História Pretty Little Liars - Maldosas (Livro 1) - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Pretty Little Liars
Exibições 6
Palavras 2.816
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - SPENCER CAMINHA NA PRANCHA



— Querida, você não deveria comer mexilhões com as mãos. Não é educado.
Spencer Hastings olhou para a mãe, Verônica, do outro lado da mesa que, nervosa, arrumava o cabelo louro-acinzentado, perfeito, brilhante.
— Desculpe. — Spencer pegou o ridículo garfinho de mexilhão.
— Eu realmente não acho que Melissa deveria viver na casa da cidade, com toda aquela poeira — disse a sra. Hastings ao marido, ignorando o pedido de desculpas de Spencer.
Peter Hastings virou o pescoço para olhar em volta. Quando não estava advogando, ele pedalava furiosamente nas estradas secundárias de Rosewood, usando bermudas de ciclismo e camisetas justas e coloridas de spandex, balançando os punhos para os carros que passavam. Todo aquele exercício lhe dava dores crônicas nos ombros.
— Todo aquele barulho! Eu não sei como ela consegue estudar qualquer coisa lá — continuou a sra. Hastings.
Spencer e os pais estavam sentados no Moshulu, um restaurante a bordo de um veleiro, no porto da Filadélfia, esperando pela irmã de Spencer, Melissa, que os encontraria para jantar. Era um importante jantar de comemoração, porque Melissa havia se formado na U Penn um ano mais cedo e conseguira entrar para a Penn's Wharton School of Business. A casa no centro da Filadélfia estava sendo reformada, como um presente do pais para Melissa.
Em apenas dois dias, Spencer começaria seu segundo ano no ensino médio em Rosewood, e teria de se render à grade escolar: cinco matérias de nível avançado, aulas de liderança, organização do comitê de caridade, a edição do livro do ano, testes de teatro, treinos de hóquei e enviar inscrições para os programas de verão o mais rápido possível, porque todo mundo sabia que o melhor jeito de entrar numa excelente faculdade era primeiro ser aceita em algum de seus cursos de verão. Mas havia um objetivo que Spencer deveria perseguir naquele ano: mudar-se para o ex-celeiro, agora casa de hóspedes, que ficava nos fundos da propriedade da família. De acordo com seus pais, essa era uma ótima forma de se preparar para a faculdade — olhe só como havia funcionado bem para Melissa! Rá. Mas Spencer estava feliz em seguir os passos da irmã nesse caso, desde que eles a levassem para fora, para a tranquila e iluminada casa de hóspedes, onde poderia escapar do pais e de seus labradores, que não paravam de latir.
As irmãs nutriam uma pela outra uma antiga e silenciosa rivalidade, e Spencer estava sempre perdendo: Spencer vencera o Concurso Presidencial de Forma Física quatro vezes, no ensino fundamental; Melissa ganhara o mesmo concurso cinco vezes. Spencer tirou segundo lugar na competição de geografia do sétimo ano; Melissa ficou em primeiro lugar. Spencer estava na equipe de edição do livro do ano, em todas as peças da escola e fazia cinco aulas de nível avançado naquele ano; Melissa havia feito isso tudo em seu segundo ano do ensino médio e ainda trabalhara na fazenda da mãe e treinara para a maratona da Filadélfia pelas pesquisas em leucemia. Não importava quão altas fossem as notas de Spencer, ou em quantas atividades extracurriculares estivesse envolvida, jamais alcançaria o nível de perfeição de Melissa.
Spencer pegou outro mexilhão com os dedos e jogou para dentro da boca. Seu pai amava aquele restaurante, com seus painéis de madeira escura, tapetes orientais grossos e o cheiro onipresente de manteiga, vinho tinto e maresia. Sentado ali, entre mastros e velas, parecia
possível pular do navio direto para o cais. Spencer avistou o grande aquário borbulhante do outro lado do rio Delaware, em Camden, Nova Jersey. Um barco grande, com uma festa a bordo, passou por eles, todo decorado com luzinhas de Natal. Alguém soltou um rojão amarelo do convés dianteiro. Aquele barco estava muito mais divertido do que o dela.
— Qual é o nome do amigo de Melissa, mesmo? — murmurou a mãe.
—Acho que é Wren — respondeu Spencer. E em sua cabeça, ela acrescentou: Será que não poderiam escolher um nome menos ridículo para o menino?
— Ela me disse que ele está estudando para ser médico — orgulhava-se a mãe. — Na U Penn.
