História Prisão - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Docinhooo

Postado
Categorias Naruto
Tags Naruto, Oneshot, Sasusaku
Exibições 358
Palavras 3.737
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, quem ficou louca desde o ultimo capítulo?? Euuu! Euzinha, sim não consegui parar de pensar no que poderiam ter acontecido enquanto o Uchiha ficou preso... Socorro (ノ*゚ー゚)ノ ~docinhooo

Yoo, minna-san! É inevitável não imaginar um momento SS enquanto o Uchiha estava preso, né?! Fizemos pensando nos sentimos dele ao escrever e foi bem divertido, espero que gostem! ∩(︶▽︶)∩ ~Bi_Ange

Capítulo 1 - Capítulo Único


Prisão 

~bi_ange

~docinhooo

No Vale do fim o Sol nascia iluminando o lugar agora destruído pelos sinais da longa batalha, ambos os corpos permaneciam imóveis e esgotados esperando por ajuda sem ter noção do tempo. Haviam desmaiado várias e várias vezes por conta da hemorragia em seus braços destruídos, a falta de chackra não os ajudava em nada. 

"Eu perdi"

Sasuke se dá por vencido, agora ele entende que jamais poderá cortar os laços que o prendem aquela vila. Estava preso ao time que se tornou sua família, a seu professor que lhe ensinou tanto, quase como um pai. A seu melhor melhor amigo que nunca o abandonou, um irmão. E também a ela

Sakura ia em direção ao vale, junto ao seu sensei, o mesmo se apoiava nela enquanto pulavam entre as árvores. Seus pés tocam no chão ao chegarem no topo do vale, ela sabia, sabia que eles estavam ali, a cada passo seu coração se apertava mais com medo do que poderia ver.

"Lá estão eles."

Sua voz sai suave, e seu coração palpita quando os vê.

"Sabia que eles viriam aqui."

Sakura olha para seu sensei, retirando seu braco que estava em volta do seu pescoço. Ela parecia buscar forças. Mas logo sem exitar ela pula, sua respiração falha. Estava no fim do vale de pé, encarando ambos ali, sua vontade era de desabar, os olhos esverdeados da mesma chegam a tremer e seu coração a falhar, mas ela consegue se mater firme. 

Kakashi os observa do alto, atento as ações deles.

Sakura se abaixa esticando suas duas mãos, levando cada uma a um braço. Ela não conseguia dizer nada, mas seu interior gritava, ao ver o homem que sempre amou e seu amigo naquele estado.

"Obrigado, Sakura-chan!"

Naruto agradece, feliz ao vê-la ali, mais uma vez o salvando, sorrindo em gratidão.

"Sakura."

A voz do Uchiha sai falha pela dor.

"Me esqueça."

O moreno diz, querendo que ela gastasse sua energia para cuidar só de Naruto, mas sua fala não teve efeito, já que foi cortada antes mesmo de ser completada.

"Fique calado um pouco... Eu preciso me concentrar."

Sasuke a encarava, seus olhos estavam inexpressivos mas seus pensamentos começaram a atormenta-lo ao se lembrar do que fez todo esse tempo com ela. Seu olhar vacila por um segundo.

"Sinto muito."

As palavras saíam de sua boca, não se importando, ele tinha que fazer aquilo.

"Sente muito pelo quê?"

Ela responde, tentando se manter firme, ocupando sua mente em cura-los.

"Por tudo."

Ela recebe em resposta, Sasuke não era homem de pedir desculpas, muito menos admitir que estava errado por todas as coisas que fez a ela.

"Você deve se arrepender mesmo."

A voz de Sakura sai falha, mesmo inutilmente tentava se segurar, não queria ser fraca.

"Você... Seu."

Sem perceber a primeira lágrima grossa cai, sendo seguida por outras.

"Droga."

Ela se repreende por chorar.

"Idiota."

Naruto sorri e Sasuke tinha sua atenção toda para ela, aceitando calado, afinal ele agiu como um idiota, fora cegado pelo ódio.

