História Primeira Atração: Um Método Perigoso. - Capítulo 41


Escrita por: ~

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Palavras 2.601
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


140 FAVS, MUITO OBRIGADA ❤❤❤

Tá aqui cap novo, chorem à vontade com ele :-) jajshaknd

Boa leitura s2
Música nas notas finais.

Capítulo 41 - Under Pressure.


Fanfic / Fanfiction Primeira Atração: Um Método Perigoso. - Capítulo 41 - Under Pressure.

Não tenho muita certeza de como me sentir quanto a isso
Algo no seu jeito de se mexer
Faz com que eu acredite não ser possível viver sem você
Isso me leva do começo ao fim
Quero que você fique. - Stay.

Atrasada, de novo.

Mas desta vez, por culpa de Isabelle que demorou DEMAIS.

Após dar um cascudo na cabeça dela quando chegamos no Colégio e vemos que o portão já estava fechado, nós descemos correndo até as escadas.

Abrimos o portão, e continuamos a correr.

Graças a Deus, pelo canto do olho, vejo um aviso falando sobre o horário.

Então, em vez de pagar um mico entrando na classe errada, puxo Izzy pelo braço até a secretária, para pegarmos os horários novos.

Rezo para que nossa primeira aula fosse juntas, pra não precisarmos atrapalhar a aula dos nossos professores sozinhas.

Chegando na mesa da secretária, peço meu horário, assim como Isabelle, e os recebemos, além de uma bronca pelo atraso, de bônus.

Então, olhamos as aulas rapidamente, e meu chão cai quando vejo que seria Matthew.

Izzy mordisca o lábio, nervosa, me observando, e sorrio para a mesma. Pelo menos ficaríamos juntas.

Agora sem correr, caminho junto com minha amiga até a sala de Matthew, e Isabelle bate na porta da mesma.

Observo pela pequena janela, ele se aproximar da porta para abrí-la, e meu coração começa a bater descompensado.

Assim que não havia mais nada impedindo sua visão, Matthew olha para mim fixadamente. Ele parecia cansado, e atordoado.

Eu abro a boca para falar algo, mas Izzy faz isso por mim.

- Desculpe, professor, a culpa foi minha pelo atraso de Belle. Podemos assistir o resto da aula? -- Ela diz, gélida como um iceberg, fazendo nós dois a olharmos. --

- Claro que sim. -- Matthew responde, abrindo espaço para nós duas, e então Isabelle segura minha mão, me levando para dentro. --

Quando passo por ele, sinto aquela eletricidade percorrer meu corpo, mas permaneço olhando para frente, apesar de sentir seu olhar como dois pesos em meus ombros.

 

Eu e Izzy nos sentamos em cadeiras no canto da sala, junto com outros alunos, já que a sala estava dividida em grupos.

Olho para frente, e vejo me encarar sem disfarçar.

Coloco uma mexa de meu cabelo atrás de minha orelha, sentindo-me estranhamente desconfortável sobre seu olhar, após tudo o que aconteceu.

Ouço Isabelle perguntar para alguém o que estava sendo feito na aula, mas não presto atenção à resposta, já que eu não conseguia me concentrar em mais nada além do par de olhos azuis que me encaravam sem qualquer expressão.

Por quê ele está me dando um olhar tão vazio?

Isso me faz sentir uma raiva crescer dentro de mim. Era para eu por acaso me sentir culpada por não falar mais com ele?!

Cruzo os braços, me encostando na cadeira, e então Izzy me olha.

- Está tudo ok? -- A mesma pergunta, se virando para mim. --

- Sim. Está. -- Eu desvio meu olhar do de Matthew, e então dou atenção à Isabelle. -- O que é para fazer?

- Apenas uma pequena apresentação de poemas para amanhã. -- Ela responde, e eu bufo de frustração. --

- Sério? -- Pergunto sem animação, e sentindo-me emocionalmente cansada para falar qualquer coisa em público. --

- Infelizmente. -- A mesma fala, e então volta a falar com o grupo sobre o tema do nosso poema. --

Começo a balançar a perna, sentindo-me ansiosa, e arrisco um olhar para meu professor.

Ele ainda me encarava.

