História Procura-se: Afeto - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Deadpool, Homem-Aranha, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Natasha Romanoff, Peter Parker, Steve Rogers, Wade Willson (Deadpool)
Tags Daddy, Família, Fluff, Gay, Kid Peter, Kid Wade, Marvel, Romance, Slash, Smut, Steve Rogers, Stony, Superhusbands, Tony Stark, Yaoi
Exibições 131
Palavras 2.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Crossover, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Segundo capítulo para vocês. Boa leitura.

Capítulo 2 - Opostos? Iguais.


Tony não sabia o que fazer. Uma hora Steve era extremamente ignorante consigo e outra hora pedia desculpas. Depois lhe respondia grossamente, como fizera há uma semana atrás. Stark sinceramente estava começando a achar que o executivo tinha algum tipo de bipolaridade. Apesar disso, estava adorando o certo clima que se instalou pela empresa. Steve tentava se controlar para não discutir com o moreno e isso já era um avanço.

Estava saindo da empresa em uma tarde cinzenta quando encontrou Bruce. O amigo de cabelo encaracolado acenou para ele e começou a falar:

— Quer ir à festa do Clint neste fim de semana? — Bruce perguntou.

— Acho melhor não. — Tony respondeu. — Nem o conheço e também preciso terminar alguns projetos.

— Ah, vamos. — Bruce insistiu. — É apenas um dia de folga, Tony. Você vai do trabalho para casa, de casa para o trabalho. Precisa descansar, amigo.

— Eu... — Tony suspirou. Não conseguia negar muita coisa a Banner. — Está bem. Só não reclame se eu aparecer "à la mendigo".

— Ah, você tem o Jarvis pra te ajudar. Nem invente desculpas.

— Merda, vou ter que eliminá-lo. — Tony brincou e ambos riram, mas foram interrompidos por Steve que passou por eles com uma expressão de poucos amigos. Stark decidiu não dizer nada e continuou a conversar com Bruce, o que pareceu irritar o loiro.

— Vocês podem ir fofocar nas porras das suas casas? — Steve perguntou alterado, fazendo Tony se virar com raiva.

— E quem é você pra impedir a gente de conversar aqui? Vá fazer o que quer que seja e nos deixe em paz. — Tony retrucou e Steve quase avançou em sua direção para responder, mas parou ao respirar bem fundo. O loiro entrou na limusine e sumiu da vista dos dois amigos. Tony suspirou pesadamente e franziu as sobrancelhas, encarando Bruce.

— Você está bem? — Bruce perguntou, confuso.

— Sim — Stark respondeu —, e desculpe por isso.

— Tudo bem. — Banner deu um sorriso desanimado e encolheu os ombros. — Ele deve estar em um dia ruim.

— Ele sempre está em um dia ruim, não? — Tony zombou.

— É o que parece. — Bruce concordou.

Tony suspirou. Não sabia o que fazer quanto a Steve. Ele não estava bravo com o moreno antes, então algo muito ruim poderia ter acontecido. Ainda assim, não justificava o seu comportamento. O que restava para Tony era desistir e pensar em outras coisas. Não que fosse muito fácil.

...

Steve estava com raiva. Do que, ele não sabia. Só queria socar alguma coisa. Como Tony se atrevia a conversar tão casualmente com as outras pessoas e com ele apenas chovia ignorância? Audácia, inaceitável. Mas se Rogers fosse pensar melhor, quem começara a intriga foi ele. Bateu-se mentalmente ao lembrar-se desse detalhe.

Aliás, por que Steve se importava? Já estava acostumado a ter desavenças com Tony. Apesar daquela explosão sem motivo aparente que o loiro tivera, estava conseguindo ser menos insuportável com Stark. Porém, depois daquilo, tinha dúvidas sobre a relação deles. Não que tivessem uma, é claro. Apenas eram conhecidos tentando se acertar. Ou talvez não.

— Droga, vou enlouquecer. — Steve resmungou para si mesmo, colocando suas mãos no rosto. Eram tantos pensamentos e controvérsias que lhe deixavam em um péssimo estado... E a única coisa que lhe tirava da obscuridade que o rondava vivia em sua residência. Era pequeno e um tanto fofo, diga-se de passagem.