Kakashi os observava do topo do vale, as lembranças do time 7 lhe veio a mente e o alívio vem junto ao seu sorriso os vendo mais uma vez reunidos como antes, como tudo deveria ser. 

"Ele finalmente voltou"

[…]

Sasuke

 A camisa de força me prendia impossibilitando qualquer tentativa de movimento, meus olhos vendados me impediam de ver qualquer coisa. Não havia ninguém por perto deixando tudo no mais perfeito silêncio, minha mente vagava por lembranças dos últimos anos. Quantas vidas tirei, quantas famílias destruí, quanta dor eu havia causado. 

Eu mereço isso. 

Minha garganta seca arranhava de maneira incomoda e meu estômago pedia por alimento. Meu corpo estava dolorido e minha mente cansada pelas diversas torturas mas não estava em posição de reclamar, não tinha esse direito. Não depois de tudo. Eu me rendi esperando pela a pior das punições.

Eu preciso pagar pelos meus erros. 

Meus cabelos negros tampam parte de meu rosto enquanto deixo minha cabeça baixar permanecendo naquela posição, escuto alguns passos vindo nessa direção me fazendo ficar atento, mas sabia exatamente quem era. A única, junto a  Naruto, que me visitava regularmente para cuidar de seus ferimentos e  trazer alimento. O som da cela sendo aberto ocupa meus ouvidos e percebo que ela demora alguns segundos para começar a se aproximar, como se estivesse reunindo coragem. 

– Sakura... – Meu tom sai um sussurro baixo e mais rouco que o normal entregando meu estado. Ela estava ali, vendo mais uma vez meu lado patético e mesmo assim sempre voltava sem perguntar ou reclamar. Apenas permanece ao meu lado. 

Ela mudou. 

Sinto o calor de seu corpo próximo ao meu de forma silenciosa, pela primeira vez seu silêncio me incomodou. 

– Tome. 

Seu tom doce sai baixo, carregado de algum sentimento que não posso descrever, entre abro os lábios secos quando a garrafa os toca, e logo o líquido gelado desce por minha garganta saciando minha sede. Novamente ela e afasta e ouço o barulho de plástico, provavelmente a sacola em que trouxera meu almoço... Ou janta... Não fazia idéia. Estava totalmente perdido no tempo, sem saber quando era dia ou noite, ou quanto tempo passou. 

Mais uma vez seu corpo se aproxima parando em minha frente, sinto algo tocar meus lábios e assim que o como posso reconhecer o gosto especialmente de tomate na comida. 

Ela lembra. 

Continuamos nesse silêncio desconfortável e uma parte de mim desejava poder olhar para seu rosto mais uma vez. 

– Ei, saia daí logo, é perigoso! 

Escuto a voz de uma ninja mais distante, apesar da forma grosseira de falar seu medo era claro. 

– Eu sei me cuidar. 

O tom de Sakura sai um pouco cortante mas o suficiente para que possa imaginar seu cenho franzido enquanto o encarava irritada. Sim, eu posso imaginar cada uma de suas feições e gestos, mesmo ela estando tão diferente ainda era a mesma de sempre. Posso ouvir mais uma vez o ninja insistir para que ela termine logo, agora parecendo mais temeroso.

– Ora, se está com tanto medo, então saia! 

Sua voz sai de modo impaciente, sempre fora cabeça quente. Logo ouço o som de algo se fechando após o guarda pestanejar algo e ela soltando um resmungo qualquer que faz um imperceptível sorriso de canto surgir em meus lábios, porém logo se desfaz com seus dedos passando sutilmente pela faixa em meus olhos até que a mesma se torna frouxa o suficiente para que caia e fique pendurada em meu pescoço. 

–...

Abro os olhos lentamente com a visão turva após ficar tanto tempo vendado e também por ter abusado de meu poder ocular.

– O que está fazendo, Sakura?

 Finalmente meus olhos se fixam em sua imagem notando seu cabelo um pouco maior do que me lembrava. 

– Nada, só achei que... Fosse desconfortável ficar assim. – Ela murmura desviando seus olhos dos meus, realmente ainda era a mesma.

