História Primeiros - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Apollo, Artemis, Atena, Calipso, Frank Zhang, Frederick Chase, Hades, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Paul Blofis, Percy Jackson, Piper Mclean, Poseidon, Rachel Elizabeth Dare, Sally Jackson, Thalia Grace, Will Solace, Zeus
Tags Caleo, Jasiper, Percabeth, Romance, Solangelo, Thaluke
Visualizações 155
Palavras 6.170
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Escolar, Ficção, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá Tomatinhos! Tudo bom?
Então... queria ter postado esse cap semana passada, mas não deu. Bem, aqui estamos...
Espero que gostem.

Capítulo 19 - Disneyland


Fanfic / Fanfiction Primeiros - Capítulo 19 - Disneyland

PERCY POV

 

- Se cuidem, me liguem se acontecer alguma coisa e por favor, não levem Helena em brinquedos violentos – minha mãe fala segurando meu rosto e com olhar preocupado.

- Não se preocupe, nós vamos cuidar bem dela, é só por cinco dias. – digo convincente.

- Tudo bem – ela respira fundo e olha para Rachel. – Você tome cuidado redobrado e não vá em brinquedos violentos.

- Pode deixar, Tia – ela diz sorrindo. Rachel não gosta de coisas de princesa, mas dá para perceber que ela estava ansiosa.

Vejo Annie chegar com Helena, elas haviam ido ao banheiro.

- Vamos, quanto mais cedo melhor, menos chance de perdemos o voo – Annabeth diz colocando sua bolsa no ombro.

- Annabeth, confio em você e me parece ser a mais séria do grupo. – minha mãe diz séria e abraça Annie.

- Hey – Rachel e eu exclamamos ofendidos.

- Só digo o que vejo, não me levem à mal.

- Não se preocupe, Sally – Annabeth diz acariciando o braço de minha mãe. – Vou tomar conta deles – ela sorri para mim.

Bufo, assim como Rachel.

- Helena, prometa para a mamãe e vai obedecer eles – minha mãe se abaixa ficando olho a olho com Helena.

- Prometo, mas eu nem sei pra onde vamos – Helena diz triste.

- Surpresa, Lelê! Você verá quando chegarmos – digo a pegando no colo. Dou um beijo na testa de minha mãe. – Ligo quando estivermos lá, não se preocupe.

- Tudo bem... – ela respira fundo e abraça cada um de nós.

 

(...)

 

- Meu ouvido ‘tá doendo – Helena reclama. Estávamos sentados numa das poltronas duplas e Rachel e Annie estavam sentadas ao lado.

- Já vai passar – digo acariciando sua cabeça, tentando não transparecer meu nervosismo. É, talvez eu tenha muito medo de andar de avião.

- Princesa, assim que o avião estiver lá em cima, você aperta o nariz e prende a respiração. Vai passar. – Annabeth explica sorrindo e me olha preocupada. Acho que ela percebeu. – Fique tranquilo – ela diz mexendo somente os lábios. Sorrio nervoso.

- Você tem medo? – Helena me pergunta.

- Não, claro que não...

- Tem sim, você ‘tá segurando a poltrona muito forte. O avião não vai cair, né? – Ela pergunta preocupada e vejo Annabeth nos olhando preocupada.

- Princesa, não vai cair e seu irmão é um bobo em ter medo, olha aqui para mim. – Helena a olha. – Não vai acontecer nada e você vai ver como é bonito quando olhar de cima.

 

Helena assente nervosa e estica o bracinho. Annabeth estica o dela e aperta a mão de Helena, ela fecha os olhos. Me sinto mal por não conseguir confortar minha irmã nesse momento, mas minhas forças estão concentradas em não entrar em pânico.

Assim que o avião plana e as luzes que avisam para colocar o sinto se apagam, Annabeth sai de sua poltrona e vem até mim pegando Helena no colo e se sentando.

- Você está bem? – ela pergunta à mim.

- Vou ficar quando estivermos em terra, novamente. – sussurro.

- E você, princesa? Passou a dor no ouvido?

- Passou...

- Ótimo, quer ver como são as coisas daqui de cima?

- Quero!

- Abre a janela, Cabeça de Alga. Deve estar lindo. – Annabeth diz gesticulando com as mãos. Abro a portinha que cobre a janela lentamente.

- Acho que vou sentar com a Rachel, um pouquinho – digo rapidamente. Não é frescura, eu realmente tenho muito medo e olhar para baixo não ajuda muito.

- Percy, olhe para mim – Annabeth diz séria. Helena vem para o meu colo e fica olhando admirada para o céu. – Não vai acontecer nada, eu sei que não é um medo bobo, mas você tem que relaxar um pouco, a viajem não vai ser longa e isso vai lhe deixar ainda mais cansado.

Respiro fundo. – Lelê, vai ali um pouquinho com a Rachel? 

- Mas eu ‘tô vendo o céu – ela reclama.

- Por favor, é só um pouco, depois você volta. – Helena bufa e vai se sentar ao lado de Rachel, que está assistindo algo na televisão da poltrona, assim que vê Helena, tira os fones e começa a conversar.

