História Príncipe Légolas - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias O Hobbit
Personagens Gandalf, Legolas, Personagens Originais, Tauriel, Thranduil
Tags A Seleção, Amizade, Crossover, Greenleaf, Legolas, O Hobbit, Personagem Original, Romance, Thranduil, Verdefolha
Visualizações 69
Palavras 2.673
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


O título do capítulo parece incestuoso hsuhahuusha mas não é bem isso. Ele chamava-se Humanos também se apaixonam uma vez, eu não sou nada criativa com títulos, enfim.

Boa Leitura

Capítulo 31 - Capítulo 31: Romance em Família


- Por favor, abram o portão – pedi aos guardas mais uma vez, que insistiram em não fazê-lo por causa daquela fatídica noite.

– Da última vez a senhorita se perdeu na floresta. Não podemos cumprir com essa ordem sem a aprovação de Vossa Alteza. – Um dos elfos respondeu, fazendo-me perder a paciência por completo, eu já não aguentava mais ficar um segundo sequer naquele reino.

Runel estava ao meu lado pronto para partir de cara fechada. Não disse uma palavra sequer desde o momento em que eu o encontrei ao pé da escada. Apenas concordou com a cabeça quando disse que queria ir embora, e me acompanhou logo após. Não havia procurado minha mãe ou meu pai, e não queria conversar com ambos antes de sair dali. Sairia primeiro, depois me encontrava com eles para explicar minha decisão.

– Podem abrir o portão. – A voz de Legolas ressoou atrás de mim, ordenando aos guardas que fizessem o que eu pedi. Seus olhos estavam um pouco vermelhos e sua expressão fria. Nos encaramos uma última vez, eu precisava olhá-lo nos olhos e seguir firme com minha decisão. O príncipe assentiu com um movimento leve e gracioso de sua cabeça, me saudando e dando sua última reverência voltou para o palácio em passos lentos.

Os guardas abriram o portão, revelando a floresta das trevas para nós. Rapidamente saí do reino de Thranduil, e decidi que com isso deixaria também todos os sentimentos novos que descobri para trás. Legolas faria parte do meu passado, um passado bonito, tentador, quente e cheio de paixão, mas que precisava ficar para trás.

Runel me acompanhava o tempo inteiro, levando minhas coisas em suas costas, ao qual protestei, mas ele não fizera questão de responder. A trilha para a cidade do lago ainda estava lá, e não demoraria muito chegarmos até ela, e de lá rumar até a cidade de Mín. No máximo três horas de viagem a pé, talvez quatro, se não parássemos para descansar de vez em quando.

Percebi que na trilha o ar alucinógeno não nos atacava. Talvez fosse esse o segredo, talvez ele não afetasse os elfos de fato. Andamos até nossos pés reclamarem da dor, e paramos com mais ou menos duas horas de viagem. Se tivéssemos um cavalo, talvez em duas horas e meia completássemos o curso, mas não me preocupei em pedir um.

Runel passou a observar-me. Seus olhos verdes ainda marejavam, e de tempos em tempos o via engolir em seco. Sabia que sofria por minha causa, mas eu não tinha como pedir desculpas por estar apaixonada por outro. Só me restava continuar ao lado dele, e cumprir com nossas promessas de adolescentes.

Enquanto estava sentado perto de uma árvore, mas sem ousar sair da trilha, abracei Runel. Apertei-o e afoguei minha face em seu peito, permitindo-me inalar seu perfume. Algo como um desapontamento tomou conta de meu corpo. Eu ansiava pelo cheiro tentador de Legolas, e o de Runel não chegava nem perto do que eu queria. Apesar de ter um ar selvagem e romântico, meus sentimentos por ele nunca se despertaram da forma que fizeram com príncipe.

Era inexplicável o desejo que sentia por aquele elfo. Seus lábios eram um convite a tentação, seus olhos completamente brilhantes e azuis me faziam estremecer todas as vezes que o pegava me encarando. Seus cabelos, seu cheiro, sua voz, suas mãos. Tudo. Legolas pareceu ser feito exclusivamente para me levar a loucura, desde os beijos às carícias, até mesmo a vontade incontrolada de me entregar a ele a qualquer momento.

Sentia o gosto de seus lábios nos meus ainda. Sabia que jamais sairiam de minha memória, que jamais seriam apagados do meu paladar. Eu também havia lhe entrego meu coração e abandonado todo o resto, mas com a vantagem de que, talvez, um dia eu possa esquecê-lo e seguir a minha vida do jeito que eu queria anteriormente.

