História Pretty Little Liars - Maldosas (Livro 1) - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Pretty Little Liars
Exibições 4
Palavras 1.903
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - EMILY É FRANCESA TAMBÉM



Terça-feira à tarde, Emily parou na frente de seu armário verde de metal, depois que o último sinal do dia havia tocado. O armário ainda tinha as mesmas coisas do ano anterior pregadas — o pôster da equipe de natação dos Estados Unidos; uma foto da Liv Tyler como Arwen, a elfa, e um imã que dizia BORBOLETINHAS NADAM NUAS. Seu namorado, Ben, parou bem ao lado dela.
— Quer alguma coisa do Wawa? — perguntou ele. Seu casaco da equipe de natação de Rosewood estava pendurado em seu corpo magro e musculoso, e seu cabelo louro estava despenteado.
— Não, estou bem — respondeu Emily. Como tinham treino depois das aulas, às três e meia, os integrantes da equipe de natação costumavam ficar na escola e mandar alguém até o Wawa, assim podiam consumir seus sanduíches gigantes/chás gelados/lanchinhos variados/chocolates com creme de amendoim antes de dar bilhões de voltas na piscina.
Um grupo de garotos deu uma parada para cumprimentar Ben, antes de continuar seu caminho para o estacionamento. Spencer Hastings, que estivera na classe de história de Ben no ano anterior, acenou. Emily acenou de volta, antes de se dar conta de que Spencer estava olhando para Ben, não para ela. Era difícil de acreditar que, depois de tudo que haviam passado juntas e de tantos segredos compartilhados, ela agora agia como se fossem estranhas.
Depois que todo mundo já havia passado, Ben se voltou para Emily e franziu a testa:
—Você está de casaco. Não está treinando?
— Hummm... — Emily fechou seu armário, girou o trinco e embaralhou os números da sua combinação do cadeado. — Sabe aquela garota para quem eu andei mostrando a escola hoje? Vou levá-la em casa porque é seu primeiro dia, essas coisas.
Ele abriu um sorriso forçado.
— Bem, você é mesmo um doce, não é? Os pais dos alunos em potencial pagam por esse tipo de tour, mas você está fazendo de graça.
— Ah, qual é... — sorriu Emily, desconfortável. — É um passeio de dez minutos.
Ben olhou para ela, acenando com a cabeça de modo vago por um momento.
— O que foi? Eu só estou tentado ser gentil!
— Legal — disse ele sorrindo, e tirou os olhos dela para acenar para Casey Kirschner, o capitão da equipe masculina de luta livre.
Maya apareceu um minuto depois de Ben descer as escadas e seguir para o estacionamento dos estudantes. Ela vestia um blazer branco por cima de sua camisa social de Rosewood e chinelos de borracha Oakley.As unhas de seus pés não estavam pintadas.
— Oi — ela a cumprimentou.
— Oi — Emily tentou parecer bem, mas se sentia desconfortável. Talvez devesse apenas ter ido treinar com Ben. Não era esquisito acompanhar Maya até a casa dela e depois voltar direto para a escola?
— Pronta? — perguntou Maya.
As garotas caminharam através do campus, que era basicamente um grupo de prédios muito velhos de tijolos numa estrada secundaria de Rosewood. Havia até mesmo uma torre de
relógio em estilo gótico, que soava a cada hora. Mais cedo, Emily havia mostrado a Maya as coisas que toda escola particular tem. Ela também havia lhe mostrado coisas legais em Rosewood Day que os alunos novos geralmente tinham que se virar para descobrir, como o perigoso banheiro feminino do primeiro andar, que às vezes jorrava água como se fosse um gêiser, o lugar secreto dos alunos na colina, ideal para matar aula de educação física (não que Emily já tivesse feito isso), e a única máquina da escola que vendia Vanilla Coke, sua bebida favorita. Elas já tinham até uma piada interna sobre a modelo metida a besta dos cartazes antitabagismo pendurados na sala de espera da enfermaria da escola. Era gostoso ter uma piada particular novamente.