- Coitada, Percy!

- É só um pouco. Veja, Rachel já até colocou algum filme para ela assistir.

Annabeth respira fundo e me olha.

- Então... o que quer?

- Minha namorada para me acalmar – sorrio e me aproximo selando nossos lábios.

- Bobo. Não vai demorar para chegarmos, só mais duas horinhas – Annabeth diz acariciando minhas bochechas.

- Tudo bem – respiro fundo e fecho os olhos me encostando na poltrona. Sinto Annabeth segurando minha mão ainda mais forte.

 

O resto do voo foi mais tranquilo - se for ver pelo lado de quem não tem medo de andar de avião - para mim parecia que a hora não passava. Daqui vamos direto para o parque, pois o hotel que ficaremos é lá dentro. Helena ficava cada vez mais ansiosa e durante todo o caminho do taxi ela nos perguntava sobre o lugar que iríamos.

O celular de Rachel começa a apitar com notificações, uma atrás da outra.

- Caramba! – exclamo. – É seu pai?

- É, é – ela diz como se quisesse se livrar de perguntas. Rachel é uma péssima mentirosa.

- Não é o que parece – Annabeth sorri maliciosa. – Quem é?

- Vocês deveriam cuidar da vida de vocês... – Rachel resmunga. Acho que alguém resolveu trocar a ferradura hoje.

- Nossa, desculpa, não vou mais perguntar. – Annabeth se rende e o taxi fica em silêncio. O celular apita novamente e repetidas vezes.

- Pelos deuses! – exclamo.

- Fique quieto, Perseu – Rachel repreende.

- Seu pai não pode estar assim, tão preocupado...

- Se você diz...

- E se fosse ele, você nem estaria respondendo com tanta rapidez – Annabeth observa.

- Você também tem um namorado, Rachel? – Helena pergunta curiosa.

- O que!? Não, claro que não – ela diz apressada. Annabeth e eu trocamos olhares do tipo “você está pensando o mesmo que eu?”

- Então... não vai falar nem para mim? Sou sua amiga! – percebo que Annabeth está fazendo chantagem emocional.

- Não é meu namorado. É só um amigo – ela murmura.

- Amigo? – pergunto arqueando a sobrancelha. – Will e eu somos seus amigos.

- É proibido eu ter outros amigos? – ela retruca.

- Não...

- Ótimo, obrigada, assunto encerrado.

Olho assustado para Annabeth, Rachel está cada vez mais afiada.

- Depois eu converso com ela – Ela sussurra para mim.

Agora me perguntam: “Percy, você não era mais ciumento?” Sim, eu era. Depois de algumas crises, Annabeth conversou séria comigo e eu fiquei um pouco assustado com a seriedade dela. Decidi que não queria ter sempre esse tipo de problema, afinal, é sem necessidade e segundo ela: “Rachel já é mãe e não precisa de alguém tomando conta da vida amorosa dela”, além de outras coisas sobre eu ter ciúmes dos caras que ficam olhando-a.

Quando o taxi para em frente à entrada do parque, Helena sai animada e abre a boca surpresa.

- Disney!? Eu vou ver as princesas!? – ela diz saltitante e animada.

- Gostou, princesa? Foi ideia do seu irmão – Annabeth diz feliz ao ver a animação de Helena.

- Obrigada, Percy! Você é o melhor irmão do mundo! – Helena pula em meu colo e me dá beijinhos no rosto. Gargalho.

- De nada, Lelê! Agora vamos se quisermos aproveitar ainda hoje.

 

Arrumamos as coisas no quarto e me certifiquei de avisar minha mãe que estávamos bem. Annabeth fez o mesmo com seus pais. Ficamos no hotel da Pequena Sereia...

O quarto possui duas camas de casal, então ficaremos os quatro no mesmo quarto. Só dormiremos, mesmo.

Helena anda dando pulinhos, está realmente muito feliz. Passo o braço por cima do ombro de Annabeth e dou um beijo no topo de sua cabeça.

- Ela está muito feliz, Percy, parabéns. – Annabeth sorri para mim.

- Você me ajudou Sabidinha, na compra das passagens, hotel. Obrigado por estar aqui comigo.

Damos um selinho e continuamos nosso caminho. Acontece que, Rachel também ficou muito animada e acabou saindo praticamente correndo na frente junto com Helena.

- Rachel, não corra! – Annabeth exclama nervosa.

- Nem vem! – Rachel retruca e corre ainda mais.

 

Foi decidido que iremos ver o famigerado castelo da Cinderella e então ficaremos para poder assistir a parada. Annabeth não para de repassar a lista de programação de brinquedos. Ela insistiu em fazer isso para que não fiquemos perdidos ou sei lá.

 

- Annie, relaxa. Vamos só curtir o passeio, não precisa de lista – digo tentando acalmá-la.

- Percy, as coisas têm que ser planejadas.

- Mas também têm que serem vividas, vamos apenas seguir o que sentimos que tem que ser feito. Por um acaso você planejou me conhecer e namorar logo no seu primeiro semestre na universidade? – ela nega com a cabeça. – Viu, nem tudo que não está planejado é ruim.

