História Procurando Por Sasuke Uchiha - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Ação, Busca, Drama, Ino, Inosai, Itachi, Mistério, Narusaku, Naruto, Sai, Saino, Sakunaru, Sakura, Sakusasu, Sasuke, Sasusaku, Suspense
Visualizações 58
Palavras 1.829
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amados leitores!
Cheguei com um capítulo fresquinho que todos vocês vão gostar! O primeiro POV Sasuke da história! Bom, sem mais delongas, aí vai o nono capítulo!

-Boa Leitura-

Capítulo 10 - Capítulo 9



Capítulo 9


Sasuke Uchiha


Eu estou tremendo, caindo de joelhos
E agora que estou sem seus beijos
Vou precisar de pontos
Estou tropeçando em mim mesmo
Sofrendo, implorando por sua ajuda
E agora que estou sem seus beijos
Vou precisar de pontos
                                               Stitches, Shawn Mendez

 

Alguns meses atrás


"Eu te amo Sasuke." Sua voz soou do outro lado da linha, suave, doce e amorosa como sempre.


"Eu também te amo Sakura."


Ela desligou logo após nossa despedida e eu fiquei ali, preso naquele instante, com o barulho irritante da linha vazia do telefone. Será que eu deveria ter falado alguma outra coisa? O gosto amargo do arrependimento me atingiu como um banho de água fria. Eu queria continuar ouvindo sua voz melodiosa, eu não queria ter desligado naquele momento. Por que eu nunca conseguia expressar a imensidade dos meus sentimentos pela Sakura? Bufei enquanto bagunçava os meus rebeldes cabelos negros. Eu precisava sair para pensar um pouco. 


Caminhei até o meu quarto e vesti um uma roupa casual, escura, e corri até a porta do apartamento, sem esquecer de pegar as chaves do carro e o meu celular. Coloquei meus sapatênis que se encontravam em frente à porta de saída e saí de casa, trancando a porta atrás de mim.


"Boa tarde." A vizinha que Sakura odiava me cumprimentou.


Balancei minha cabeça para ela enquanto ria internamente, lembrando da primeira vez que Sakura havia a visto. Lembro-me de que Sakura tinha ficado a tarde inteira me falando o quanto aquela moça achava que eu era solteiro. O barulho do elevador se abrindo interrompeu os meus pensamentos e eu entrei nele rapidamente, apertando o botão da garagem.


Fiquei tão perdido em pensamentos que quando o elevador parou, com um solavanco, surpreendi-me com a rapidez com que havia chego na garagem do apartamento. Saí às pressas do elevador e me dirigi ao meu carro.


"Por que mesmo você está aqui?" Minha consciência me perguntou, enquanto eu ligava o motor do carro e dava ré. "Para onde é que você está indo?"


Suspirei, sem saber as respostas de nenhuma das perguntas anteriores. 


Dirigi sem rumo por um longo tempo. Até mesmo arrisco-me dizer que dirigi por volta de uma hora sem parar. E então eu parei de supetão ao ver uma loja que me chamou atenção. Suas luzes reluzentes eram o destaque da avenida, e as pessoas que passavam em frente à loja ficavam tentadas a entrar. O que seria aquilo?


Parei meu carro em frente à loja e saí dele rapidamente. Caminhei lentamente até as portas de vidro e uma moça vestida elegantemente abriu-as para mim. 


"Bem vindo a loja de jóias Chopard. Meu nome é Yuuki e eu estarei atendendo-lhe hoje." Ela sorriu, tomando fôlego para continuar sua falação. "O senhor tem alguma coisa que está especificamente procurando?"


Olhei ao redor, perdido. Eu parecia um peixe fora d'água. Eu observava todas aquelas pessoas olhando as brilhantes jóias com olhos arregalados e expressões fascinadas. Olhei ao redor mais uma vez e meu queixo caiu.


Aquele anel exposto na vitrine era perfeito. Como eu não havia visto aquilo antes? 


"Eu gostaria de ver aquele anel."


A moça me olhou surpresa. Ao sair do transe ela se desculpou e me guiou rapidamente até o anel. Com luvas brancas, ela retirou o anel da vitrine cuidadosamente e me mostrou.