E assim se passou a aula inteira. Olhares furtivos e expressões secas.

Eu não estava entendendo o que estava acontecendo, então apenas o ignorei novamente, quando passei pelo mesmo, assim que a aula acabou.

[ ... ]

O resto da manhã não vi mais sua presença. Me senti irritantemente frustrada com isso, não era para eu supostamente sentir nada. Mas preciso aceitar que isso é impossível. Até mesmo ouvir seu nome me abala. Esquecê-lo seria como tentar saber algo sobre alguém que nunca conheci.

Levo mais um pouco de comida para a boca, apesar de não estar com um pingo de fome. Mas não adiantava de nada tentar não comer, afinal, Isabelle me obrigaria e brigaria comigo.

Suspiro, mastigando a comida que no momento tinha um gosto agridoce para mim, assim como qualquer coisa.

Varro meu olhar pela entrada do refeitório, e na mesa onde as vezes alguns professores almoçam. Mas não vi nenhum rastro seu.

Me sinto cansada. Só conseguia pensar em minha cama. E nele.

Mal noto o sinal da próxima aula. O que me acorda é um estalo de dedos de Izzy no meu rosto.

Olho para a mesma, que diz com uma expressão, que precisava ir. Eu dou um tchau à mesma, enquanto me levanto para colocar minha bandeja no local para lavar.

Antes de entrar na cozinha, para fazer meu castigo, penso em ir até o banheiro lavar um pouco o rosto para acordar de vez.

Então, sigo até a saída do refeitório, e logo passo pelo corredor principal até que viro à direita.

Meu olhar se prende à porta na qual Matthew antes havia me puxado.

As lembranças dele me fazem arrepiar dos pés à cabeça. Droga.

Me abraço, me obrigando a acalmar-me, mas de nada adianta, quando à poucos metros de distância, o vejo parado me encarando.

Paro de caminhar instantâneamente, e abro a boca para emitir qualquer som, mas nada sai.

Meu coração acelera rapidamente, me fazendo engolir em seco.

Ficamos pelo que parecia uma eternidade nos olhando, até que me viro rapidamente, e começo a voltar para o refeitório. 

Aumento ainda mais a velocidade quando escuto seus passos atrás de mim.

- Belle, pare! -- Ouço sua voz, e meu corpo congela sem minha permissão. --

Sinto sua mão se fechar ao redor de meu braço, e em questão de segundos, fico de frente para o mesmo.

- O que você quer? -- Falo com grosseria, e o mesmo franze o cenho, um tanto surpreso. --

- Nós precisamos conversar. -- Matthew responde com o mesmo tom de voz, e eu tiro bruscamente meu braço de sua mão. --

- Eu não quero falar nada com você. Não quero mais te ver. Nem ouvir sua voz. -- Respondo alto, e não duvido que alguém tenha ouvido. --

Matthew me olha, parecendo realmente ferido com o que eu disse, e me sinto terrivelmente mal por dentro. Mas não demonstro nada.

Sinto as lágrimas que estava segurando começarem a insistir a cair, de forma que eu não poderia as segurar mais. 

Mal sabia ele, que tudo o que eu queria era exatamente o contrário do que disse. E o que eu mais desejava no momento era sentir seus braços ao meu redor. Mas eu não o deixaria fazer isso, suas palavras estavam acesas com letras de neon em minha mente.

E se realmente ele me achasse sua vadia? E estúpida.

Me viro, e agora Matthew me deixa ir.

Volto a passos largos até a cozinha, e quando chego lá, deixo as lágrimas tomarem conta de mim.

Donna olha para mim, e então se aproxima até que sinto seus braços me levarem até um banco. Eu me sento no mesmo, enquanto ela massageia minhas costas, em uma provável tentativa de me acalmar.

Soluço, enquanto tento respirar. Minha garganta dói a medida que tento controlar toda a emoção dentro de mim, mas apenas me engasgo com as lágrimas.

A cozinheira me abraça, e a sinto acariciar meu cabelo.

Eu passo meus braços ao redor de sua cintura, e ficamos assim até meu ataque de choro passar.

