História Procura-se: Afeto - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Natasha Romanoff, Steve Rogers
Tags Daddy, Família, Gay, Marvel, Romance, Slash, Steve Rogers, Stony, Superhusbands, Tony Stark, Yaoi
Exibições 81
Palavras 2.340
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Primeiro capítulo. Se você conhece essa história do Wattpad, saiba que continua sendo a mesma autora aqui. Husahusahus Boa leitura.

Capítulo 1 - Tensão


— Anthony, o que é isso?

— São os papéis que você pediu.

— Eles estão todos desorganizados, e acho que pedi claramente que toda esta pilha fosse de folhas iguais, e não uma maior do que a outra. Você é surdo ou o quê?

— Se quer saber, os gráficos ficariam deploráveis com esse tamanho de folha. Foi por isso que fiz assim, seu idiota.

— Olhe como você fala comigo, Stark! Você é um ingrato, isso sim. Se não fosse por mim, essa empresa...

— Estaria na falência, blá blá blá. E falo com você do jeito que eu quiser, afinal foi você quem me ofendeu primeiro. Com licença, Steve Rogers.

Tony jogou a papelada na mesa do diretor executivo e virou-se para sair da sala. Bateu a porta com força e não se importou com o barulho que se alastrou pelo corredor. Ele bufou e andou até o elevador a passos largos. Apertou o botão do décimo nono andar – estava no vigésimo segundo – e esperou a cabine, muito impaciente. Ao entrar no elevador, encontrou Bruce Banner ali. Tony deu um sorriso mínimo; Banner era o seu único amigo no meio daquele ambiente tão insociável.

— Como vai, Tony? Brigou com o marido de novo? — Bruce deu um sorriso travesso, levando um tapa do menor no ombro.

— Cala a boca. Ele não é meu marido e sim um grosso, metido à besta, ignorante, desagradável...

— E você fica todo vermelho quando fala dele. — Bruce afirmou.

— Estou vermelho de raiva, Banner. Não confunda as coisas.

— Sim, claro... — Bruce revirou os olhos. — Mas sabe, ele é bem bonito. Com aquela postura máscula, aquele cabelo loiro perfeito, e os olhos azuis! Já viu aquilo de perto? Sem falar da boca...

— Se está tão interessado, coma ele. — Tony disse, bufando.

— Viu só? Ficou enciumado. - Bruce deu uma gargalhada enquanto observava seu amigo corar furiosamente.

— Não fiquei! Eu apenas...

Tony suspirou pesadamente. Sabia que não poderia esconder nada do seu amigo. Mas Stark tivera o azar de se atrair pelo homem mais desgraçado da Terra. E era ruim ficar perto de Steve Rogers, pois tudo o que desejava era ter aquele homem para si. Só que Steve lhe odiava sem mais nem menos e isso doía. Doía quando Tony era ofendido por ele, doía quando fazia algo certo e não recebia nem mesmo um agradecimento do executivo. Às vezes Stark pensava que Rogers tinha uma pedra que impedia a entrada de sentimentos em sua vida. No fundo, Tony gostaria de tentar furar essa pedra e pelo menos espiar um pouco do que poderia haver lá dentro.

...

Steve observou Tony sair da sala e bater a porta com deveras força. Passou a mão no rosto e suspirou pesadamente. Aquele rapaz iria lhe deixar maluco. Stark nunca fazia o que Rogers queria e quando fazia, ficava bravo com o executivo do mesmo jeito. Steve não entendia aquilo. Mas bem, ele não poderia esperar menos, afinal, Tony não gostava de si – era o que achava. Porém, Rogers não tinha muito tempo para pensar no negligente Stark, pois tinha outras prioridades.

Sua vida se tornou aquela empresa. Cuidava dela por respeito ao falecido Howard Stark e não permitia que ela caísse em falência, pois Howard nunca deixou aquilo acontecer. O problema era apenas o seu filho, Anthony Stark. Além de não querer assumir o lugar do pai, reclamou quando Steve ficou no lugar dele. Ambos não se deram bem, definitivamente.