Runel acariciava minhas costas, mas percebi que não me arrepiava com aquilo. Passou as mãos por meus cabelos, por minha face e desceu para o pescoço, fazendo-me despertar dos desejos e pensamentos com o príncipe.

Encarou-me apreensivo. Seus olhos imitavam os de Legolas, vermelhos e frios.

– Senti muito a sua falta. – Ele confessou, sem me retirar de seus braços.

– Também senti a sua. – Disse em resposta, mas percebendo que já não era mais tanta verdade quando eu e Legolas começamos a nos apaixonar. Por vezes eu forcei meus pensamentos em Runel, mas em vão. Legolas era quem predominava minhas noites em claro, e levava minha mente à loucura por vezes.

Runel continuava a acariciar meu rosto, fitando meus lábios em desejo. Depois de nosso primeiro beijo com quatorze anos, nunca mais tivemos a oportunidade de repetir. Por vezes ficamos sozinhos, mas não sentia vontade suficiente para pedir-lhe mais um. Na verdade, confesso que Legolas realmente despertou o desejo que estava adormecido dentro de mim.

Mas Runel não conhecia tal sentimento. Por mais que fôssemos amigos, ele nunca soube que meu lado mulher só fora despertado pelo príncipe da Floresta das Trevas. Como sou complicada demais quando se trata de relacionamentos, não me surpreenderia que ele achasse que meus sentimentos por Legolas não passassem de curiosidade.

Seus lábios já tão próximos dos meus foram tomados por minha iniciativa. Beijei-o, surpreendendo-o, porém fiz de forma gentil no começo. Eu queria sentir como meu corpo se despertaria ao sentir o gosto de meu amigo, se seria algo parecido com o do príncipe.

Surpreendi-me ao senti-lo puxar-me ainda mais para si, roçando seus lábios nos meus cada vez mais fundo e desejoso, tomando-me pelos cabelos e me guiando num beijo que começara calmo, mas que ficava ardente aos poucos. O gosto dele era diferente e senti meu corpo reclamar mais uma vez. Apesar de um arrepio inicial, fui me acomodando aos poucos e deixando levar.

O beijo dele era mesmo como nosso amor. Não mudara com o tempo, mas descobri ser fraternal. Runel não me despertou desejo, ao contrário, só me fez querer ainda mais de Legolas.

Soltei-me dele por um instante e tomei fôlego. Este que me encarou com tristeza no olhar, mas que concluía dentro de si que algo não estava exatamente do jeito que imaginava ser.

– Como é o beijo dele? – Ele me perguntou momentos depois, quando percebeu que eu não falaria nada.

– Eu não quero falar sobre isso. – Respondi tentando escapar daquela conversa. Eu não queria explicar.

– Mas eu sei que está pensando nisso. E comparando. Sei que está indecisa sobre a sua escolha. Algo dentro de você mudou.

– Eu não estou pensando em nada, Runel. – Disse com rispidez.

Runel tomou-me pelo braço, fazendo-me encará-lo mais uma vez para dar-lhe certeza com meu olhar.

– Você o ama, não é?

Fiquei calada e pus-me a observar a floresta em volta. Depois, abaixando a cabeça, maneei a cabeça em discordância.

– Eu não acredito nisso. – Ele respondeu, passando a mão em meu rosto e fazendo-me fitá-lo. – Quero que responda olhando em meus olhos. Você o ama?

Não tive coragem de responder, porém meus olhos lacrimejaram em resposta.

Run me abraçou mais uma vez, tendo compaixão por mim. Sabia que era algo difícil e que eu sofria muito por isso.

– Espero esquecê-lo. Eu prometo que tentarei. – Disse algum tempo depois, afastando-me de seus braços mais uma vez

- Espero que sim. – Ele respondeu, acompanhando-me em seguida.

Recomeçamos a caminhada. Ainda faltava algum tempo para chegarmos em nosso destino, e precisava descansar logo após pois haviam muitas noites de sono perdidas por mim.

~***~

– Finalmente chegaram. – Mamãe disse quando me viu entrar pela porta. – Porque não pediram um cavalo? Sei que não se importariam de lhes dar um, ou de acompanhá-los até a borda da floresta. E qual caminho pegaram? A estrada para cá é mais rápida do que pela Cidade do Lago.