- Convencido.

- Sempre – sorrio.

Quando ficamos em frente ao castelo é algo inexplicável, talvez, até aqueles que não ligam muito para coisas assim sintam alguma coisa, porque é uma imagem que cresce junto com a gente desde criança. Vemos no início dos filmes, muitas meninas veem ainda mais no filme da Cinderela e é tão grande e perfeito que parece surreal.

Pego Helena e a coloco em meus ombros para que ela possa enxergar melhor. Tem muita gente.

- Até eu que não ligo para coisas assim estou impressionada – Rachel comenta surpresa.

- Digo o mesmo – Annabeth se junta a Rachel.

- É tão lindo – Helena suspira.

- Vamos dar uma volta – digo.

No meio do caminho encontramos algumas princesas e acontece que Helena surtou um pouco. Tiramos foto com todas e até com o Mickey e a Minnie, que também surgiram.

Compramos orelhinhas, e o sorriso de Helena parecia crescer cada vez mais.

 

ANNABETH POV

 

Diminuo o ritmo das passadas e seguro o braço de Rachel para que ela faça o mesmo.

- Me conte com quem tanto conversa. Você não larga esse celular!

Rachel bufa. – Estou conversando com o Robert.

- Robert? – pergunto confusa. – O amigo do Will? Aquele da feira de animais?

- Ele mesmo.

- Vocês se aproximaram. Estão ficando?

- Não! Claro que não. Somos só amigos.

- Só amigos? – indago não acreditando.

- Sim, só amigos, nada mais. Estou ensinando pintura à ele.

- E você não sente algo a mais por ele? – vou fundo no assunto. A autoestima de Rachel não tem sido uma das melhores durante esses últimos dias, o que acarreta nela achar que ninguém mais vai gostar dela pelo fato de estar grávida.

- Não, não sinto. Vamos parar de falar sobre isso? Will já me fez milhões de perguntas sobre o mesmo assunto, não vou aguentar você também!

- Tudo bem, eu só queria ajudar. Você não pode achar que ninguém mais vai te querer por você estar grávida.

 - Annie, por favor.

- Okay – levanto minhas mãos como forma de rendição. – E então, Will falou alguma coisa sobre contar do relacionamento dele com o Nico? O Percy está ficando cada dia mais irritado com isso, sabe, eles são amigos.

- Eu juro que não consigo entender. Pelo que Will me contou, eles vão para Nova Orleans e conversar com o pai de Nico, se tudo der certo eles falarão para todos.

- Graças aos deuses! Que enrolação...

- Digo o mesmo.

- E quando eles irão?

- Acho que amanhã, não me lembro direito mas é durante essa semana.

 

Percy acena para nós andarmos mais rápido e chegarmos a tempo de ver a abertura da parada.

Nos posicionamos num lugar onde Helena possa ficar perto dos personagens que passarão. Coloco ela em minha frente e passo meus braços pelos seus ombros, Percy me abraça por traz e coloca sua cabeça apoiada na minha. Rachel fica ao nosso lado e fica nos olhando com uma cara indecifrável.

- O que foi? – pergunto.

- Nada. É que vocês são inacreditavelmente fofos. Não tem nem como dizer que não são.

Gargalho junto à Percy.

- Vem aqui – abro os braços para abraçar ela. – Nossa Rachel está ficando sentimental... vamos ter que programar mais viagens assim – brinco.

- Besta. Me deixem de vela e vocês vão ver quem aqui é sentimental – ela resmunga.

- Não vamos lhe deixar de vela... você já é uma. Cabeça de fogo – Percy brinca e acaba levando um tapa no braço.

- Me chame assim novamente e você vai levar um tapa mais forte ainda, Perseu – Rachel briga com ele e tudo que ele faz é rir.

- Percy, não faça brincadeiras assim. Não podemos brincar com fogo – brinco e levo um tapa.

- Vocês são ridículos. Está vendo, filha, seus padrinhos são um péssimo exemplo – ela diz olhando para a barriga.

- Filha? – pergunto confusa.

- Já deu para saber? – Percy indaga.

- Não é oficial mas eu sinto que é menina – ela diz animada.

- Eu queria um menino – Percy resmunga.

- Sem útero, sem opinião. – Rachel retruca e eu olho para Percy.

- Nem conteste. E você já pensou no nome?

- Pensei, na verdade, o Robert me ajudou... – ela diz baixinho.

- Quem?

- Depois falamos sobre isso, Cabeça de Alga – digo dando palmadinhas nele. – E qual vocês pensaram?

- Bárbara.

- Uou, gostei! – exclamo.

- Bonito nome... mas e esse Robert?

- O que tem? – Rachel pergunta na defensiva.

- Vocês estão...

- Só amigos Percy, já falei.

- Ele que estava te mandando mensagens?

- É.

- Vamos focar na parada que está começando, não vamos discutir sobre isso agora – digo me voltando para a posição que estava antes. Percy e Rachel fazem o mesmo.

