Ali DiLaurentis iria amar. Hanna sempre pensava em todas as coisas que Ali tinha perdido — a fogueira ao ar livre; o aniversário de dezesseis anos de Lauren Ryan, comemorado numa festa com Karaokê na mansão da família dela; a volta dos sapatos de bico redondo; as capas de couro para iPod nano, da Chanel... aliás, iPods nano, no geral. E a coisa mais importante que Ali perdera? A transformação de Hanna, claro — e olha, foi realmente uma transformação digna de nota. Às vezes, quando Hanna se virava de um lado para o outro, em frente ao seu espelho de corpo inteiro, fingia que Ali estava sentada atrás dela, criticando suas roupas, do jeito que costumava fazer. Hanna havia desperdiçado muitos anos sendo uma perdedora pegajosa e gorducha, mas as coisas eram muito diferentes agora.
Ela e Mona entraram na Tiffany's; uma loja toda de vidros cromados e luzes brancas que faziam os diamantes perfeitos brilharem ainda mais. Mona circulou pelos mostradores e depois ergueu as sobrancelhas para Hanna.
— Talvez um colar?
— Que tal uma pulseira? — sussurrou Hanna.
— Perfeito.
Elas andaram até a vitrine e observaram uma pulseira prateada com fecho de coração.
— Tão linda — ofegou Mona.
— Interessadas? — perguntou uma vendedora muito elegante e um pouco mais velha.
— Ah, eu não sei — respondeu Hanna.
— Fica bem em você. —A mulher destrancou a vitrine e se abaixou para pegar a pulseira. — Está em todas as revistas.
Hanna cutucou Mona.
— Experimenta.
Mona a colocou em seu pulso.
— Realmente é linda.
Então, a mulher se virou para atender outro cliente. Quando ela fez isso, Mona tirou a pulseira de seu pulso e colocou dentro do bolso. Simples assim.
Hanna apertou os lábios e acenou para outra vendedora, uma loura, de batom coral.
— Posso experimentar aquela pulseira com pingentes?
— Claro! — A vendedora destrancou a vitrine. — Eu tenho uma igual.
— E que tal brincos que combinem, também? — Hanna apontou para um par na vitrine.
— Claro.
Mona tinha ido ver os diamantes. Hanna segurou os brincos e a pulseira em suas mãos. Juntos, somavam 350 dólares. De repente, um grupo grande de garotas japonesas se juntaram na frente do balcão, todas apontando para outra pulseira com pingente à mostra na vitrine. Hanna esquadrinhou o teto à procura de câmeras de segurança; e nas portas, para ver os detectores de metal.
— Ah, Hanna, venha ver o anel Lucida — Mona a chamou.
Hanna hesitou. O tempo pareceu parar. Ela colocou a pulseira no pulso e depois o escondeu na manga de sua camisa. Então, enfiou os brincos no moedeiro Louis Vitton cor de cereja com suas iniciais. O coração de Hanna estava disparado. Essa era a melhor parte de roubar coisas: a sensação de antecipação. Ela se sentia viva e agitada.
Mona mostrou um anel de diamante para ela.
— Não fica bem em mim?
Hanna agarrou seu braço.
—Vamos para a Coach.
—Você não quer experimentar um? — Mona fez beicinho.
— Não. — As bolsas estão chamando nossos nomes. Ela sentiu o fecho prateado da pulseira pressionando seu braço, de leve. Tinha que sair de lá enquanto as meninas japonesas ainda estavam amontoadas em volta do balcão. A vendedora sequer tinha olhado na direção dela.
—Tudo bem — respondeu Mona, fazendo um draminha. Ela devolveu o anel à vendedora, segurando-o pelo diamante, o que até Hanna sabia que não se devia fazer.
— Esses diamantes são pequenos demais — disse ela. — Sinto muito.
— Mas nós temos outros! — a vendedora ainda tentou.
—Vamos lá. — Hanna puxou Mona pelo braço.
Seu coração martelava dentro do peito, enquanto ela abria caminho para fora da Tiffany's. Sentia os pingentes da pulseira batendo em seu pulso, mas manteve a manga abaixada. Hanna estava bastante acostumada com esse tipo de coisa — primeiro roubando doces no Wawa; depois CDs na Tower; e logo em seguida, camisetas baby look da Ralph Lauren — e ela se sentia maior e mais agressiva a cada vez. Fechou os olhos e atravessou a porta da loja, abraçando a si mesma, enquanto esperava que os alarmes soassem.
Mas nada aconteceu. Elas tinham conseguido sair.
Mona apertou sua mão.
—Você também pegou uma?
— Claro. — Ela mostrou a pulseira em volta do pulso. — E esses aqui. — Ela abriu o moedeiro e mostrou os brincos a Mona.
— Caramba! — Os olhos de Mona se arregalaram.
Hanna sorriu. Algumas vezes era tão gostoso se exibir para a melhor amiga. Não querendo estragar sua sorte, ela se afastou rapidamente da Tiffany's e tentou ouvir se alguém vinha atrás delas. A única coisa que ouviu, porém, foram os barulhos da fonte e uma versão instrumental de "Oops! I did It Again".
Ah sim, eu fiz de novo, Hanna pensou.
 



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