— Claro que ele está — Spencer cantarolou baixinho. Ela mordeu um pedaço de concha do mexilhão e estremeceu. Melissa estava trazendo seu namorado, com quem estava há apenas dois meses para jantar. A família ainda não o conhecia — ele tinha estado fora, visitando a família ou alguma coisa assim — mas os namorados de Melissa eram sempre a mesma coisa: belezas previsíveis, bem-educados e jogadores de golfe. Melissa não tinha um pingo de criatividade em seu corpo e obviamente estava sempre procurando as mesmas qualidades em seus namorados.
— Mamãe! — chamou uma voz conhecida, vinda de trás de Spencer.
Melissa deu a volta na mesa para dar um grande beijo em cada um de seus pais. Sua aparência não havia mudado desde o ensino médio: cabelo louro-acinzentado, cortado na altura do queixo, sem maquiagem, a não ser um pouco de base. Ela usava um vestido amarelo brega de decote quadrado, um casaquinho rosa com botões de pérola e sapatilhas quase bonitinhas
— Querida! — exclamou a mãe.
— Mamãe, papai, esse é Wren. — Melissa mostrou a pessoa ao seu lado.
Spencer tentou evitar que seu queixo caísse. Não havia nada de ridículo ou de previsível em Wren. Ele era alto e magro, e estava vestindo uma lindíssima camisa Thomas Pink. Seu cabelo negro tinha um corte desgrenhado. Ele tinha uma pele linda, ossos da face bem marcados e olhos amendoados.
Wren cumprimentou os pais dela e depois se sentou à mesa. Melissa fez uma pergunta sobre para onde deveria ser mandada a conta do encanador, enquanto Spencer esperava para ser apresentada. Wren fingia interesse numa enorme taça de vinho.
— Eu sou Spencer — disse ela, por fim. Ela se perguntou se não estava com bafo de mexilhão.— A outra filha.— Spencer balançou a cabeça, mostrando o outro lado da mesa.— Aquela que eles mantém presa no porão.
— Ah! — riu Wren. — Legal.
Foi um sotaque britânico o que ela acabara de ouvir?
— Não é estranho que eles não tenham perguntado nada sobre você? — Spencer fez um gesto, indicando seus pais. Agora eles estavam falando sobre empreiteiros e qual era o melhor tipo de madeira para o chão da sala de estar.
Wren deu de ombros e depois sussurrou:
— É, mais ou menos. — Ele piscou.
De repente, Melissa agarrou a mão de Wren.
— Ah, vejo que já a conheceu — disse ela, suavemente.
— Sim. — Ele sorriu. —Você não me disse que tinha uma irmã.
Claro que ela não dissera.
— Então, Melissa — disse a sra. Hastings —, papai e eu estávamos conversando sobre onde você deveria ficar durante a reforma. E eu acabo de pensar em algo. Por que você não volta para Rosewood e fica conosco por alguns meses? Você pode ir e vir da Penn, você sabe como é fácil.
Melissa franziu o nariz. Por favor diga não, por favor diga não, desejou Spencer.
— Bem... — Melissa ajeitou a alça do vestido amarelo. Quanto mais Spencer olhava para ele, mais a cor fazia Melissa parecer resfriada. Melissa deu uma olhada para Wren. — O negócio é que... Wren e eu vamos morar na casa da cidade... juntos.
— Ah! — A mãe sorriu para eles. — Bem... creio que Wren possa ficar conosco também... O que você acha, Peter?
Spencer teve que abraçar seus peitos para que o coração não explodisse. Eles estavam indo morar juntos? A irmã dela tinha mesmo muita coragem. Só podia imaginar o que aconte-ceria se ela jogasse uma bomba como aquela. A mãe realmente faria Spencer viver no porão — ou talvez no estábulo. Ela poderia viver no mesmo cercadinho que as cabras.
— Bom, eu acho que tudo bem — concordou o pai. Inacreditável! — Tenho certeza de que será tranquilo. A mamãe passa a maior parte do dia no estábulo e, claro, Spencer estará na escola.
—Você está na escola? — perguntou Wren. — Qual?
— Ela está no ensino médio — intrometeu-se Melissa. Ela deu uma longa olhada em Spencer, como se a estivesse avaliando. Do vestido de tênis Lacoste justo ao cabelo comprido, ondulado e louro-escuro, passando por seus brincos de diamantes de dois quilates. — Na mesma escola em que eu estudei. Ah, e eu nem perguntei, Spence.Você é a representante de classe este ano?
—Vice — murmurou Spencer. Até parece que Melissa não já sabia disso.
— Ah, e você não fica muito feliz que as coisas tenham acabado dessa forma? — Melissa perguntou.
