História Primeiro Amor - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga
Tags Alliex, Bts, Colegial, Lana Del Rey, Min Yoongi, Piano, Primeiro Amor
Visualizações 95
Palavras 1.409
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Lírica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


A trilha sonora da fossa é: SUCK IT AND SEE - ARCTIC MONKEYS.

Boa leitura!

Capítulo 7 - Seja cruel comigo porque eu sou um tolo por você.


Fanfic / Fanfiction Primeiro Amor - Capítulo 7 - Seja cruel comigo porque eu sou um tolo por você.

Era engraçado pensar em como a opinião alheia fizera Elizabeth evitar Yoongi por tanto tempo. Depois de tudo, era inevitável se considerar boa amiga do garoto, mesmo que em segredo.

Depois que conseguiu se livrar do castigo irracional imposto pelo avô, sua mente foi totalmente ocupada pelas preocupações com a audiência da Julliard se aproximando. Ela já tinha decidido o que faria mas de certo modo, estava tão insegura quanto certa. Usaria a música composta por Yoongi mas tinha decidido colocar detalhes especiais para que fosse algo dela também. E os ensaios eram cada vez mais intensos, muitas vezes, até as aulas do rapaz às quintas feiras perdiam o foco original.

Embora, toda a atenção dos alunos do terceiro ano fosse inscrições para a faculdade, a cabeça do moreno Yoongi se voltava em um turbilhão de pensamentos e nenhum deles o levava até a faculdade. A ideia de que ele não seria nada sem um diploma o deixava furioso então ele preferia apenas não pensar sobre. É uma escolha meio a meio mas para ele, não sentir as bochechas tomarem uma coloração avermelhada e esquentar sem mesmo um motivo plausível já era satisfatório.

Era agora ou nunca. Ao invés de fazer algo que todos os jovens de sua idade estavam ansiosos, ele optou por agir de uma forma que a maioria dos caras de 17 anos nunca faria. Yoongi ia se confessar.

Passava dia e noite atrás do conhecido Namjoon, o cara mais inteligente que já tinha visto, para conseguir os famosos fogos de artifício. As circunstâncias onde se viram pela primeira vez foram exatamente essas: uma cerimônia pequena no Central Park que os fizesse lembrar de onde realmente vieram. Seul fazia falta. E sabendo disso, Yoongi arquitetou algo enorme para abrir seu coração.

“Cara, você já tem tudo certo? É amanhã!” O moreno andava ao lado do mais alto, que rolando os olhos, empurrava a porta de ferro da loja de informática onde trabalhava para cima.

“Yoongi, eu juro que vou ligar para a polícia e dizer que você está perturbando minha paz se você continuar assim.” A voz grave de Namjoon avisou, em um brincadeira oculta, que estava de saco cheio do baixinho andando atrás dele pra lá e pra cá. “Eu realmente espero que essa garota valha a pena.”

Os lábios de Yoongi se comprimiam após a frase do mais velho. Enquanto entravam, podia se observar um bocado de apetrechos para computadores e jogos de vídeo game.

Namjoon se posicionou atrás do balcão e se virou para o colega:

“Já te garanti o que você queria agora, se você não vai comprar nada, cai fora.”

“Se eu comprar, posso ficar?” Yoongi abriu um sorriso brincalhão, mirando a vitrine escura com olhos semicerrados. Sempre esquecia que sua visão era um tanto péssima para enxergar de longe. Namjoon bufou como uma criança emburrada encarando o moreno e assentiu. “Aquele ali é o Resident Evil 7: Biohazard?”


Assim que o relógio marcou sete e meia da noite, o coração de Yoongi parecia pegar fogo. Não tinha falado com Lizzie por mais de cinco minutos no meio da semana mas contava que ela se lembraria de sair com ele. O mini-festival começaria às oito.

Sem hesitar, sacou o celular do bolso traseiro na intenção de discar o número da menina.

“Hey. Você vem?” Perguntou simples, quase tirando sangue do próprio lábio com a força em que o mordia, nervoso.

Elizabeth em meio a gritos respondia a chamada do rapaz mas ele não a entendia. Havia muito barulho do outro lado da linha e ele permaneceu ouvindo até que ela fizesse seu caminho para fora do clube onde estava.

O fato é que no dia de sua audição, Elizabeth acabou conhecendo veteranos e no caso, um deles era incrivelmente bonito e bem vestido e fazia parte de uma banda de indie rock. Vernon James era absolutamente tudo o que Elizabeth idealizou a vida toda e quando convidada para assistir um de seus shows, não precisou pensar duas vezes. Não era sua intenção decepcionar Yoongi e arruinar seus avanços na amizade com ele mas no final, era o que acabaria acontecendo.

“Eu não vou, Yoongi. Me desculpe.” Ela disse baixo do outro lado da linha. Ambos ficaram em silêncio. O menino suspirou antes de dizer:

“Tudo bem. Eu vou desligar agora.”

