História Pretty Woman - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Once Upon A Time, Pretty Woman, Regina Mills, Swanqueen
Exibições 91
Palavras 2.656
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, devo dizer que a história está indo para o fim. Obrigado de coração a quem está acompanhando ♥

Capítulo 6 - Capítulo 6


Os cavalos moviam-se com destreza e rapidez pelo pequeno campo, os jogadores de polo moviam-se de acordo com os movimentos da bola, pareciam completamente absortos em seu jogo.

Ao sair do carro, Emma já podia ouvir a conversa alta que vinha da área de lazer que havia ao redor do campo, onde as pessoas bebiam e conversavam alegremente. Sentia-se um tanto deslocada, ainda mais do que no restaurante, não tinha muita certeza do objetivo de sua presença ali.

Para a ocasião, escolhera um vestido simples, de tecido fino e branco, cujas alças finas deixavam a mostra seus ombros e nos pés, um sapato de salto baixo destacava sua delicadeza. Regina pedira ainda para que usasse um chapéu, já que o sol provavelmente estaria um pouco forte.

A empresária usava um de seus costumeiros ternos sociais, a saia colada destacando suas curvas e os saltos que pareciam prestes a afundar na grama a cada passo que ela dava.

_E se alguém me reconhecer? – Emma perguntou insegura, antes que se afastassem do carro.

_Pouco provável – A morena sorriu – Essas pessoas não gastam tempo na Boulevard.

_Você gastou....

_É diferente, Emma – Sem nenhum constrangimento, Regina tomou-a pela cintura, puxando-a na direção do campo – Vamos lá – Ao ver que a loira ainda relutava, voltou-se para ela – Você está linda, é uma mulher elegante e terá uma ótima tarde de diversão, ok? Não fique nervosa e sorria.

E ela sorriu. Não tanto pela obrigação de mostrar-se feliz, mas porque estava. Mesmo com a insegurança que sentia, estava feliz por ter Regina ao seu lado, lhe dizendo palavras bonitas.

O jogo em si não pareceu a Emma um esporte particularmente interessante, mas naquele momento não tinha muito tempo para olhá-lo, já que Regina a apresentava para as várias pessoas que vinham até elas.

_Essas são as irmãs Elsa e Anna, as terríveis gêmeas que aprimoram a arte de fazer bons casamentos – Sorriram polidamente – Espere, eu já volto.

Regina mal havia se afastado, quando Elsa lançou a ela um olhar irritado.

_Então, você é a bola da vez? – Emma não respondeu, apenas fechou a cara e virou-se para o outro lado.

_Não se incomode – Anna disse um pouco sem jeito – Ela está só lhe provocando, Regina é uma solteirona na mira. Todo mundo está tentando pegá-la.

Emma não se conteve.

_Bom, eu não estou tentando pegá-la, estou usando-a para o sexo – Não esperou por uma resposta e retirou-se de perto das irmãs, que arregalaram os olhos com suas palavras e arfaram pelo ultraje que tal admissão lhes causava.

Regina estava atenta ao jogo, naquele dia ela tinha a expressão um pouco mais relaxada e olhava com calma ao redor. Quando viu que Emma se aproximava, sorriu e bateu palmas para o ponto que o jogador acabava de marcar.

_Repita, porque estamos aqui? – Emma cochichou em seu ouvido.

_Negócios.

_Reunião de negócios?

_Sim – A morena a olhou e ela sorriu, não iria contar a ela sobre as pequenas palavras que havia dito para as irmãs, não via necessidade.

Caminharam um pouco por entre as pessoas, até que Robin as avistou e começou a acenar compulsivamente.

_Regina, aqui – Apontava para si mesmo e a esposa como se a empresária ainda não os tivesse visto.

_Olá – Ela sorriu enquanto se aproximavam – Essa é minha amiga, Emma Swan.

_Oi – Robin apertou a mão da loira, seguido pela esposa – Sou Robin e essa é minha esposa, Zelena, irmã de Regina.

_Hey, você não me disse que tinha uma irmã – Emma falou baixo para Regina, que apenas sorriu.

_É sempre um prazer conhecer uma garota de Regina – Zelena disse normalmente e causou certo desconforto para a irmã, que parara de sorrir e a fuzilava com os olhos – Ah meu Deus, é Úrsula – Entusiasmou-se ao ver uma mulher que passava por ali, saindo atrás dela logo em seguida.

