História Prison of Memories - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Prision Of Memories
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Palavras 2.066
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


HOI!
Eu disse que voltaria.
Só vai.
Ceis tão aqui ou só a alma tá presente?

Capítulo 6 - Uma Escolha Sem Volta


Kenjirou's POV

15 de março de 1868

Uma semana antes.

Estava me preparando, pois amanhã terei que fazer uma viagem à negócios. Terei a missão de voltar com o Tratado de Terras que fora quebrado.

Faz algum tempo que Kanata fora coroado Rei, foi antes dele dar a luz. Normalmente quem faz isso é o Rei, mas pretendo que Kanata queira ficar com o Kenro. Até porque, faz pouco tempo que ele deu a luz, então o mesmo deverá permanecer aqui e descansar. Não quero que nada de ruim aconteça com ele.

- Você nem foi, mas já estou com saudades - Kanata diz me olhando.

- Own - Sorrio para ele enquanto colocava algumas roupas na mala - Sabe que eu também.

- Espero que isso não demore muito. Se não vou sentir muita a sua falta!

- Haha eu também, mas você verá que esse tempo vai passar voando - Sento me do lado dele e o abraço - Você nem vai perceber - Dou um beijo apaixonado nele.

- Eu espero que sim.

- Kanata... Se acontecer alguma coisa, me avise tá? Mande me um carta dizendo sobre o que aconteceu. Ah, vocês vão​ ficar bem? - Pergunto para ele.

Quando eu saio, fico com medo que algo aconteça com o Kanata ou com Kenro.

- Sim, vamos ficar bem, papai coruja - Ele dá uma leve risada.

-Se você diz...


O dia amanheceu preguiçoso. Olhei para o relógio.

07h35min.

Preciso ficar pronto pelo menos até 8h00min. Levanto me e esfrego meus olhos. Olho para o lado. Meus anjinhos estavam dormindo calmamente. Kanata parecia estar cansado, ficou com o Kenro a noite inteira. Deposito um beijo em sua testa e vou me aprontar pois em breve partirei.

Tomo um banho rápido, visto me e termino de arrumar minhas coisas.

- Hum... Kenjirou? - Olho para a cama - Já vai? (N/A: OPA! Já vai? Desculpa.)

- Ainda não, amor - Vou até o Kanata - Volta a dormir. Você precisa descansar.

- Está bem - Ele se espreguiça - Quando estiver saindo, me avise.

- Avisarei - Dou um beijo nele e em Kenro e volto prepara minhas coisas.


16 de março de 1868

9h23min da manhã

- Vá com cuidado, senhor - Um dos mordomos entrega me a minha mala.

- Obrigado - Pego e agradeço - Bem, querido, já estou indo - Olha para o Kanata que estava com meu pequeno no colo.

- Tome cuidado, viu? - Kanata me beija.

- Tomarei, não se preocupe - Olho para Kenro - Tchau filho, papai já volta, tá? - Beijo sua bochecha, fazendo ele sorrir.

Quando eu me afasto, ouço meu filho chorar. Provavelmente por minha causa. Aquilo cortava meu coração, não queria, mas é necessário.

Entrei dentro do trem e tomei viagem para o Reino Eclóvia.

A viagem foi longa e cansativa. Cheguei ao Reino e fui direto ao hotel que fora reservado. Adentrei o quarto.

É vazio. Tudo parece mais vazio sem o Kanata.

Ah... Às vezes, sou tão amoroso. Nem parece que sou eu. Antigamente, eu não era assim. O Kanata derreteu o meu coração de uma forma que não consigo explicar.

Deixei minhas coisas num canto e deitei-me na cama.

Olhava para o teto sem nenhum motivo e, sem perceber, acabei dormindo.


Acordo com a luz do sol batendo no meu rosto. Olho para o relógio.

7h35min.

Estava meio tonto, então eu apertei meus olhos.

8h35min.

-Hum... - Espreguiçei-me e virei de barriga pra cima.

Lembrei o que eu devia fazer hoje.

- Organizar uma reunião;

- Ir à reunião com os Reinos aliadas;

- Analizar documentos;

- Organizar um esquema tático, casos algo dê errado.

- Hum... Meu Deus! - Levanto me rapidamente, faço minha higiene, troco me, saio do quarto e vou em direção ao restaurante. Quando eu chego, avisto o General Kaido me aguardando.

- Desculpe pela demora! - Digo ofegante e sentando na mesa.

- Por que se atrasou? - Ele me olha.

- Er... Bem, perdi o horário.