– Acha mesmo que eu gostaria de pedir algo para eles depois de tudo? - Respondi desaprovando-a.

Melrise encarou-me com severidade, aquele olhar frio que ela emitia era de arrepiar a espinha. Pelo visto, eu tinha mesmo passado dos limites, mas não chegava nem perto do que ela fizera em todos esses anos.

– Espero que papai saiba de toda essa história. – balbuciei.

Papai fitou-me também. Tinha o olhar triste e envergonhado, mas não ousou responder-me. Pelo visto ele sabia de tudo de fato. E não me surpreenderia dele saber também que mamãe ainda fosse apaixonada por Thranduil – o que eu posso apostar que sim.

– Eu prefiro esquecer tudo isso. – Papai disse. – Tudo o que aconteceu entre eu, Melrise e Thranduil não deveria afetar tanto você e Legolas, querida. Mas eu sou nada comparado a teimosia de sua mãe e do rei, apesar de querer mata-lo por diversas vezes em minha vida. Já Legolas, eu sinto por ele. É uma boa pessoa, puro de coração e um cavalheiro, e gostaria mesmo de ver-lhe com alguém tão amável e cheio de energia como ele, que dá tudo de si quando as pessoas precisam de sua ajuda. Seu pai lhe procura. – Papai dirigiu-se a Runel, que o encarava triste com suas perspectivas sobre o príncipe. Decerto achara que ele não era tão bom para mim quanto o elfo depois de suas declarações.

– Já vou até ele. – Este respondeu formalmente. – Até mais, senhorita Belle.

Papai acompanhou Runel, deixando-me sozinha com mamãe. Esta que me puxou escadas acima, levando-me para meu quarto e trancando a porta.

– Precisamos conversar. – Disse, sentando-se em minha cama que estava exatamente do jeito que deixei quando fui para a Floresta.

– Pode escolher o assunto, se quiser. São tantos, não acha?

– Porque abandonou Legolas e a competição sem mais nem menos? – Ela perguntou com um tom de autoridade na voz, intimando-me a confessar.

– Acho que não preciso responder essa pergunta. Você sabe muito bem de quem é a culpa por esse romance não dar certo.

– Não deve desistir do amor de sua vida só por que eu e Thranduil armamos para vocês dois ficarem juntos! É tolice de sua parte.

– Mesmo? Então por que não está mais com o rei? Qual o motivo de vocês dois se separarem, se querem tanto juntar nossas famílias a qualquer custo? Céus, até papai aprova minha união com Legolas, mesmo sabendo que você planejou um emaranhado de mentiras para tal coisa.

– Não é assim que as coisas funcionam. – Melrise parecia agitada e um tanto nervosa. – Eu e Thranduil jamais daríamos certo.

– Mas ele se dispôs a se casar comigo! – Gritei em meio ao nervosismo. – Ele deve gostar tanto de você e se sentir tão culpado que se dispôs a me desposar.

Melrise respirou antes de falar qualquer coisa.

– Sei que está magoada e um tanto inquieta pelo fato de Legolas ter entregue seu coração à você. – ela recomeçava. – Por favor, Belle, me escute. Não seja tola dessa forma. O príncipe te ama, e sei que ele nunca amou ninguém em toda a sua vida. Eu o conheço bem, apesar de ele não me conhecer da mesma forma. Thranduil tem preparado tudo para receber você como nora, não como mulher!

– E isso porque você e Thranduil combinaram de nos unir em matrimônio. São doentes! São loucos! Não sei quando isso começou, mas não é natural, apesar dos inúmeros casamentos arranjados que existem. Mãe, nunca imaginei que a senhora seria dessas malucas que planejam casamentos falsos.

– Eu me deixei levar pelo rei. – Mamãe confessou, enquanto limpava algumas de suas lágrimas que caíam. – Me compadeci por ele quando você nasceu.

– Quando eu nasci? – Não entendi o que Melrise queria dizer.

Ela afirmou com a cabeça.

– Quer saber por que Thrnaduil quer tanto que você se case com seu filho?

Maneei a cabeça em concordância, naquele momento minhas mãos já tremiam em nervosismo.