Quando a apresentação começa, sinto Helena ficar acelerada e cada vez que toca uma música diferente ela canta junto. Até eu me animo e arrisco algumas partes. Voltei a entrar em contato com tudo isso depois de conhecer Helena, depois que cresci, todo esse mundo ficou na infância.Escuto Percy cantarolar algumas partes bem baixinho.

Helena se liberta um pouco mais e começa a dançar tentando imitar os dançarinos, rimos dela, não tirando sarro, mas por ser fofa. Alguns personagens vêm até ela e abraçam, Percy filma tudo para mandar para a mãe dele.

- Ela está se divertindo tanto, e ainda estamos no primeiro dia. – Percy comenta.

- Verdade. Estou feliz por isso, obrigada por estar nos proporcionando isso, Cabeça de Alga – digo olhando em seus olhos. A luz do dia deixa seus olhos ainda mais verdes e bonitos, quando ele sorri, pequenas marcas de expressão aparecem.

- Gosto tanto dos seus olhos – digo.

- Diz a menina que tem olhos cinza – ele ironiza.

- Isso é um problema genético.

- O problema genético mais lindo que eu já vi – ele sorri e me dá um beijinho de esquimó. – Te amo.

- Te amo.

Ao nos virarmos, vemos Rachel com o celular.

- Me agradeçam pela foto fofa depois – ela sorri e chacoalha o celular.

 

Continuamos assistindo a parada e Helena estava cada vez mais animada. Quando acabou, decidimos aproveitar o resto do dia no parque. Fomos em vários brinquedos e comemos algumas besteiras. Percy enviou algumas fotos e vídeos, de Helena para Sally.

Voltamos ao hotel depois da queima de fogos. Helena já havia dormido no colo de Percy. Com muito cuidado eu dou um rápido banho nela e coloco seu pijama.

 

NARRADOR POV

 

O quarto estava silencioso. Somente o som das respirações. Annabeth e Percy, deitados abraçados, sonhavam com o dia em que pudessem viver e construir uma família juntos, embora as cenas dos sonhos em suas mentes fossem diferentes, o objetivo final é o mesmo. Rachel sonhava com o dia do nascimento de sua filha e com ela conseguindo fazer tudo certo, mesmo sabendo que por ser mãe de primeira viajem talvez ela tenha momentos de não saber o que fazer.  

Infelizmente, Helena não teve a mesma sorte de sonhos tranquilos. Em sua mente, passavam flashes de uma noite nada tranquila. Via a imagem de seu pai conversando animado com ela e cantando algumas músicas. De repente, um barulho de freio é ouvido e então um baque forte é sentido. Helena ainda consegue ouvir o barulho das pessoas falando do lado de fora, seu pai chamava por ela, mas Helena não tinha forças para responder ao chamado. Era tudo tão estranho, seu corpo todo doía e então ela ouviu o barulho das sirenes. Tudo ficou silencioso.  

Helena sentiu seu corpo ser abraçado por alguém. Um abraço desajeitado, porém acolhedor. Ouvia murmúrios desse alguém dizendo que ficaria tudo bem. Era Rachel. Estava a ajudando a sair daquele sonho terrível. Tão real que chegava a ser mais do que assustador, principalmente para uma criança de seis anos. Depois de alguns minutos, Helena caiu no sono novamente. Sem sonhos. Tudo escuro. Vazio. Melhor do que sonhar com o acidente.  

Annabeth acorda com a pequena movimentação da cama ao lado. Estava tendo sono leve. Questinou o porquê do abraço apertado e quando Rachel disse que estava tudo sob controle, se permitiu confiar na amiga e voltou a dormir.  

Rachel ficou feliz por ter conseguido ajudar e acalmar a pequena. Em sua cabeça, se não conseguisse ao menos acalmá-la, seria uma péssima mãe. O que não era verdade, mesmo Rachel sendo alguém “sem regras”, diferente e com um dedo podre para namorados, ela  tem um ótimo coração e conviveu muito com a família Jackson, tendo muito contato com Helena no início de sua vida.  Quando abraçou Helena e sentiu a criança se acalmar em seus braços, foi como uma vitória. Dizia que ficaria tudo bem e que ela estava lá. Abraçava com todo amor que tinha em seu corpo.  

Decidiram não prolongar o assunto. Percy e Annabeth acharam que levar esse assunto para Sally, a deixaria ainda mais preocupada.  

Na noite seguinte, depois de um longo dia de  brincadeiras e diversão, os quatro se deitaram em suas camas e dormiram tranquilamente.  

Helena sonhou com o escuro e vozes. Somente. Havia a voz de sua mãe, chorando, a voz de Percy pedindo para ela voltar, a voz de Annabeth contando uma história.  

Durante o café da manhã, Helena contou o que havia sonhado. Os três mais velhos ficaram surpresos e entraram em contato com Will, por ser filho de Apolo, pode ser que ele possa explicar o porquê de Helena estar recuperando as memórias dessa forma.  

Apolo explicou que a viajem pode ter estimulado o cérebro de Helena a recuperar as memórias que ela havia esquecido. Eles ficaram muito felizes por tudo isso. Significa que a viajem está tendo mais surpresas boas do que eles esperavam. 