Steve chegou em seu apartamento, sendo recebido por seu filho Peter. O garoto era adotivo, pois Steve não tinha uma esposa. Peter era uma criança linda, com o cabelo castanho arrepiado e os olhos grandes. Tinha apenas oito anos e era a única paixão de Steve. Ele estaria perdido sem o seu pequeno.

— Olá, filho. — Steve cumprimentou, dando um abraço apertado na criança. — Como foi na escola hoje?

— Foi muito legal! — Peter respondeu. — A gente viu um filme sobre uma aranha monstro. Todo mundo ficou com medo, mas eu fui corajoso. — Peter estufou o peito, orgulhoso. Steve não evitou dar uma risada, e pegou o pequeno no colo, dando-lhe beijos no rosto.

— Esse é o meu filho. E onde está a Peggy? — Steve perguntou procurando por sua amiga, que se oferecera para cuidar de Peter. Era uma mulher muito gentil e cuidadosa; adorava crianças e criava Peter como se fosse o seu próprio filho.

— Está na cozinha, papai. — Peter respondeu. — Tia Peggy fez bolinho de chuva pra mim hoje!

— Uau, que delícia. — Steve sorriu e sentou-se no sofá, afrouxando sua gravata. Peter correu para dentro da cozinha e logo em seguida voltou para a sala, puxando Peggy junto com ele.

— Olá, Steve! — Peggy cumprimentou. — Muito trabalho?

— Muito é apelido. — Steve suspirou, mas relaxou sua expressão. — Obrigado por cuidar do meu pequeno. Você é a melhor amiga da Terra.

— Você sabe que eu sempre quis ter um filho. — disse a mulher. — Cuidar do Peter é o mínimo que posso fazer por você, meu amigo.

— Fique sabendo que você seria uma ótima mãe. — Steve sorriu genuinamente para Peggy. — Mais uma vez, obrigado.

— Essa melação toda vai me fazer chorar. — Peggy limpa uma lágrima imaginária e ri. — Quer jantar, Rogers?

— Eu necessito.

Não tinha sensação melhor do que estar em seu lar; Steve sabia muito bem disso. Desejava poder estar com Peter sempre, mas o trabalho era importante, pois pagava as despesas, a escola de Peter e outras coisas mais; como o salário generoso que Peggy recebia.

Será que alguém tinha noção do quanto Steve era maravilhoso fora do ambiente profissional? Pelo visto não, pois tinham medo dele até quando o encontravam na rua. Talvez o loiro devesse mudar não só com Tony, mas com os outros também. Precisava se relacionar mais, e começaria no dia seguinte.

Não seria tão fácil, mas tentar nunca foi demais.

...

Ao chegar na mansão, Tony foi recebido por Jarvis, seu mordomo. O homem estava impecável como sempre. Mesmo depois da morte do seu senhor, Jarvis não deixara de cuidar daquele lugar, e de si mesmo. Apesar de não parecer, estava na casa dos quarenta; apenas alguns anos mais velho do que Tony e dez anos mais novo do que o falecido Howard.

O mordomo fez uma pequena reverência ao seu atual senhor, sorrindo em seguida.

— Boa noite, senhor. Deseja alguma coisa? — Jarvis perguntou.

— Boa noite, Jarvis. — Tony cumprimentou, desfazendo o nó da gravata e retirando o paletó. Jarvis pegou a peça nos braços. — Preciso de um banho, nada mais.

— Prepararei para o senhor em alguns minutos. — o mordomo pausou um pouco antes de perguntar: — Sauna ou gelo?

— Sauna. — Tony respondeu. Precisava relaxar com um banho bem quente. Após isso voltaria para o seu laboratório, que era o único lugar em que gostava de ficar. Nada de pessoas lhe dizendo o que fazer ou funcionários falando asneiras ao invés de fazerem algo útil.

