História Princess - Capítulo 2


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Categorias A Seleção, Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Distopia, Futurista, Guerra, Princesa, Principe, Romance, Universo Alternativo
Exibições 14
Palavras 1.856
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


oi pessoal, pediram para colocar imagens dos personagens, então ai esta, Amber, mas ignorem a roupa, ela se veste assim mas de uma forma mais "conservadora", com vestidos ate os joelhos ou abaixo.
Espero que gostem :3

Capítulo 2 - A escolhida é... Eu?


Fanfic / Fanfiction Princess - Capítulo 2 - A escolhida é... Eu?

Acordei as nove da manha, bem tarde para quem estava habituado a acordar as cinco e levar o pão ao porto antes dos navios. Tomei um banho e vesti minha roupa comum, mas quando cheguei a cozinha minha mãe me mandou voltar ao quarto e me arruma, caso a menina da província seja a escolhida, ela iria fazer o discurso de felicidades ao príncipe, antes que a equipe da corte vá a sua casa e a leve para o palácio, onde ela treina para se tornar uma rainha ate que se case com o príncipe em seu aniversario de 30 anos, que ocorre junto a coroação oficial.  Eu não sabia se minha mãe tinha mesmo alguma esperança que eu fosse escolhida, mas ainda sim me arrumei, também conhecido por um vestido melhor e cabelos mais arrumados, como isso é quase impossíveis os deixei presos em um trança lateral.  pouco tempo depois minha avó chegou e insistiu para que usassem alguma maquiagem, então delineei meus olhos e passei um batom de cor vinho, minha mãe achou que era um pouco demais para a minha idade, minha avó contra argumentou que me fazia parecer a mulher forte que era, alem de combinar com o cabelo preto assim como os olhos. O vestido era simples acinturado cinzento, com a barra esvoaçante frisada e um laço preto no quadril, ele marcava muito o que eu preferia não marcar, mas minha mãe gostava dele, e eu não morreria por isso.

A festa da cidade era ao meio dia, com um almoço distribuído para a população, um discurso do prefeito, e o bolo, mas hoje, após o discurso seria o pronunciamento do príncipe, e então o discurso da escolhida.

Mas de qualquer forma eu e minha família nos apresentaríamos junto ao prefeito, já que ele teria q nos agradecer pelo bolo e tudo o mais,  assim como comigo minha mãe fez com que todos vestíssemos nossas melhores roupas, meus irmãos gêmeos, Perry e Pete, papai e vó Lusca.

Levamos o bolo em um papel dourado semi transparente amarrado com fitas brancas, até a sede onde as comemorações se iniciavam, não participamos do almoço já que tínhamos de tomar conta dele, chegamos, colocamos o bolo em seu local de honra, e subimos as escadas da prefeitura de onde tinha um micro fone para que o prefeito discursasse.

Tomamos nossos lugares, e o homem se pós a falar.  O pai de Amber é um homem baixinho e careca, com uma bela barriga e com poucos cabelos, a mãe por outro lado é tão bonita quanto a filha, mesmo q ambas não se pareçam, dizem as más línguas que Amber não é filha legitima do prefeito, eu não duvidaria, a mãe é tão megera quanto a filha.

O discurso foi monótono mas breve e quando o telão que fica a frente da prefeitura para pronunciamentos oficiais foi ligado a pareceu que toda a cidade congelou, ate mesmo eu segurei a respiração.

A vinheta com o Ino nacional foi tocada, e a família real apareceu, diferente das outras vezes, onde a rainha estava ao lado do rei, dessa vez o príncipe se encontrava, com o sorrisinho de sempre, ele se levantou, como em um comercial ruim sobre produtos masculinos, parou a frente dos tronos em uma postura aperfeiçoada por anos, e começou.

- Queridos cidadãos, é com muito prazer que venho informar minha escolha, passei minha vida esperando por este dia, e saibam que não levei de forma leviana. A garota que escolhi é simples e engraçada, sincera em seus sentimentos e decidida, me parece alguém que pode sim se tornar uma grande rainha, uma moça do povo que eu espero que possa gostar de mim como já gosto dela, seu nome, Ayshila Browin.

O mundo abriu, enquanto todos olharam apasmados para mim, e piorou quando minha entrevista passou no mesmo telão, não só as respostas mal criadas, como as manchas do sangue de Amber e a farinha, alem do rosto vermelho por ficar presa a um poste no sol o dia todo, realmente, a face ideal de uma rainha.

 Minha mãe olhou para mim, chocada, e gesticulou para a tela, como que perguntando "o que você tinha na cabeça?" e eu dei de ombros respondendo "Nunca fui escolhida nem pra grupinho na escola, acha mesmo que esperava ganhar isso?"

Depois do vídeo desastroso, o príncipe apareceu com um sorriso ainda maior, e a família real atrás dele parecia tão chocada quanto todos os outros, quem diria, o príncipe perfeitinho é um rebelde.

- Como podem ver, extremamente sincera e divertida, senhorita Browin, estou ansioso por conhecê-la daqui a dois dias. 

A cidade estava em choque, como um lugar pequeno todos se conhecem e todos sabiam que eu nunca daria uma boa rainha, mas a decisão foi tomada, e eu seria treinada e me casaria com o príncipe, e eu queria vomitar, muito. Mas o grito de Amber me impediu.

- Você, sua vadia gorda, só pode ter armado algo, estragou o meu rosto e ganhou por isso, sua desgraçada.

Amber tentou me atacar, mas seu pai e mãe a seguraram, ela gritava e esperneava mas não tinha muita força, a garota faltava pouco espumar pela boca.