No último dia da viajem, Helena se lembrou do dia que Annabeth foi à sua casa pela primeira vez. Acordou animada. Para ela, aquele era apenas um sonho muito real e que a deixou muito feliz. Percy notificou Sally, sobre o ocorrido, ela se emocionou e ficou imensamente feliz pela filha, assim como Paul e os familiares que já ficaram sabendo. 

Enquanto saiam do parque, Helena derramava algumas lágrimas, não fazendo escândalo, mas sim um choro silencioso. Queria poder ficar para sempre naquele lugar.

Percy prometeu que um dia eles voltariam, provavelmente quando ela estiver um pouco mais velha, para assim, poder aproveitar mais alguns brinquedos.  

Quando chegaram no aeroporto, avistaram Paul, Sally e o cara da feira de adoção, Robert.  

Helena saiu correndo em direção aos seus pais e tagarelava sobre a viajem.  

O cara veio até te buscar no aeroporto. Certeza que não tem nada acontecendo? – Annabeth sussurra para Rachel.  

Certeza. Ele só se ofereceu para vir me buscar. O que tem de mal nisso?  

Annabeth dá de ombros e olha para Rachel, como se não acreditasse no argumento. Acontece que, de fato, eles não tinham nada. Apenas amizade. Ele havia conhecido Rachel num dia que precisava falar com Will e havia perdido o número de celular, por estar na biblioteca e saber que Rachel era amiga de Will, Robert se permitiu pedir à ela o número dele. De alguma maneira, eles começaram a conversar por mensagens – Robert havia pedido o número de Rachel. Se encontraram por acaso na feira de adoção e se perderam em meio as conversas. Eles gostavam de conversar um com o outro. Ele a ajudou com algumas coisas sobre gravidez e ela o entretia com “aulas” sobre os pintores que admirava. Ele ficou impressionado quando ela contou que havia pintado “Noite Estrelada”, Van Gogh, na parede de se quarto. Ele já havia ido à sua casa, num final de semana que Percy e Annabeth resolveram passar o dia trancados no apartamento. Quando entrou o quarto de Rachel, Robert se surpreendeu com a quantidade de imagens pintadas por Rachel. Ela é sem dúvida alguma, a garota mais talentosa que já conheceu.

 

Flashback on

 

- Caraca. Você tem muito talento. Tipo muito mesmo – ele exclama analisando as pinturas.

- Não é para tanto – Rachel diz sem jeito.

- Não seja modesta. São maravilhosas.

- É, talvez...

- Me ensina? – ele pergunta animado.

- A pintar?

- Sim.

- Está brincando, né? – ela pergunta rindo.

- Não, estou falando sério. Eu não prometo ser o aluno mais talentoso, mas vou tentar.

- Não sei se vou ser a professora mais indicada. Podemos encontrar alguém profissional.

- Profissional? Rachel, você já é profissional. Nem precisava fazer faculdade para isso. Por favor! – ele pede manhoso.

- Não vai desistir?

- Nem um pouco.

Rachel suspira cansada e sorri.

- Tudo bem, mas vamos entrar num acordo. Sem tocar nos meus pincéis que ficam na minha maleta e digo o mesmo com relação às tintas.

- Sim senhora.

- Então vamos, ao ateliê e avante – Rachel brinca saindo correndo do quarto rumo ao ateliê que fica do lado de fora da casa.

 

Flashback off

 

As aulas de pintura de Robert não param em apenas um dia. Foram seguindo repetidas vezes, aos finais de semana. Rachel estava se divertindo com o novo amigo. Eram repletas de tintas voando, risadas e roupas sujas; isso além das pausas para momentos de vômitos...

 

RACHEL POV

 

- Como foi a viagem? – Robert me perguntou. Ao dar partida no carro.

- Foi divertido. Helena começou a lembrar algumas coisas – respondo colocando o sinto.

- Jura!? Isso é bom ou ruim?

- Não sei. Acho que eu pouco dos dois. Ela se lembrou primeiro da hora do acidente, foi por meio de sonho, quer dizer, pesadelo; percebi que ela estava muito agitada e eu abracei-a.

- Nossa, complicado. Pelo menos você ajudou.

- É...

- Está tudo bem? Parece pensativa. – ele me olha preocupado.

- Está... – na verdade, eu nem sei o que eu tenho.

- Cansada?

- Bastante.

- Quer comer alguma coisa diferente ou quer ir direto para a sua casa? – ele se prontifica preocupado.

- Não sei. Tenho medo de ficar com enjoos e estragar tudo.

- Não vai estragar. Vamos fazer assim, passamos no drive-thru e comemos na sua casa. Pode ser?

- Pode!

- Então... o que vai ser? – ele pergunta animado.

- Me surpreenda – brinco.

- Isso é cilada – ele ri. – Me diga. Tem lanche, comida chinesa, comida japonesa.

- Eca, peixe não – me embrulha o estomago só de pensar.

- Hambúrguer?

- Não... carne não.