Tony despiu-se por completo e entrou na banheira. Gemeu satisfeito ao sentir a água quente entrar em contato com o seu corpo. Era uma das melhores partes do seu dia. Esquecia um pouco sobre as pressões, as entrevistas, a executivos lindos que lhe enchiam a paciência... Bom, talvez esse último não desse para esquecer.

Seus pensamentos foram interrompidos por alguém abrindo a porta do banheiro.

— Quer que eu lave o seu cabelo hoje, senhor? — Jarvis oferece ao entrar no cômodo.

— Por favor. — Tony pede.

Jarvis arregaça as mangas da sua camisa social e retira as suas luvas, pendurando-as no suporte perto do espelho. O mordomo pega um shampoo perto da banheira, coloca uma certa quantidade em sua mão esquerda e fecha o pote com a direita. Jarvis espalha o shampoo pelas duas mãos e começa a massagear a cabeça de Stark levemente.

— Jarvis. — Tony o chama meio zonzo, pois a sensação das mãos em sua cabeça era boa. Poderia dormir ali.

— Diga, senhor.

— O que você faz quando você... sente atração por alguém, mas... essa pessoa meio que...

— Continue, senhor. — Jarvis o encorajou.

— ... E essa pessoa é ignorante com você quase todo o tempo?

— Bom — Jarvis ponderou um pouco antes de continuar —, suponho que o certo a fazer é perguntar a ela o porquê dela ser rude comigo. Mas depende do caso. É algo pessoal?

— Acho que sim. — o moreno respondeu. — Essa pessoa geralmente é tolerante com todo mundo apesar de dar medo nelas.

— Talvez ela tente chamar sua atenção de um jeito diferente. Ou simplesmente está tão confusa quanto o senhor. Deveriam ser francos um com o outro, antes que isso gere algo ruim.

— Eu nunca disse que o assunto era sobre mim. — Tony bufou.

— Não precisa dizer, senhor. — Jarvis sorriu. — Mas já passei por isso uma vez, então... Sei do que estou falando.

— Jarvis... — Tony olhou para o seu mordomo, que havia parado de mexer em seu cabelo. Jarvis tinha uma expressão melancólica em seu rosto. Tony sorriu triste, acariciando o rosto do mordomo com os dedos molhados. — Você o amava muito, não é?

— Mais do que qualquer pessoa neste mundo, senhor. Uma pena que tivemos tão pouco tempo...

— Sei que o meu pai te amava também. — Tony ouviu uma risada desanimada do mordomo. — É sério! Eu já cheguei a mandar ele calar a boca e se concentrar no que fazia porque ele só falava de você. Era cômico. Jarvis, não pense que só porque é meu mordomo, que não te considero um amigo. Pode desabafar comigo quando quiser.

— Obrigado, senhor, obrigado. — Jarvis sentiu uma lágrima cair de seu olho, que foi logo retirada pela mão do rapaz mais jovem.

Após o banho, Tony vestiu uma roupa leve e decidiu trancar-se no laboratório. Jarvis veio algumas vezes trazendo lanches para o moreno, mas uma hora foi expulso dali, pois Stark disse que o mordomo necessitava de um descanso.

Volta e meia Tony lembrava-se da conversa de que tivera com Jarvis. O moreno deveria mesmo conversar, ou tentar conversar, com Steve. Precisava entender os motivos do loiro não lhe tratar como deveria. Quem sabe não arrancava um motivo convincente e desistia de vez do executivo? Sim, seria ótimo.

O problema é que Tony não sentia que conseguiria largar de Steve, pois sua atração por ele era um tanto forte. Isso era ruim, e teria que tomar alguma providência logo.

Talvez umas bebidas lhe ajudassem, apesar de ter em mente tudo voltaria à tona depois.

...

No dia seguinte, Tony foi chamado no escritório de Steve para finalizarem os relatórios da algumas reuniões pendentes a quais ambos participaram. Rogers estava surpreendentemente de bom humor, diferente de um dia atrás. Stark quase perguntou o motivo da sua súbita alegria, mas não queria receber outra resposta rude do loiro. Ao menos eles trabalharam sem qualquer tipo de briga ou desentendimento.