_Não se incomodem com ela, é quase obsessiva por essa mulher, a rainha da aeróbica, como ela diz. Porque não me deixam pegar um drink para vocês – Robin já ia se afastando, mas voltou de repente – Aliás, Regina, você viu que o Senador David está aqui?

_Sim, eu o convidei.

_Por isso eu lhe jurei amor eterno – Regina revirou os olhos.

_Não, isso você jurou a minha irmã quando se casou com ela.

Um pouco sem jeito, Robin finalmente afastou-se.

_Um cara autêntico – Emma disse suspirando – Quem é ele?

_Meu cunhado, meu advogado – A morena deu de ombros – É um cara legal.

_Dá para fazer gelo com a mulher – Referiu-se a Zelena, arrependendo-se depois por pensar que Regina poderia irritar-se, mas a empresária apenas sorriu.

_Podemos tentar mais tarde – Emma riu.

_Essas pessoas são suas amigas?

_Passo tempo com elas.

_Então foi por isso.

_Por isso o que?

_Por isso me procurou – Regina não sabia o que responder diante daquilo e se manteve em silêncio, pouco disposta a iniciar uma discussão na frente de toda aquela gente.  

Se alguma tensão havia se formado entre elas, logo se desfez, quando o público foi chamado para entrar no campo, durante o intervalo do jogo, e colocar de volta no lugar os tufos de grama que os tacos dos jogadores retiravam do lugar.

Rapidamente o campo encheu-se de pessoas, que sapateavam sobre a grama enquanto riam, divertindo-se com a tradição.

Regina puxou Emma até lá e ambas acabaram rindo enquanto buscavam os tufos soltos, a loira por vezes se desequilibrava, mas logo era amparada pelos braços da empresária, que tentava ela mesma não prender os saltos. Abraçavam-se e logo voltavam sua atenção para o campo, divertindo-se de forma genuína.

Nenhum gesto delas passava despercebido por Robin, que olhava com atenção para seus movimentos. Ele começava a ter sérias desconfianças sobre Emma e elas cresciam rapidamente, enquanto permanecia sentado, apenas observando.

Após o pequeno ritual ter terminado, Regina se retirou para conversar com seus sócios e Emma foi para o carro, sentando-se sobre ele enquanto esperava. Neal, que era um dos jogadores, a viu e se aproximou, sorrindo.

_Emma – Ela o olhou – Neal, lembra-se de mim?

_Neal, mas é claro – Só então ela sorriu.

_Como você está? Sua aparência está espetacular.

_Estou bem, obrigada. Não sabia que jogava.

_Venha ver o meu cavalo – Apontou para o animal, que estava não muito longe dali.

_Eu estou esperando Regina.

_Ora, vamos, ele está bem ali.

_Tudo bem – Cedeu, seguindo o rapaz.

Robin moveu a cabeça de um lado ao outro enquanto assistia a cena, não deixaria que aquela situação continuasse. Esperou até que Regina terminasse sua conversa com os empresários e foi até ela.

_E então, como você conheceu a Srta. Emma?

_Parei para pedir informações e lá estava ela – Deu de ombros.

_Esbarrou nela assim? Essa é boa – Sorriu – E então, o que ela faz? Ela trabalha?

_Em vendas – Regina disfarçou.

_Vendas? Ótimo. O que ela vende?

Regina olhou ao redor, procurando por uma resposta convincente. Como não encontrou, voltou a olhar para Robin, com o semblante fechado.

_Porque quer saber?

_Conheço você há muitos anos.... Vi muitas diferenças em você nessa semana, o modo como está agindo e penso que talvez essa garota seja a diferença, especialmente quando a vejo conversando com Neal Gold.

Regina virou-se na direção que o cunhado apontava e viu que Emma tinha a expressão séria enquanto conversava com o rapaz.

_Eu os apresentei no jantar da outra noite.

_E agora são melhores amigos? – Robin insistiu – A garota aparece do nada, está conversando com o cara cuja empresa você quer comprar. Isso é inconveniente.

_Não seja ridículo.

_Como sabe que essa garota não se ligou a você porque está levando informações para os Gold? – A morena riu – Não ria, isso acontece, é espionagem industrial.

_Droga, Robin – Regina irritou-se – Ela não é uma espiã, é uma prostituta.

_O que? – O homem a olhou, pretendia rir, mas se conteve ao ver que a morena falava sério.