Robert fica pensativo por um momento.

- Frango frito?

- Ah, frango frito – suspiro imaginando um balde de frango frito com molho.

Robert ri. – Então... será frango frito.

 

(...)

 

Que sensação maravilhosa. Me encosto no sofá da sala e limpo minha boca suja de molho.

- Feliz e contente? – Robert pergunta.

- Nossa, nem fale. Feliz e contente, pra caramba! Espero que a neném também goste, pretendo passar a noite tranquila.

- Não pense nisso. O que quer fazer agora? Assistir um filme? Dormir? – ele se aproxima e se senta ao meu lado.

- Não sei. Acho que eu durmo se assistir a um filme – digo rindo e encosto minha cabeça em seu ombro.

- Quer que eu vá embora? Assim você fica sossegada e acho que já está ficando tarde.

- Não, fica – digo manhosa abraçando sua cintura.

- Tem certeza? – confirmo com a cabeça. – Então vou colocar um filme, se você dormir, daremos um jeito.

- Tudo bem – digo sonolenta e o deixo levantar para colocar um filme.

 

Me enrosco em Robert novamente e ele começa a fazer cafuné em minha cabeça.

- Assim eu vou dormir mesmo – digo sonolenta.

- Desculpa – ele para.

- Não! Pode continuar, está gostoso.

O cafuné volta a ser feito e sinto minhas pálpebras pesarem na metade do filme.

Dormi tranquila, sem enjoos.

Acordo com a luz do Sol batendo em meu rosto e assim que abro os olhos, me assusto ao ver a carranca do meu pai me olhando.

- Ai caramba! Pai!

- Posso saber o que está acontecendo aqui? – ele diz bravo.

- Sr. Dare? Me desculpe – Robert se levanta rapidamente.

- Não tem o que desculpar, nós apenas pegamos no sono e não somos adolescentes.

- Não são adolescentes, mas você mocinha, continua morando debaixo do meu teto, portanto tem que obedecer as minhas regras – meu pai esbraveja.

- Ah me desculpe, não sabia que era proibido dormir no sofá – ironizo.

- Proibido dormir não é, mas acompanhada é diferente. – e lá vamos nós, o sr. Dare que eu conhecia.

- Nós somos amigos! E só pegamos no sono! – digo nervosa.

- Sr. Dare, eu me ofereci para ficar com Rachel e pegamos no sono enquanto assistíamos ao filme, não foi culpa dela.

- Quer parar de se culpar!? – digo nervosa à Robert.

- Eu estou tentando ajudar!

- Eu juro que não consigo ver o que há de errado em dormirmos no sofá – reclamo.

- A questão é o seguinte, você só dormirá com quem é comprometida. O que é agora, vai sair dormindo com qualquer um!? – me assusto com o tom que meu pai fala. 

- Você é ridículo! Achei que havia mudado! Mas não, tem que ficar me acusando e falando coisas sem nexo! Se eu deixo de dormir com alguém ou não, é problema meu. Eu estou falando que não fizemos nada, Robert é meu amigo! 

- Enquanto você morar debaixo do meu teto, obedecerá minhas regras, Rachel! 

- Nossa, que clichê! Pare de ser assim! Vou dar uma volta, quando você parar de bancar o ridículo, me avise! – digo nervosa e puxo Robert, para a saída de casa. Vejo meu pai ficando vermelho mas não fala nada, apenas bufa e vai rumo ao seu escritório. 

Deve ser brincadeira com a minha cara. Não acredito que ele falou isso. 

- Rachel, acho que você devia se acalmar um pouco – Robert diz pouco tempo depois de sairmos. 

- Eu só fiquei surpresa! Achei que ele tinha mudado. Foi ridículo! – esbravejo. – Acho que vou me mudar, sabe, sair de casa, ter a minha própria. 

- Ei, ei, ei! Vamos com calma. Rachel, não é por uma briga que você vai fazer as coisas assim, de cabeça quente. – Ele me para na calçada e olha em meus olhos. 

- Não é de cabeça quente, eu não aguento mais ele no meu pé! 

- Mas você vai morar sozinha? Rachel, você não está no momento mais adequado para morar sozinha. 

- Está querendo dizer que eu não sou conta de morar sozinha enquanto grávida!? – digo nervosa. 

- Não, não é isso! O que eu quis dizer é que pode acontecer alguma coisa e não ter ninguém lá para te ajudar – Robert se apressa a dizer. 

- Eu não preciso de babá. 

- Rachel, pensa bem! Vai, não banque a difícil. Vamos esfriar cabeça. Quer um sorvete? 

- Está frio.

- Chocolate quente? 

- Leite me dá dor de estômago.

- Fondue?

- São 8:00 am.

- Então não sei mais! – acho que ele ficou nervoso. 

- Desculpa – digo triste. 

- Eu não devia ter gritado...

- Tudo bem, eu sou uma chata, mesmo. Fico reclamando. Não é à toa que Percy e Annabeth vivem por eles – reclamo sentindo meus olhos marejarem – nem meu pai gosta de mim. 

- Não fique assim! – Robert me abraça protetoramente.