Fico a encarando percebendo certo desconforto por eu não dizer absolutamente nada. Após alguns longos minutos suas mãos se esticam novamente levando a comida a minha boca mas ela para no meio do caminho e seu olhar volta a encontrar com o meu voltando a comida aonde estava, ergo uma sobrancelha sem entender. 

– Sasuke-kun. – Me chama em um sussurro, mas não precisava falar nada, ela sabia que tinha minha atenção. – Vire-se.

Não me movo.

– Sakura... – Ela me encara, esperando para saber o que iria falar, em meu tom havia uma leve repreensão porém ela não parecia abalada com isso.

Suspiro, me virando de costas, encarando a parede em minha frente, ouço o som das fivelas se soltando, vagarosamente o aperto ia se afrouxando, não demorando muito para a camisa que me prendia cair sobre minhas pernas.

– Por que fez isso? – pergunto ainda de costas para ela, posso imaginar que ela me encarava surpresa com a minha pergunta.

Silêncio.

Por alguns segundos o local era preenchido apenas por nossas respirações. 

– Porque... – Sakura da uma breve pausa, mas não sinto alteração em sua respiração. – Eu confio em você.

Meus olhos abrem mais que o normal pela surpresa, não pensava que depois de tudo poderia ouvir algo assim vindo dela.
 

– Vamos... Coma! – Sua mao toca meu ombro. Sem pressa me viro para ela, parando meus olhos nos seus outra vez, não sabia explicar o porque, mas sempre acabava a encarando, desço meu olhar para duas mãos que estendiam o obentô. 

– Hum. – Murmuro monossilábico o pegando sem fazer cerimônia, tinha pouco mais da metade ali. Volto a comer em silêncio, os olhos esmeraldas me encaravam com certa curiosidade e ansiedade, meu cenho franze um pouco sem entender o que ela estava pensando. 

– Então... – Começa a falar um tanto acanhada passando a mão trás da cabeça, e suas bochechas tomam uma leve coloração vermelha. – Está... Bom? – Novamente ela encara qualquer ponto a não ser eu. – Na verdade, da última vez que fiz algo para Naruto comer, ele fez uma cara horrível! Foi muita crueldade! Mas eu fiz comer até a última migalha! – Ela dispara na hora de falar tentando acabar com o clima desconfortável, contando das coisas que eu não sabia, coisas que somente eles viveram juntos. – Falando nele... Já houve a nomeação do novo Hokage e...

– Você... – Corto sua fala a encarando com meu semblante neutro. – Fez um obentô para o Naruto? – Por algum motivo era aquilo que me incomodava no momento.

– Eh? – Vejo seus lábios serem entre abertos com minha pergunta repentina fazendo com que eu perceba a besteira que acabei de falar. 

– Esqueça. 

– Oh, não, não! – Responde rápida balançando as mãos no ar de forma rápida negando. – Foram uns bolinhos medicinais para o ajudar no treinamento...

– Hum. – Sou curto mais uma vez, levo mais uma garfada a boca vendo seu semblante murchar aos poucos. – Está bom. – Murmuro de modo indiferente após engolir a comida. 
 
– E-eh? – Mais uma vez seu rosto ganha uma leve colocação avermelhada e seu corpo antes agachado se põem de pé num único pulo. – Deixe-me ver seus ferimentos. – Diz mudando de assunto limpando a garganta numa tentativa falha de esconder seu nervosismo e vergonha, deixo a comida de lado me dando por satisfeito enquanto ela se aproxima, ela havia trazido mais que o suficiente.

– Sakura... – A chamo quase num sussurro enquanto a luz verde de chackra emana de suas mãos passando nos cortes causados pelas torturas, até finalmente parar em meu braço. 

– Sim...? – A rosada murmura sem me olhar focada em meu braço.

– Por quê não me esquece? –  Pergunto sem pensar muito sobre e nem fazer rodeios. Ela jamais ganhou algo em troca mas nunca desistiu, mesmo sabendo dos fantasmas que me assombram. Eu nunca fiz realmente algo por ela. Percebo seu corpo ficar tenso e seu chackra vacilar por um instante porém logo relaxa levantando o rosto com um sorriso verdadeiro me pegando de surpresa. 