- O que aconteceu? -- Donna pergunta, após me entregar um copo com água. --

- Um homem mal partiu meu coração. -- Respondo, antes de encostar a superfície de vidro em meus lábios. --

Após minha resposta, ela começa a falar sobre decepções amorosas comigo, e como a mesma fez para superar as muitas que já teve.

Rapidamente, nós duas terminamos as tarefas, falando sobre o assunto, e então, vou embora para minha próxima aula, tentando ignorar a sensação dentro de mim.

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Sr. Bomer pov's.

Me sentia incapaz de dar aula. De fazer qualquer coisa. 

O motivo era um bem simples. Belle, claro.

Impossível pôr em palavras o tamanho arrependimento que estou sentindo pelo que falei. 

Passo as mãos pelo rosto, enquanto a classe que eu nem prestei atenção qual era, copiava um assunto que escrevi no quadro.

Eu feri Belle. E eu estava sentindo falta dela mais do que pensei que iria. Não fazia sequer dois dias que tudo aconteceu.

Na verdade, Belle e eu fomos algo intenso o suficiente para acontecer em menos de 2 meses.

Como eu pude deixar as coisas levarem a tal rumo? 

E como eu pude fazer com que ela não queira sequer me ver mais?

Xingo, e percebo momentos depois o que eu havia feito. Olho para a turma, que me encarava de volta surpresa, e então me levanto da cadeira.

- Me desculpem. Eu preciso ir resolver algo, mas volto logo. Quero tudo copiado antes de minha chegada. -- Falo, abrindo a porta da classe, e saindo. --

Me encosto na parede ao lado, e respiro o ar puro sem ar condicionado do corredor.

Tiro o paletó do terno, e o seguro em minha mão, enquanto afrouxo a gravata.

Observo por uma janela à minha frente o sol da tarde, e olho meu relógio. 14:50.

Os alunos seriam liberados em 10 minutos.

Em 10 minutos Belle iria embora para ainda mais longe de mim novamente.

Encosto minha nuca na parede, tentando pensar em qualquer coisa que eu poderia fazer ou falar para resolver isso hoje. 

Eu precisava ajeitar o que fiz, porque a sensação em mim era simplesmente inadmissível.

Sem alternativas, volto para dentro da sala, apenas para pegar uns papéis, e aviso que a turma já está liberada.

Antes deles saírem, vou embora primeiro, diretamente para a sala dos professores.

Chegando lá, pego a minha pasta em meu armário, e noto o olhar de Lilian sobre mim. Devolvo seu olhar com um questionador, e a mesma apenas sorri.

Eu a ignoro, e saio daquele lugar.

Caminho junto com a multidão de alunos até a saída, mas não vejo nenhum cabelo longo e loiro que denunciasse ser ela por entre os adolescentes.

Então, sigo até o estacionamento, e paro em frente à porta de motorista do meu carro.

Coloco a mão na trava, mas a tiro.

Eu não posso ir embora, droga.

Belle me ouvirá, por bem ou por mal.

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Belle pov's.

Assim que o sinal da última aula toca, eu saio da sala, e aviso a Isabelle que não precisaria me esperar. Afinal, eu não sabia quanto tempo o psicólogo iria durar, e hoje eu queria caminhar até em casa, para distrair a cabeça pelo menos.

Quando bato na porta do Dr. James, o mesmo a abre rapidamente, e eu entro.

Observo o interior do local, e sento-me num pequeno sofá amarelo, em frente à uma cadeira que julguei ser a qual ele sentava-se em suas sensações.

James sorri para mim, sentando no lugar que imaginei, e eu retribuo.

- Muito bem, Belle. -- O mesmo inicia, ajeitando uns papéis em seu colo. -- O relatório fala que você não está sendo correspondida sentimentalmente, e isso está te deixando um tanto confusa, certo?

- Se for por em palavras gentis, é exatamente isso. -- Respondo, fazendo-o sorrir. --

- É sempre bom escolher ser gentil do que falar a verdade. -- James diz, piscando para mim, e eu sorrio, enquanto abaixo levemente a cabeça. -- Mas, me diga, o que você sente dentro de si?