- É sério. Eu sou um saco, vivo me intrometendo na vida das pessoas, atrapalho tudo, fiquei grávida de um cara que tinha acabado de conhecer e ele simplesmente sumiu – choro muito. 

- Nada disso é verdade. Percy e Annabeth, não te deixaram, eles apenas têm uma relação à mais, não quer dizer que o Percy deixou de ser seu amigo e o mesmo com a Annabeth. Seu pai gosta de você, só não demonstra tanto. E você não se intromete na vida das pessoas. 

- Você Acha? 

- Acho. 

- Obrigada por estar comigo.

- Sou seu amigo, vou estar aqui pelo o que der e vier. – sorrio e o abraço. 

- Acho que os hormônios estão me afetando ainda mais. 

- Malditos hormônios – falamos juntos e rimos. Ultimamente esta tem sido a frase que eu mais falo. 

 

ANNABETH POV

Estamos entrando no carro de Paul, pra seguirmos embora. 

- Vem pra nossa casa ou pro seu apartamento, Annabeth? – Sally pergunta. 

- Vou pro meu apartamento, preciso conferir de a Sra. O'Leary não fez muita bagunça – sorrio agradecida. 

- Jura? Puxa, eu adoraria conversar com vocês sobre a viagem – ela diz chateada e Percy me olha com cara de cachorrinho pidão. 

- Eu vou durante a semana. E não me olhe com essa cara, Cabeça de Alga. 

- Queria que você fosse comigo. – Ele deita a cabeça no meu ombro.

- Manhoso – reviro os olhos. 

- Querer ficar com a namorada é errado agora? 

- Estamos juntos há quase uma semana, Percy – comento rindo. 

- Em outras condições. – olho para ele não entendendo. Ele me olha com um sorriso malicioso. Agora eu entendi o que ele quis dizer. 

Sinto meu rosto queimar. Afinal, estamos dentro de um carro com a sua família. Ainda bem que Helena dormiu. 

- Então... Como Helena está com esses “sonhos” – Paul pergunta saindo do assunto. Agradeço mentalmente por isso.

- Ela acha que são apenas sonhos. Preferimos não comentar muito sobre eles com ela. Seria melhor conversar com um psicólogo, sei lá – Percy responde. 

Sally suspira. – Conversei com Apolo e ele nos passou o contato de algumas psicólogas. Vou ligar para alguns consultórios assim que chegar em casa. 

Paul estaciona o carro ao lado do prédio onde moro e Percy desce do carro para me ajudar a pegar a minha mala. 

- Está triste? – pergunto à Percy, depois de notar que ele está com uma cara não muito boa.

- Não, estou bem... – ele diz muxoxo 

- Percy, eu te conheço. Me conte! – peço pegando minha mala.

- É besteira, coisa de criança - Cruzo os braços.

- Ele ‘tá fazendo charminho porque quer ficar com você – Sally grita do carro. 

Rio divertida. – Oh pecado – brinco apertando suas bochechas. 

- Nossa, mãe. Obrigado pela ajuda – ele reclama. 

- De nada – ela grita do carro. Percebo que ela está rindo. 

- Percy, por mim você fica, mas é bom você ficar um pouco com a sua mãe e com o Paul – digo calmamente. Eu realmente queria que Percy ficasse comigo, mas eu já percebi que Sally gostaria de ficar um pouco com o filho, eles são apegados. 

- Eu deixo o Percy ficar se você prometer ir almoçar conosco, amanhã, Annabeth – Sally chama.

Olho para Percy e ele está me olhando ansioso. Deuses! Ele parece um adolescente.  

Finjo estar pensativa. – Tudo bem. – Sorrio para Percy e dou uma piscadela. 

- Ótimo! Vejo vocês amanhã, juízo! Amos vocês! – Sally grita do carro e Paul segue o caminho.

- Sabia que você parece um adolescente dramático de vez em quando? – digo seguindo ao prédio. Percy me ajuda com a mala. 

- É parte do charme – ele se gaba.

- Ah claro – reviro os olhos. 

Respiro fundo antes de abrir a porta do apartamento, rezando para todos os deuses existentes para que não tenha passado um furacão. Quando abro a porta, vejo algodão voando. Ninguém acredita se eu contasse. Parece que houve uma guerra dentro da minha sala. 

Ainda bem que deixei as outras portas fechadas. 

- Caramba! – Percy exclama. 

- Nem fale. Isso que eu pedi para a vizinha vir aqui dar uma olhada, até ofereci uma grana – reclamo entrando no apartamento cuidadosamente.

Tem cocô, xixi, algodão de almofada e até comida espalhada. Deuses... Tenho um Tazz mania e não um filhote. 

- Onde será que ela está? – pergunto. Normalmente, Sra. O'Leary, vem até a porta quando escuta eu destrancando-a. 

- Não faço a mínima ideia – Percy diz erguendo a minha mala e atravessando o Campo minado até chegar ao meu quarto. 

Caminho cuidadosamente até a cozinha. Me deparo com uma bolota preta com a cabeça enfiada dentro de uma caixa de cereais. 

