História Prisão Sem Grades - Capítulo 27


Escrita por: ~, ~Laari003 e ~TioMonster

Postado
Categorias Originais
Tags Mimarc, Muita Treta, Umas Parada Loka, Uns Shipps Sem Noção
Exibições 26
Palavras 5.397
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hello(BITCHES! NANANANA)! Aqui estou eu, finalmente atualizando essa bagaça. Ja podem me matar se quiserem, pq tô demorando pakas ora atualizar. Além de ter chovido lição e etc, eu tava com preguiça e sem criatividade pra escrever, vamos dizer assim. Sem mais enrolações, vamos ao que interessa. O cap tá bem grandinho, Pq né, dos de tempos sem uma atualização decente(kkk), achamos que esse era o justo.

Capítulo 27 - We like to party!


P.O.V. Ramon 

HOJE E SEXTA! Finalmente, já terminamos as provas, agora e só finalmente ficar de boas. Combinei com Marcos e Miguel de nos encontrar as 7 lá na diretoria, pediriamos permissão e eles deixariam a gente sair ou não. Eu entendo bastante de enrolar  o pessoal da diretoria, e entendo também de baladas LGBT. Já visitei muito essas baladas, no meu tempo rebelde. Enfim, pus minha calça jeans, uma camiseta nova que eu comprei, preta com o Chewbacca estampado, uma jaqueta xadrez azul e meu all star branco. Eu vi em cima da minha escrivaninha meu colar do BTS, era tipo um coletinho muito fofo escrito BTS nele. O pus, e corri para a diretoria. Marcos estava com uma jeans clara, um gorro preto, deixando seu topete por fora, criando um ar de "mau", uma camiseta estampada com o símbolo do Superman e um tênis cinza, estava todo nervoso o pirralho. Fui até ele, e o abracei.

- Oi Marcos! Tá nervoso? - Perguntei.

- Um pouco... E a primeira balada que vou... - Sério? Wow! Marcos todo certinho, nem acreditava nisso.

- Sério criança? - Disse surpreso.

- Sim... - cocçou a nuca.

- Quando sairmos, terei que arranjar identidade falsa pra vocês dois. - Disse, preocupado - Eu sou o mais velho mesmo. - falei por fim.

- Desculpa ai velhote! - Brincou.

- Respeito com os mais velhos, criança! - Fiz uma cara de bravo e o olhei, Marc riu.

- Tu ta gato hein Ra - Disse, me olhando - ... Mas só na brotheragem, claro.

- "Te pegaria mas namoro", sei como é. - Eu disse rindo e ele riu mais ainda.

- NÃO! - La estavamos nós, rindo que nem dois idiotas na diretoria - Talvez... - Disse baixinho e começou a rir mais ainda, ficando vermelho com a resposta que deu

- É o que? - Minha barriga ja estava doendo de tanto rir. Ai!

- Do que os dois patetas estão rindo? - Miguel apareceu e nós olhamos pra ele. Estava usando uma camiseta raglan de mangás largas de cor preta e o restante era cinza com uma estampa de alguma banda que não conheço, contrastando com a calça jeans escura e o tenis baixo igualmente preto. Os cabelos negros estavam arrumados, de uma maneira bagunçada que só ele sabe fazer.

- Olha, a bicha é poderosa! - falei, arrancando uma gargalhada de ambos. 

- Não era nada de importante. - disse Marcos, e Miguel assentiu.

...

Estavamos parados na diretoria, e eu não imaginava de maneira alguma, que meu querido e amado(só que não) pai estivesse ali.  Ele nos encarava com uma expressão de ´´se foderam``, o que me causou um mini conflito interno, para não acabar falando alhuma merda. Eu estava pouco me fodendo, Marcos estava tenso e mantinha o corpo eréto, como um robo, enquanto Miguel sorria besta e se apoximava do armário, que é meu pai.

- Rober meu parça, - colocou a mão no ombro do mais velho. - desencana, só hoje. - ele sorria forçadamente, e eu estava a ponto de começar a gargalhar nesse exato momento. - Uma mão lava a outra. Você tá me devendo uma, e agora eu tô cobrando. - não sei o que estava acontecendo, mas vi meu pai suspirar.

- Dessa vez, passam livres... - disse ele, então saímos o mais rápido possível, sorrindo vitoriosos.

