História Primavera - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jungkook, Kookv, Kpop, Romance, Taeguk, Taehyung, Taekook, Vkook
Exibições 96
Palavras 2.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - A Fortaleza


As últimas caixas eram guardadas no caminhão de mudanças e Jungkook encarava o muro branco de sua casa pela última vez.

Haviam se passado dois meses desde que sua mãe falecera, deixando para trás o marido e os dois filhos.

A cidade já não lhes trazia boas lembranças, mas recordava-os de uma grande perda. O pai decidira que era melhor mudarem-se para Daegu, uma cidade não tão longe dali, mas suficientemente distante para tentar recomeçar suas vidas; e assim foi feito.

A viagem não era longa, e em pouco menos de duas horas chegaram ao seu destino. Junghyun saiu do carro um tanto quanto animado, mas notava que o mais novo não estava da mesma forma. Depois de certa enrolação, o pequeno Jungkook resolveu aceitar a situação e acompanhar o irmão para dentro de casa, mas não sem antes vislumbrar a beleza da vizinhança; as construções eram simétricas e ele podia notar algumas famílias no jardim, aproveitando os dias finais do inverno.

- O antigo proprietário contou-me que há uma criança quase da sua idade na casa da frente, filho. Acho que se darão bem. – O pai comentou, dando um tapinha fraco nas costas do garoto. Instintivamente, o moreno encarou a tal morada do vizinho, esperando vê-lo, mas ninguém estava ali. Deu de ombros, já que não estava com ânimo para nada naquele dia.

Adentrou o portão de seu novo lar, observando as tábuas escuras de madeira que trilhavam um caminho até a entrada. Externamente, a casa parecia ser muito elegante e moderna, mas o menino não havia visto o interior ainda.

Alguns móveis já se encontravam lá e, mesmo que o caminhão de mudanças ainda fosse trazer vários outros pertences, ele já se sentia muito confortável ali dentro. Era um lugar extremamente adorável aos olhos de um garoto de oito anos, mesmo que não passasse de uma casa normal e parecida com as demais do bairro.

- Esse quarto é meu! – Ouviu o irmão gritar, colocando a cabeça para fora de um cômodo. Seguiu até lá, deixando sua mochila vermelha largada no piso de porcelanato do que ele já considerava sua sala de estar. Arregalou os olhos, satisfeito com o tamanho do quarto, muito maior do que o de sua outra casa. Correu pelo local, procurando mais um e, quando achou, comemorou alto.

- E esse é meu! – O lugar era perfeito: muito convidativo, claro, com janelas e grande espaço para seus desenhos e mangás.

Passaram o resto do dia desempacotando tudo o que lhes pertencia e mobiliando a casa com o que o caminhão havia trazido. No fim da tarde, Jungkook encontrava-se jogado em sua cama já montada num canto do quarto de paredes brancas, encarando o teto. Pegou-se pensando no vizinho e no quanto queria fazer amigos rápido. Nunca fora um garoto muito sociável e cheio de companhias, e só culpava sua timidez por isso.

Ouviu uma voz desconhecida e foi a procura de seu dono, deparando-se com um casal sorridente na porta de entrada, conversando com seu pai. Andou nas pontas dos pés, tentando não fazer barulho e ouvir o papo mais de perto. Chutou, porém, um de seus carrinhos de brinquedo, chamando a atenção dos três e sorrindo tímido em seguida. Preparava-se para sair dali correndo quando foi chamado:

- Kook, venha conhecer nossos vizinhos! – Estremeceu internamente, muito envergonhado por estar de pijamas e meia, mas caminhou até lá. – Esses são os Kim, filho. Se apresente.

- Oi, sou Jungkook. – Cumprimentou-os, recebendo sorrisos como resposta antes de a mulher se pronunciar.

- Seja bem-vindo à Daegu, Jungkook, meu filho está louco para te conhecer desde que soube que se mudaria para cá. – Ela disse, fazendo uma luz dentro do pequeno se acender. O menino que o pai lhe contara era filho daquele casal e queria conhecê-lo? Isso era maravilhoso!

- Sério? – Falou, denunciando sua animação com os olhinhos negros a brilhar.