- Nada. -- Minto, e mordo o lábio. -- Eu não estou realmente apaixonada. Apenas senti um ciúmes incontrolável...Sabe como é, sou de escorpião, e além do mais, acho que senti inveja dela. Estou namorando para falar a verdade. Ele me faz feliz, e percebi que não preciso de meu professor.

Eu acabo de falar, e fico totalmente chocada com a minha capacidade de mentir. Nem mesmo meu signo foi verdade.

O psicólogo me olha com as sobrancelhas levemente arqueadas.

- Quando uma pessoa está mentindo, ela fala mais do que deveria. -- Ele fala, após algum tempo, e eu grito internamente. --

- O quê? Não estou mentindo. -- Falo, tentando aparentar chateação, mas acho que falho. --

- Então... Qual o nome de seu namorado? -- James pergunta, e eu mordo o lábio com força. --

- Ryan Jordan. -- Respondo sem pensar, e cruzo os braços. --

O psicólogo me avalia de cima abaixo por um instante, com uma expressão impossível de decifrar, e então concorda com a cabeça.

- Muito bem. Apenas farei mais algumas perguntas e poderá ir. -- Ele avisa, e suspiro baixo. --

- Tudo bem.

Assim que a sessão acaba, eu saio daquele lugar o mais rápido que posso, e vou correndo para a saída. Aquilo foi demais para uma pessoa só.

Por que eu disse tanta mentira? Ele é um psicólogo! Claro que eu não vou conseguir esconder nada dele! 

Eu me xingo baixo, enquanto desço os degraus do saguão, e começo a caminhar para o estacionamento.

Ao olhar para frente, vejo Matthew encostado em seu carro, com os braços cruzados, fazendo a camisa social apertar os músculos, e deixá-los destacados o suficiente para eu encarar sua beleza. Seu rosto parecia um misto de emoções, o que me fez ficar surpresa. Para quem não demonstrava nada, aquilo era algo grande.

O observo caminhar até mim, e paro, esperando ele chegar.

Não posso fugir de novo. Tenho que ser madura o suficiente para encarar tudo que fui responsável.

- Me escute. Por favor. -- Ele chega falando, e concordo com a cabeça quase imperceptívelmente. -- Preciso que você saiba, que eu me arrependo dolorosamente do que falei, do que fiz você sentir, e do que ouviu. Você não é nada daquilo. Deus, Belle, você não é. -- Ele segura minhas duas mãos, fazendo arfar com seu toque, e volto a encarar seus olhos azuis, sentindo-me fraca. -- Não posso mais aguentar isso, ficar longe de você por causa dessa confusão que criei. Eu estava com ciúmes. Sim, eu admito isso. Você é minha, e eu não vou deixar um garoto qualquer chegar para te buscar no Colégio. Eu posso fazer isso. -- Ouço sua voz começar a ficar levemente irritada ao falar do Ryan, e minha garganta aperta com a vontade de chorar. -- Por favor, Belle, preciso do seu perdão. -- Sinto uma de suas mãos subirem até meu rosto, e acariciá-lo. Deixo uma lágrima cair de meu olho, e se juntar ao seu carinho. -- Me sinto dentro de uma nuvem cinza desde que meu Sol se foi.

Ele termina, e meu coração aperta com força tamanha para eu fazer uma careta.

Eu simplesmente não conseguia processar a mistura de emoções dentro de mim. E sempre que isso acontece, eu fujo. O meu grande defeito.

- Eu sinto muito, Matthew. -- Falo, chorando, e tiro minhas mãos da suas. -- Eu te perdoo. Mas eu não posso.

Dou um passo para trás, e mais um, assistindo o estrago ser feito.

Ele me olha com dor, e então me viro de costas para não ter que ver aquilo.

Caminho para fora do Colégio, sentindo-me morrer internamente. 

Apenas não consegui fazer o que eu queria fazer. Esse é um dos momentos que não há explicações para suas ações.

Tudo o que ele disse, foi tudo o que quis ouvir. E isso me apavorou.


Notas Finais


Não me matem, e nem a Belle.
Falem oq acharam nos coments :v
Ainda to aceitando números para o grupo, lá é legal 💕.

N esqueçam de favoritar, xo.

Música: https://www.youtube.com/shared?ci=h4QSSLgjUSw


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