_Eu a peguei na Boulevard.... No seu carro.

Os lábios de Robin contraíram-se em uma linha fina, mas logo começou a rir de sua própria desconfiança anterior.

_Olha, você é a única milionária que eu conheço que procura por pechincha na rua, sabe disso, não é?

_Não devia ter te contado.... – Regina pretendia pedir ao cunhado que esquecesse o que ela havia dito, mas logo seu nome foi chamado pelo senador e ela apenas lhe lançou um olhar irritado, antes de ir até onde o outro estava.

Robin continuou mantendo Emma sob suas vistas ao ver que a moça terminava sua conversa com Neal, aproveitou-se da distração de Regina para ir até ela.

_Está se divertindo hoje?

_Sim, muito – Ela sorriu.

_Deve ser muito diferente da Hollywood Boulevard, não é? – O sorriso de Emma se desfez ao ouvir aquelas palavras.

_O que?

_Regina me contou – Respondeu naturalmente – Não se preocupe, vou guardar seu segredo – Ele então acariciou o braço da loira – Quem sabe você e eu podemos sair juntos depois que Regina for embora, o que acha?

Àquela altura, Emma sentia-se a beira das lágrimas, mas limitou-se a balançar a cabeça em concordância.

_Claro, porque não?

_Temos que fazer isso e.... – Zelena chamou por Robin e ele rapidamente recolheu a mão que acariciava o braço dela.

Emma ainda observou enquanto ele se afastava, sentindo-se humilhada.

Ela agora ansiava para que o jogo terminasse e quando o mesmo acabou, enfiou-se no carro em silêncio e trocou poucas palavras com a empresária no caminho até o hotel. Não queria olhá-la, não queria falar com ela.

_Você está bem? – Regina perguntou assim que entraram no apartamento, olhando preocupada para a expressão da loira.

_Estou bem – Disse apenas, enquanto jogava o chapéu para um canto qualquer.

_Está bem, ótimo, sete “estou bem” desde que saímos. Poderia dizer qualquer outra palavra, por favor?

_Cafajeste – Emma gritou do quarto – É outra palavra.

_Acho que prefiro quando diz que está bem – Regina balançou a cabeça, olhando as mensagens que pegara antes de subir.

_Sabe de uma coisa? – A loira voltou até onde ela estava – Quero que me responda uma coisa, porque fez com que eu me vestisse assim?

_Bom, primeiro porque era uma roupa apropriada – Deu de ombros, não entendendo porque a outra agia daquela maneira.

_Não, o que eu quero dizer é, já que ia dizer para todo mundo que eu sou uma prostituta – A empresária arregalou os olhos – Porque não me deixar usar minha própria roupa? Se um cara como Robin me aborda, posso lidar com isso, estou preparada.

_Emma, eu fico extremamente chateada de saber que Robin agiu dessa forma com você – Regina foi atrás da loira, que agora movia-se pelo apartamento – Mas ele é meu advogado, o conheço há dez anos e ele pensou que você fosse uma espiã, o cara é paranoico, eu tive que contar a ele.

_Você é minha cafetina agora? – Emma gritou como resposta – Vai me passar para os seus amigos? Não sou seu brinquedo, Regina.

A loira afastou-se, voltando para o quarto e rapidamente juntando suas coisas, que estavam espalhadas pelo local.

_Emma, volte aqui, eu estou falando com você – A empresária foi atrás dela, já irritada – Eu sinto muito dizer isso, mas a verdade é que você é uma prostituta e aceitou trabalhar para mim.

_Você não é minha dona – Rebateu – Eu decido quem, quando e onde.

_Eu me recuso a passar o resto desses dias brigando, eu já disse que sinto muito.

_E eu sinto muito por ter te conhecido, por ter entrado naquele maldito carro – Emma continuava arrumando suas coisas – Nunca me senti tão humilhada como hoje, por sua culpa.

Apenas ao ver que a moça pegava sua bolsa, Regina viu que ela pretendia ir embora e isso de certa forma assustou-a.

_O que está fazendo?

_Eu quero meu dinheiro – Emma disse sem olhar para ela – Quero sair daqui.

Sem dizer mais nada, Regina apenas retirou da bolsa o dinheiro e jogou-o sobre o criado mudo, deixando a loira sozinha em seguida. Não queria vê-la ir embora, por esse motivo, foi para a sala e virou-se de costas para a porta, fingindo estar atenta a alguns papéis que havia deixado por lá.