— Acabamos finalmente. — Tony disse. — Nunca mais deixarei um relatório sequer acumular.

— Faço das suas palavras as minhas. — Steve concordou, encostando-se na poltrona para descansar. — No entanto, foi uma manhã produtiva.

— Você? Não fizemos muita coisa se formos olhar. Só é cansativo ler tanta coisa e...

— Não falo dos papéis e sim de você. — Steve interrompeu, apoiando os antebraços na mesa e inclinando-se para frente. Estava perto demais, e Stark quase congelou na cadeira. — Ontem fui grosso mais uma vez e peço que me perdoe.

— Ora, por favor, Rogers. Não é como se eu já não estivesse acostumado.

— Eu sei, porém isso é ruim. — Steve disse. — Não quero que pense que estou me forçando a manter um clima agradável entre nós. Estou mesmo tentando, mas... Às vezes não dá.

— Por quê isso? A culpa por acaso é minha? É isso o que quer dizer? — Tony franziu a testa a cada pergunta que fazia, e isso desesperou Rogers.

— Não, droga! Não é nada disso, pelo amor de Cristo. — Steve tentou se explicar rapidamente. — Tente parar de pensar tão mal de mim, Stark. Sei que fui um idiota com você antes, mas estou tentando mudar. Será que não é o suficiente?

— Não parece ser. — Tony respondeu, virando o rosto. Mas o que Rogers esperava, afinal? Que Stark fosse cair de amores por ele só porque estava mudando? Bom, cair de amores não estava sendo muito difícil para o moreno, mas ele tentava usar uma muleta nessa situação.

— Você é impossível. — Steve suspirou, o ar batendo perto do rosto de Stark. O moreno virou-se para encará-lo e tomou um susto. Desde quando estavam tão perto?

— E você é tão... — Tony tentou responder, mas travou. Seus olhos desviaram para a boca pouco aberta de Steve. Parecia ser macia... Sentiu sua aproximação, e se preparou para o pior – ou melhor.

— Senhor Rogers, aqui estão os... — Bruce desatou a falar ao entrar na sala, mas parou ao ver a cena à sua frente. — ... Planos de projetos para o mês que vem.

Banner teve que tossir para disfarçar o sorriso que queria crescer em seu rosto. Depois pediria os detalhes para Tony, mas por hora era o bastante para tirar as suas próprias conclusões.

Steve foi até Banner e começou a conversar com ele, ignorando totalmente a presença de Tony. O moreno sentiu-se incomodado, tanto por Bruce ter atrapalhado quanto por Steve lhe deixar ali sozinho. Por outro lado, Rogers parecia impaciente e batia o seu pé no chão incessantemente. Bruce notou a tensão que se instalou ali, e saiu o mais rápido que conseguiu.

Steve encarou Tony depois de alguns segundos, e viu ele se levantar e passar diretamente por si. Agarrou o braço de Stark e o puxou para perto.

— O que eu faço com você, Stark? — sussurrou o loiro.

— Veremos com o tempo. — Tony sorriu ladino e soltou-se, saindo do escritório sem muita pressa.

Steve não deixou de olhar para o corpo daquele homem desde quando ele se virou. Por alguma razão, ficar perto de Stark lhe causava desejos estranhos. Ele não costumava sentir isso; sempre foi muito ocupado para ter uma vida sexual muito ativa. Não significava que ele não transava; afinal, qualquer homem ou mulher cairia aos seus pés em menos de dois minutos. Ainda assim, Rogers não sentia nada parecido com o que acontecia quando Tony estava com ele. Era ridículo até.

Se não enlouquecesse mentalmente, enlouqueceria de frustração sexual. E tudo isso era por causa de apenas uma pessoa: Anthony Edward Stark.

...


Notas Finais


Hehehe, o que será que vai acontecer? Steve já está com fogo que eu sei...

Comentem e votem, por favorzinho. Adoro saber o que estão achando de tudo isso. Estou feliz com as pessoas que já interagiram comigo. Agradeço a todos desde já.

Bjoks, Dead Cakies. sz


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