- Mas, e as identidades? - perguntou Marcos.

- Eu tô ´´sussa``, - Miguel puxou sua identidade falsa do bolso, esqueci que ele tem uma guardada. - eu tenho a minha - Marcos arregalou os olhos, mal sabe ele que Miguel é o cara que eu arrastava pras baladas, e que ia com gosto, haha! O mesmo também riu, e o menor não disse nada.

...

Depois de pegar um táxi, descemos próximos a boate que estava aparentemente, bem movimentada. Senti alguém tocar meu braço, quando paramos próximos a entrada, e eu fui abordado.

- Consegui o que me pediu - era Kevin, me entregando duas identidades falsas. Minha e do Marc, já que sabia sobre o Miguel. - Nos vemos lá dentro - sorriu de canto, sumindo em segundos.


P.O.V Miguel

Nós estavamos quase lá, mas a porra do segurança acabou parando a mim e Marcos, já que Ramon estava atrás de nós, nos obrigando a mostrar as identidades.

- Você não parece ser de maior - e não é mesmo. É um anão com cara de criança, falando a verdade. Estava sem paciência, e Marcos é um péssimo mentiroso, então tive de resolver.

- Ah! Por favor sai da frente, não tá vendo que a galera quer entrar logo? - apontei sobre o ombro, o meu dedo indicador. Ele nada disse, e saiu da frente, me fazendo sorrir vitorioso. Estava bem movimentado, e uma música eletrônica tocava no máximo, enquanto luzes coloridas tomavam conta do espaço. Se perder do Ramon foi fácil, aquele filho da mãe já deve ter ido procurar alguém pra ´´pegar`` essa noite.

- O que você quer beber? - perguntei, e ele me olhou confuso. - Ok, vou pegar algo fraco pra você, criança - ele fez cara emburrada, mas assentiu. Estava esperando as bebidas, e me deixei levar pela música, cantando os trechos baixinho.

- Muito boa, né? - um cara que nunva vi na vida, tentou puxar assunto, então não fui mal-educado.

- Claro - disse seco. O cara aparentemente era loiro, com olhos de cor que não identifiquei por conta do escuro; usava uma camiseta social preta, com os botões superiores abertos, e uma calça jeans escura. Finalmente o que eu pedi foi entregue, então me levantei rapidamente, antes que o cara continuasse a tentar um flerte. Entreguei uma garrafa pequena de smirnoff a Marcos.

- Beba com moderação! - imitei a voz da propagando. Com um copo de vodka na mão, parecia que a batida ficava mais animada a cada gole que eu dava na bebida, a ponto de me deixar ´´mais solto``. Marcos questionou sobre o que eu estava bebendo, então menti dizendo ser algo bem fraco. Não me segurei momento algum, encostando meus lábios sobre o do menor que curtia a música eletrônica, segurando sua cintura com a mão livre. - Se solte! Enquanto vou pegar mais bebida - disse próximo a seu ouvido, não me contendo em mordiscar sua orelha. Sorri ao vê-lo estremecer, então fui novamente buscar mais bebida. Dessa vez o barman estava mais ocupado ainda, e era apenas um para vários clientes. Não demorou muito, até um homem e uma mulher se sentaram em ambos os lados, no balcão.

- Esperando muito tempo? Realmente esperas me deixam irritada - disse a moça, mas não dei bola. Meu whisky finalmente chegou, mas não me levantei de imediato, pois comecei a me introzar com a moça, em minutos já estavamos em um papo aleatório mas interessante, e o homem próximo a nós, acabou entrando na conversa também, mas não me importei muito com o fato de ambos ali me olharem de uma maneira estranha.


Marcos estava sozinho, esperando o namorado voltar, enquanto a música eletrônica era substituida por outra tão animada quanto a primeira, o menor já estava movimentando o corpo ao som da batida sem ao menos se dar conta. Não percebeu quando esbarrou em alguém, se desculpando o quanto antes.

- Sem problemas, - disse o homem de cabelos avermelhados a sua frente - a culpa foi minha. Sou o Tony - completou, sorrindo amigável, deixando o menor constrangido. Eles trocaram mais algumas palvras, mas depois voltaram a se focar na música, e o homem desconhecido continuou perto, dançando no mesmo ritmo que o mais baixo.

