História Pretty Woman - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Once Upon A Time, Pretty Woman, Regina Mills, Swanqueen
Exibições 57
Palavras 2.332
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Penúltimo capítulo.
Boa leitura ♥

Capítulo 7 - Capítulo 7


Regina apressava-se para fora de seu escritório, dispensando com gestos de mãos as pessoas que tentavam pará-la para que assinasse algum documento. Robin, que estava parado ao lado da recepcionista, correu até ela ao ver que tinha a intenção de ir embora.

_Regina, não pode sair agora, estamos atolados nisso até o pescoço.

_Tenha calma, Robin, Gold não vai sair do lugar e amanhã de manhã eu estarei de volta.

_E onde você vai, hoje? – Perguntou irritado.

_Tenho um encontro.

_Com quem? Com a prostituta? – Ao ouvir essas palavras, Regina virou-se para o cunhado e deu alguns passos em sua direção, fazendo o homem recuar ao ver sua expressão.

_Tome cuidado, Robin.

Antes de ir para o hotel, Regina parou em uma joalheria, onde pegou emprestado um colar de ouro, enfeitado com alguns rubis. Ao chegar, deixou a pequena caixa sobre a mesa e tomou um banho rápido, sendo apressada por Emma, que queria que ela a esperasse fora do quarto.

A morena usava um vestido preto, como de costume. Mas para a ocasião, havia escolhido um modelo longo, que não alcançava o chão apenas graças aos saltos que ela usava. Não foi modesta no decote, estava se sentindo bem naquele dia e não via o porquê deveria esconder-se embaixo de tecidos.

Já fazia algum tempo que esperava por Emma, quando a porta do quarto finalmente foi aberta e a moça saiu sorridente, seu sorriso crescendo ainda mais ao ver a expressão de Regina sobre seu corpo. Ela escolhera um vestido vermelho, também longo, que apesar de não ser tão colado, delineava suas curvas.

_E então, como eu estou? – Perguntou ansiosa, enquanto os olhos da empresária ainda vagavam sobre sua pele.

_Falta uma coisa.

_O que? – Emma olhou-se – Não cabe mais nada nesse vestido, eu mal consigo respirar aqui.

_Talvez algo nessa caixa – Só então a loira viu a caixa que ela tinha em mãos – Não fique tão animada, é apenas um empréstimo.

Quando Regina abriu a caixa, Emma aproximou-se para ter certeza que seus olhos estavam realmente vendo a joia, precisava mais, precisava tocar. Porém, quando levou os dedos para tocá-la, a morena subitamente fechou a caixa e isso a assustou, fazendo com que gargalhasse em seguida.

_Eu adoro isso – Regina falou enquanto a guiava até o espelho, a fim de colocar o colar em seu pescoço.

_Adora o que?

_Quando você ri.

Emma corou e apenas deixou que a morena colocasse a joia.

_Deixam você tirar isso da loja? – Perguntou após algum tempo, ainda em frente ao espelho.

_Eu sou uma cliente muito boa.

_Se fosse comprar, quanto custaria?

_Duzentos e cinquenta mil – Emma arregalou os olhos.

_Uhum – Agora que havia terminado de colocar a joia, Regina aproveitou-se do momento e distribuiu vários beijos no pescoço da loira, que fechou os olhos – É melhor irmos – Disse com a voz baixa, ainda próxima de Emma.

_Porque?

_Porque eu realmente quero que você assista uma ópera, mas se continuarmos aqui, eu não a deixarei sair.

Como de costume, Emma apoiou-se no braço da empresária ao deixarem o apartamento. Mesmo enquanto esperavam o elevador, ela parecia sentir ainda os beijos da outra em seu pescoço, ansiava por ver de perto uma ópera, mas teria deixado de lado para ficar no quarto com a morena.

Jafar sorriu ao vê-las daquela forma, lembrava-se de Emma em sua primeira noite no hotel e era visível a diferença. Mesmo quem não a vira antes, virava-se para olhar quando o casal passava, os olhares desviavam de uma para a outra, tentando definir qual das duas belezas era mais agradável.

George não pode evitar sorrir, em seu íntimo, torcia para que pudessem permanecer unidas, se arrependera de dizer palavras pouco amigáveis para Emma. Quando estavam juntas, as duas mulheres pareciam carregar consigo uma aura tranquila de felicidade e ele não queria que perdessem isso.

A surpresa de Emma se deu quando a limusine do hotel as levou até o aeroporto, onde um pequeno avião particular já as esperava.

_Regina.... – Disse com os olhos arregalados.

_Não que ir a São Francisco de limusine, não é?

_O que? Eu nunca andei de avião antes.

_Fique tranquila – Ao dizer isso, a empresária lhe deu um beijo suave na bochecha e a guiou para dentro da nave.

São Francisco era maravilhosa quando vista de cima, suas luzes pareciam estrelas presas ao chão e foi impossível para Emma não suspirar alto enquanto olhava a paisagem através da janela.

Outra limusine as esperava no aeroporto e em pouco menos de meia hora, já estavam no teatro.

