História Princess - Capítulo 1


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Categorias A Seleção, Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Distopia, Futurista, Guerra, Princesa, Principe, Romance, Universo Alternativo
Exibições 4
Palavras 1.706
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi pessoal, a um tempo que escrevo, mas andei parada, agora estou voltando por que amo isso, e como sempre quis escrever uma historia de princesa... Bom, aqui esta ela, espero que gostem... <3

Capítulo 1 - O teste.


Fanfic / Fanfiction Princess - Capítulo 1 - O teste.

Eu não queria estar ali, queria estar ajudando minha mãe na confeitaria, eu sou uma das poucas pessoas que tinha prazer no que fazia para viver e não queria algo diferente, ser princesa parecia mais trabalho do que valia, não que fosse passar obvio, vó disse que as perguntas eram obvias, então seria fácil dar as respostas erradas, mas cada minuto nessa fila idiota era mais um minuto de atraso nas encomendas para o aniversario do príncipe, o qual era comemorado em todas as províncias, e a nossa confeitaria como a melhor da cidade ficou com a encomenda principal, o bolo. Ou seja, eu não deveria estar aqui, mas era obrigatório a todas as jovens entre 15 e 20 anos participar.

O teste era o seguinte, geração sim, geração não uma jovem do povo se casaria com o príncipe e seria a próxima rainha, um pequeno teste era feito, e então fotos e dados das participantes que passam são dadas ao príncipe, que simplesmente escolhe quem quiser.

Eu não sou o tipo de pessoa que é escolhida, apesar de ter uma pele boa, ela esta sempre com aparência oleosa pelo calor da cozinha. Sou "robusta", pra não dizer de outra forma, temos mais dinheiro que a maior parte das pessoas então nos alimentamos bem em casa, alem do trabalho duro fazendo massas, carregando sacas dentre outras coisas. Sou bem "boca suja" para uma mulher, crescer perto do porto com todos os marinheiros fez com que eu e meus irmãos pegássemos hábitos ruins.  E não sou muito vaidosa, enquanto as outras meninas se matam por um grama de maquiagem sequer eu nem perco meu tempo com isto, incluindo hoje, estou com farinha no cabelo amarrado e só, um avental sobre o vestido fino de verão e as botas q uso sempre.

Então, como disse, não sou bem uma candidata viável a princesa.

Amber, a garota mais "bonita" da cidade tem muito mais chances, ela tem um rosto e corpo tão finos que parece que vai quebrar, delicada em tudo, cabelos loiros brilhantes e bem maquiada, como filha do prefeito seu trabalho é justamente ser bonita e saber sorrir, o meu é amassar pão e decorar bolos, que é justamente a única coisa delicada que faço, minha mãe e avó dizem que tenho um talento natural para cozinhar e decorar, eu já acho q é sorte. Mas ainda sim, seria ótimo ter um restaurante na capital.

Amber esta a duas pessoas a minha frente, com duas outras moças da escola, em nosso país aprendemos apenas o básico nas escolas, o resto aprendemos com nossas famílias, não é possível escolher o trabalho, apenas continuamos o de nossas famílias, e assim nosso tempo na escola é de alguns anos, basicamente dos 7 aos 15, eu tenho 19 e Amber também, ela nunca gostou de mim e nunca entendi o por que, e claro, hoje não seria diferente.

- Olhem meninas, agora Ogros podem fazer parte da competição.

Ela e as amigas deram aquelas risadinhas ridículas e falsas, sabe, se é pra rir ao menos podiam fazer direito.   Eu ignorei, mas ela continuou.

- Ei Ayshila, por que se dar ao trabalho de participar? Não é como se tivesse capacidade de fazer algo alem de amassar pão.

Minha mãe sempre me diz que não Valle a pena discutir com alguém como Amber, e concordo, mas não levo desaforo pra casa.

- Da mesma forma que você Amber, que tem coragem de aparecer com essa cara de morta viva, a funerária é do outro lado da cidade sabia.  E ao menos eu sirvo para fazer algo, e você que nem para isso serve. Já aprendeu a amarrar as próprias botas?

- Eu sei amarrar meus sapatos, mas você consegue amarrar esse avental sozinha com essa barriga tão grande, talvez não seja só o seu palavreado que seja de vadia, que nem a sua irmã.

Agredir um membro da sociedade provavelmente me renderia algumas chibatadas e um pedido de desculpas formal... O ideal era deixar pra lá, mas eu não era ideal.

Fui para cima de Amber e dei um soco em seu narizinho grande e fino, que jorrou sangue na hora.  As amiguinhas dela saíram gritando e todos da fila fizeram uma roda para nos ver, alguns ate gritaram briga.

Eu dei mais dois socos na cara dela, enquanto ela arranhava meus braços, eu não liguei muito para a dor, meu corpo gritava a fúria de anos agüentando provocações, e falar de Minha irmã era o pior.

Elena sempre foi a mais bonita de nós duas, ela era tudo que eu queria ser, alegre, delicada e linda de uma maneira quase sobrenatural, ela era dois anos mais velha e nossos pais pensavam em casá-la com alguém da alta sociedade, já que ela não tinha muito jeito com a cozinha, madames não precisam de jeito com a cozinha.