- Sou o Marcos - o menor não queria ser mal-educado, então disse o próprio nome também.

- Essa música é ótima. - comentou, recebendo um confirmação do menor - Mas me diz aí, por que um jovem tão bonito está sozinho? - sorriu de uma maneira sexy, colocando uma das mãos no bolso, se aproximou mais fazendo Marcos se encolher um pouco.

- É que... - Marcos ficou sem palavras, quando Tony aproximou o rosto. Marcos teve o braço agarrado, e seu corpo foi virado, então o mesmo recebeu um beijo rápido, sentindo o gosto do álcool presente na boca do moreno.

- É que ele não está. - Miguel sorriu de canto, e Tony fez um careta, logo se distanciando. - Coloquei o cara pra correr - disse, vitorioso com a expressão de constrangimento do mais baixo.

...

P.O.V. Ramon

Eu não queria atrapalhar os dois pombinhos, então rapidamente me separei de Miguel e Marcos. Eu vou é curtir até cair de tanto beber!

Kevin e eu já tínhamos ido e vindo daquele bar várias vezes, rindo e falando coisas bobas por conta do álcool ingerido por ambos. Não vou negar que, já havia dado alguns beijos e pegadas nele, mas nada muito intenso, por que não quero pegar meu amigo, já pegando meu amigo, entendeu? Então foi coisa rápida.Nós estávamos parados, conversando com um outro amigo nosso, chamado Hugo.

- Vou buscar mais bebida, alguém vai querer? - perguntou Kevin, enquanto curtia a música, mais "solto" que o normal por conta do álcool. Eu confirmei com um joinha, ainda focado na música.

- Caramba! Que batida louca! - balancei a cabeça no ritmo da música.

- É, só não é mais louca que você agora, Ra! - gritou, a música realmente estava alta. Pêra, ele me chamou se Ra? Que audácia é essa querido?

- Eu sei! - gritei em resposta. Não sei se é efeito do álcool, ou meu fogo no rabo é realmente alto, e eu escondo isso muito bem. Talvez sejam as duas coisas, mas só sei que algo me empurrou para mais perto do Hugo, então apenas deixei minha mão segurar o braço do mesmo, e ele pareceu não ligar, pelo contrário, sorriu de canto assim que fiz isso.

Talvez eu fosse tachado de puto ao extremo, mas assim que dei conta, já estava beijando Hugo enquanto meus dedos da mão esquerda enrolavam seus cabelos que vão até a base do pescoço, e  ondulados.

- Wow! Você beija melhor que o Kevin! - afirmei, passando a língua pelos lábios. - E com esse gosto de vodka, ficou melhor ainda! - ele apenas riu do que eu disse. Kevin logo voltou com nossas bebidas, e eu tomei tudo mais rápido do que deveria, já senti que meu temperamento estava a ponto de mudar. Kevin se desequilibrou, e esbarrou em mim, por pouco eu não quebrei ele em dois. Sai emburrado de perto deles, deixando ambos sem entender nada, senti o álcool fazer ainda mais efeito sobre mim, por isso comecei a sentir uma raiva meio "besta" por uma coisa tão simples.

- O que vai querer, amigo? - o barman perguntou assim que me sentei num banco próximo ao balcão.

- Algo forte. 'Tô querendo acordar com uma ressaca bem forte amanhã! - ri, e ele riu junto. Logo trouxe minha bebida, e tirou seu avental, pulando por cima do balcão não tão alto sem muito esforço, me fazendo arregalar os olhos com tal ato. Quem em sã consciência faria isso? Exato, eu não.

- E então, qual seu nome jovem que quer ficar de ressaca quando acordar amanhã? - me encarou, me fazendo sentir um tanto de vergonha.

- Ramon. E o seu, barman gato? - eu disse mesmo isso? Tá, já passou da hora de eu colocar minha cabeça num buraco. Ele riu da minha expressão de arrependimento pós idiotice falada.

- LUCAS! VEM ME AJUDAR AQUI SEU VAGABUNDO! - o outro barman gritou, e nós dois rimos, então percebo que os olhos dele são verdes. Eh Ramon! nveja é pecado.

- Acho que, agora você sabe meu nome - disse entre risos, e eu não evito rir também.