Novamente os olhos da loira se arregalaram ao estar dentro do local, já que nunca antes havia visto algo parecido. Mas daquela vez, ela não se sentia deslocada, via as mulheres desfilando com seus vestidos e sentia-se como elas. O braço de Regina junto ao seu, só fazia aumentar essa segurança e as duas caminhavam de forma elegante em meio as poucas pessoas que ainda estavam no hall de entrada.

_Estamos atrasadas? Tem tão pouca gente aqui.

_Estão todos lá dentro, mas não se preocupe, as estreias nunca começam na hora.

O camarote que Regina havia escolhido, não poderia ser melhor. Por ser o primeiro, dava a elas uma vista perfeita, sem que ninguém se colocasse na frente. Ao entrarem, a morena logo foi cumprimentar o casal que estava no cubículo ao lado e Emma distraiu-se olhando para baixo.

_Você precisa ver isso – Exclamou extasiada.

_Não, não preciso, eu já vi – A resposta foi rápida e logo Emma se lembrou que ela tinha medo de altura.

_Se tem medo de altura, porque compra os assentos aqui?

_Porque são os melhores.

Emma sorriu e logo teve sua atenção atraída pelos binóculos, sempre vira as pessoas usando-os nos filmes e pegou o seu, tentando fazê-lo ficar no lugar.

_Você disse que é italiano, como vou entender o que cantam? – O binóculo não parava, a cada vez que ela levantava as lentes, elas voltavam a cair – Está quebrado.

_Está tudo bem, são assim – A morena pegou o objeto e girou as lentes para o outro lado do pegador, elas imediatamente ficaram paradas em seu devido lugar – Acredite, vai entender. A música é muito poderosa.

As luzes se apagaram e Emma distraiu-se tentando enxergar algo no palco, porém, as luzes do mesmo ainda não haviam acendido e ela não pôde ver nada.

_As pessoas tem uma reação grave na primeira vez que assistem a uma ópera – Regina disse próxima a ela, fazendo-a se arrepiar – Ou elas adoram, ou odeiam. Se adoram, vão adorar para sempre, caso contrário, podem aprender a apreciá-la, mas nunca fará parte de sua alma.

Na semiescuridão do local, seus olhos se encontraram durante alguns instantes, se aproximaram aos poucos, roçando as pontas de seus narizes, mas separaram-se ao ouvir que a música havia começado e logo Emma estava completamente imersa no show que assistia.

Suas expressões faciais pareciam acompanhar o movimento dos cantores, vez ou outra seus lábios ficavam entreabertos e era como se esquecesse de respirar. Regina variava sua atenção entre a ópera e Emma, seus olhos se desviavam para a loira, para vê-la completamente absorta no que ouvia.

Ao fim do espetáculo, ela estava completamente emocionada. As lágrimas desciam por seu rosto sem que tivesse consciência disso, só percebeu que chorava quando a empresária gentilmente secou seu rosto com um lenço.

_Gostou da ópera, querida? – A senhora do camarote ao lado perguntou logo que elas se levantaram.

_Foi tão bom que estive a ponto de fazer xixi nas calças – Emma disse ainda deixando escapar algumas lágrimas e se retirou em seguida.

_O que? – Perguntou espantada.

_Ela disse que gostou mais do que as de Vield.

Regina saiu atrás da loira, deixando para trás a mulher que ainda tentava entender o que havia ouvido.

Voltaram para o hotel em silêncio, mas dessa vez não era um silêncio pesado. Emma ainda estava inebriada pelo que assistira e a morena contentava-se em admirá-la daquela forma.

Já no hotel, elas sentaram-se no sofá, ainda com os vestidos e a loira pegou-se pensando no dia que havia tido, custava a acreditar que tinha voado de avião e assistido a uma ópera.

_Então, quer dizer que você faz parte do grupo de pessoas que adoram a ópera desde a primeira vez?

_Sim, com certeza faço – Suspirou – Foi uma das coisas mais maravilhosas que eu já vi, é emocionante e.... Não sei como explicar.

_Eu entendo o que quer dizer – Regina tinha vontade de beijá-la, esse desejo começava a corroê-la por dentro, mas respeitaria a vontade da loira – Acho melhor irmos dormir, já está tarde e preciso trabalhar amanhã.

_Porque você não trabalha amanhã? – Emma a olhou – Tire o dia de folga.

_Eu? Não trabalhar?

_Sim – Sorriu.

_Ora, eu sou a dona da companhia, não posso não trabalhar.

 

(....)

 

Robin viu-se pasmo ao receber a notícia de que Regina iria tirar o dia de folga, começava a irritar-se com os efeitos que Emma estava tendo sobre a empresária. Precisava encontrar logo uma forma de acabar com aquilo, não podia deixar que uma simples prostituta se intrometesse nos negócios e fizesse tudo desandar.

Alheias a tudo isso, Regina e Emma caminhavam tranquilamente pela praça, haviam saído do hotel já há algumas horas e a loira fazia de tudo para que a outra não tivesse nenhuma vontade de trabalhar naquele dia.

