História Princesa de Fogo - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce, Eldarya, Mitologia Nórdica
Personagens Castiel, Lysandre
Tags Ação, Drama, Guerra, Romance
Visualizações 18
Palavras 1.042
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sem mais delongas, vamos lá...

Capítulo 1 - Um Funeral Inesperado


Na carruagem a caminho do funeral de sua melhor amiga, Cassie não entendia como tudo ocorrera tão depressa. A poucos dias atrás, lembrava-se de estar na cafeteria a conversar com ela sobre suas notas, não conseguia compreender como isso pode acontecer com Daisy. A garota simplesmente havia aparecido morta em uma floresta próximo ás margens do rio Ipiranga, o que pra Cassie era incompreensível, pois conhecera a melhor amiga e ela simplesmente detestava parques, era impossível ela estar naquela região na hora do seu óbito.

A carruagem parou e o cocheiro abriu a porta, estava na hora de despedir-se. Despedida, Cassie se lembrara muito bem de todos os funerais que estivera, odiava todos tanto quanto Daisy odiava parques, por outro lado, o cemitério era um local aconchegante pois havia silêncio, sem constrangimentos. Segurou a bainha de seu vestido com uma mão enquanto o cocheiro segurava sua outra mão para descer, ao contrário de todos, estava trajando branco, um chapéu que cobria parte de sua feição de tristeza.

- Senhorita Dihavelo ? gostaria que eu guardasse um lugar para a senhora ? próximo ao caixão ? - perguntou Daniel constrangido, ele a acompanhara em tantos funerais e no entanto ainda não estava adaptado ao local.

- Sim Daniel, por gentileza - disse simplesmente.

Caminhou em direção ao local onde a amiga seria enterrada mais tarde, sentiu ser olhada por simplesmente não ir despedir-se da mesma no caixão antes de ser enterrada, ora, Daisy entenderia perfeitamente o por que, não a julgaria pela informalidade.

- Permita-me dizer que apesar da calmaria, não é um local adequado para um casamento - ouviu uma voz desconhecida e virou-se bruscamente esquecendo-se da bainha do vestido e caiu na cova da amiga. Durante a queda apenas conseguiu presenciar cabelos brancos e um rosto sorridente. Não gritou por ajuda, mas a queda pareceu infinita, por um breve momento sentiu-se como a Alice no País das maravilhas até perceber que era mais aterrorizante do que isso.

Fechou os olhos e se deixou levar pela escuridão infinita, já estivera na escuridão milhares de vezes e saberia que uma hora ficaria tudo bem. Sentiu-se nauseada, até abrir aos olhos e se deparar em outro local, estivera em um cruzeiro algumas vezes e tinha maturidade o suficiente para saber que não havia autorizado uma viagem repentina, sentiu-se doente, talvez fosse esquizofrênica.

- Você não é esquizofrênica - ouviu a mesma voz que ouvira no funeral de Daisy.

Deu um breve salto e olhou assustada para trás, dessa vez encontrou a mesma figura que vira horas atrás, cabelos platinados e um olhar divertido, dessa vez notou algo que não havia notado minutos antes, ele havia orelhas pontudas.

- Mas o que... - Ruborizou, ele estava a seguindo ? e se este fosse o assassino de Daisy ? procurou por algo que fosse a ajudar se proteger, por instinto.

- Não há o que temer senhorita Dihavelo, está segura - outro rapaz apareceu, desta vez estava sentado na grade do navio. Virou-se e deu passos para trás, não era adequado uma dama estar rodeada de homens. Este, havia cabelos azuis, olhos cinzas e sombrios.

- Permita-me nos apresentar - o rapaz de cabelos platinados sorriu docemente. - Meu nome é Abel... mas não se preocupe, o nome dele não é Caim - ele gargalhou - bem, Abel Lysandre, o nome é composto então talvez não me mate também... 

Cassie corou, havia lido a bíblia e sabia que a história de Abel e Caim se tratava de uma traição de irmandade. Mas sequer isso havia se passado por sua cabeça. 

- Onde eu estou ? - perguntou já passando a mão na testa procurando vestígios de estar febril. - E você, quem é ? - perguntou se dirigindo ao outro companheiro sentado na grade.

- Meu nome é Castiel - falou a olhando como se tentasse desvendar a sua alma, Cassie sustentou um olhar por longo tempo, até Lysandre se pronunciar.

- Estamos no País de Gales - pareceu um pouco desconfortável - estamos procurando pistas do que ocorreu com a sua amiga Daisy e...

- O QUE - Disse exasperada.

- Queira nos perdoar, mas estamos investigando o paradeiro dela o mais depressa que podemos e...

- PAÍS DE GALES ? ESTOU A QUILÔMETROS DO BRASIL ! COM ABERRAÇÕES - Disse completamente irritada com o fato, Lysandre pareceu abalado com suas palavras, pensou ter visto em seu olhar uma enorme decepção, porém foi Castiel que se pronunciou.

- Não possuímos culpa alguma, aliás, nós aberrações só estamos investigando o ocorrido porque Alguém por aqui resolveu brincar de humano ! - disse impaciente. Seu olhar pareceu mais afiado do que uma adaga, porém foram as palavras que a surpreenderam.

- A quem você se refere ? - perguntou surpresa.

- Santo Elfo, Castiel, isso não são modos de falar com uma dama - Caim se apressou em dizer - Olhe...

Caim ergueu as mãos, fazendo um círculo e uma imagem apareceu, era Daisy ainda viva e conversava animadamente com um rapaz pouco maior que ela que usava trajes pretos, ela sorria e quando ele se virou ela começou a dançar, não demorou muito a cair e então ela desapareceu.

- Eu não compreendo, como isso pode ter acontecido - sentiu um grande rubor em seu rosto e brigou consigo mesma por não conseguir conter isso, simplesmente acontecia. Sentiu seus olhos se encher de lágrimas e então se afastou dos dois indo para o outro lado do navio. Talvez olhar para a água a ajudasse a se conter, mas ela simplesmente não compreendia, horas antecedentes estava no velório de sua melhor amiga, agora estava do outro lado do oceano com rapazes se dizendo elfos.

Olhou seu reflexo na água e se apressou em limpar o rosto, seu cabelo agora estava preso em uma trança, seu chapéu provavelmente caiu em algum lugar durante a queda, mas algo parecia diferente, seu rosto irradiava uma luz, parecia ainda mais jovem.

-Era isso o que eu ia dizer, você também é um elfo, mas ainda não sabemos qual - ouviu a voz de Lysandre atrás de si e suspirou, essa era a ultima coisa que faltava para preencher o seu dia. Até uma mulher submergir da água e invadir o navio.

 


Notas Finais


*O Nome na história é composto, porém o referencial é mais como Lysandre mesmo, nos próximos capítulos não vai ter confusão com isso.
Se gostou acompanhe, comente, vou tentar postar um capítulo por semana <3


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