- Melhor você ir, não? - ele nega com a cabeça, mostrando língua para o outro barman que não insiste mais em chama-lo. Conversamos um pouco, mesmo eu estando bem bêbado, ele acabava por rir das coisas desconexas que eu não conseguia evitar dizer. 

Novamento algo estava a me empurrar, e então segurei o colarinho da camisa azul marinho que Lucas estava usando, tomando seus lábios macios com os meus. Achei que ele me empurraria, mas apenas me correspondeu a altura, entrelaçando sua língua a minha. Nós separamos em busca de, e ele sorriu de canto.

O outro barman o chamou novamente, e ele assentiu, tirou um papel e caneta do bolso e me deu o número do celular dele, então apenas aceitei com um sorriso de canto.

- Me chama qualquer hora - piscou mordendo o canto do lábio inferior, e voltando rapidamente para trás do balcão. A minha noite não poderia estar sendo melhor. -pov off-

...

P.O.V Miguel

- Por que fez isso? - Marcos me questionou, e pude perceber o rubor em suas bochechas.

- Porque você é meu namorado, - dei ênfase no "meu" - e eu não aceito nenhum otário qualquer tentando se dar bem pro seu lado - antes o que pensei ser um leve rubor, agora estava parecendo tomates no rosto de Marcos, assim que o agarrei pela cintura com a mão livre. Não consegui manter a distância de nossos lábios, então apenas o puxei mais ainda para junto a mim, enquanto entrelaçava nossas línguas. Antes de buscar o ar, mordi seu lábio inferior, fazendo o mesmo sorrir.

- O quanto você bebeu? - ele perguntou.

- Bastante. Mas agora vem! - o puxei pela mão, e fomos para outro lugar dentro da "boate". Eu e Marcos conversamos sobre coisas aleatórias, e nos beijamos até faltar o ar, e me distrai da música para observar os sorriso bobos que ele dava.

- Vai querer alguma coisa? - perguntei próximo ao seu ouvido, e ele arrepiou, me puxando pela camiseta.

- Quero você! - tomou meus lábios de maneira agitada, mas não demorou muito pra se separar de mim - E algo que me convenha! - gritou, assim que a música ficou mais alta ainda. Apenas concordei, mesmo não querendo deixa-lo sozinho novamente, sabe-se lá o que esses "urubus" podem querer com ele.

- Lucas! - gritei e o barman rapidamente veio me atender, vim tantas vezes aqui, que gravei o nome do mesmo - Whisky com bastante gelo, e uma bebida de frutas não muito forte - ele assentiu. Acho que eu sou como açúcar num formigueiro, por que tem mais pessoas me secando, do que água saindo pela torneira.

- Vem sempre aqui, gato? - uma mulher loira sentou no banco ao meu lado. Como assim, gato? Que audácia a dessa mulher, puta merda.

- Helena! Já chega de roubar os meus alvos! - um cara alto e moreno se aproximou, colocando o braço em volta dos meus ombros. - Prazer, sou o Jonas - piscou para mim, e eu me segurei para não socar a cara dele.

- Miguel, - me apresentei, retirando o braço daquele folgado dos meus ombros - e não é um prazer te conhecer! - sorri amarelo, e a mulher quase caiu para trás, rindo.

- Nossa, que simpático. Eu curto os difíceis! - ele me empurrou um pouco, fazendo com que eu encostasse as costas no balcão. - Você é bem bonito, não é atoa que fiquei prestando atenção em você desde que te vi chegar - mordeu o próprio lábio inferior, sorrindo convencido.

- É? Mas saiba que, meu namorado está me esperando. - o empurrei, me levantando assim que vi Lucas trazendo as bebidas - Passar bem! - acenei para a mulher, peguei as bebidas e tentei sair, mas tive o braço agarrado.

- Espera aí! Seu namorado não precisa saber, se eu te roubar alguns beijos, não acha? - essa foi a deixa, para que eu ficasse mais do que irritado.

...

P.O.V Ramon

Não queria voltar até Kevin e Hugo, e nem Miguel e Marcos, então apenas andei dentro do lugar um tanto quanto lotado. Vi pessoas se beijando, a cada metro que eu andava, e me peguei numa seca dos infernos, mesmo tendo beijado o barman minutos atrás, bem que o Lucas poderia largar o turno, e vir me dar uns "amassos", mas isso não vai rolar. Acabei parando em um canto, com o copo de bebida em mão, observando o gelo do whisky tilintando no vidro grosso, e sem que eu percebesse de onde vinha ,alguém esbarrou em mim.