Mas o pior Aconteceu, Elena se apaixonou, um garoto do porto, marinheiro como o resto da família, filho do dono da peixaria, ela acabou grávida e nossos pais os casaram as pressas, Elena nunca esteve tão feliz e tão linda, mas a fofoca é cruel, e por causa dela só posso ver minha irmã de longe, para não ser "influenciada", seu filho é como a mãe, o bebe mais fofo do mundo, mas nunca pude chegar perto dele, somente meus irmãos e meus país.

Apesar de nossa sociedade matriarcal comandada por uma rainha, as regras sobre nossos corpos são pesadas, as moças devem se casar virgens, aos homens existe a escolha. Após o casamento o normal é que o conjugue entre para o ramo mais rentável, mas após Elena engravidar, para os outros, nossos pais a deserdaram para que eu não seguisse o mesmo caminho, eles a visitam escondido, mas ainda existe muita fofoca sobre isso. Uma cidade pequena não tem muito o que falar alem da vida alheia.

Depois dos três socos os guardas conseguiram abrir caminho pela multidão e nos separar, me sinto orgulhosa de dizer que precisou de dois para me segurar, o primeiro eu acabei derrubando também. 

Eles me algemaram a um poste enquanto Amber foi levada ao pequeno hospital local, que era mais parecido com uma clinica.  Eles disseram que era para que me "acalmasse" e que seria a ultima a fazer o teste.  Talvez não tenha sido uma boa idéia dar uns socos na cara dela... Mas foi agradável.

O dia passou, minha mãe foi me procurar e quando soube do que tinha acontecido falou, muito, na minha cabeça, depois foi embora, o maldito sol estava bem forte, o que foi desagradável, mas ao cair da noite, depois de Amber, que estava com a cara cheia de curativos, chegou a minha vez.

A sala era pequena, uma mesa e duas cadeiras, e uma mulher com cara de tédio estava sentada atrás da mesa, mas seu olhar mudou assim que me viu, para algo do tipo "que coisa é essa que entrou aqui?".  Ela mandou que me sentasse e me apresentasse à pequena câmera em sua mesa seguindo uma lista de questões "relevantes"

 - Meu nome é Ayshila Browin, Sou a filha dos padeiros da região, tenho 19 anos, um metro e sessenta e oitenta quilos, sim eu sou gorda para traduzir.

- Não é necessário explicitar tais detalhes senhorita Browin.

- Que seja. Meu ponto forte é... Não tenho idéia,  o que mais gosto de fazer é decorar bolos e escutar historias na taverna da Sra. Ploonts, e...

- Espere, você freqüenta uma taverna?

- Eu e meus dois irmãos basicamente moramos lá.

Ela provavelmente já esta assustada, mesmo que muitas meninas façam isso, a maior parte nunca assumiria algo assim.

- também gosto de dançar nua na praia cultuando o Deus dos marés.

- Senhorita, por favor leve a serio.

- Estou levando, é para ser sincera né?

Ela não me responde, apenas olha com a sobrancelha levantada. Eu suspiro e continuo.

- Gosto de musica e dança, e comer doces, principalmente biscoitos de banana. E acho que é só.

- Muito bem senhorita, agora me diga, por que quer ser princesa.

- Não quero.

- Como assim não quer?

- Não quero ser princesa, gosto de fazer o que faço, gosto da minha vida, e não gosto nem um pouco desse joguinho ridículo de se oferecer a um cara para ele escolher como se fossemos tortas em uma vitrine.  Não gosto de rainhas bonitamente inúteis que são um rosto bonito completamente controlado. Não sou a garota que procuram, então posso ir embora?

- Sabe que se ganhar essa entrevista será passada em todo o país né?

- Não vou ganhar.

- você não sabe.

- Não sou sua garota, não vou ganhar.

- Ao menos...

- Escolham Amber, a garota que veio antes de mim, eu quebrei a cara dela, mas provavelmente pode ser concertada,  ela é bonita, fútil, e sabe sorrir quando necessário, e eu tenho a boca grande, não sou sua garota, e não estou de bom humor, posso ir?

- Tudo bem, pode ir. Mas deveria pensar melhor de si mesma senhorita, pode ficar extremamente surpresa.

- É claro.

Sai de lá quase correndo e voltei para casa, lavei o Sangue de Amber e fui trabalhar, tudo estava pronto para a festa que seria amanha, junto a divulgação da vitoriosa princesa. Apesar e tudo eu torcia por Amber, ela ia ter o que queria, e eu também... Distancia dela.

O bolo consistia em um modelo comum retangular, mas de um metro e meio de largura para um de altura, e em seu centro eu deveria esculpir um retrato do príncipe. Ele era bonito, isso é um fato, cabelos castanhos claros e olhos verdes, me lembrava um garotinho que tinha acabado de aprontar, com dois irmãos menores eu sabia como era isso. Ele estaria fazendo 23 anos, a maior idade oficial do país, ele sempre me passou a impressão de ser meio magrelo, o que não era legal, eu era uma mulher robusta como a minha mãe, apesar de, como ela diz, ter a cintura fina, ficaria no mínimo estranho tal casal.

Por causa da entrevista idiota acabei ficando toda a noite fazendo o bolo, ou seja no dia seguinte acabei me atrasando ao trabalho. 


Notas Finais


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