História Prision - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sistar
Personagens Bora, Dasom, Hyoryn, Soyou
Tags Automutilação, Bad, Sistar, Solyn, Sora, Suícidio
Exibições 12
Palavras 2.163
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Orange, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Primeiro de tudo; Eu gostaria de indicar a fanfic da @gwinni 10 desejos que, eu tirei a inspiração dela. Enfim, espero que gostem

Boa leitura ~

Capítulo 2 - Ferris wheel


Fanfic / Fanfiction Prision - Capítulo 2 - Ferris wheel

Soyou acabara de sentir a dor da lâmina em seus pulsos. A ruiva não deixou de tentar fazer um corte profundo que foi em vão. Não conseguira fazer algo ao ponto de se matar, já que estava com medo. Sim, ela estava com medo. Não acreditando nas palavras de seu consciente, Soyou apenas recua cada vez mais, sofrendo consiga mesma.

O momento estava tão tenso para si mesma que, escutou o barulho de algumas gotas de sangue caindo sobre o chão. Não se importou em ao menos limpar, já que, estava esgotada de mais para conseguir usar o resto de energia para lavar o local. Não importou-se para esterilizar as feridas no braço, então, apenas enrolou um pano e voltou ao quarto, desligando as luzes e jogando-se na cama.

Ouviu a voz feminina em sua cabeça novamente. Soyou tentou ignora-la por muito tempo, mas não conseguiu e ficou de certa forma, irritada. Mordeu os lábios com força, podendo sentir o gosto de sangue em sua língua. Passou a mão em sua boca, podendo notar que ainda continha sangue ali. Ela estava realmente morrendo. Pouco a pouco, mas morrendo.

Estava impaciente, então ergueu o braço esquerdo para pegar o frasco de plástico com remédios para dormir, colocando duas pílulas em sua boca e conseguindo engolir com um pouco de esforço, sem tomar um gole d’água.

Não demorou muito para conseguir dormir, entrando num sono profundo.

Hyolyn estava sempre presente visualmente nos sonhos – ou pesadelos – de Soyou e desta vez não foi diferente. A mais velha encontrava-se sentada numa grama completamente úmida. O cheiro de terra molhada dava para ser sentido, no que foi completamente bizarro por não conseguir sentir cheiros em sonhos.

- Você veio? – Perguntou sorridente. – Pensei que você não iria vir Soyou. Eu senti tanto sua falta. Faz dois dias que não nos tocamos, certo?

- Eu também senti sua falta, Hyo-unnie. – Caminhou em direção à morena, se sentando ao seu lado. Sua expressão séria ainda permanecia no rosto. Soltou um suspiro fundo e arrastado, se deitando na grama e observando o céu que estava com algumas nuvens um pouco carregadas de água.

- Você já se decidiu Soyou? – Perguntou começando a acariciar seu rosto de forma calma, olhando no fundo de seus olhos. Soltou uma risada baixa ao perceber a garota desconfortável com os toques, os parando imediatamente.

- Eu não quero isso, Hyolyn. – Comentou, percebendo que a outra havia ficado seria de uma forma na qual nunca havia visto antes. Os olhos marejados da morena fez Soyou sentir-se culpada por aquilo. Mas era tudo uma mentira. Hyolyn talvez fosse conhecida como uma grande mentirosa e impostora. Já conseguiu entrar na vida de várias pessoas e desistindo, mas para ela, Soyou era diferente. Ela estava certa; apaixonou-se por algo que não podia tocar, apenas perturbar, para ficarem juntas no final de tudo.

Levantou o olhar para a confusão daquilo tudo que estava praticamente chorando. Soyou esticou seus braços em direção ao rosto da maior, limpando as lágrimas com calma. Não deixou de sentir o coração apertar cada vez mais, soltando um suspiro baixo e profundo,  repleto de, principalmente, arrependimento por ter tocado Hyolyn. Daquela forma, estava apenas alimentando a paixão que a outra sentia por ela e aquilo era com certeza, estranho.

- Por favor, Jihyun, fique comigo! Eu jurei para você que iremos ser felizes se você se juntar a mim. Mas não me deixe! Não seja como as outras pessoas que falam que irão ficar com todos. Mas, fique comigo, eu imploro. Você só precisa sofrer um pouco e depois será feliz para todo o sempre.

Terminou de dizer, se levantando e esticando as mãos para a do sonho. Levantou-se com a ajuda e limpou as coxas que estavam sujas de terra e um pouco de grama. Olhou para o céu que estava ficando mais escuro e o sol desaparecendo aos pouco.

Soyou sentiu uma mão quente envolta de seu braço direito, começando a puxa-la com rapidez. Não era nada tão brutal, mas nem era romântico. Não chegava ao ponto de querer derrubar uma pessoa, mas era algo rápido também.