Naquele momento, enquanto cortavam caminho por um milharal abandonado para chegar à casa de Maya, Emily prestou atenção a cada detalhe do rosto da garota, de seu nariz empinado a sua pele cor de café, passando pelo colar que não ficava bem em seu pescoço. Suas mãos batiam umas contra as outras quando balançavam os braços.
— É tão diferente aqui. — disse Maya, farejando o ar. —Tem cheiro de Pinho Sol! — ela tirou o blazer de zuarte e enrolou as mangas da camisa. Emily soltou o cabelo, desejando que ele fosse escuro e ondulado como o de Maya, em vez de uma palha estragada pelo cloro, com uma leve sombra esverdeada se insinuando no louro-avermelhado. Emily também se sentia constrangida por seu corpo, que era forte, musculoso e não mais sequinho como antes. Ela não costumava ficar tão preocupada com sua aparência, nem quando estava de maiô, ou seja, quase nua.
—Todo mundo tem alguma coisa da qual gosta muito — continuou Maya. — Como uma menina, a Sarah, da minha turma de física. Ela está tentando montar uma banda e me convidou para entrar!
— Mesmo? E o que você toca?
— Guitarra — respondeu Maya. — Meu pai me ensinou. Na verdade, meu irmão é bem melhor que eu, mas que se dane.
— Uau. Isso é muito legal.
—Ah-meu-Deus! — Maya agarrou o braço de Emily. — Emily primeiro ficou tensa, mas depois relaxou. —Você deveria entrar para a banda também! Ia ser muito divertido! Sarah disse que nós vamos ensaiar três dias por semana, depois das aulas. Ela toca baixo.
— Mas eu só toco flauta. — Então Emily se deu conta de que soava como o burrinho Bisonho, das histórias do Ursinho Puff.
— Uma flauta vai ser sensacional! — Maya bateu palmas. — E uma bateria!
Emily suspirou.
— Eu não posso mesmo. Eu tenho treinos de natação, tipo, todos os dias depois da escola.
— Humm... — E você não pode faltar um dia? Aposto que você vai ser muito boa na bateria.
— Meus pais me matariam. — Emily inclinou a cabeça para olhar para a velha ponte, com trilhos de trem sobre ela. Os trens não passavam mais por aquela ponte, então ela agora servia como esconderijo para os garotos que queriam encher a cara sem que os pais soubessem.
— Por quê? — Maya quis saber. — O que é que isso tem de mais?
Emily ficou quieta. O que deveria dizer? Que seus pais esperavam que ela ficasse na equipe de natação porque os olheiros de Stanford já haviam se dado conta do progresso de Carolyn? Que seu irmão mais velho, Jake, e sua irmã mais velha, Beth, estudavam na Universidade do Arizona com bolsas integrais por causa da natação? Que qualquer coisa menos que uma bolsa em uma boa faculdade seria considerado um fracasso familiar? Maya não tinha medo de fumar maconha enquanto os pais faziam compras. Os pais de Emily, em comparação, pareciam velhos, conservadores, controladores da Costa Leste. E eles eram mesmo. Mas, enfim, o que Emily podia fazer?
— Este é o caminho mais curto para casa — Emily fez um gesto, mostrando o outro lado da rua, que dava para o enorme gramado da casa colonial pelo qual ela e as amigas costumavam cortar caminho para chegar mais rápido à casa de Ali nos dias de Inverno.
Elas correram pela grama, evitando o regador automático que molhava os arbustos de hortênsias. Quando estavam empurrando os galhos espinhosos das árvores para o lado, em di-reção ao quintal de Maya, Emily parou. Um barulho estranho saiu de sua garganta.
Fazia muito, muito tempo que ela não entrava naquele quintal — o antigo quintal de Ali. Do outro lado do gramado, estava o terraço de madeira de onde ela e Ali haviam jogado charme para os vizinhos inúmeras vezes. A trilha de grama amassada onde haviam conectado o iPod branco de Ali às caixas de som e dançado feito loucas ainda era visível. À sua esquerda, estava o carvalho nodoso e tão familiar. A casa na árvore havia desaparecido, mas entalhadas no tronco estavam as iniciais: EF + AD - Emily Fields + Alison DiLaurentis. Ela ficou vermelha. Naquele tempo, Emily não sabia por que entalhara seus nomes na árvore; só queria mostrar a Ali que estava feliz por serem amigas.