"Eu não sou permitida a tirá-lo da caixa." Disse ela, corando. "Este anel é único. Ele foi feito a dezenas de anos atrás pelo imperador do Japão para a imperatriz. Diz a lenda que ele ficou anos trabalhando neste anel para dá-lo a sua noiva quando a encontrasse."


O anel e sua história eram surpreendentes. A pequena jóia era a uma das coisas mais lindas que eu havia visto em toda a minha existência. O arco do anel era feito inteiramente de um delicado ouro branco, com pétalas de flores desenhadas sobre toda a sua estrutura. E, como a cereja no topo de um bolo caseiro, um grande diamante polido e brilhante se encontrava no topo do arco do anel. Aquele anel era simples, mas perfeito.


"Como este anel não foi comprado antes?" Perguntei curiosamente, enquanto observava os mínimos detalhes da jóia.


"Na verdade ele foi comprado por dezenas, até centenas de pessoas. Mas como o tamanho do anel é único, ele não serviu em nenhuma das pessoas que o provaram."


Será que aquele anel serviria na Sakura? Do fundo do meu coração, eu esperava que sim, pois aquele era o anel de noivado perfeito para ela. Eu senti naquele momento de que eu conseguiria expressar a grandeza dos meus sentimentos pela Sakura pedindo-a em casamento com aquele anel indescritivelmente belo.


"Vou levá-lo." 


A moça sorriu, fechando a caixinha vermelha de veludo do anel, e me levou até o caixa.


"Você deseja um bilhete dentro da caixa ao lado do anel?" Ela perguntou, digitando algo no computador.


"Sim. Você poderia escrever no bilhete 'Casa comigo? P.S. Eu te amo.'?" Perguntei, pegando o meu cartão de crédito dentro de minha carteira.


"Claro senhor."


__________


Aquela noite eu fiquei deitado em minha cama, acordado, olhando para o teto, pensando, refletindo sobre a minha vida. Como eu faria para pedir Sakura em casamento?


"Fale para ela exatamente como você se sente." Minha consciência respondeu, como se aquilo fosse a coisa mais óbvia a se fazer. E realmente... era.


Fechei meus olhos e sorri. A caixinha vermelha de veludo em minhas mãos era como se fosse uma ostra que continha uma pérola raríssima para a pessoa mais especial deste mundo para mim. 


O sono já estava me abraçando quando ouvi um barulho dentro do meu apartamento. Aquilo era muito estranho, levando em conta de que eu morava sozinho. Levantei às pressas de minha cama, ainda com a caixinha em mãos, e caminhei até a sala. Acendi as luzes do local e olhei ao redor. Em cima da mesinha de centro estava localizada uma grande estátua de um dragão negro. Meu corpo começou a queimar e minha visão e audição começaram a mudar drasticamente. Caminhei pelos cômodos de minha casa, batendo a cabeça em tudo que eu via para tentar fazer aquela dor passar. Uma pontada atingiu minha cabeça e eu soltei a caixinha com o anel de brilhantes no meio do corredor, logo depois correndo até a varanda. A forma do meu corpo começou a mudar, causando-me uma dor absurda e fazendo meu sangue respingar no chão da sacada.


"Não é possível." Sussurrei para mim mesmo.


Olhei o meu reflexo na porta de vidro da sacada e não acreditei no que eu via. Meu corpo havia se transformado em um grande dragão negro, com musculosas pernas e gigantescas asas que brilhavam com a luz da lua. Encarei os olhos daquela enorme criatura, que era eu mesmo, e encontrei-me com dois olhos ônix me encarando de volta


"Não acredito nisso." Bufei, sem saber ao certo o que fazer. "Como foi que me transformei em dragão?"


Tentei mudar novamente para a minha forma humana, do mesmo jeito que fazia na minha vida passada, mas sem sucesso. Eu não poderia ficar na sacada do prédio na forma de um dragão, então abri minhas longas asas e pulei. Bati minhas asas antes de atingir o chão e fiquei aliviado ao notar que não tinha me esquecido de como voar.