– Tudo bem, eu já entendi que não sente nada por mim. Mesmo assim... Eu quero te ajudar mesmo que um pouco, Sasuke-kun. 
 

Sua voz estava lenta e baixa, mas não saia de forma dolorosa. Nas últimas vezes que ela falou seus sentimentos para mim, foi quando estava indo embora e na guerra, mas agora... estava preso.

Ela começa a falar, ainda cuidando dos ferimentos em minhas costas.

– Vire- se... – meu corpo se move antes dela terminar seu pedido, minha mao segura seu pulso enquanto meus olhos fixam no seu. 

A luz que emitia de suas mãos somem e suas bochechas tinham um tom rosa, em seus olhos a surpresa pelo meu ato, os mesmo tentavam decifrar oque iria fazer ou falar.

– Sakura... – minha voz sai em um sussurro rouco. – Eu... – não sabia exatamente oque estava fazendo, mas automaticamente meu rosto se aproximava do seu sem a soltar, tento a deixar sem saída.

Não posso.

Me afasto os milímetros que havia me aproximado, puxando a mão dela.

– Aqui. – deixo a mão dela sobre meu peito, onde havia um ferimento, ainda a encarando, lentamente solto seu pulso. 

Sakura estava estática, não respondia nem fazia nada, após um tempo seu olhar vacila para algum canto daquela cela escura.

 – C-Certo. – Ela responde de uma maneira desconcertada voltando a iluminar o local, e logo não sinto mais dor, fecho os olhos, ouvindo apenas nossas respirações e o fluxo de chakra.

Quando abro os olhos novamente, pego Sakura me encarando de uma forma que não sabia explicar, ela entre abre os lábios, mas logo fecha, desistindo de falar, descenso seu olhar para meu peito onde a cicatriz se fecha lentamente.

– Diga. – sua franja cai sobre seu rosto, não me deixando ver seus olhos.

– Posso ficar um pouco mais? – ela pergunta em um sussurro quase inaudível, não estava surpreso. Talvez ela nem precisasse estar cuidando dos ferimentos, porém não conseguia dizer que não havia necessidade disso. – Afinal falta passar as pomadas. – sua voz sai tremula e constrangida, ela havia considerado meu silencio de forma negativa.

– Faça como quiser.

 Seus lábios se juntam numa única linha e faz um movimento curto com a cabeça olhando para o chão, sabia que minhas palavras foram indiferentes e rudes, mas não tinha nada a fazer afinal logo eu irei... 

Sou puxado de meus devaneios quando sinto a ponta de seus dedos deslizando sutilmente e lentamente sobre minhas cicatrizes espalhando a pomada pelo local e me causando leves arrepios, seu rosto estava corado e eu a encarava em silêncio sem ao menos perceber, cerro meus punhos. 

Se controle. 

Me repreendo mentalmente descendo meus olhos até seus lábios rosados e carnudos, seu modo inquieto de agir parecia que tudo nela estava me atraindo naquele momento. 
Irritante. 

Tudo nela era irritante, sua voz, sua preocupação, sua insistência, seu sorriso alegre, seus olhos cheios de vida, seu modo de me fascinar. Cada um de seus gestos delicados e cuidados também em irritavam.

– Chega. – Seguro seu pulso afastando sua mão, eu não posso. – Já é o suficiente. – Sou curto querendo acabar logo com aquela tortura, talvez fosse a pior que passei até agora. 

– C-certo... – Suas sobrancelhas estava erguidas pela surpresa de meu ato, mas logo elas se juntam fazendo seus olhos esmeraldas brilharem por um instante. 

Não chore, é irritante o incomodo que isso me causa. 

Me levanto ficando de costas para ela sem dizer mais nada, esperando que ela termine logo com isso enquanto coloca a camisa de força mais uma vez meus olhos vão de encontro ao obentô num canto daquela cama desconfortável. 

–...