- Onde você está me levando, Hyo? – Perguntou vendo um pequeno riacho, na qual não deixou de sorrir. Soyou não nega por sua paixão em piscinas e praias é algo ótimo, assim como uma boa saída para campos. Sorriu de forma alegre, se sentando na margem do rio, colocando seu pé esquerdo dentro da água enquanto sentaria em cima da outra perna.

- Você gosta dessas coisas, certo? Eu sei que se eu tivesse uma vida, alguém faria algo para me alegrar. Eu sei que você começou a cortar a pele novamente. Não deveria fazer isso, sabia? É tão bobo da sua parte... Se quiser ficar junto a mim, faça isso logo e não sofra sempre. – Aquele assunto estava irritando a ruiva, mas insistiu naquilo que, apenas concordou com a cabeça.

Ambas ficaram conversando sobre coisas de adolescentes normais e com sinceridade. Talvez, a verdadeira médica de psicologia da Soyou fosse sua melhor amiga; sua mente; sua doença; Hyolyn.

O braço da de pele mais escura serpenteou o pescoço de Soyou, podendo notar um sorriso tímido e alegre. A respiração das duas podia ser ouvida e, a garota mais nova estava tremendo. Hyolyn chegou um pouco mais perto de seu rosto, quase a beijando, mas se aquilo acontecesse, a morte de Soyou seria completamente na hora. Tentou se distanciar, mas foi em vão. Seu corpo foi contra o chão em um impacto leve, podendo sentir o corpo pesado de Hyolyn em cima do seu. Engoliu seco e apenas revirou os olhos. Seus pulsos foram prendidos com as mãos da outra, sendo incapaz de se soltar. Hyolyn a queria a força. Soltou um gemido de reprovação ao sentir os lábios quentes contra seu pescoço, a empurrando com raiva. Sua expressão de raiva era grande, mas mesmo assim, era tão fofa.

- Me desculpe – Disse sorrindo, se sentando ao lado da menina que ainda estaria emburrada, afagando seus cabelos. – Pense bem, certo?

Foi à última coisa que conseguiu escutar antes de acordar com um estrondo alto vindo de seu quarto, percebendo Bo Ra pendurada na janela de seu quarto, quase caindo do lugar. Pasma, Soyou andou em sua direção conseguir ajuda-la. Não deixou de sorrir, e de certa forma, era tão bom para si, como para Bora.

- Eu quero te levar para um lugar especial para mim. Não somente para mim, mas talvez, para você também. Agora vamos deixar de ficar deitada nessa cama o dia todo e vá se trocar!

Caminhou em direção ao guarda-roupa, vendo um vestido rosa claro, sorrindo. O pegou e jogou por cima do corpo feminino de Soyou, pegou algumas maquiagens e se sentou ao seu lado. Usou uma base de uma cor um pouco mais escura que a pele da garota que havia olheiras profundas, conseguindo esconder aquilo. Usou um batom da cor clara, chegando perto de seu rosto para conseguir passa-lo. Notou a vergonha da colega e sorriu simpática com aquilo. Ao terminar de fazer a maquiagem da garota, a ajudou se vestir, notando alguns machucados espalhados pelo seu braço. Ela iria deixar passar aquilo, mas percebeu o quão fundo era.

Não adiantava pedir desculpas para Bora que ela ficava chateada com aquilo. Ela pediu tanto para que sua amiga não fizesse aquilo, e foi completamente ignorada. Soltou um grunhido de raiva, apertando um pouco a mão.

- Não deixe ninguém ver isso. – Disse enquanto caminharia até o banheiro, vendo o chão cheio de sangue mesclado à água, formando um tom de vinho claro. Mordeu os lábios com calma para não soltar nenhum xingamento, aquilo iria apenas piorar a depressão da outra.

Pegou um pano que havia no lugar e o molhou, começando a passar por tudo ali e por fim, jogando algumas coisas para deixar o aroma bom. Saiu do cômodo, vendo a garota trocada. A puxou para fora de casa, trancando a porta e começando a andar pelas ruas. Percebeu o nervoso que a colega estava tendo durante todo aquele lugar, então, sem hesitação nenhuma, segurou em suas mãos, entrelaçando os dedos. Os calores das mãos quentes de Bora esquentavam a pele fria de Soyou, a fazendo sorrir de forma gentil.

A noite já havia chegado, mostrando que estava escuro. A lua no centro do céu mostrava que já era sete da noite, fazendo com o que o tempo estivesse um pouco mais frio. Podia notar vários adolescentes em meio a confusões e adultos bebendo em pequenos bares.