- Sim! O que acha de saírem algum dia desses? Ir ao parque ou coisas do tipo? – O menor assentiu, esbanjando felicidade. Despediu-se dos dois quando eles foram embora e dirigiu-se ao quarto novamente, saltitando e agradecendo mentalmente por saber que se enturmaria facilmente na nova cidade.

 

● ● ●

 

Jungkook criava coragem para ir atender a porta, mesmo já sabendo quem era. Olhava-se no espelho pela última vez, tendo certeza de que passaria uma boa imagem ao vizinho. Sentiu o coração esmagar-se contra as costelas quando a campainha tocou pela segunda vez. Ótimo, pensou. Já começara mal, fazendo o coitado esperar. Correu até a entrada, girando a maçaneta gelada e dando de cara com um menino um pouco mais alto que ele. Os cabelos castanhos caíam nos olhos e as mangas longas de sua blusa cobriam parte das mãos. Um sorriso tomava conta de seu rosto acobreado e o baixinho não pôde deixar de retribuir a animação.

- Oi, eu sou Kim Taehyung. – Acenou, curvando-se de leve.

- Eu sou Jeon Jungkook. – Fez o mesmo, tentando manter a voz firme e não demonstrar a insegurança que carregava consigo. Sentiu-se orgulhoso por não ter gaguejado - como geralmente fazia em momentos do tipo - e continuou. – Você, hum, pode entrar. – Deu espaço para o acastanhado adentrar a residência.

- Obrigado. – Ele encarou o local, virando-se para o menor logo em seguida. – Casa legal a sua, parece com a minha. Quero que conheça ela depois. Quantos anos você tem? – Bombardeou.

- Oito. E você? – O pequeno estava nervoso, não podia negar. O outro, porém, parecia muito à vontade, como se conhecesse pessoas novas todos os dias e estivesse acostumado com isso.

- Tenho dez. A minha mãe disse que você vai ser da minha sala no colégio, então nós podemos ir para a aula juntos, se quiser. Mas eu vou a pé porque é bem pertinho daqui.

- Mas você é dois anos mais velho, Taehyung. – Respondeu.

- Só Tae. – Sorriu, dando continuidade. - E sim, eu sou, mas entrei atrasado no colégio. Vou te apresentar aos meus amigos, acho que você vai gostar deles. – Tagarelou, observando o mais novo continuar acanhado. – Você é muito tímido, Jungkook, mas não precisa. Você parece ser legal. Vamos, eu vou te mostrar o parque aqui do bairro, é bem divertido e sempre tem um sorveteiro por lá. Você gosta de sorvete? – Recebeu um aceno de cabeça como resposta. – Ainda bem, se não jamais poderíamos ser amigos!

- Como assim? – O garoto se assustou com o comentário e o Kim riu alto.

- É brincadeira, Jungkook-ah. – Puxou-lhe pelo pulso, sem apertar. – Vamos.

- Certo, eu só preciso, hum... avisar o meu irmão. – Hesitou.

- Você tem um irmão? Quero conhecê-lo. – As teorias do pequeno sobre Tae ser bem à vontade haviam sido comprovadas. Caminharam rapidamente até o quarto de Junghyun, batendo na porta e vendo o rapaz aparecer instantaneamente.

- Oi?

- Hyung, este é....

- Sou Kim Taehyung. – O mais velho o interrompeu, sorrindo simpático.

- Eu sou Junghyun. – Olhou para o irmão. – Esse era o vizinho que você queria conhecer, Kook?

As bochechas do moreno coraram na mesma hora e ele apenas saiu andando.

- Nós vamos ao parque, tudo bem?

- Claro. Aproveitem. – Respondeu quando o garoto foi de encontro ao outro. Fechou a porta quando saíram de casa e o menino já começou a falar novamente.

- Você queria me conhecer, Jungkook?

- Queria... – Falou, ainda sentindo as bochechas fervendo.