Maya, que estava andando à frente dela, olhou por cima do ombro.
—Você está bem?
Emily enfiou as mãos nos bolsos do casaco. Por um segundo, considerou a hipótese de contar a Maya sobre Ali. Mas um beija-flor passou por ela e Emily perdeu a coragem.
— Estou bem — disse ela.
— Quer entrar? — convidou Maya.
— Não... eu... tenho que voltar para a escola. — Tenho treino de natação.
—Ah. — Maya apertou os olhos. —Você não precisava ter me trazido em casa, bobona.
— Eu sei, mas não queria que você se perdesse.
—Você é uma graça. — Maya entrelaçou as mãos nas costas, e balançou os quadris para a frente e para trás. Emily se perguntou o que ela queria dizer com uma graça. Será que era uma coisa que diziam na Califórnia?
— Bem, divirta-se no treino — disse Maya. — E obrigada por ter me mostrado tudo na escola.
— Claro! — Emily deu um passo à frente, e seus corpos se encontraram num abraço.
— Hmmm — disse Maya, abraçando mais forte. As meninas deram um passo para trás e sorriram uma para a outra por um segundo. Depois, Maya se inclinou e beijou Emily dos dois lados do rosto.
— Smack, smack! — disse ela. — Como os franceses.
— Bem, então eu também vou ser francesa — Emily deu uma risadinha, se esquecendo de Ali e da árvore por um segundo.
— Smack! — ela beijou a bochecha esquerda macia de Maya.
Então, Maya a beijou de novo, na bochecha direita, só que um tantinho mais perto da boca. Não houve smack dessa vez.
A boca de Maya cheirava a chiclete de banana. Emily recuou e segurou sua bolsa da natação antes que ela escorregasse de seu ombro. Quando olhou para cima, Maya estava sorrindo.
—Vejo você depois — Maya se despediu.— Fique bem.
Emily dobrou sua toalha e a colocou na bolsa de natação, depois do treino. A tarde toda era um borrão. Depois que deixara Maya em casa, Emily correu de volta à escola — como se a corrida pudesse desfazer a confusão de sentimentos dentro dela. Enquanto caía na água e dava braçada após braçada, via a imagem daquelas iniciais na árvore. Quando o treinador soprou o apito e eles praticaram largadas e voltas, Emily sentia o cheiro do chiclete de banana de Maya e ouvia sua risada fácil e divertida. Parada na frente do armário, ela tinha certeza de que havia passado shampoo duas vezes. A maioria das garotas tinha ficado fofocando nos chuveiros coletivos por um tempão, mas Emily estava muito aérea para se juntar a elas.
Enquanto pegava sua camiseta e o jeans, bem dobrados na prateleira do armário, um papel passou flutuando por ela. O nome de Emily estava escrito em um dos lados, numa letra que ela não conhecia, e também não reconheceu o papel de caderno. Ela apanhou o bilhete do chão molhado e frio.
Oi, Emi. Chuif! Fui substituída! Você encontrou outra amiga
para beijar! —A
Emily contraiu os dedos dos pés no chão de borracha do vestiário e parou de respirar por um segundo. Olhou em volta. Ninguém estava olhando para ela.
Será que isso realmente estava acontecendo?
Ela olhou para o bilhete e tentou pensar racionalmente. Ela e Maya estavam a céu aberto, mas não havia ninguém por perto.
E... Fui substituída? Outra amiga para beijar? As mãos de Emily tremeram. Ela olhou para a assinatura de novo. As risadas das outras nadadoras ecoavam nas paredes.
Emily havia beijado apenas uma outra amiga. Isso foi dois dias antes de ela entalhar suas iniciais no carvalho e apenas uma semana e meia antes do final do sétimo ano.
Alison.
 



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