Ao perceber onde estava não deixou de sorrir de forma alegre. Fazia tempo que não ia a um parque de diversões. A primeira coisa que Soyou fez, foi começar a rir que nem uma criança feliz, e aquilo foi estranhamente fofo.

Bora sentiu sua mão ser um pouco apertada pela felicidade, então, apenas começou a vagar em direção ao brinquedo barco viking, se importando em todos os interesses da garota. Sentiu um abraço forte contra seu corpo, o respondendo.

- Obrigada por me trazer aqui, Bora. – Comentou um pouco chorosa, ela estava realmente emocionada. – Eu estou tão feliz por você ter-me trago num lugar em que eu não vinha a tempo! Você por acaso leu minha lista de desejos? Porque se não, acertou em cheio...

- Você me mostrou semana passada. Sua memória é pior do que eu na educação Física, Jihyun. – Começou a rir de sua própria piada interna, pegando a lista que estava anotada em seu bloco de notas. – Eu irei fazer cada um de seus desejos, pode ser?

1 – Conseguir assistir uma live de meus cantores favoritos às cinco horas da manhã com Bora ou Dasom.

2 – Comer chocolate durante um dia inteiro na companhia de alguma pessoa que faça piadas legais ou me passe um calor interno e externo; alguém legal.

3 – Assistir um filme pornô com Bora

4 – Conseguir contar uma história de ação em algum programa gráfico. Fazer um jogo simples, nem que seja para mim mesma jogar.

5 – Aprender a tocar violão ou piano. Quando aprender a música sing for you, cantarei para a pessoa mais especial da minha vida; ela. Ela cuida de mim e vive comigo, como uma irmã; eu a amo.

6 – Terminar alguma história e ter no mínimo, cinco leitores.

7 – Ter um namoro virtual para descobrir o que é sofrer com a distância.

8 – Se apaixonar por alguma pessoa legal e que tenha os mesmos gostos do que eu tanto visual, musical e principalmente, leitura.

9 – Terminar os poemas românticos que fiz para uma amiga, mas até hoje não tive vontade alguma de acabar.

[10 – Ir ao parque de diversão. (Concluído)] – Bora pegou uma caneta de seu bolso e acabou riscando o desejo, sorrindo.

- Podemos completar o desejo dois e três hoje ainda, Soyou! – Comentou enquanto ria baixo, guardando o papel e percebendo a amiga envergonhada. Comprou dois ingressos para entrar no brinquedo do barco, e ao subir, abaixou o cinto para ficarem seguras. Segurou em sua mão de forma amigável, sentindo o brinquedo começar com calma.

- Se eu ficar com medo, você me abraça? – Perguntou à ruiva, olhando para o lado e observando o lindo rosto de Bora. – Você vai me abraçar, certo?

A loura não respondeu nada e apenas deixou seu braço esquerdo ser guiado em volta do ombro da mesma, a puxando para mais perto. Sentiu seu corpo se arrepiar por interno, não por prazer, mas por vergonha.

De vez enquando, Soyou soltava alguns gritos baixos de emoção e adrenalina, mas no final, quando estava muito rápido, sentiu seu corpo se estremecer e a vontade de vomitar invadi-la por completo. Desceu um pouco tonta, com a ajuda de Bora.

- Vamos tomar uma água e decidir onde irá ser o próximo brinquedo, certo?

Ficaram um grande tempo apenas tomando um ‘’ar’’. Ao chegar ao brinquedo mais fofo daquele lugar e amedrontador para aqueles que têm acrofobia – medo de altura; fobia de lugares altos –. Andou em direção à pequena cabine, se sentando num banco de duas pessoas.  A roda gigante é considerada um dos brinquedos românticos para casais, mas aquele momento era apenas as duas amigas, nada romântico – até mesmo porque a única que estava desenvolvendo amor ali era Bora, mas tentava não demonstrar  aquilo –.

Ao ver que ambas estavam no pico do brinquedo, começaram a rir do nada. Ficaram ali, observando as estrelas e a beleza de cada uma, até que ouviu Bora dizer uma coisa legal e animadora.

Ao perceber que estavam chegando ao final do brinquedo, Bora hesitante, chegou perto da menina enquanto fecharia os olhos, sorrindo. Soyou apenas a ficou observando daquela forma e começou a rir, dando um tapa em seu ombro.

- Idiota, vamos para casa! Isso me anima tanto... – Comentou enquanto sairia do brinquedo e vagaria em direção a sua casa e ao chegar, despediu-se da loura e finalmente caiu em seu sono de beleza, sonhando novamente com Hyorin; Ela estava ali para destruir até seus momentos felizes.


Notas Finais


Ihhhhh


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