No fundo, bem lá no fundo, Steve queria ter um clima de paz com Tony, e talvez até fazê-lo levar a empresa à sério. O moreno de olhos castanhos que tirava sua paciência era um verdadeiro gênio, e Howard sempre elogiava-o por ter tantas ideias promissoras. Steve gostaria de ver essa geniosidade, mas Tony não o permitia. Stark não queria cooperar com Rogers e ele gostaria de entender o porquê.

— Talvez se fosse mais gentil com o rapaz. — Steve ouviu uma voz feminina comentar. Natasha Romanoff havia entrado em sua sala e o pegara em seus devaneios. Era ruiva e tinha o cabelo curto, e seus olhos eram claros. Ela sorriu para o seu amigo e sentou-se na cadeira, ficando de frente para ele.

— Agora você lê mentes? — Rogers perguntou em um tom divertido.

— Ele saiu pelo corredor completamente alterado e você estava sussurrando muito alto. Não preciso ler mente para estatar o óbvio. — a ruiva respondeu, acomodando-se na cadeira.

— Eu não sei o que fazer com ele. — Steve admitiu.

— Stark e você são duas mulas teimosas. — disse Natasha. — Nenhum de vocês conseguem ceder e conversar um com o outro.

— Não sou teimoso. A culpa não é minha se ele não gostou de mim. — Steve se defendeu.

— Pode apostar que é o contrário.

— Como assim? — o loiro indagou confuso.

— Ele tenta chamar a sua atenção, mas quando vê que você não reage da maneira esperada, ele faz o que faz.

— Anthony não tenta chamar a minha atenção. Você está é louca. — Steve franziu a testa e negou com a cabeça em desaprovação.

— Nas reuniões ele sempre te contraria, só para ver o que você dirá. E quando ele faz o que você manda corretamente, você nem agradece. — Natasha continua a argumentar. — Pensa que não vejo quando estou aqui?

— Não agradeço porque é a obrigação dele. — Rogers refutou.

— Então por que agradece aos outros? Acho que alguém tem que rever os conceitos aqui.

— Eu... não sinto que tenho que agradecê-lo. — Steve tentou dizer. — Tenho certeza que Stark não vê diferença nisso.

— Só tente. Quem sabe não mude alguma coisa, mesmo que pequena, entre vocês. — Natasha sorriu. — E também, estou cansada de ver vocês dois acabando com o clima legal da empresa por conta dessa desavença inútil.

Steve concordou com a cabeça silenciosamente, voltando aos seus devaneios. Natasha levantou-se da cadeira e saiu da sala em movimentos rápidos. Sabia que deveria dar um tempo para Rogers pensar, e esperava que ele fizesse a coisa certa.

Talvez se Steve tentasse mudar um pouco com Tony... Só talvez, eles poderiam se tornar mais próximos.

...

Tony foi chamado novamente na sala de Steve. O moreno já havia se acalmado após tomar um copo de café forte. Se despediu de Bruce e antes de virar-se, viu seu amigo piscar, em um gesto que dizia "boa sorte".

Entrou no elevador e apertou o botão do vigésimo segundo andar. Estava com um certo frio na barriga. O que Steve poderia querer de novo? Se desculpar? Impossível. Agradecer a ele? Fora de cogitação. Apenas conversar? Ah, que imaginação fértil a de Tony.

Quando a porta se abriu, Tony saiu rapidamente e andou em direção à sala do seu chefe. Abriu a porta silenciosamente e fechou-a, percebendo que Steve não sentira a sua presença ainda, pois o loiro estava brincando com as próprias mãos enquanto olhava pela grande janela de vidro do escritório. Estava nervoso? Não, seria algo improvável.

— Rogers. — Tony o chamou. Steve assustou-se um pouco, mas ao ver Tony, se recompôs.