– Pronto... – Sua voz baixa e doce estava carregada de tristeza, viro meu corpo me sentando mais uma vez esperando que ela coloque a venda. – Sasuke-kun... Bem... Eu não vou voltar aqui mais, até o dia do julgamento, então... – Torce seus lábios com a faixa em mãos, ninguém sabia qual seria o julgamento final. Sua imagem aos poucos somem enquanto ela amarra a faixa mais uma vez, sinto algo molhado e quente cair em meu rosto. 

Ela estava chorando. 

– Sakura... – sussurro em um tom quase inaudível podendo escutar ao longe a porta daquela prisão abrir, era aquele guarda, talvez eu não a visse outra vez e esse pensamento tira o resto de meu controle. Colo nossos lábios antes que sua respiração se afaste sem pensar em mais nada nesse momento. Eu precisava fazer isso. Seu corpo fica estático por alguns segundos, como se estivesse em choque porém suas mãos que antes davam o nó na faixa, agora pousavam em meu rosto retribuindo o beijo lento, intenso e necessitado. Nossas línguas se enlaçam num sincronismo perfeito enquanto suas lágrimas se misturam ao beijo que era dolorosamente doce, pela primeira vez havia deixado minhas emoções me dominarem proporcionando tais sensações e talvez fosse a última. Já não podia escutar nada em nossa volta e desejava estar livre para a segurar em meus braços e a trazer para mais perto, era como se todo aquele vazio em meu coração fosse preenchido por um simples beijo. Por ela. Nos afastamos lentamente a procura de ar, ainda podia sentir sua respiração próxima a mim. Queria olhar em seus olhos mais uma vez.

– Sasuke-kun... O que... – Antes que ela possa dizer algo, ou me perguntar a voz do guarda a chamando soa novamente dizendo que o tempo acabou, ela teria que sair querendo ou não. – E-eu tenho que ir. – Gagueja de modo confuso, como se não soubesse dizer o que foi isso, ou apenas não acreditasse. Talvez nem mesmo eu possa explicar. A cela se fecha mais uma vez e o som da chave a trancando ecoa, demora alguns segundos para seus passos se afastarem e sair dali fazendo o grande portão de aço fechar e me deixar sozinho mais uma vez. Por algum motivo o tempo parecia passar mais devagar fazendo com que aquele vazio volte a meu peito, era como se tivesse tudo a poucos instantes e agora não me restasse nada. A ter tão próxima e depois tão distante definitivamente é... A pior tortura.

Dias se passaram e o dia do julgamento também, a decisão havia sido tomada.

– Bom, vou ser direto. Por lei, você deveria estar na prisão ainda e no pior dos casos podia ser executado. – Kakashi falava coisas que eu sabia enquanto estávamos nos portões da vila. – Mas ouvimos seu apelo. – Meus pensamentos param me perguntando porque não desisti? Eu sabia a resposta, mas persistia na pergunta, talvez seria mais fácil se minha existência apenas desaparecesse, porém... Precisava me redimir com eles. – Todas suas ações até agora foram perdoadas... Quebrar o Tsukuyomi infinito, teve grande peso na decisão... – Continuo encarando Kakashi que prossegue com seu concelho/sermão. – além da fato de eu ter virado Hokage. E Naruto uma das pessoas mais importantes da guerra... – Meu foco vai saindo dele, até meus olhos pararem sobre  a figura rosa ao seu lado que me olhava atentamente, seus olhos perguntavam indiretamente sobre aquele dia. – Ter testemunhado ao seu favor. Não se esqueça disso. E então não cometa nenhum descuido, ou então serei responsabilizado. – Essa era sua maneira indireta para dizer não cometer os mesmos erros. 

– Entendo. Obrigado. – Volto a olha-lo, até ela finalmente se pronunciar.

–Você tem mesmo que ir?  – Meus olhos param nela. – O braço artificial que Tsunade-sama está criando com as celulas do Hashirama logo ficará pronto. 

Isso não é apenas pelo braço.

