História Primeira Atração: Um Método Perigoso. - Capítulo 51


Escrita por: ~

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Palavras 1.683
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Não demorei dessa vez ♥
Cap curto, infelizmente, mas ta ai :-)

♥ Boa leitura ♥

Capítulo 51 - Stop Denying.


Fanfic / Fanfiction Primeira Atração: Um Método Perigoso. - Capítulo 51 - Stop Denying.


Eu dirigiria a noite toda
Só para ficar perto de você, amor
De coração aberto, veja
Me diga que não estou louco
Não estou pedindo muito
Só que você seja honesta comigo
Meu orgulho é tudo o que eu tenho. -
Mercy.





Belle pov's.


Assim que a consciência vêm até meu corpo, sou atingida por uma forte dor de cabeça, porém suportável.
Abro os olhos com dificuldade, sentindo uma claridade intensa em qualquer que seja o lugar onde eu estava.

Quando finalmente consigo enxergar, vejo um teto branco, com uma lâmpada apagada. Olho para a minha direita, e vejo uma janela enorme, com uma proteção de vidro. Era de lá que saia toda a claridade, e pelo céu, pude perceber que era final de tarde.

Franzo o cenho, começando a me recordar de tudo, e a notar que eu estava em um quarto de hospital. Quanto tempo eu apaguei? 

Quando olho para o meu lado esquerdo, vejo uma porta de dois lados, e ambos estavam abertos. Pude começar a ouvir vozes, mas notei que meus ouvidos estavam tapados.
De repente, tomo consciência de alguém sentado ao meu lado e estremeço de susto.

Pelos fios de cabelo, pude perceber que era Matthew. Ele estava com a cabeça apoiada em suas mãos, como se estivesse rezando ou pensando... Não sei se Matt é uma pessoa que reza.
O mesmo também não estava mais com a fantasia de ontem, e sim com um dos ternos no qual ele vai trabalhar, o que me fez questionar se eu havia apagado por muito tempo.
 
Quando Matthew levanta a cabeça, e me pega o encarando, seus olhos se arregalam ao me olhar.
Eu franzo o cenho, sem entender sua reação, e então ele clica em um botão acima de minha cabeça.

Observo seus movimentos, até que Matt senta-se novamente na cadeira perto de minha cama e segura a minha mão. Percebo naquele momento, que eu não conseguia mexer muito bem nenhuma parte de meu corpo.

- Belle... Você está se sentindo mal? -- Ouço sua voz distante, apesar dele estar ao meu lado, por conta de meus ouvidos fechados. -- 

- Dor de cabeça. -- Respondo, sentindo minha garganta extremamente seca, o que me faz engasgar ao falar. --

Matthew clica no botão várias vezes seguidas, enquanto me ajuda a levantar para poder respirar melhor.
Meus olhos lacrimejam à medida que tusso. Sinto suas mãos massagear minhas costas, o que me acalma aos poucos.

Logo, duas enfermeiras e um médico entram no quarto, passando pelas portas abertas. Todos me encaram assustados, e eu fico sem reação, a não ser corar.

- Isso é impossível. -- O médico fala, se aproximando de mim até segurar meu rosto em suas mãos. -- Você se lembra de algo, Belle?

- Da noite passada? Eu fui eletrocutada. -- Respondo com dificuldade, e então passo a língua sobre meus lábios, os sentindo secos e com feridas. -- O que aconteceu?

- Não foi noite passada. -- Matthew diz, ainda segurando minha mão. -- Você entrou em coma. Assim como aquele garoto... Na verdade não era esperado você acordar agora.

- Quanto tempo eu dormi? -- Pergunto, enquanto o médico começa a desligar todos os aparelhos em que eu estava ligada. --

- Há um dia, apenas. -- O doutor responde, e então olha para mim. -- O que é impressionante para quem levou uma descarga elétrica de cerca de 120mA... Você chegou até o estágio de parada respiratória, o que fez você ficar inconsciente.

- E Gabriel? -- Pergunto, e sinto o olhar de Matt sobre mim, assim como o das enfermeiras. --

- Ele quase chegou no estágio final, que é a morte. Mas a energia da boate foi desligada há tempo. No momento, o garoto está em coma também... Mas não sabemos quando ele acordará. -- O médico fala, e eu me sinto levemente arrependida do que fiz. --

- Eu preciso falar com a polícia. -- Aviso, tentando me mexer. -- Preciso falar o que aconteceu.

- Claro. -- O médico olha para uma das enfermeiras, na qual entende o que deveria fazer, e então saí do quarto. -- Mas fique quieta, ainda precisamos fazer exames em você... Além de sua cabeça machucada.

Levo a minha mão que não estava sendo segurada por Matthew até a minha nuca, e então sinto um curativo não muito grande ali.
Então, só então sentindo algo no meu braço, olho para a mão que Matt segurava, e vejo meu antebraço enrolado em gesso.

- O que aconteceu? -- Pergunto, olhando para o curativo, depois para Matthew, e logo depois para o médico. --

- Você torceu o braço... Mas ficará bem até o fim da semana. -- Ele diz, fazendo anotações em uma caderneta. -- Está sentindo algo, Belle?