— Não — respondeu Spencer, de forma direta. Ela concorreu ao cargo na última primavera, mas fora vencida e tivera que aceitar o posto de vice. Odiava perder no que quer que fosse.
Melissa balançou a cabeça.
— Você não entende, Spence, é muuuuuuuito trabalho. Quando eu era representante, mal tinha tempo para todas as outras coisas!
— Você tem muitas atividades, Spencer — murmurou a sra. Hastings.— Há o livro do ano e todos aqueles jogos de hóquei...
— Além do mais, Spence, você pode assumir se o representante, você sabe... morrer. — Melissa piscou para ela como se dividissem a piada, o que não era verdade.
Melissa se virou para os pais e disse:
— Mamãe. Tive uma ótima ideia. E se Wren e eu ficássemos no celeiro? Lá, não incomodaríamos vocês.
Spencer sentia como se alguém tivesse chutado seus ovários. O celeiro?
A sra. Hastings bateu levemente suas unhas à francesinha em sua boca perfeitamente delineada com batom.
— Hummm... — ela considerou antes de se virar de forma apaziguadora para Spencer. —Você pode esperar alguns meses, querida? Depois, o celeiro será todo seu.
— Oh! — Melissa pousou o garfo. — Eu não sabia que você ia se mudar para lá, Spence! Não quero causar problemas...
— Tudo bem — interrompeu Spencer, pegando seu copo com água gelada e dando um bom gole. Ela se controlou para não ter um ataque de raiva na frente dos pais e da perfeita Me-lissa. — Eu posso esperar.
— Mesmo? — perguntou Melissa. — É tão gentil de sua parte!
Radiante, a mãe apertou a mão de Spencer com sua mão magrinha e fria:
— Eu sabia que você entenderia.
— Vocês podem me dar licença? — Spencer empurrou sua cadeira para trás, meio tonta, e se levantou. — Eu já volto.
Ela andou pelo chão de madeira do barco, desceu a escada principal atapetada e saiu pela porta da frente. Precisava pisar em terra firme.
Na calçada, na rua Penn Landing, a linha do horizonte brilhava. Spencer se sentou num banco e praticou sua respiração de ioga. Depois, pegou a carteira e começou a organizar seu di-nheiro. Ela virou todas as notas de um, cinco e vinte na mesma direção e as colocou em ordem alfabética, de acordo com a longa combinação alfanumérica impressa em verde nos cantos das notas. Fazer isso sempre melhorava seu astral. Quando acabou, deu uma olhada para a sala de jantar do navio. Seus pais estavam de frente para o rio, de modo que eles não podiam vê-la. Vasculhou em sua bolsa Hogan, procurando seu maço de Marlboro para emergências e acendeu um cigarro.
Irritada, ela dava um trago após o outro. Roubar o celeiro era ruim o suficiente, mas fazer isso de uma forma tão educada era bem a cara da Melissa — ela sempre havia sido bacana na aparência, mas, no fundo, era horrorosa. E ninguém mais conseguia ver isso além de Spencer.
Ela conseguira se vingar de Melissa apenas uma vez, poucas semanas antes do final do sétimo ano. Uma noite, Melissa e seu namorado da época, Ian Thomas, estavam estudando para as provas finais. Quando Ian foi embora, Spencer o encurralou do lado fora, ao lado de sua picape, que ele havia estacionado atrás da pilha de toras de pinho. Ela só queria flertar com ele — Ian estava desperdiçando todo o seu tesão com sua monótona irmã certinha — então, ela deu um beijo leve em seu rosto. Mas quando ele a prendeu contra a porta do passageiro, ela não ten-tou escapar. Eles só pararam de se beijar porque o alarme do carro dele tocou.
Quando Spencer contou a Alison sobre isso, Ali disse que a amiga fizera uma coisa estúpida e que ela devia contar para Melissa. Spencer suspeitava de que Ali estava brava só porque elas tinham competido durante todo o ano sobre quem conseguia dar mais amassos em garotos mais velhos, e beijar Ian colocava Spencer na liderança.
Spencer respirou fundo. Ela odiava se lembrar daquela época. Mas a velha casa dos DiLaurentis ficava bem ao lado da deles, e uma das janelas do quarto de Ali dava para uma das janelas do quarto de Spencer — e era assim que Ali a vigiava vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Tudo o que Spencer tinha que fazer era olhar pela janela e lá estava a Ali do sétimo ano, pendurando seu uniforme do hóquei bem ali onde Spencer pudesse vê-lo, ou zanzando pelo quarto, fofocando no telefone celular.