- Que legal, eu também queria te conhecer. – Disse, passando o braço pelos ombros do mais baixo. – Já estou imaginando, até segunda-feira nos tornaremos bons amigos e vamos desfilar sempre juntos pelos corredores da escola. – Recebeu um riso como resposta, e resmungou logo depois. – Finalmente um sorriso. Você precisa se soltar, Kookie! Vou te chamar assim. – Fez uma pausa, pensando em como continuar. - Eu sei que sou largado demais, converso muito e tudo, mas eu sou legal e você não está sendo legal comigo!

- Me desculpe, Tae, eu sou, hum, tímido.

- Está tudo bem, Kookie. Só tente ficar à vontade, certo? Não vou te julgar. Eu sou muito grudento, você vai ver, espero que não se importe. – Encararam-se e Jungkook assentiu, remexendo-se repetidamente, por puro nervosismo, ainda no abraço do maior. – Ah, perdão, não sabia que você estava desconfortável.

- Eu não estava. – Riu baixo. – Eu sou grudento também. – Confessou. Ele crescera sem muitos amigos, então sempre foi muito apegado à família, que dera ao pequeno muito mimo.

- Que bom. – Taehyung voltou a lhe abraçar, apontando na direção de um outdoor colorido e contando tudo sobre cada lugar que eles passavam até chegarem no parque. Em um curto diálogo, o acastanhado chamara o pequeno de “Kookie” incontáveis vezes e, quando questionado sobre o porquê, simplesmente dissera “é fofo e eu gosto de apelidos”.

O mais velho avistou de longe o carrinho de sorvete e correu até lá, puxando o Jeon consigo.

- Dois sorvetes, por favor! – Disse prontamente ao vendedor.

- Quais sabores? – O homem grisalho respondeu.

- Baunilha! – Falaram em uníssono e se entreolharam.

- É o meu preferido. – Jungkook comentou com os olhinhos brilhando.

- O meu também! Olha, já temos uma coisa em comum. – Taehyung sorriu, entregando o dinheiro ao moço e pegando os potes. – Obrigado. Toma, Kookie.

Sentaram-se em um banco ali perto e ficaram conversando durante longos minutos. Descobriram vários gostos iguais; ambos assistiam animes, liam mangás e gostavam de cantar.

- Eu adoro desenhar e pintar. – O menor falou, arrancando um suspiro do outro.

- Não sou bom com traços, apesar de ser o mestre das câmeras fotográficas. Sempre vai me ver com uma, tirando fotos de tudo e todos. Não trouxe hoje para que conversássemos mais, e está dando certo, pelo menos.

- Hum, é. Do que você gosta de tirar fotos?

- De coisas coloridas, principalmente. De mim com meus amigos e de paisagens legais. Tudo o que chama minha atenção é motivo para um clique. Vamos tirar um retrato nosso assim que você for lá em casa.

- Ah, acho melhor não... – Jungkook respondeu, desviando o olhar.

- Por que não?

- Não gosto de fotos de mim mesmo. Eu sou muito feio, Taehyung. – Olharam-se por alguns segundos até o pequeno sentir suas bochechas corarem novamente.

- Eu não acho, Kookie. Não tem nada de feio. – O outro respondeu, dando de ombros. Ele falara tão naturalmente que fez o mais novo duvidar se dizia a verdade. Sentia-se tão envergonhado ao elogiar os outros que era incapaz de fazer o mesmo que ele. A verdade era que, para o baixinho, Taehyung era muito bonito. O sorriso era contagiante, os olhos puxados o tornava uma graça e o escuro do olhar contrastava com a pele clara. – Mas eu falei sério. Iremos tirar uma foto nossa ainda hoje. Você vai ver, Kook-ah, daqui a muitos anos continuaremos amigos e teremos uma boa recordação do nosso primeiro dia juntos.

- Tudo bem, hyung, nós podemos tirar uma foto. – Cedeu ao garoto de olhos profundos, ousando sorrir timidamente. – Mas apenas uma!

- Isso! – Comemorou, colocando mais um pouco de sorvete na boca, saboreando-o. – Não sei se é o clima quente de hoje, mas o gosto está melhor do que o normal.

- Os sorvetes de Busan nem se comparam com esse. Os de lá tem um gosto muito artificial, isso quando se achava um vendedor. – Reclamou. Até o momento, Daegu havia o surpreendido até demais.