- Sorry! Eu não vi você! - era um cara, mais alto que eu. Cabelos arrumados negros arrumados num breve topete, pele escura, olhos castanho-escuros; usando uma calça jeans caída, camisa social xadrez escura, e um all star que não identifiquei a cor por conta do escuro e das luzes piscando.

- Tudo bem... - minha voz saiu um tanto quanto... alterada. 

- É que quando bebo, parece que dá a louca em mim! - diz num tom divertido - Prazer, Mikael! - se apresentou com um largo sorriso no rosto.

- Ramon! - tentei imitar a sua animação, arrancando-lhe uma risada.

- Quando acho que sou louco o suficiente, vem alguém e mostra que não sou o único! - eu não consegui evitar rir do que ele disse. Acabamos por ficar conversando, pois ele não parecia não estar acompanhado. Não sei porque, mas ele me trouxe boas sensações assim que esbarrou em mim. Eh Ramon! Baixa esse fogo!

Automaticamente começamos a conversar, e percebi que ele é bem sociável.

- Você é daqui, Mike? - perguntei, curioso, me permitindo chama-lo assim. Ele pode entrar nos meus contatinhos,  e também em outro lugar meu... Ramon, socorro, sua puta.

- Vamos dizer que sim - Disse sorrindo, e que sorriso, socorro - Só mais algumas papeladas e eu sou oficialmente um cidadão paulista - sorriu de maneira idiota, o que me fez rir.

- Então é novo aqui? - perguntei o óbvio.

- Sim... Vou me estabilizar aqui em SP mesmo. E você, Ramon? - me encarou.

- Sou daqui faz um tempo já - Não conto detalhes da minha vida para os contatinhos.

- Quantos anos o moço bonito tem? - Perguntou e meu cu ficou ainda mais em chamas, se isso é possível.

- Tenho 17 - Vi ele se espantar com minha idade. É, tenho aparência de alguém mais velho, eu sei.

- Além de ser um gato, ainda é novo? - Levantou uma sobrancelha - Você me surpreendeu, garoto. - sorriu de canto.

- Posso te surpreender de outras formas também. - Sorri malicioso e me aproximei mais dele, puxei a gola de sua camisa social e o beijei. Sua boca tinha um gosto maravilhoso de tequila, cerveja e morango. Nossas bocas travaram uma batalha em um beijo rápido e intenso, e quem saiu vitorioso foi Mike, que mordeu meu lábio inferior. Eu gemi em resposta e ele me puxou para um banheiro que havia ali perto, pra nossa sorte não tinha ninguém. Ele tomou meus lábios novamente e me pegou no colo, me pondo em cima do balcão da pia. Nossos beijos se tornaram cada vez mais intensos, nós dois ardendo de desejo. Mike desceu os beijos para o meu pescoço, e meu Deus, ou Buda, Ganesha, Zeus, alguém, eu tô morrendo, essa língua é maravilhosa, eu não aguento não...

- Mike... - Gemi manhosamente, e em resposta ele me deu um chupão bem forte, socorro! Esse cara tá me deixando fora de mim.

Em um movimento rápido,eu já estava sem calça nem cueca, e meu pênis já estava rígido, pulsante. Mike começou a me masturbar lentamente, enquanto ainda atacava meu pescoço, eu não conseguia raciocinar direito, só gemidos e palavras desconexas saíam da minha boca. Logo senti algo úmido em minha glande, ele começou a me chupar lentamente, eu desnorteado segurei em seus cabelos e o ajudei nos movimentos, que de lentos passaram a ser rápidos, ele ora lambia a glande, ora chupava com força, ora passava a língua por toda a extensão. Meus gemidos se tornaram intensos e mais agudos, eu estava chegando ao meu ápice.

- Mike... Mikeee... - Gemi alto, puxava sua cabeça contra meu pênis com rapidez, até me desfazer em sua boca, que engoliu todo o meu gozo, logo depois me beijando, fazendo eu sentir meu próprio gosto.

- Te vejo por aí, garoto... - Passou a costa da mão em seus lábios e saiu do banheiro com um sorriso vitorioso, me deixando desnorteado em cima da pia. Mikael foi sensacional.

...

