História Príncipe do deserto - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Deserto, Lemon, Principe, Yaoi
Visualizações 47
Palavras 1.872
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu volteeeeeeeiiiiiiiii

Boa leitura, espero que gostem.

Capítulo 11 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction Príncipe do deserto - Capítulo 11 - Capítulo 9

- O que você fez? - perguntou o homem mais baixo, suas voz era fina e esganiçada, que já estava irritando o outro.

- Fiz o que o chefe pediu - respondeu o homem mais alto, ríspido - e eu me pergunto o que o príncipe está fazendo aqui e ainda mais, acordado. - alto não era bem um apelido para esse homem de 1,90. Ele tinha uma voz grossa que dava medo e seus músculos só ajudavam mais isso. Os dois estavam com o rosto coberto por panos, evitando seu reconhecimento.

- Talvez esteja vendo lembranças passadas, olha essas caixas cheias de brinquedoos - o homem mais baixo se ajoelhou perto das caixas e começou a vasculha-las - talvez eu encontre algo que meu filho goste, ele tem muitos aqui. Aposto que não vai sentir falta de um… achei - o homem acabou pegando um boneco de palhaço.

- Seu idiota - disse o homem mais alto - não quero que você deixe nenhum rastro, se descobrirem quem somos nós, não só eu, mas também o chefe vão nos matar. Eu duvido que ele não vá atrás de nós na cadeia. Lembre-se para que viemos aqui: matar aquele estrangeiro.

- Por que temos que matar ele mesmo? - questionou o outro - mesmo depois que todos os estrangeiros foram embora, a seca e as pragas continuaram por toda à região. Somente aqui que as coisas parecem as mesmas.

- Temos que mata-lo de qualquer jeito, ordens do chefe. E você sabe muito bem que não podemos contrária-lo, se não quem morre somos nós.

- E aonde ele está? Se temos que mata-lo precisamos saber pelo menos em que quarto ele está dormindo.

- Nosso informante disse que ele está trancado em um quarto no outro lado da casa, nós tivemos sorte já que o nosso informante conseguiu dopar todos os guardas e eles dormiram.

- E por que o garoto não está dopado também?

- Quer parar de perguntar essas coisas? O chefe disse que ele precisa morrer de forma dolorida e rápida. E eu preciso que você cale a boca e continue no plano. - respondeu seco.

- Se acalma é que eu não paro de ver falhas nesse plano. - respondeu. O que deixava o outro ainda mais irritado. Poderiam ter concretizado o plano se não estivessem tendo essas mini discussões a cada minuto.

- Vamos logo procurar o garoto - disse o homem mais alto, já sem paciência para as paranóias do outro.

- E o que fazemos com o príncipe? Eu não quero que ele acorde e mate a gente por traição.

- É por isso que você está com isso no rosto! Veja - disse o homem ao apontar para uma das caixas - tem essas duas cordas para pular, amarre as pernas e os pulsos e ponha esse pano na boca dele caso ele acorde. Eu vou matar o garoto.

- Por que o pior trabalho fica pra mim?

- Eu que vou ter que matar o garoto, eu vou sujar as minhas mãos e a única coisa que você vai fazer é amarrar o príncipe - disse o outro, com um súbito olhar zangado. Não aguentava mais seu parceiro aquele momento sendo tão covarde. Já haviam matado tantas pessoas até aquele momento. E ele se preocupa em amarrar o príncipe? - nesse meio termo que estamos discutindo já devíamos ter feito tudo e ido embora.

- Tá bom… vai logo! Vou terminar isso aqui e vou te esperar, volte em pelo menos dez minutos.

Após essas pequenas discussões entre os comparsas, o mais alto saiu sorrateiramente entre os corredores. Mesmo nunca tendo entrado naquela casa, o homem sabia perfeitamente onde teria que ir. Ou que achava que teria que ir. A arma em mãos, continuou seguindo pelo corredor meio escuro, tentando não esbarrar nos objetos a sua volta.

O quarto estava a poucos metros de distância, olhou mais uma vez para os lados para ver se ninguém aparecia. Nenhum sinal de vida. Caminhou apressadamente até à porta, abiu-a com calma com uma copia da chave que o informante havia conseguido, a luz estava desligada e a unica coisa que iluminava era a luz minima que saia do corredor pela fresta da porta semiaberta.

Aparentemente alguém estava deitado na cama, dormindo profundamente. Colocou o silenciador em sua arma, para não acordar ninguém ou chamar a atenção, ficou o mais próximo da cama, mirou e atirou. Três tiros acertaram o corpo, que ficou imóvel completamente.

Seu trabalho estava completo, não havia como ele sobreviver a isso. Porém chamou a sua atenção a falta de sangue no coberto. Curioso, levantou e constatou o inacreditável, que havia só travesseiros. O estrangeiro não estava na cama dormindo, nem suas mala. Ele havia fugido. Irritado, o homem alto saiu furioso.

Mas o grito do seu parceiro fez com que ele corresse o mais até o mesmo. Ele estava caído e assustado, com a sua mão em punhos a sua arma e mais à frente o corpo de uma mulher, que estava sangrando. Ele a reconheceu na hora, era Dalila, filha do líder da outra cidade. Ele se lembrava que ela e o líder desta cidade, Zahir, estavam prometidos para se casar para acabar com a guerra entre as duas cidades.

- Seu idiota, o que você fez? - perguntou o comparsa, assustado.

- E-eu não sei! - o seu desespero era facilmente percebido, seus olhos estavam arregalados e ainda encaravam o corpo a sua frente - ela apareceu de repente, eu tomei um susto. Foi sem querer, juro!