"Não me lembrava o quão libertadora era esta sensação." Sorri, falando para mim mesmo.


Eu me sentia o Batman, voando pela noite escura, me camuflando nos altos prédios e arranha-céus da cidade de Tóquio, enquanto a luz da lua me iluminava, fazendo-me brilhar como um caro diamante negro.


Mas aí aconteceu algo totalmente inesperado. 


Eu me senti tonto de repente e não entendi o motivo. Foi então que eu percebi que alguém estava lançando dardos em minha direção. Eu tentei voar para longe, mas como já havia sido atingido por muitos dardos minhas asas começaram a falhar, e eu me vi cair lentamente. Meu corpo parecia uma pena, flutuando no ar, mas ao mesmo tempo descendo até o solo. Eu perdi a consciência quando senti o impacto de meu corpo caindo em pleno alto-mar, com a água afundando-me cada vez mais e meu subconsciente se dissipando tão rapidamente quanto uma flecha.


"Sakura." Foi o último nome que eu chamei em meio ao meu desespero.


__________


Ouvi vozes ao meu redor. Eu estava curioso para saber do que essas vozes tanto falavam, mas meu corpo não seguia nenhum dos meus comandos. Eu tentei abrir meus olhos, mas eles pareciam pesar mais do que dois mamutes. Me forcei a abri-los mais uma vez e, finalmente, eu tive disse sucesso.


A primeira coisa que eu notei ao abrir minhas pálpebras era que eu ainda estava em minha forma de dragão. Isso era muito incomum. Eu já deveria ter voltado a minha forma humana. Tentei me transformar naquele momento mas eu não conseguia de jeito nenhum realizar aquela proeza.


A segunda coisa que eu notei foi que as vozes havia parado. Eu olhei ao meu redor assim que tive esta realização e notei que eu estava em um campo imenso, preso por correntes de aço pesadíssimas.


"Parece que o dragão acordou." Um homem barbudo comentou, fitando-me com um olhar divertido.


"Alguém deve chamar o chefe." Uma mulher avisou, indo chamar o tal 'chefe', eu deduzi.


Tentei voltar a minha forma humana novamente, mas não obtive sucesso. Eu não queria ter de encontrar o tal 'chefe'. Meu subconsciente dizia-me que eu tinha que fugir daquele lugar, e rápido.


"Relaxa dragãozinho. Você não vai conseguir voltar a sua forma humana. Sem a sua protegida ao seu lado você é incontrolável." O homem barbudo falou novamente, rindo do meu atual estado.


Tentei soltar fogo nele, mas não saiu nem uma única chama de minha boca. O que estava acontecendo?


"Viu?" Ele ria incontrolavelmente. "Sem a sua protegida você é um nada."


"Para de perturbar o prisioneiro Junno." Uma voz rouca, incrivelmente familiar, soou atras de mim.


O homem barbudo parou de rir imediatamente e ficou sério. A cada segundo ele parecia ficar ainda mais branco do que era. Esta voz deveria ser a do tal 'chefe' que todos pareciam temer.


Eu ia me virar para ver o dono da voz aterrorizante, mas eu nem precisei fazer este esforço. Bem na minha frente estava ele. Como eu não desconfiei que ele faria aquilo que estava fazendo comigo naquele momento? Eu deveria ter acabado com aquele homem enquanto havia tempo.


"Como vai irmãozinho?"


"Melhor impossível, Itachi." Sorri cinicamente. "Como pode ver, estou preso em minha forma de dragão, além de estar amarrado com estas correntes de aço pesadas."


"Ainda temos muito, mas muito o que conversar Sasuke." Itachi sorriu maldosamente, afastando-se um pouco de mim. "Então trate de se acostumar com as correntes porque coisas muito piores vêm por aí."


Fechei meus olhos e comecei a pedir a Deus silenciosamente que ele mandasse Sakura ao local que eu estava, e rápido, se não aqueles poderiam ser literalmente os meus últimos momentos de vida.


Notas Finais


E este foi o nono capítulo com um POV Sasuke! Espero que tenham gostado! Não se esqueçam de favoritar a história e deixar sua opinião nos comentários! Até a próxima!


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