Spencer gostava de acreditar que mudara um bocado desde então. Elas todas haviam sido tão más — especialmente Alison — mas não apenas Alison. E a pior lembrança de todas era a coisa... A Parada com a Jenna. Pensar no que tinha acontecido fazia Spencer se sentir tão mal que desejava poder apagar aquilo de sua mente, como faziam no filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças.
—Você não deveria estar fumando, sabe disso.
Ela se virou e lá estava Wren, de pé, bem ao lado dela. Spencer olhou para ele, surpresa.
— O que é que você está fazendo aqui embaixo?
— Eles estavam... — Ele juntou e separou os dedos das mãos, imitando bocas que não paravam de falar. — E eu recebi uma mensagem. — Ele pegou seu BlackBerry.
— Ah — disse Spencer. — É do hospital? Ouvi dizer que você é um grande médico.
— Bem, na verdade, não... eu sou apenas um calouro da faculdade de medicina. — Wren apontou para o cigarro dela. — Você se importa de me dar um trago?
Spencer deu um sorrisinho.
— Mas você acabou de me dizer para não fumar! — Ela estendeu o cigarro para ele.
— É, bem... —Wren deu uma boa tragada no cigarro. — Você está bem?
—Tanto faz. — Spencer não estava a fim de discutir sua vida com o novo "namorido" da irmã, que acabara de roubar seu celeiro. — Então, de onde você é?
— Do norte de Londres. Meu pai é coreano, imagine. Ele se mudou para a Inglaterra, para estudar em Oxford, e acabou ficando de vez. Todo mundo pergunta isso.
—Ah, eu não ia perguntar não — retrucou Spencer, apesar de ter sim pensado nisso. — Como você e minha irmã se conheceram?
— Num Starbucks. Ela estava na minha frente, na fila.
— Ah — fez Spencer. Que coisa mais brega.
— Ela estava comprando um latte — acrescentou Wren, chutando o meio-fio.
— Que legal. — Spencer fingiu se interessar pelo seu maço de cigarros.
— Foi há poucos meses. — Ele deu outra tragada fraquinha, sua mão tremia um pouco e seus olhos iam para todas as direções. — Eu comecei a gostar dela antes que ganhasse a casa na cidade.
— Certo. — Spencer achou que ele parecia um pouco nervoso. Talvez o cara estivesse tenso por conhecer os pais dela. Ou era o fato de ir morar com Melissa que o deixava estressado? Se Spencer fosse um garoto e tivesse que morar com Melissa, se jogaria do convés do Moshulu, no rio Delaware.
Ele devolveu o cigarro a ela.
— Espero que esteja ok com o fato de eu ir morar na sua casa.
— Ah, claro. Tanto faz.
Wren molhou os lábios.
—Talvez eu possa ajudá-la a superar seu vício em cigarros.
Spencer fungou.
— Eu não sou viciada.
— Claro que não. —Wren sorriu.
Spencer balançou a cabeça, enfaticamente.
— Não, eu nunca deixaria isso acontecer. — E era verdade: Spencer odiava se sentir fora de controle.
Wren sorriu.
— Bem, você parece mesmo alguém que sabe o que está fazendo.
— Eu sei.
—Você é assim em tudo? — perguntou Wren, com os olhos brilhando.
Havia algo sobre o jeito leve e provocativo com que ele dissera aquilo, que fez Spencer hesitar. Eles estavam... flertando? Olharam um para o outro por alguns segundos até que um grupo grande de pessoas saísse do barco e viesse para a rua. Spencer baixou os olhos.
— Então, você acha que é hora de voltarmos? — perguntou Wren.
Spencer hesitou e olhou para a rua, cheia de táxis prontinhos para levá-la a qualquer lugar que quisesse. Ela quase queria perguntar a Wren se não estava a fim de entrar num táxi daqueles com ela e ir a um jogo de baseball, no Citizens Bank Park, onde poderiam comer cachorros-quentes, gritar com os jogadores e contar quantos stríkeouts os Phillies marcariam. Ela podia usar os ingressos de seu pai — ele não usava a maior parte deles, de qualquer forma — e ela apostava que Wren iria topar. Por que voltar para lá, se sua família continuaria a ignorá-las? Um táxi parou no semáforo, a apenas alguns metros deles. Ela olhou para o carro e depois para Wren.
Mas não, isso seria errado. E quem iria ocupar o lugar de vice-representante de classe, se ela fosse assassinada pela própria irmã?
— Depois de você. — Spencer segurou a porta para ele e ambos subiram a bordo mais uma vez.
 



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