_Eu estou faminta – Disse enquanto caminhava sobre a mureta da fonte, amparada por uma das mãos da empresária – Tem dinheiro? Tem um carrinho de cachorro doido logo ali.

_Eu tenho dinheiro, mas não sei o que é cachorro doido.

_Ora, então parece que quem vai te mostrar as coisas hoje sou eu – Mordeu o lábio inferior – Vamos comprar o cachorro e podemos espraiar.

_Podemos o que?

_Espraiar, sabe? Relaxar, vegetar.

Regina arqueou as sobrancelhas, mas deixou-se levar pelos desejos da moça. Logo depois elas estavam sentadas sobre uma toalha, em meio a vasta grama do parque. A morena acabara de comer o tal cachorro doido e não podia negar que apesar de não ser saudável, era mais do que agradável ao paladar.

Emma a obrigara a tirar os sapatos e ao ver que a empresária recebia uma ligação, tomou o aparelho de suas mãos e o desligou, deixando-o de lado.

_Emma, o que....

_Espraiar, relaxar, nada de trabalho por hoje.

E a morena relaxou. Esqueceu-se completamente da empresa, dos Gold e do cunhado, permitiu a si mesma uma diversão que há muito não tinha. Conversaram bobagens, tentaram adivinhar o formato das nuvens e Emma relaxou sobre o peito dela, enquanto ouvia sua voz rouca ler alguns trechos de Shakespeare.

O dia passou tão rapidamente que elas só perceberam que já anoitecia quando o estômago de Emma fez questão de lembrar que já passava um pouco da hora em que normalmente jantavam. Como uma última programação guiada pela loira, foram a uma lanchonete perto dali.

Era completamente fora do comum para Regina, que seu jantar consistisse em batatas fritas. Mas nunca um lugar tão pequeno e uma comida tão pouco saudável lhe pareceram tão agradáveis.

Olhava enquanto Emma se divertia contando sobre sua infância e algumas gafes cometidas por clientes anteriores, prestava a atenção em suas palavras, mas sobretudo, em seus gestos. A liberdade que tinha em ser ela mesma, sem se ater com o que pensariam, aquilo a admirava.

Cansadas demais para voltar caminhando, pediram para que a limusine do hotel fosse busca-las e para o completo deleite de ambas, fizeram todo o trajeto abraçadas. Em um gesto que fluiu naturalmente, sem que nenhuma precisasse ter a iniciativa.

Regina banhou-se rapidamente, ansiava por se esticar na cama e acabou pegando um livro para ler enquanto Emma cantava na banheira. O som aos poucos fez com que o sono chegasse e ela caiu em um cochilo leve.

Quando a loira por fim terminou seu banho, vestiu apenas a camisola. Estava voltando para o quarto, quando viu a empresária adormecida. Ela estava com as costas apoiadas em um dos travesseiros e o livro permanecia escorado em sua perna. Era linda, até mesmo em sua fúria, era munida de uma beleza que levava abaixo qualquer defesa que Emma poderia ter.

Aproximou-se devagar, sorrindo enquanto deixava o livro sobre o criado mudo, olhou-a ainda durante alguns instantes e então beijou o próprio dedo, levando-o até os lábios de Regina. Não era o bastante, inclinou-se lentamente e beijou sua bochecha, o canto de sua boca e por fim seus lábios, selando-os com um toque leve.

Regina acordou-se nesse instante, a loira sorriu um pouco antes de voltar a beijá-la e dessa vez foi correspondida. A empresária segurou seu rosto com ambas as mãos e seus lábios tiveram a oportunidade de conhecer-se, ora beijavam-se, ora apenas aproveitavam dos toques leves de suas bocas. Até que por mim cederam a um toque mais íntimo, suas línguas unidas teciam uma dança única, explorando-se.

Emma logo passou seus braços ao redor do pescoço da outra e deixou que a mesma a deitasse, ficando sobre ela sem em nenhum momento quebrar o beijo. Era um toque quase que mágico para ambas, ansiavam por isso, mas só naquele momento puderam realmente se entregar.

As roupas logo foram deixadas de lado, seus corpos encaixavam-se quase que perfeitamente, os lábios unidos, os seios tocando-se de forma prazerosa.

Quando Regina entrelaçou suas pernas as da loira, ambas gemeram pelo contato de suas intimidades. Já não era apenas sexo há alguns dias, mas apenas agora elas estavam cientes de que o que faziam, era amor.

A cadência de seus corpos dançando sobre a cama, marcava o ambiente pelos sons que tal contato produzia. Os gemidos uniam-se, assim como seus lábios, que se separavam apenas quando a respiração se tornava difícil.

Seus orgasmos foram os únicos a ter voz aquela noite.

A madrugada estava alta quando se aninharam juntas, a respiração de Regina logo se tornou lenta e a loira pensou que ela estivesse dormindo.

_Eu te amo – Sussurrou, enquanto se ajeitava mais nos braços da empresária.

Os olhos da morena se abriram, ela foi capaz apenas de encarar a escuridão.



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