- Dor de cabeça. E não consigo me mexer muito bem. -- Respondo, tendo medo da resposta que teria. --

- É normal. Seu corpo foi exposto à uma descarga elétrica grave... Vai sentir a sensação de dormência ou fraqueza, mas ficará bem em algumas horas. Caso não passe, veremos se algo do seu sistema nervoso foi afetado. -- Ele responde, e então levanta o olhar até o meu. -- Daqui há alguns minutos dois enfermeiros virão te buscar para fazer um raio X. Descanse.

O médico então sai da sala, acompanhado da enfermeira.

- Onde está meu pai? Ele sabe? -- Pergunto a Matthew, ainda sem saber como reagir ao que havia acabado de acontecer comigo. --

- Claro... Todos estão sabendo. Isso saiu no jornal ontem. -- Ele então pega algo em um criado-mudo ao lado da cama onde eu estava, e coloca sobre meu colo coberto por um lençol branco. --

Olho para a manchete do Jornal da cidade, e vejo fotos da boate onde eu estava um dia atrás. Vejo eu e Gabriel sendo levados para dentro de uma ambulância. Vejo Isabelle chorando, abraçada à Matthew, e Ryan ao lado dos dois... Todos eles com expressões de tristeza no rosto, observando-me.

- Meu Deus. O que eu fiz? -- Pergunto para mim mesma em voz alta. --

- O que aconteceu naquela sala, Belle? -- Matt pergunta, e fico com receio de falar. Talvez ele fosse matar Gabriel asfixiado em seu quarto. --

- Gabriel tentou me estuprar... Pela segunda vez. E mais uma vez eu consegui fugir, porém, não deu muito certo. -- Respondo com a voz baixa, sentindo o aperto da mão de Matthew na minha se intensificar levemente. --

Sua expressão vai de passiva até uma sombria. Eu engulo em seco, o observando soltar a minha mão e encostar-se na cadeira onde estava sentado. Parecia que ele iria vomitar.

- Matthew? -- Falo, ansiando para tocar sua mão novamente. --

- Eu não posso crer que você passou por isso. -- Matt responde, e sua voz parecia abalada. --

- Não... Não fique assim. -- Peço, e ele então me encara. Seus olhos azuis com raiva. --

- É claro que fico, Belle. Eu sei o que é isso... E você não merecia. Espero que ele não retorne à consciência. -- Matthew fala, e eu me sinto mal com suas palavras. Não que eu sentisse pena de Gabriel, mas desejar a morte dele não era algo que eu queria. --

- Pare, Matt. -- Falo, com mais firmeza. -- Não quero que Gabriel morra, então, por favor, não fique falando coisas do tipo. Quero que ele seja condenado e preso... Mais nada.

Matthew já não me olhava mais. Sua visão estava ocupada olhando para a janela do quarto. Seu rosto tinha uma carranca, e eu sabia que ele estava se controlando para não falar mais nada.

-- Pode ligar para meu pai? -- Pergunto, e após alguns segundos sem resposta, retorno a falar. -- Por favor.

Seus olhos azuis me encaram por um breve momento, até o mesmo levantar-se da cadeira.

- Vou chamar Isabelle na lanchonete. Ela ligará. -- Ele diz, e então dá alguns passos até a saída do quarto. Por alguma razão, minha garganta se fecha em uma vontade de chorar. --

Olho para a folha do jornal em meu colo, sentindo-me mal por Matthew ter ficado irritado com o que disse, e por ter causado tudo isso.
Percebo também minha pele levemente vermelha... Provavelmente causada pela queimadura do choque.

Subitamente sou surpreendida por duas mãos em meu rosto, obrigando-me a olhar para cima.
Encaro os olhos de Matthew, sem entender. Pensei que ele havia ido embora.

Meu coração é abraçado e engolido por adrenalina, quando sua boca desce até a minha. Seus lábios tensos e desesperados me fazem perder o fôlego. 
Subo minha mão direita até uma de suas mãos na minha face, a segurando, enquanto tento retribuir o beijo que estava me fazendo ficar tonta. Não havia noção da falta do toque de sua boca sobre a minha.

Assim que seus lábios se separam dos meus, Matthew me abraça com força, me fazendo gemer com um pouco de dor. A minha pele estava sensível, afinal.
Porém, eu o abraço de volta. Uma lágrima involuntária cai solitariamente pelo meu rosto, até chegar no paletó de Matt, o molhando em um pequeno círculo perfeito.

Passam-se alguns minutos, até Matthew soltar-me e olhar para mim com seus olhos azuis levemente marejados. 
Eu toco seu rosto, com o coração ainda acelerado.

- Eu quase te perdi. Para sempre. -- Ele afirma, tocando meu queixo, e o segurando com leveza. -- Não vou deixar isso acontecer de novo... Não vou deixar você ficar com Ryan.

- Matthew... -- Começo a falar, mas eu sou interrompida por seu dedo em meus lábios, me pedindo silêncio. --

- Eu amo você, ele não. Você sabe que sou eu a pessoa certa e sempre vou ser. Assim como você é para mim. -- Suas palavras me atingem como uma onda fria e congelante. Eu engulo algo duro, sem saber como responder. -- Pare de negar a si mesma.

Matthew me encara por alguns segundos, até soltar meu rosto, e então ir embora do quarto, me deixando sozinha e totalmente entorpecida na cama.
 


Notas Finais


:') digam o que acharam nos comentários ♥ e quais são as expectativas de vocês para os próximos capítulos

Xoxo :3

Música: https://www.youtube.com/shared?ci=CVJKe6aUTdU


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