– Preciso de um tempo para entender meus sentimentos. – Realmente havia um sentimento que me intrigava mais. – Sobre como devo entender o mundo ninja, este mundo... – Não era apenas isso, mas era o necessário para responde-la. – Talvez eu consiga ver as coisas que nunca vi antes. Coisas que não podem ser vistas se eu não fizer isso. E a algo que me preocupa. – Mas verdade eram duas coisas, uma delas era algo inacabado e a outra era...

Ela.

Seus olhos se abrem mais surpresa, o ar sai por sua a boca entreaberta, mas logo ela se fecha, desistindo se falar.  Me pergunto o que ela iria dizer. Seus lábios formam uma única linha, e eu apenas observada cada detalha de suas expressões. Seu olhar vai para o chão, enquanto suas bochechas tomam um tom rosado. – E se eu dissesse que... – Seus olhos tentam me encara novamente, mas eles passam para a direção oposta de onde estavam antes. – Que quero ir com você? – Ela termina de perguntar. Uma lembrança me vem a mente, seu pedido me causa nostalgia daquela época, me deixando calado por alguns segundos que são o suficientes para ela criar coragem e me encarar.

Fecho meus olhos, não conseguia encara-la. – Meus pecados não tem nada haver com você. – Tinha medo de sua reação, se ela me pedisse para ficar como naquele tempo, não sabia se conseguiria recusar.

– Nada haver comigo? - ouço seu murmuro meio falho, enquanto abro meus olhos outra vez. A encontro de cabeça baixa, um sorriso minimo se forma em meus lábios e me aproximo dela em passos calmos tocando sua testa.

–Talvez na próxima. – Mal noto o que havia feito porém aquilo foi a forma de expressar meus sentimentos em relação a ela, o mesmo gesto de meu amado irmão, todo o significado de uma vida estava escondido atrás desse simples gesto. A verdade é  que depois daquele beijo sabia qual posto queria que ela ocuparia em minha vida. Seus olhos me encaram de forma surpresa e a única coisa que consigo dizer de uma forma mais intensa era... – Obrigado.  

Sua feição se torna surpresa e suas bochechas se coram. Era realmente grato, ela era a única que não desistiu de mim mesmo depois de me torna o pior monstro, seu amor não era artificial. Me despeço deles iniciando minha jornada, a cada passo, lembro do gosto de seus lábios.

Uma Uchiha. 

Essa ideia não saia da minha cabeça após tocar sua testa e mais uma vez meus lábios se esticam num sorriso de canto discreto. 
 

Cena extra:

Naruto

Havia ido visitar o teme assim que tive um tempo livre, paro do outro lado da grade o vendo naquele estado mas logo isso iria acabar. 

– Yo, teme! 

O cumprimento de modo alegre enquanto entrava ali mas apenas recebo "hn" em resposta como sempre porém ele parecia inquieto imagino que era pelo julgamento prestes a ser feito. Vejo um obentô num canto da cama. 

– Ohh, que desperdício! – Pego o mesmo estava faminto e aquilo parecia ótimo, levo uma generosa quantidade a boca provando daquilo. -.... -Fico petrificado no lugar deixando o hashi cair no chão e meu rosto ganha uma coloração verde, saio correndo para colocar tudo para fora. Aquilo horrível, não podia ser dado nem aos porcos! Volto para dentro da cena finalmente entendendo o estado do Uchiha e coloco uma mão em seu ombro enquanto limpo o quanto da boca. - Sinto muito, deve estar sendo difícil. - digo em tom de consolo ao ter a certeza de quem vez essa monstruosidade.

Ele realmente gosta da Sakura-chan...

– N-Não se esforce demais... 

Fim. 


Notas Finais


Eai, eai... Gostaram?!

Pra quem gosta de fanfic sobre máfia estou escrevendo uma!
Link: https://spiritfanfics.com/historia/the-price-of-justice-6647824

E pra quem gosta de mundo virtual a ~docinhooo está escrevendo uma!
Link: https://spiritfanfics.com/historia/-principe-6644111

Kissus na bunda! ∩(︶▽︶)∩🍒✨


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