- Não é de se esperar. Bem, como algo rápido, vamos pegar o trem das 9h. O Rei Vadmar disse que quer conversar com você.

- Ah é? - Disse olhando o cardápio - Bem... acho que vou querer uma salada de frutas com um Espresso.

-Esta bem. Como rápido e depois vamos direto para a estação - Kaido disse mexendo seu café.


A viagem até foi rápida. Cheguei em frente ao Castelo. À frente dele, guardas que guardavam a entrada, mas não houve muitos problemas, já que os mesmos permitiram a nossa passagem.

Adentro o Palácio e me deparo com o grande saguão. Talvez bem maior do que de casa. (N/A: Casa? Amigo, tu mora num Palácio. COMO VOCÊ PODE CHAMAR AQUILO DE CASA?!)

- Bom dia, senhores - Disse um Mordomo - Sejam bem-vindos a Eclóvia. Sou Takano. Pretendo que os senhores sejam Kenjirou Yuukimoto e Kaido Vargas. Rei Vadmar logo irá atendê-los​. Apenas sigam me.

Eu e Kaido seguimos ele até o andar superior e entramos em uma sala de reunião.

- Sintam se à vontade. Qualquer coisa apenas me chame. - Disse Takano.

- Muito Obrigado, aguardaremos por ele aqui - Disse me curvando em sinal de agradecimento.


- Bom dia, perdoe me pelo atraso - Vadmar aparece em frente à porta.

- Que isso. Nós que chegamos mais cedo - Disse apertando sua mão. - Tem algo que queira falar comigo?

- Na verdade... Sim. É algo importante e eu espero que o que falarmos ficará aqui - O homem permanecia com uma expressão séria.

Vadmar é um homem de mais ou menos 34 anos. Ele é sério e aparece ser bem responsável. É dono de muitas terras e é muito poderoso.

- Gostaria que nos deixasse a sós, General - Vadmar disse olhando para ele.

- Ah sim, com licença - Kaido se retira enquanto o olhava sair.

- O que o senhor pretende falar comigo? - Pergunto me sentando à mesa.

- Bem, como sabem, nossa aliança fora quebrado.

- Sim... E eu como representante de Hopeland gostaria de restabelecer esse tratada - Disse firme.

- Onde está o Rei?

- Peço desculpas, mas ele não está em boas condições para estar presente nesse momento.

- Mesmo? E o que houve com ele? - Vadmar sorri de canto.

Fico em choque diante da pergunta. Será que tenho essa liberdade de dizer que somos casados? Ou ele já sabe?

- Bem... - Digo inseguro.

- Primeiramente, permita me dar meus parabéns. Fiquei sabendo que Kanata deu à luz a pouco tempo, não? - Vadmar me olhava com o sorriso que parecia ser irônico - São casados, sim?

- Ah, somos sim, obrigado.

- Hum... - Por fim, ele se senta na cadeira - Não sabia que ele podia engravidar.

Isso me soou em um tom provocativo. Ele queria por acaso começar uma outra guerra?

Não queria demostra que me senti ofendido com o comentário, então apenas soltei uma leve risada.

- Sim, ele consegue. Mas Kanata é um caso especial.

- Entendo - Ele cruza os braços - Acabamos desviando o foco, não? Desculpe.

- Não há nenhum problema - Respiro fundo - Bem, como quer restabelecer essa aliança? Eu pensei em...

- Bom... - Vadmar me interrompeu - Gostaria se primeiramente, tomar posse das terras que perdi durante esse conflito. Os 15 hectares de terras (N/A: mais ou menos150.000 metros quadrados. Não sou capaz de diferenciar se é grande ou não. :(

- Isso, infelizmente, não será possível. Uma vez que estamos com o contrato assinado.

- Oh, mesmo? - Ele se levanta - Hum... Tem algo que posso ganhar em troca?

- O que quer dizer? - Meu olhar segue ele enquanto o mesmo caminha pela sala.

- Posso restaurar nossa união, contudo que possa ganhar algo em troca.

Ah, essa estratégia. O que ele quer? Terras? Riqueza? Dinheiro? Não era algo de se esperar dele. Vadmar sempre fora ambicioso.

- E o que tu desejas?

- Como eu não posso ter minha terras de volta, talvez... - Ele para e me olha - Você. - Vadmar sorri.

Gelei no momento.

- C-como? - Pergunto nervoso.

- Quero você.

- P-perdão. Eu sou casado. E muito bem.

- Não é nada disso que está pensando - Vadmar se aproxima e fica ao meu lado - Quero sua riqueza. Pretendo que seja um homem com muitas, não? Uma parcela proporcional de terras ou algo similar​ me deixará satisfeito.