P.O.V Marcos

Miguel estava demorando um pouco, o que acabou por me deixar um tanto receoso de continuar esperando, queria mesmo é ir logo atrás dele. Seria isso que eu iria fazer, se não tivesse sentido uma mão forte agarrar meu braço esquerdo.

- Achei que teria de ir atr... - me virei, e então parei de falar, ao perceber que não foi Miguel a me segurar.

- Atrás de mim? - era o tal Tony, e ele aparentava estar bastante bêbado. Neguei com a cabeça, sem saber o que dizer. 

- Com licença, mas preciso ir atrás do meu namorado. - tentei me livrar, mas ele é forte de mais para eu conseguir me soltar. Ele me puxou, enquanto eu me debatia tentando me soltar, até um canto um tanto despercebido dentro do local lotado de gente. Pensei em gritar, mas logo o brutamontes tapou minha boca com a mão livre, segurando agora meus pulsos com a outra.

- Sem gracinhas pro meu lado, - aproximou o rosto, então senti o bafo de álcool sendo exalado. - seu namoradinho estragou tudo da última vez - aproximou mais seu corpo ao meu, impossibilitando que eu movesse. Mordi sua mão, e ele soltou minha boca, fazendo uma careta de dor.

- Alguém me a... - me acertou um soco na barriga, fazendo-me grunhir de dor, só não cai por conta de ainda estar sendo segurado por ele. 

- Odeio pirralhos difíceis. É tão mais fácil só aceitar numa boa, e pagar um boquete calado, não acha? - sorriu sínico, mais alterado que o normal. Senti sua mão adentrar minha camiseta, apertando um dos meus mamilos, estremeci inevitavelmente, me sentindo um completamente indefeso. Temi o que ele poderia fazer comigo.

...

P.O.V Miguel

- Cansei de palhaçadas por hoje! - empurrei Jonas com força, fazendo-o cambalear para trás. - Otários como você me enojam! - vociferei, fazendo Lucas parar e arregalar os olhos. 

- Odeio merdinhas que se acham de mais, quando não são porra nenhuma! - ele iria partir para cima de mim, se não fosse a tal Helena o segurando pelo braço. 

- Chega Jon! - ele se recompôs, e ela ficou ao lado dele - Não gaste suor com "esse daí" - disse de soslaio, me dando ainda mais ódio. Peguei o whisky da mão de Lucas, vendo tilintar no vidro grosso, e logo vendo o líquido se espalhar sobre a camisa de Jonas, assim que joguei a bebida sobre ele. Lucas não se conteve, e começou a rir. 

- Passar bem! - sorri o mais forçado possível, exibindo minhas covinhas de maneira assustadora. Sai dali imediatamente, nem ligando para a outra bebida na mão de Lucas, precisava achar o Marcos.

Onde caralhos ele foi parar? Me perguntei assim que cheguei no lugar onde ele deveria estar. Resolvi procura-lo, observando atentamente cada pessoa daquele lugar, e indo de canto em canto no recinto.

- Odeio pirralhos difíceis. É tão mais fácil só aceitar numa boa, e pagar um boquete calado, não acha? - é isso mesmo que eu vi? Tony estava prensando Marcos contra a parede, segurando os pulsos dele com uma das mãos, enquanto a outra adentrou a camisa do MEU pequeno.

- Me larga! - Marcos gritou, mas a música acabou por abafar o som. Já irritado, mas agora meu pavio chegou no limite.

- Ele mandou largar! - desferi um soco no rosto do mais alto ali, e ele cambaleou para trás, largando Marcos. - Filho da puta! - serrei meus punhos, quando Marcos deslizou pela parede, sentando-se no chão, então logo o ajudei a levantar. 

- Você não cansa de estragar tudo, pivete!? - Tony partiu para cima se mim, quase rosnando de raiva, então puxei Marcos para trás, o afastando de nós dois em um empurrão.

Meus pés deslizaram ao me esquivar no ataque de Tony, me fazendo cambalear para o lado, e ele aproveitou para acertar o lado direito do meu corpo com um soco preciso e pesado, me fazendo grunhir com a dor momentânea. 

