História Procura-se Seraphina - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Detetive, Edmundo, Investigação, Mistério, Suspense, Torres Gêmeas
Exibições 1
Palavras 615
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá!
Bom, eu não tenho muito o que dizer aqui e agora...
Apenas que aproveitem!
^^

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Procura-se Seraphina - Capítulo 1 - Prólogo

◈Prólogo


"How many secrets can you keep?"  
      A.Monkeys - Do I wanna know? 


Inspirando

Expirando...

Era o que ela tentava fazer, Seraphina se sentia vazia, estava completamente desesperada. Seus dentes se mantinham cerrados e já se encontravam doloridos pela pressão que a garota fazia.

A porta do seu quarto estava fechada, ela não queria que ninguém a visse naquele estado de pânico, mas ela acreditava que todo mundo em casa estava assim. Suas pernas estavam encolhidas, junto ao corpo, Seraphina abraçava as mesmas enquanto as lágrimas salgadas escorriam pelas suas bochechas e caiam em seus joelhos.

Ela queria tampar seus ouvidos, por causa das sirenes que soavam lá fora, mas para isso, ela teria de soltar suas pernas, e ela não faria isso. Podia ouvir as exclamações das pessoas lá fora, e a televisão noticiando a tragédia na sala.

Suas tentativas de se acalmar, respirando fundo, estratégia na qual sua terapeuta de adolescência indicará parecia não funcionar, Seraphina podia sentir a tontura lhe atingindo de tanto inspirar e expirar.

Seraphina se levantou, cambaleante, tentou se equilibrar, atingindo uma posição ereta.

Se encarou no espelho, pouco se importando da visão horrível que o mesmo refletia. Seu corpo adulto e magricela parecia tremer, os cachos curtos estavam armados numa juba encaracolada, e seus olhos negros estavam vagos e molhados pelas lágrimas.

Suas pintas se distribuíam pelas bochechas e os lábios, nos quais deviam estar rosados estavam pálidos, como seu rosto em si.

Seraphina, então, ouviu um som estridente, ela olhou para a janela, onde agora havia apenas uma torre em pé, podia ouvir as pessoas lá dentro gritando, ela jurava que podia.

O som estridente continuou, ela rolou seus olhos para um objeto que descia rapidamente em direção à torre que sobrara, um novo avião. Ele acertou em cheio a torre, causando uma explosão. Mais gritos vieram. 

Seraphina tapou sua boca, as lágrimas se tornaram frequentes, ela recuou alguns passos, mantendo os olhos arregalados, estalados pelo desespero.

Suas mãos magrelas tremiam novamente, ela agora, podia ouvir de novo as pessoas na sala de estar exclamando "Meu Deus!"

Seraphina teria de tomar uma decisão rápida. Ela respirou fundo e encarou sua mochila, que estava em cima da cama, sob o lençol amarelado, não precisaria dela.

Calçou seus tênis azuis, amarrando os cadarços o mais rápido que podia, olhando-se no espelho, ajeitou seus cabelos e esticou seu corpo na direção do cabide, pegando sua jaqueta e a colocando enquanto observava a fumaça do fogo das torres se alastrar ao redor, deixando uma parcela do céu acinzentado.

Seraphina não se dera ao trabalho de se despedir de ninguém, pegou uma quantidade de dinheiro que possuía e deixou o celular na cômoda, porque como a mochila, ela não precisaria dele. Pegou também alguns cartões e telefones de lojas e lugares em geral, enfiando todos no bolso da jaqueta.

A garota suspirou, indo em passos lentos e hesitantes na direção da janela, que mesmo estando fechada, permitia que o barulho das sirenes atravessasse o vidro.

Apertou as mangas da jaqueta, travando seu maxilar enquanto seu olhar assustado e desconfiado percorria todos os centímetros da visão de tal tragédia.

Seraphina então, posicionou as mãos na abertura da janela, fazendo com que a mesma abrisse. Ela apoiou sua perna direita, fazendo impulso e pulando pela janela, seus pés fizeram barulho na escada de incêndio, e quando seu corpo estava por inteiro nela, Seraphina se virou, puxando a janela novamente para baixo, a fechando.

Não precisaria usar máscara naquele dia, afinal, estavam todos com suas atenções voltadas para o desastre, e era exatamente disso que ela precisava fugir.

Antes de descer a escada, virou sua cabeça, encarando uma última vez a visão de seu quarto, observou todos os detalhes, inclusive o calendário, pendurado na parede, o mesmo marcava a data daquele dia.

11 de setembro, 2001.


Notas Finais


Tanananamm...
E ai? O que acharam?
Gostaram do climinha de suspense?


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