- Vamos embora logo, o estrangeiro não está mais aqui! Ele fugiu e precisamos encontra-lo logo - disse ao puxa-lo do chão. Os dois saíram as pressas e fugiram, se escondendo pelo escuro da noite. Enquanto fugiam, Zahir começou a acordar.

Acordou com uma forte dor de cabeça, estava escuro e sua visão embaçada. Que prejudicava ainda mais tudo a sua volta. Quando enfim viu ao seu redor, percebeu um corpo próximo dele. Seu rosto ficou pálido e seu olhar aterrorizado. Dalila estava ali, ao seu lado, ensanguentada. Tentou se levantar, porém percebeu que estava amarrado.

Começou a se debater, tentando, de algum jeito, se soltar das amarras. Por sorte e pela força que fez, ele conseguiu se soltar. Foi o mais rápido possível para perto de Dalila, havia uma grande mancha de sangue no seu peito esquerdo que ficou muito aparente pela sua roupa de dormir branca.

- Você está bem? - perguntou desesperado.

Ela ainda estava respirando, mas inconsciente.

- SOCORRO! SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDE! - gritou Zahir, mas nada de alguém aparecer - GUARDAS! - chamou-os, mas nada aconteceu.

Ele se perguntou o que aconteceu para que os guardas não tivessem aparecido. Ele teve que ir para o seu escritório em busca do telefone e ligou para à emergência e para a polícia. Eles ja estavam vindo. Zahir logo voltou para perto de Dalila.

Tudo aconteceu tão rápido. Passou alguns minutos e logo a emergência chegou, levando Dalila para o hospital. Os policiais disseram que tinham encontrado seus guardas incocientes. Pelo jeito um plano havia sido feito para que essa casa fosse invadida. E eu não duvido que seja um arroaceiro.

Mário?!

Estava tão desesperado ao ver o corpo de Dalila que tinha se esquecido. Correu o mais rápido que pode até o quarto de Mário. Ele ainda estava lá, deitado, coberto até a cabeça. Por um momento Zahir suspirou aliviado. Foi para mais perto da cama, mas quando retirou o cobertor, viu que só haviam vário travesseiros. Que estavam com buracos… buracos de bala.

Ele não está aqui?!

O desespero voltou a tomar conta de seu corpo, ele não estava mais aqui. Por um momento, Zahir pensou na hipótese de sequestro. Mas a desconsiderou quando viu que a mala do outro também havia desaparecido.

Ele fugiu - concluiu Zahir.

Zahir estava entrando em pânico. Não pensou duas vezes antes de pegar as chaves de seu carro e sair em busca de Mário pela região. Ele esperava que o outro não estivesse muito longe dali, como também queria o contrário. Só queria encontra-lo logo.

Saiu o mais depressa de sua casa e começou a andar pela ruas de sua cidade. Primeiro ele andou pelos arredores da cidade, mas nada dele aparecer. Seria um sofrimento andar pela região toda, demoraria pelo menos duas horas para dar uma volta pela cidade de carro. E isso em relação ao tempo que tinha era muito.

Andou pela estrada principal que dava acesso a sua cidade. A noite estava mais fria, a unica luz pelo caminho era a do farol, o que dificultava ainda mais a sua visão. Demorou mais duas horas de estrada quando enfim avistou um ser andando. Não podia ser outra pessoa além de Mário.

O outro se assustou com a repentina aparição de um carro e quase em desespero quando Zahir saiu do mesmo. Seu olhar era cansado, mas aliviado que surpreendeu-o. Ele não falou nada, só se aproximou e o abraçou o mais forte que pode. Mário estranhou a situação.

- Eu pensei que tinha te perdido - disse Zahir, emocionado. Ele desfez o abraço e o encarou seriamente - preciso que você volte para casa, urgentemente.

- O que?! NÃO - quase que em desespero, talvez a sua única chance de fugir foi por água-baixo. - eu não quero voltar!

- Mas você não tem outra opção. Isso é sério, tentaram te matar mais um vez. Eu sinceramente achei muito idiota você fugir de madrugada, seria um alvo fácil, mas se não fosse isso você estaria morto. - ele estava sério, o olhar de Mário era de total descrença.

- Eu não quero morrer! O que é tão difícil de entender, por favor me leve para o aeroporto, eu pago a minha passagem, mas por favor… me deixa ir! - suplicou.

- Não existe essa hipótese, você já está jurado de morte. - disse Zahir, pacientemente. - Quando souberem que você ainda está vivo, iram atrás de você. Você precisa voltar comigo para casa.

- E se eu não ir? - desafiou o outro.

Zahir não disse nada, só se aproximou mais e de forma rápida segurou Mário em seus braços. O mesmo começou a se debater tentando se soltar, mas os braços fortes de Zahir o impediram. Segurando o outro até o carro, abrindo a porta do passageiro e o colocando lá. Ele deu a volta no carro e foi para frente. Depois de entrar no carro ele trancou todas as portas.

- Isso é sequestro! Você não pode fazer isso - disse Mário, desesperado.

Zahir não respondeu, só começou a dirigir de volta para a cidade. O que deixou o outro com ainda mais raiva, mas se dando por vencido com o tempo. Ele não falou nada até voltarem para casa. O amanhecer começava e a noite fria começa a se tornar uma manhã quente como as outra.

Quando enfim chegaram, Zahir destravou a porta assim saindo e indo para a direção do passageiro onde Mário ficou com cara de poucos amigos. Abriu a porta e o outro saiu, sem dizer nada. Eles entraram e logo as malas de Mário foram levadas para o mesmo quarto de antes.

- Preciso conversar com você, no meu escritório - disse Zahir.

Continua…


Notas Finais


Obrigado por lerem, até a próxima...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...