- Só tem isso? - sorri sínico, recebendo mais um soco, dessa vez no peito, cambaleando para trás até encostar na parede. - Uia! Esse foi bom...mas não o suficiente! - novamente provoquei, e Marcos me olhou com cara de espanto, assim que Tony avançou com o punho a frente do corpo, então me esquivei, o fazendo atingir a parede com toda a força. Pude ouvir o som de seus ossos estralando, com certeza quebrou a mão.

- Minha mã... - não permite completar, acertando-lhe um soco na barriga, ele cambaleou tentando me acertar um chute, mas desviei do mesmo e acertei um soco em seu rosto, e outro, e depois já estava numa sequência de socos de direita e esquerda. Antes que Tony pudesse cair no chão, agarrei-lhe o pescoço, lhe aplicando um mata leão com a maior força possível, vendo seu rosto ficar vermelho.

- Babaca! - vociferei, sentindo a raiva me consumir, então comecei a virar o braço, levando o pescoço dele no mesmo ritmo. O som de seu osso quebrando, seria uma ótima música para meus ouvidos. Sorri de maneira sádica, mas antes de conseguir completar meu pensamento insano, Marcos começou a puxar meus braços.

- Chega Mi, por favor! - parte da minha raiva se esvaiu, então apenas "destravei" meus braços do pescoço de Tony, fazendo o mesmo cair ajoelhado, buscando rapidamente o ar.

- Marc... - levei as mãos ao meu cabelo, bagunçado-o. O que eu estava prestes a fazer? Minhas mãos tremiam bastante. Não demorou muito, para algumas pessoas começarem a olhar para nós, seus olhares curiosos só me irritaram mais.

- Você tá fodido...na minha mão... - Tony se levantou com dificuldade, me lançando um olhar carregado de ódio. 

- Não está em condições de me fazer ameaças - falei, passando as mãos sobre minha roupa amarrotada.

- E então, vocês não tem nada melhor pra fazer? Vão dançar, beber algo, ou transar em qualquer canto por aí, porque o show já acabou! - Tony disse, e as pessoas que nos observavam, se dispensaram. Um segurança logo alto e moreno logo se aproximou, me analisando de cima a baixo, fazendo-me engolir em seco.

- O que se ocorre aqui? - disse sério, sua voz é um pouco mais grave do que a minha.

- Nada de mais. Foi só um...mal entendido - Tony arrumou os fios do próprio cabelo, ainda lançando um olhar furioso para mim e Marcos.

- Então está bem, espero que não seja nada mesmo - o segurança disse um tanto desconfiado, logo se afastando. Segurei Marcos pelo braço, logo o puxando para sair dali.

- Eu vou até o inferno, mas me vingarei de você! - foram as palavras proferidas por Tony, antes de eu puxar Marcos o mais rápido possível. Ele estava assustado, era perceptível, precisava o tirar desse lugar o quanto antes. Mas lembrei de um detalhe, que tem nome é sobrenome: Ramon Freire Oliveira. 

Puxei o celular do bolso, logo enviando uma mensagem para o idiota que o meu amigo é.


[Eu: 'Tamo caindo fora, e é melhor vc estar lá fora daqui 5 minutos, ou então te deixo aqui, pq não tenho obrigação de cuidar de um, com certeza, bêbado. Sabe que eu te odeio, né?] - ri com as últimas palavras escritas

[Ramon: Já tô indo, seu filho de uma foca no cio] - ri, antes de guardar o aparelho no bolso da calça.


- Vem anjo - segurei na mão de Marcos, indo em direção a saída já próxima. Esperamos Ramon, que não demorou a aparecer. O mesmo estava com a roupa amassada, as bochechas um pouco rosadas por conta do efeito do álcool, e um sorriso idiota na cara. Certeza que bebeu mais que eu.

- Hello bitches! Sentiram minha falta? - riu, então pude sentir o cheiro do bafo de álcool assim que ele chegou perto.

- Não. Estávamos melhores sem você - ri, e ele fez um bico, fingindo estar emburrado.

- Obrigado pela consideração! - riu novamente - Mas, o que aconteceu? - foi direto.

- Longa história - falei, pegando celular para logo chamar um táxi. Marcos ficou calado o tempo todo, até o táxi chegar. Ramon questionou, perguntando onde nós estávamos indo, mas eu nada disse, até chegarmos onde eu havia indicado.

Paguei o taxista, e logo Ramon arregalou os olhos.