Um nó se prende a garganta do moreno assim que desliga a chamada. Seu mundo por alguns instantes ficou despedaçado. Era como se ele não tivesse para onde ir agora.

Andando pelas ruas frias de Nova Iorque, as pessoas apressadas pareciam idiotas para ele. Todos tentando chegar a um lugar e não obtendo nenhum resultado depois de tanto esforço. Não que ele acreditasse que porque ele a amava, havia obrigatoriedade de ser um sentimento recíproco mas saber que embora algo tivesse mudado entre eles, ainda era como se fossem completos estranhos. Ele não era nem mesmo digno de um pouco de consideração?

Pisando no gramado do parque, o moreno já avistava a silhueta de várias pessoas se preparando para o festival. Olhou o relógio que marcava sete e cinquenta.

Assim que parou perto do pequeno aglomerado de pessoas, ficou apenas ali sem cumprimentar ninguém. Geralmente, se viam essa única vez no ano. Alguns descendentes de coreanos, outros apenas apreciadores da cultura mas definitivamente, quase todos os rostos familiares.

As toalhas estendidas no chão o lembraram da mochila que tinha preparado para trazer. Tudo o que dividiria com Elizabeth mas a situação atual o fizera esquecer, então assenta-se no chão próximo aos demais.

Namjoon acena animado enquanto vem em sua direção. Parece cansado.

“E aí? Nós só estávamos te esperando pra começar.” O mais alto diz ofegante, apoiando as mãos nos próprios joelhos, buscando descanso enquanto encara Yoongi sentado no chão. Ele vira o rosto para um lado e depois para o outro, sentindo falta de alguém. “Onde está a garota?”

Yoongi expõe um riso irônico na menção de Elizabeth Grant. Mas antes de ouvir algum consolo do amigo ou receber os olhares de pena, ele comenta:

“Acho que ela não valia a pena, no final. Está tudo bem, ninguém mais vai chegar. Podem começar.”

Namjoon afaga os cabelos acinzentados e assente, se afastando do amigo e da multidão para poderem começar.

Em poucos minutos, uma explosão violenta de cores leva a monocromia azul do céu. O moreno prende o choro. Sente saudades de casa. Cada estouro é uma pontada no seu peito. Sente saudades do colo de sua mãe.  A expressão encantada das pessoas ao seu redor deixa Yoongi nervoso. Era assim que ele parecia quando olhava para a Elizabeth? Bobo.

Enquanto todos estão distraídos com a atração, o moreno se levanta sem direito a despedida e procura a estação de metrô mais próxima. Ia de volta pra casa. Depois de atravessar a plataforma, o transporte está vazio pelo horário mas sua primeira visão é a loira com os olhos fechados encostada no vidro de janela.

“Loirinha?” Questiona ele, incerto, cutucando a garota que abre os olhos lentamente, se ajeitando no assento. “Acho que você tinha que ter descido a duas paradas atrás.”

“É, eu sei.” Ela ri desconfortável, penteando os cabelos com os dedos e explicando-se. “Eu só não queria ir pra casa, sabe? Aqui entra gente o tempo todo. Eu não fico sozinha.”

Yoongi franze o cenho, achando estranho o raciocínio da loira, e ocupa o lugar vazio ao lado dela. Ele descansa a cabeça no encosto e não diz nada até que ela pergunte.

“O que aconteceu com você? Parece péssimo.”

“Acho que é mais fácil perguntar o que não aconteceu, loirinha.” Ele mantém a expressão séria mas sua voz é doce.

“Muito bem, senhor Min. O que não aconteceu com você?” Mary se vira para ele, interessada. Ele permanece calado. Não se sentia confortável para se expor com ela. “Por que nós continuamos amando as pessoas que não se importam conosco sem reservas?”

O moreno olha para Mary assustado. Do que ela estava falando?

“Está escrito no seu rosto, Yoongi. Eu não tenho nenhum dom sobrenatural. Apesar de que, ninguém precisa ter pra saber que nós precisamos nos livrar desses sentimentos.”

O tom óbvio de Marilyn faz Yoongi gargalhar. A primeira daquele sábado conturbado.

“Vem. Eu vou te levar pra casa.”


Elizabeth provavelmente estava se divertindo com um outro alguém assim com Jungkook, que segundo Marilyn, ficou com sete garotas até o momento em que suportou ver. Ambos sabiam que estavam insistindo em algo que só partiria seus corações não em um ou dois mas em três. Então, selaram uma promessa, a partir daquele momento não iam alimentar falsas esperanças. Iam esquecê-los.


Notas Finais


Eu não abandonei vocês então não me abandonem! HAHAHAH

Talvez isso não seja o que vocês esperavam mas é o que tá no meu coração. Sejam pacientes e deixem rolar.

Se você gostou desse capítulo, me deixe saber.

XOXO, Mari.



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