- Por que vocês se mudaram para cá, Kookie?

Jungkook engasgou por um momento, provocando uma reação assustada por parte do amigo. Recompôs-se, criando coragem para explicar o que tentou evitar nos últimos tempos.

- Meu pai queria deixar o passado para trás, em Busan, e começar uma fase nova da vida. Minha mãe, hum, faleceu há dois meses, e tudo na cidade nos deixava com saudades e muito para baixo. Achamos que era melhor todo mundo vir para cá. – Desviou o olhar, fitando uma folha no chão. – Não é como se fôssemos esquecê-la, nem é o objetivo, mas estar aqui facilita o luto, já que não lembramos dela ao olhar para cada mísera coisa em casa. – Despejou as palavras, uma atrás da outra, sem se preocupar com a falta de ar que já se fazia presente.

- Puxa, Kookie, eu não sabia... me desculpe por perguntar, e eu sinto muito pela sua perda. – Abraçou de lado o garoto, deixando-o apoiar a cabeça em seu ombro. – Estou aqui se precisar, pode contar comigo. Eu... desculpe, Jungkook.

- Não faz mal, Tae, não é sua culpa. E obrigado, você já está fazendo a mudança começar a valer a pena. – Disse sem pensar, ficando agressivamente envergonhado após terminar a frase. Parte deste embaraço se esvaiu quando um sorriso enorme surgiu no rosto do mais velho.

- Você é adorável, Kook. Agora venha, quero que escale aquele brinquedo comigo.

Jogaram os potes de sorvete na lixeira e apostaram corrida até as grades coloridas que formavam uma espécie de fortaleza. Subiram rapidamente e alcançaram o ponto mais alto, apoiando-se nas barras e ficando ali, sentados, a observar o que estava no solo.

Taehyung encarava uma árvore, que tinha seus galhos balançados pelo vento.

Jungkook encarava Taehyung, que tinha seus cabelos balançados pelo vento.

Em um movimento cuidadoso, o menor se aproximou, depositando um beijo demorado na bochecha do outro. O mesmo assustou-se, mas esperou o pequeno se afastar para fitar seus olhos.

- Por que você me beijou, Jungkook? – Questionou, tocando com as pontas dos dígitos o lugar onde havia sido selado.

- As pessoas se beijam quando elas se gostam.

 


Notas Finais


Oláaaaaaaaaa!
Antes dos recadinhos que eu quero dar, vou dizer que já tenho vários capítulos prontos que não vão demorar milênios para serem publicados, ok? E o nome da fanfic não vai demorar para fazer sentido.
Enfim, há quatro coisas que eu gostaria de ressaltar.
Primeiro: na história, o Taehyung não tem irmãos.
Segundo: o Junghyun será cinco anos mais velho que o Jungkook e, por enquanto, a data de nascimento do mesmo não é relevante; mas se no decorrer dos capítulos eu ache interessante citar, inventarei alguma, certo?
Terceiro: as idades de alguns membros vão ser modificadas, mas serão citadas em algum momento da história - e todos vão aparecer. A propósito, a mesma regra do tópico anterior vale para esse: se for necessário modificar o dia/mês de nascimento de algum deles, eu o farei. Mais um detalhe sobre os outros membros, se vocês quiserem que outro OTP apareça, podem dizer, viu? Quero a opinião de vocês.
Quarto: há vários detalhes na história que não condizem com os costumes coreanos e, apesar de a fic se passar lá, somos brasileiros, então algumas coisas serão adaptadas.

Se houver alguma repetição incômoda, ou algo que queiram me alertar/sugerir/reclamar/criticar, qualquer que seja, sou toda ouvidos. Por antigas experiências, me tornei muito propensa a abandonar fanfics por desestímulo, então eu agradeceria demais se vocês tomassem alguns minutinhos de suas vidas para deixar um comentário aí embaixo e garantir que a história se estenda por mais tempo. Essa é a primeira obra que eu realmente tenho completo prazer em escrever, contínuas ideias e vontade de prosseguir a desenvolver o enredo, portanto, por favor, contribuam para que Primavera vá para frente.

Beijos ♥


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