Respiro fundo e penso em algo. Como posso sair disso? Desde que eu casei com Kanata, nós dividimos as riquezas. Nunca fui alguém com muito dinheiro. Venho de uma família de camponeses, então não há muito o que dar.

- Lamento, acho que não posso lhe oferecer nada - Respiro pesadamente.

- Entendo... - Ele se separa de mim, ele caminha lentamente até o outro lado da mesma e fica em minha frente - Então, eu posso pegar o que é meu por direito, não posso? Todos nós sabemos que eu, você e o próprio Rei Kanata queremos poder, certo? Tendo poder, maior a chance de um Reino crescer economicamente. Hopeland é assim. Então, eu quero poder. - Ele me olhava sério - Imagine que a guerra fosse como um jogo de xadrez. Para vencer, é necessário derrubar o Rei, não? Mas primeiro, é preciso eliminar as pedras que estão no caminho, os peões no caso.

- Onde quer chegar com isso? - Inclino me para frente.

- Eu quero poder. Então não seria mais fácil derrubar o Kanata e conseguir o que realmente me importa? - Ele arquea a sobrancelha.

Arregalo meus olhos. Sabia muito bem aonde ele quer chegar. Ele pretende matar Kanata e tomar posse das terras de Hopeland. Ah, isso não funcionará comigo.

Levanto me bruscamente.

- Não irei permitir que algo como isso vá acontecer! - Levanto minha voz.

- O Rei Kanata sempre esteve no meu caminho. Sempre tive essa intenção, mas nunca me fora possível já que a segurança de lá sempre foi reforçada - Ele sorri maléfico.

- Você não irá fazer nada com ele! Se for para fazer... - Faço uma pausa - Faça comigo.

- Você não me importa. Meu objetivo é derrubar o Rei, não a torre.

- Vale lembrar que eu sou o Rei também. Se você me derrubar, poderá ficar com uma parcela justa de riquezas que tenho. Mas por favor... Não faça nada com o Kanata. - Peço educadamente.

Tudo o que disse foi por impulso. Quando terminei de falar, percebi o que fiz. Coloquei minha vida em jogo. Mas se for pelo Kanata, eu realmente não me importo.

- Ótimo! Esta disposto a fazer isso?

- Sim... - Digo firme, mas com certa insegurança - Você pode ficar com o que tenho, com tanto que volte com a Aliança.

- Sem problema, sou um homem de palavras - Ele estende a mão - Negócio fechado, então?

Olho fixamente para a mão dele. Sabia que se eu apertasse não haveria mais volta, mas se for pelo bem do meu amado...

- Fechado - Aperto sua mão.

Farei o que for necessário.


Sai da sala tenso. Deparo me com Kaido em frente à porta.

- Ah, Majestade - Ele reage ao me ver - Aconteceu algo? Deu tudo certo?

- Sim, deu tudo certo. Mas há um problema que depois eu te conto.

- Está tudo bem, senhor? Estas muito tenso.

- Sim, está tudo bem - Sorrio forçadamente.

- Se está tudo bem, melhor voltarmos ao hotel e talvez você me conte o que aconteceu lá dentro.

- Está bem, vamos indo.

Saímos do castelo e voltamos para o hotel. Lá, sentamos em uma das mesas do saguão e contei tudo para Kaido. Sentia que tinha necessidade de falar para ele.

- Majestade, tem ideia do que fez? - Kaido diz em choque.

- Sim, eu sei. Mas será melhor se eu for no lugar do Kanata ao em vez dele mesmo.

- Entendo sua gentileza, mas você deve compreender como ficará o Kanata após essa situação acabar - Kaido arruma seus óculos.

- Eu sei que no final disso tudo irei causar muitos transtornos, mas é necessário. Não quero que nada de ruim vá acontecer com a pessoa que mais amo, muito menos agora... - Abaixo minha cabeça.

Kaido descansa no encosto da cadeira e respira fundo, como se essa fosse a única saída para isso.

- Pelo menos, diga me quando isso irá acontecer.

- Ainda não sei de nada.Vadmar não me informou quando será.

O General respira fundo.

- Sei que estás preocupado comigo, mas...

- Com todo meus respeito Majestade, mas não posso ficar aqui sem fazer nada!

- Kaido...

Entendo a preocupação dele, mas é como eu disse antes, é por uma boa causa. Faço de tudo para proteger o Kanata, faço o que for necessário por ele. 


Notas Finais


Desculpe qualquer erro.
Já vou dando SPOILER:
Próxima capítulo vai ser a morte dele.
Até? Até!


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