— Olá, Stark. Eu... Gostaria de lhe dizer algumas coisas. Será rápido.

— Tudo bem. Então dará tempo de eu terminar as próteses. — Tony disse mais para si mesmo do que para o outro.

— Ah, sim, e... Próteses? — Steve perguntou depois de se tocar no que o outro dissera.

— Sim, eu... Estou com esse projeto e... Ah, você não deve ligar pra isso, é bobagem. Nem está muito bom ainda. Não é fácil manipular tecidos e... er... — quanto mais Tony tentava se explicar, mais vermelho ele ficava. Isso trouxe uma reação estranha no corpo de Rogers, que balançou a cabeça para afastar qualquer pensamento estranho.

— Deve ser um projeto muito importante. — Steve deu um sorriso sem perceber, o que fez Tony arregalar os olhos. Então Rogers sabia sorrir, o moreno pensou. — Se precisar, o setor de tecnologia e medicina estão abertos para você. Se quiser, claro.

— Pensarei no caso — Tony deu de ombros —, mas gosto de construir as minhas coisas sozinho.

— Sim, tudo bem. Então, o que eu precisava falar... — Steve pausou um pouco antes de continuar. — Ah, obrigado.

Tony arregalou os olhos novamente. Sua boca se abriu e sua mente tentou processar aquela palavra. Steve Rogers estava lhe agradecendo? O que fizeram com ele? O que tomara desde aquela discussão dos dois? Stark se recusava a acreditar no que ouvira.

— Obrigado pelo que, afinal? Você reclamou do que eu fiz. Se isso for uma brincadeira de mal gosto, Rogers, juro que...

— Não, não é nada disso. Estou genuinamente agradecido. — Rogers tentou se explicar, levantando-se de sua cadeira e se aproximando um pouco do moreno. — Dei uma observada nos papéis que me entregou e você conseguiu explicar bem a situação da empresa, sem delongas. E os gráficos ficaram bons afinal. Você tinha razão, ficariam ruins se os diminuísse de tamanho.

— E-Eu disse, não foi? — Tony disse após se recompor da sua surpresa. — Mas fico feliz por você ter reconhecido o meu trabalho ao menos uma vez.

— Sempre reconheci, mesmo quando ia contra as minhas vontades. Você é um gênio, Stark — Steve quase deu um sorriso, mas se conteve —, só precisa obedecer mais.

— Obedecer? Como um cachorrinho? Obrigado, mas não estou afim. — Tony sorriu atrevido e puxou a gravata de Steve para que seu rosto ficasse próximo do dele. — Vai precisar de mais do que isso para me convencer a ser legal com você, Rogers. Mas tenho certeza que vai pensar em algo interessante. Até lá, farei as coisas do meu jeito.

Steve suspirou. Seria difícil ganhar a confiança de Tony, e ele tinha compreensão disso. Sempre foi duro com o moreno e nunca deu espaço para uma relação agradável entre os dois. Tentaria, mas não insistiria se Stark não lhe desse aberturas.

— Você não presta mesmo, Anthony.

— É claro que não. Pois como você disse, sou um menininho mimado. — Tony deu um sorriso ladino, fazendo Steve franzir a testa.

— Sabe que mesmo sendo filho de Stark, posso lhe punir, não é?

— Estou cheio de medo, Daddy. — Stark disse irônico, soltando Steve e saindo do escritório.

Nenhum dos dois iria admitir, mas o calor que sentiram enquanto estavam tão perto foi quase insuportável. Eles sempre se provocavam, mas a cada vez parecia mais difícil ter algum tipo de controle por parte de seus corpos. Tony sabia o porquê disso, e Steve também. A única dificuldade era de Rogers aceitar o que estava acontecendo.

...

— Ele te pediu desculpas assim, do nada? — perguntou Banner, incrédulo.