Enquanto isso minha irmã que estava com o marido e o filho pulava de alegria, meus pais estavam em choque ainda, vovó tentava me parabenizar e meus irmão não entendiam nada do que estava acontecendo, e eu via tudo isso mas meu cérebro estava em branco, eu não conseguia pensar em nada, ate que fui retirada de lá por um amigo.

Lucas é um tratador de cavalos, seu pai treina alguns para a nobreza, ele me ensinou a galopar e a caçar com um arco, algo que uma plebéia como eu não deveria aprender, mas aprendi. Infelizmente ele sempre gostou de mim de uma forma que nunca gostei dele.

Ele me arrastou da confusão ate o lago, onde obviamente não havia ninguém, e começou a me sacudir.

- Como isso aconteceu Ay? Era pra você desistir de todos os homens na vila e se casar comigo por falta de opção, me diz como isso aconteceu.

E eu respondi a única coisa que saiu do meu mingau mental.

- Ham?

Ele me deu um tapa no rosto e me sacudiu mais, não machucou mas me fez sair do transe do choque.

- Ay, você fez algo pra ganhar?

- Por que todo o mundo acha que eu não posso simplesmente ganhar?

- Nem você acredita nisso Ay.

- Sim, mas mesmo assim, eu acabei ganhando né. Eu não sou tão feia assim.

- Não, você é linda, eu não tenho mau gosto, mas como deu pra ver no vídeo, você não é o que se espera de uma rainha.

- Talvez o príncipe tenha problemas mentais.  

- Com mais tres irmãos ele não teria sobrevivido se fosse assim.

- EU não sei como eu ganhei, ganhei, fim, e agora vou ter que viver em um castelo com roupa ridículas e desnecessariamente quentes participando de coisas chatas e nunca mais vou poder cozinhar, acha que eu to feliz? Por que eu não estou não.

- Ay... Eu não quero que você vá, eu amo você, vamos fugir juntos.

- Você sabe que isso também não acontece né. Luc, já te disse, não sinto o mesmo que você, e não vou estragar sua vida por pouco.

- Ay...

Eu odiava quando ele fazia isso, ele tinha grande olhos castanhos que ficavam maiores ainda quando ele ficava chateado, era chamado de olhar de cachorrinho, mas eu sabia que mentir seria pior. Então abracei e falei.

- Quando for morar no palácio vou recomendar você, assim podemos continuar como amigos.  

- Se é assim.

- Acho melhor ir para casa, os país da Amber também devem estar putos comigo.

- Até.

Nos separamos e corri pra casa, mas lá chegando já tinha a equipe imperial a postos, assim q me viram me arrastaram para dentro, mexeram nas minhas roupas e outras coisas. Enquanto conversavam como se não estivesse ali.

-Como ela não tem absolutamente nada de maquiagem, e olha esses trapos, não dava pra trocar um pouco de comida por algo melhor?

- Triste, vamos ter muito trabalho com isso, ao menos as mãos não são exatamente ásperas, e ela mantém as unhas limpas. 

- Não dá pra concertar esse cabelo, mocinha, você já fez o favor de penteá-los alguma vez?

A cada momento eu me perguntava, agora que era princesa,  se sairia impune de assassinato.

Depois de assumir que queimariam todas as minhas roupas e eu se pudessem eles me jogam em uma tina grande com água, um esfregava meu cabelo, outro passava coisas estranhas e meladas que arranhavam no meu corpo e rosto e eu me controlava para não morder ninguém.

Depois enquanto outro lutava com meus cabelos quatro se ocupavam com minhas unhas, cortando, polindo, lixando e tudo o mais, devo dizer que foi a única parte aturável.

E então foi para a pior parte, a maquiagem, eu nem imaginava que existia tanta coisa e que seriam tão desagradáveis, a pior parte foi evitar piscar quando colaram e borraram meus olhos com coisas negras, mascara e delineador acho.

A roupa demorou um pouco, mandaram alguém procurar pela cidade, mas tínhamos poucas lojas, e a única coisa que acharam foi um vestido a lá Amber.

- Não vou usar isso

- Mas você tem, sabe que se não for para o palácio será considerada traidora e por conseqüência será enviada a forca não sabe?

- Então vou com minhas roupas normais.

- Esta fora de questão.

- Então eu morro, mas isso eu não uso.

O vestido era preto com detalhes rosa fluorescente na saia de tule, de gola alta e mangas bufantes, com um laço rosa na cintura, era uma aberração neon.  

A discussão continuou ate que vovó entrou no quarto e pegou a coisa, se virou e disse.

- Em meia hora essa coisa vira roupa.

E saiu arrastando os pés e deixando a equipe de queixo caído, meia hora mais tarde, minha avó volta com algo totalmente diferente, os detalhes rosa na saia foram deixadas, mas o laço gigantesco virou alças, o resto foi embora, principalmente a gola e as mangas bufantes, nunca fui tão grata a minha avó quanto dessa vez.

Me vestiram e terminaram de arrumar meu cabelo, trançaram e colocaram uma tiara, depois me arrastaram de casa, enquanto todos gritavam suas despedidas.

E assim o país tinha sua princesa, centenas de repórteres na frente de casa, tirando fotos, gritando perguntas e filmando cada reação. Me colocaram em um carro com todos os vidros escuros, ate mesmo o da frente.

Foi tudo muito rápido, em algumas horas eu deixei de ser a filha dos padeiros para ser princesa, eu me sentia tonta, mas isso era apenas o inicio, em algum tempo eu não só passaria por algo assim todos os dias, como teria que conhecer meu noivo, e aprender a ser uma rainha.  Eu era uma boneca para um país inteiro brincar. E foi isso o que fiquei pensando enquanto via minha família se afastar de mim. 



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