- Sua casa? 'Tá doido, é? - Ramon me encarou, e Marcos tomou uma expressão confusa no rosto. Sim, eu os trouxe para a minha casa.


P.O.V Marcos

Miguel chamou um táxi, e quando ele chegou onde eu não sabia ser, Miguel disse ser a casa dele, o que me deixou surpreso. A frente me deixou um pouco impressionado, a casa era bem grande, com dois andares. Miguel puxou uma chave do bolso da calça, abrindo o portão rapidamente.

- Não tem ninguém aqui - ele disse, fechando portão atrás de nós - Meu pai precisou resolver as coisas da empresa, então meus pais e o Davi viajaram - ele disse. Lembro dele ter me falado que tem um irmão mais novo, mas nunca me detalhou muito sobre a sua vida, o que me deixa um pouco triste, pois ele sabe muito sobre mim, e eu quase nada sobre ele. A sala é grande, com dois sofás de tom cinza bem escuro, paredes e pisos branco, e tudo muito bem organizado. Uma escada em 'Y' que dá acesso ao segundo andar, e prateleiras com várias coisas a volta, além de outras coisas(péssima descrição, MDS). Subimos as escadas, virando a direita, então fui observando os porta-retratos nas paredes, vendo dois adultos, julguei serem os pais de Miguel, e um garoto, mas não aparentava ser o Mi. Talvez fosse o Davi. E esse era o padrão de praticamente todas as fotos: os dois adultos, e o garoto, sempre sorrindo.

- Podem entrar - assim que passamos por um corredor, Miguel abriu uma porta, que na mesma tinha escrito "DON'T YOU DARE COME IN HERE!" em tinta vermelha, como se gritasse, obviamente que era o quarto dele. Observei cada canto do quarto de paredes azuis em tom não médio, com algumas frases em português e inglês, pichadas nas mesmas, bem a cara dele. Um guarda roupas simples, uma cama box de solteiro, uma comoda um tanto maltratada com alguns livros e um notebook um pouco empoeirado em cima, e uma estante na parede próxima a cama. O quarto é espaçoso, e tem uma outra porta, cujo obviamente é o banheiro.

- Bem vindo ao meu canto da paz, ou da destruição - falou próximo ao meu ouvido. - Oh puto! Pode usar o banheiro que tem lá no outro corredor, e dormir lá no quarto de hóspedes - pegou uma roupa qualquer sua, e jogou nas mãos de Ramon.

- Quanta delicadeza! - riu Ramon, saindo do quarto.

- Não precisa continuar calado - ele disse, sentando na cama. Eu me aproximei, sentando-se ao lado dele.

- Mais que droga... - suspirei - Sou um inútil - encarei minhas mãos, ouvindo o som da risada do Mi.

- Esqueça isso... - ele sussurrou em meu ouvido, me fazendo arrepiar, antes de morder o lóbulo da minha orelha. - Agora eu vou tomar um banho... - o encarei, e sorri malicioso - No quarto dos meus pais - completou, me fazendo bufar em desaprovação - Faça o mesmo - pegou uma muda de roupas para si e uma toalha, e para mim também, deixando sobre a cama antes de sair, e lá fui eu tomar um banho. Terminei o banho,  vestindo um short preto, e uma camiseta branca, não me admirando na mesma ser grande para mim. Parei assim que sai do banheiro, observando Miguel, que secava o cabelo com a toalha, ele estava sem camisa e usando um short azul-escuro.

- Parece que está usando um vestido - ele disse rindo, então sai do transe.

- Quem mandou você ser um gigante? - ri, tentando não olhar para seu abdômen semi-definido. - Não vai colocar uma camisa? - perguntei, encarando o chão.

- Estou com calor - ele disse, se deitando na cama. - Vem aqui! - ele abriu os braços, então me deitei também, o abraçando. 

- Sinto muito por hoje... - sussurrei, enterrando o rosto em seu peito desnudo, e deixando algumas lágrimas de angústia caírem. Afinal, se Miguel não tivesse aparecido, o que aquele idiota poderia ter feito?

- Só se acalme, e durma - disse, acariciando meus cabelos, e me puxando ainda mais para junto de si. - Eu amo você... - sussurrou.

- Eu também te amo... - foi a última coisa que consegui dizer, antes de me entregar ao sono.


Notas Finais


Até o próximo, espero não demorar muito pra atualizar


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