— Estou tão surpreso quanto você. — Tony disse e franziu a testa. — Não creio que Steve queira realmente "fazer as pazes" comigo. Ele nunca me ouvia, sempre me deixava de lado mesmo quando o assunto era sobre a família Stark e recusou a maioria dos meus projetos. Projetos ótimos jogados no lixo por causa de um simples "não". E agora ele vem me agradecer como se nada tivesse acontecido.

— É estranho mesmo — Bruce disse —, mas talvez Rogers esteja mesmo querendo se redimir. Porém, acho melhor você ficar de olho.

— Eu faria ele implorar por piedade, mas não sou ruim assim. — Tony deu de ombros, fazendo Banner rir. — Vamos ver até onde essa palhaçada irá.

— Se ela continuar, não dou um ano para vocês casarem. — Bruce brincou.

— Ora, fique quieto, Banner. — Stark franziu a testa irritado, mas a queimação em seu rosto dizia o contrário.

Os dois amigos continuaram a conversar sobre outros assuntos. Estavam no horário de almoço e o clima estava agradável. Steve não apareceu por ali em momento algum. Talvez estivesse ocupado demais para comer. Isso preocupou Tony de certa forma, fazendo com que o moreno se despedisse de Bruce e pegasse alguns alimentos a mais antes de sair.

Não demorou muito até estar no andar de Steve, logo caminhando em direção ao seu escritório. Olhou para baixo; tinha uma bandeja em mãos com algumas frutas e um copo fechado de suco natural. Tony achava que Steve gostaria, pois sempre o via pegar aquilo na sala de alimentação. Não que estivesse espionando-o. Óbvio que não.

Ao entrar no escritório, parou para observar o executivo. Dormindo, Steve Rogers estava dormindo. Encostado em sua poltrona, o loiro tinha uma expressão leve em seu rosto e respirava lentamente. Tony quase se convenceu de que viu um anjo, mas lembrou que acordado ele não era nada disso.

Deixou a bandeja na mesa silenciosamente e deu uma última olhada em Steve. Queria gravar aquilo em sua memória, pois sentia que nunca teria a chance de ver Steve daquela maneira novamente.

— Hm... — Steve franziu a testa inconscientemente e se remexeu na cadeira. Estava acordando, o que causou certo pânico em Tony. O moreno queria sair dali, mas sentiu-se incapaz de fazer qualquer coisa. — ... Tony?

— Steve, eu só... — Tony engoliu em seco. — Vim trazer algumas coisas. Pensei que estivesse com fome e...

— Obrigado, então. — Steve piscou algumas vezes antes de bocejar. — E perdoe a minha falta de profissionalismo. Não era para eu ter dormido logo agora.

— Algo aconteceu? — Tony atreveu-se a perguntar. — Geralmente você fica por horas e horas aqui dentro sem ao menos bocejar.

— Não é nada importante para você. — Steve respondeu, logo se arrependendo por ter parecido grosso. — É que... Não falo sobre a minha vida pessoal com ninguém, na verdade. Espero que entenda.

— Claro, a sua vida não me interessa. — Tony disse ríspido, e Steve sabia que tinha feito algo errado.

— Por favor, não piore as coisas, Anthony. — Steve pediu, passando a mão no rosto.

— Não estou piorando nada. — Stark retrucou. — Com licença, Rogers.

Steve suspirou ao ver Tony saindo novamente irritado pela porta. Não era culpa do moreno; Steve apenas não sentia-se confortável para falar sobre a sua vida para alguém. Não era ruim, mas era tão diferente do que ele vivia naquela empresa que ninguém acreditaria que Rogers era a mesma pessoa.

Talvez uma hora conversasse com Stark sobre isso, mas do jeito que acabaram as coisas naquele dia, demoraria um pouco para isso acontecer.

...


Notas Finais


Está aí. Espero que tenham gostado. Comentem, votem, digam o que acharam. Não mordo, viu? Só se quiserem. :3

Bjoks, Dead Cakies. sz


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