– Porque ele se arrependeu amargamente quando viu você em meus braços, recém nascida, depois que eu me casei com seu pai. Há pouco mais de vinte anos atrás, quando ele te viu se apaixonou por você. Não digo paixão de um homem para sua mulher, mas algo diferente, afetuoso. Thranduil amou-a desde o primeiro dia, e se arrependeu amargamente por não ser seu pai, por não poder fazê-la princesa da Floresta. Entende o que quero dizer? Eu e ele temos uma história, que eu prefiro não contar totalmente a você. Mas estamos envolvidos desde sempre. – Mamãe enxugava algumas lágrimas, essas que desceram muito rápidas e em abundância. Não acreditava naquelas palavras, era tudo muito surreal para mim.

– O rei não me parece do tipo que ama alguém. Sinto muito, mas acho que está equivocada quanto a isso. Provavelmente ele não gostou de lhe perder e me usa como desculpa para se aproximar de você, pois é um orgulhoso e não gosta de ser questionado.

Melrise sorriu, discordando com a cabeça as minhas palavras.

– Creio que sou a única que conhece o real Thranduil, aquele que tem sentimentos. Pois acredite, eles estão lá dentro dele, escondidos e guardados a sete chaves. Este que perdeu seu pai quando ainda era adolescente e teve que governar a duras mãos a Floresta das Trevas, sozinho, sem apoio e com muito medo. Este que teve sua esposa arrancada de si pela morte quando seu filho era apenas uma criança, e que não podia contar com mais ninguém, pois sempre achou que não o compreenderiam. Acredite Belle, Thranduil tem seus momentos. E em seu nascimento, esse foi um deles. Ele lhe quis na família de uma forma ou de outra, e me fez prometer que faria o possível para que você e Legolas se encontrassem futuramente e se apaixonassem. Nós faríamos de você a princesa da Floresta, mesmo não sendo do sangue dele. E, pelo jeito realmente ele não gosta de perder. Tomaria-lhe por esposa se preciso, mas isso já é demais.

Acho que o espanto que tomei deixara meu corpo completamente amolecido. Enquanto mamãe falava, tentava engolir ar de qualquer forma, as vezes falhando miseravelmente. Era inacreditável aquela história, apesar de bem planejada.

– E quanto ao papai? – Perguntei, recordando-me dele. Em qual momento ele permitiu que aquilo acontecesse?

– Thranduil fez um acordo com ele. Total proteção e prioridade de compras em nosso reino. Como ele era jovem como senhor de Mín, Thranduil o auxiliou e o guiou, fazendo com que ele obtivesse o sucesso e pudesse cuidar das pessoas desamparadas que perderam tudo na Cidade do Lago. Em troca, ele apoiaria seu casamento com seu filho futuramente, foi tudo o que ele lhe pediu.

Um acesso de raiva tomou meu corpo por completo.

– Traduzindo, eu fui vendida! Então estava certa desde o início, eu fui feita para ser mercadoria de troca. Vocês são mesmo inacreditáveis, todos vocês! – Recuperei o fôlego e a voz, mostrando o quanto aquilo ainda era desaprovado por mim.

– Não pense assim. Pense no seu amor por Legolas agora, por tudo o que compartilharam. Nós não a forçamos amá-lo, nós não planejamos os seus momentos com ele. – Melrise levantara-se da cama, percebendo meu desespero voltar. – Pense que ele te ama, que vocês foram mesmo feitos um para o outro e tiveram o privilégio e a oportunidade perfeita para se apaixonarem.

– Claro! Eu sou sua cópia, Légolas a cópia de Thranduil. Não tinha como dar errado conosco, e vocês imaginaram isso. Querem que vivamos o romance imaturo de vocês, querem descontar os momentos perdidos durantes esses anos. Você e Thranduil me criaram para ser o que ele queria, mas eu sai errada e cheia de opinião própria, não é?

– Escute aqui, – mamãe tomava-me pelo braço bufando de raiva. – Não permito que diga essas coisas sobre mim, está me ouvindo? Tenho tolerado a sua rebeldia, mas não por muito tempo mais!

Soltei-me dela de forma brusca, arranhando meu braço por suas unhas.

– Pois não mesmo! Porque eu vou embora, e ninguém me impedirá. – Respondi, dirigindo-me até a porta a fim de procurar Runel para ver se me acompanharia.

– Humanos também se apaixonam uma vez na vida. – Mamãe disse, voltando minha atenção por completo.

– Não diga bobagens.

– Falo por experiência própria. E sei que será igual com você, minha filha. Você irá se arrepender amargamente um dia.

Abri a porta do quarto e me virei para ela.

– Eu já me arrependi.


Notas Finais


Quais serão os próximos passos da Belle?

Até mais!


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