- Ai deuses! – exclamo puxando a caixa. – Sra. O'Leary! 

Ela me olha como se entendesse o quão brava eu estava. Meu apartamento está uma bagunça, ela abriu o meu armário! Um cachorro abriu o meu armário! Como deuses isso é possível? 

- Como ela fez isso!? – Percy pergunta nervoso chegando na cozinha. 

- Não tenho ideia. Temos que arrumar isso tudo. Quando eu tiver que ir para a casa dos meus pais, vou ter que pagar para ela ficar num hotel para cachorros – exclamo nervosa e começo a pegar as coisas do chão. 

- Hey, hey! Sabidinha, não fique nervosa. Vamos arrumar tudo, vou ajudar. 

- Não fique nervosa!? Ela destruiu o meu apartamento! – grito nervosa. 

- Ah nossa. Desculpa então! Eu estou me oferecendo para ajudar! 

Passo as mãos pelo cabelo. Não estou afim de brigar por coisa boba. Mas eu realmente fiquei nervosa. Afinal, está tudo uma bagunça. Até agora ela nunca havia bagunçado tanto. 

Por ficar sem jeito, começo a arrumar a bagunça. Percy resmunga algo como “vou sair um pouco com ela para ver se ela se acalma” e saiu. Apenas assenti. 

São raras as vezes que nós brigamos, e quando acontece, é por coisa boba. Infelizmente, nenhum relacionamento é um mar de rosas.

 

Percy demorou para chegar e acabei arrumando todo o apartamento sozinha. Deixei para esvaziar a mala depois. 

Decidi tomar um banho. Tirar todo o cansaço e relaxar um pouco. Escuto a porta do apartamento se abrir, sei que é ele, é o único que tem a chave daqui. 

 

- Annie? – ele bate na porta do banheiro. 

- Já estou saindo. 

- Tudo bem. Só estou avisando para você não achar que entrou alguém de estranho. – sorrio. Como pode se preocupar a ponto de avisar que é ele e não alguém que vai entrar aqui para me assaltar ou algo do tipo? 

- Obrigada por avisar! 

- Estou lhe esperando. 

Saio do banheiro e sinto um cheiro diferente. Algo assado.

Vejo que a mesa está repleta de comida. Bolo, pão, alguns doces e café. Sra. O’Leary está devorando um potinho de ração. Essa cachorra tem um dragão no estômago.

- Nossa! – exclamo. 

- Gostou? Achei que seria bom comprar algumas coisas para nós jantarmos, sei lá – Percy diz sem jeito.

- Claro que gostei. Estou morrendo de fome – digo animada e me sento a mesa. Percy sorri e começamos a comer.

- Me desculpe por não ter ajudado a arrumar a bagunça...

Suspiro. – Está tudo bem, foi um pouco cansativo e tudo mais, mas acho que se ela estivesse aqui seria um pouco mais complicado. Além disto, você ainda comprou comida, está perdoado – sorrio.

Percy solta um riso frouxo. – Ainda bem, achei que você iria ficar um pouco nervosa por eu não ter ajudado...

- Por que todo mundo acha que eu sou brava ou a “mais responsável” – reclamo incrédula.

- Não sei, talvez porque você transmita um ar de responsabilidade e parece ser muito séria. – percebo que ele explica com um pouco de receio.

- Queria que não pensassem isso, seriedade não é sinônimo de braveza.

- Claro que não, é só que... você é um pouco pavio curto, às vezes, chega a ser um pouco mais que a Thalia.

Olho-o incrédula. – Eu não sou pavio curto – digo na defensiva.

- Ah é sim. Você brigou comigo porque eu não estava achando o seu secador, na semana passada.

- Estava bem debaixo do seu nariz! – reclamo. Este argumento não é válido.

- Estava era debaixo de uma montanha de roupas!

Suspiro. – Acho que o propósito de você vir aqui era para ficarmos juntos e não discutir...

- É... desculpe.

- Não, eu não devia ter gritado naquela hora – eu sinceramente não estou com vontade de discutir por coisas bestas. Passamos a semana tão bem.

- Tudo bem, já passou. Certo? – assinto com a cabeça. – Pois então, vamos conversar sobre outras coisas. O que achou da viajem?

- Eu amei! Foi maravilhosa! Sério mesmo, acho que nunca me diverti tanto – digo animada e Percy gargalha.

- Que bom que gostou, Sabidinha. Era esta a intenção.

- E tenho certeza que eu não fui a única que fiquei assim. Viu como Helena estava tagarelando antes de entrarmos no carro?

- Vi, ela gostou mesmo. Quero que esse dia fique marcado para ela – ele diz sonhador.

- Pode apostar que vai.

 

 

Primeira viajem...

 


Notas Finais


Então... o que acharam?
Pode ser que o formato do texto esteja meio estranho, mas é porque eu escrevi pelo celular e ele desconfigura todo quando eu passo para o pc.
COMENTEM E FAVORITEM! É MEU INCENTIVO!!
Amo vocês!
Beijinhos azuis e amarelos <3 <3 <3


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