Ainda no quarto, Emma tentava segurar suas lágrimas, olhou para o dinheiro durante alguns segundos e logo balançou a cabeça, deixando o apartamento em seguida.

Ao se ver sozinha, Regina respirou profundamente, tentando conter sua vontade de ir atrás de Emma. Conseguiu, durante alguns segundos, mas ao olhar para o quarto e ver que o dinheiro ainda estava lá, desistiu de ficar parada e correu para fora do apartamento.

Encontrou a loira esperando o elevador chegar e apertando insistentemente nos botões.

_Eu sinto muito – Disse baixo, enquanto ia até ela, nem se importava com o fato de que Emma não a olhava, só queria que pudesse perdoá-la – Eu não estava preparada para responder a perguntas sobre nós. Sei que fui estúpida e cruel, mas não tive a intensão de magoar você – Esperou por uma resposta que não veio e suspirou – Fique.

_Porque? – As lágrimas de Emma agora eram visíveis e sua voz nada mais era do que um sussurro.

_Eu não quero que vá embora, Emma – Admitiu por fim.

O elevador então se abriu e o rapaz sorridente olhou para elas, alheio a discussão que tinham.

_Vão descer?

Regina olhou para Emma, esperando que ela tomasse sua decisão. A loira apenas moveu a cabeça de um lado ao outro, esperou até que as portas do elevador se fechassem e voltou para o apartamento, sendo seguida pela empresária.

_Você me magoou – Disse ao entrarem.

_Eu sei – Suas vozes eram baixas.

_Não faça isso de novo – Os olhos verdes de Emma pareciam ainda mais intensos enquanto olhava para a mulher em sua frente.

_Não farei – Sentindo-se mais tranquila, Regina retirou dos ombros da loira as coisas que ela carregava e jogou-as sobre o sofá, puxando-a para um abraço logo em seguida.

Precisou quase deixa-la ir embora para perceber o quanto se sentia bem quando a moça estava por perto, o quanto os braços dela pareciam ter sido criados na medida certa para envolver seu corpo.

 

(....)

 

Ambas estavam recuperando seu fôlego após terem feito amor por várias vezes seguidas. Haviam se deitado uma de frente para a outra e Regina não precisou insistir muito para saber um pouco mais da vida da loira.

_O primeiro cara que eu gostei, era um zero à esquerda, a segunda pessoa por quem me apaixonei, uma mulher, era ainda pior. Minha mãe me chamava de imã de trastes – Sorriram – Se tinha um traste por perto, eu o atraía, fosse homem ou mulher. Foi assim que vim parar aqui.

_Seguiu um deles? – Ela concordou com a cabeça.

_Pouco tempo depois eu estava sem dinheiro, sem amigos, sem traste.

_Então escolheu essa profissão?

_Trabalhei em algumas lanchonetes, fui manobrista, mas não conseguia pagar o aluguel e tinha vergonha de voltar para casa. Foi quando conheci Ruby, ela era prostituta e falava como se fosse ótimo, dizia que com minha aparência eu poderia fazer mais dinheiro do que nos lugares onde trabalhava – Suspirou – Até que um dia eu tentei, chorei o tempo todo. Depois peguei alguns clientes fixos.

_E não chorou mais....

_Não.... Você sabe, ninguém planeja isso, não é exatamente um sonho de infância.

_Você poderia ser muito mais, sabe disso, não sabe?

_As pessoas te colocam para baixo e você começa a acreditar nisso.

_Eu acho você muito inteligente, Emma – Regina dizia sinceramente – É uma mulher muito especial.

_Porque é mais fácil acreditar nas coisas ruins?

_Porque geralmente você não tem quem esteja por perto para dizer as coisas boas – A morena retirou com a ponta do dedo uma lágrima que começava a escapar do rosto dela – Venha cá.

Emma aproximou-se e virou-se de costas, encaixando seus corpos e se aninhando em seus braços. Sentia-se acolhida, mesmo após a discussão que haviam tido, sabia que Regina era diferente das outras pessoas, aceitava-a e respeitava-a da forma como era, independente do que fazia.

Estava apaixonada pela empresária, era fato. E mesmo ainda tendo algum tempo ao lado dela, já sofria antecipadamente por ter que deixar esse sentimento de lado.



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