História Prófugos - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Juvia Lockser, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Metallicana, Minerva Orland, Natsu Dragneel, Sting Eucliffe, Yukino Aguria
Tags Gajevy, Gale, Gruvia
Exibições 98
Palavras 1.215
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olááá queridos leitores, eu comecei essa fanfic há algumas semanas já e tem uma proposta diferente de Satisfaction, assim como um tempo diferente (alguns séculos atrás). Para quem é novo numa fanfic minha, bem-vindo, essa autora aqui só faz universo alternativo, scrr :D
Os personagens principais são o Gajeel e a Juvia (os irmãos), a Levy e o Gray serão inseridos a partir do Capítulo 1.

A capa foi feita pela linda da Khaleesi (autora de Sigilo, também GaLe), recomendo irem conferir!

Sem mais delongas, boa leitura e até as notas finais <3

Capítulo 1 - Parte I


Fanfic / Fanfiction Prófugos - Capítulo 1 - Parte I

Nas ruas cobertas por uma significativa camada de neve, zanzando famintas e sem rumo pela prestigiada capital francesa, estavam caminhando duas crianças maltrapilhas. Sua identidade era conhecida apenas entre si, não conseguiam lembrar-se por que tal destino lhes acometera e tampouco se possuíam algum lar para o qual voltar. Sabiam, porém, de alguma forma, que eram irmãos.

O garoto era mais alto, possuía cabelos negros e curtos, a pele morena e olhos de tom escarlate, vivia com uma expressão carrancuda no rosto. Mesmo com frio, dera sua manta gasta à irmã, mais baixa, de cabelos e olhos azuis-escuros e pele pálida. As diferenças não resumiam-se à aparência, suas personalidades eram bem distintas e, até mesmo, opostas. Enquanto o menino era protetor e parecia uma fortaleza impenetrável, a garota era frágil, chorava com frequência e tinha o péssimo hábito de confiar facilmente em estranhos, não medindo o risco que aquilo poderia lhe oferecer. Sabe-se Deus o que fariam de suas vidas, ainda tão curtas, mas, naquele momento, dormir próximos à catedral, Notre Dame, não parecia uma ideia de todo descartável.

Encostados a uma das enormes paredes rochosas do lado externo, os irmãos aninharam-se um no outro a fim de enganar um pouco a nevasca e dividiram seus cobertores finos, procurando ao máximo ignorar a fome que os assolava. Não tinham noção de quanto tempo dormiram, mas pareceu pouco quando foram acordados por um homem de aparência bizarra e roupas de cores vivas.

– Ei, pirralhos. O que fazem na rua com um frio desses? Estão perdidos? - o desconhecido perguntara, forçando uma falsa preocupação que seria percebida por qualquer um, menos alguém inocente como a menina, Juvia.

– Sim, nós estamos… - a azulada contaria tudo ao homem, se a mão direita de seu irmão não lhe cobrisse a boca. Sua inocência chegava a irritar demais o garoto, chamado Gajeel.

– Quieta, Juvia. - murmurara, sem desviar os olhos da figura alta e assustadora às suas frentes. - Estamos na rua há um tempo, sim, mas não estamos perdidos.

– Que garotinho petulante você. - o homem abrira um sorriso maldoso e, antes que pudesse pensar em fazer algo, acontecera algo inesperado: a barriga das duas crianças roncaram ao mesmo tempo, denunciando sua fome. - Ora, ora… Vejo que estão com fome.

– O que pretende? - a voz forte e orgulhosa de Gajeel se fez ouvir enquanto o mesmo colocava um braço de forma protetora à frente da irmã. Podia perceber a malícia e a maldade naquele homem, não só pelo tom da sua voz como por sua postura.

– Diga-me, mocinha. Gosta de circo? - ignorando a afronta do mais novo, a figura misteriosa perguntara à azulada e seus olhos brilharam.

– Juvia ama circo! - a menina exclamara, unindo as mãos em animação.

– E você, garoto? Aposto que não deixaria sua irmã se aventurar por um circo sozinha.

A contragosto Gajeel assentiu, levantando-se com certa dificuldade e sustentando Juvia num braço para que a mesma pudesse acompanhar-lhe. Mesmo com a pouca idade, ele conhecia a maldade dos adultos, teve consciência que sua irmã fora fisgada e que, mesmo detestando admitir, o homem estava certo. Nunca deixaria a azulada sozinha, mesmo que ela fosse a responsável por seu futuro incerto e arriscado, sentindo que não era a primeira vez que a mesma os botava em perigo por sua ingenuidade.

– Venham comigo, podem confiar em mim. Sou Jose Porla, dono da companhia circense Phantom Lord. - e, estendendo uma de suas mãos em direção aos irmãos, Porla sentira-se extremamente sortudo quando a garotinha pegara sua mão.

A sorte parecia sorrir para Jose Porla e da forma mais inusitada que pensou. Ouvira de uma cartomante sobre seu destino naquela madrugada, e por parecer tão improvável, a xingou com palavras chulas e discursos ordinários. Jamais pensaria que o futuro visto pela mulher seria realizado: encontrar crianças abandonadas enquanto caminhava pelas ruas de Paris, salvando o circo da situação precária que estava passando.

Jose levara consigo, então, o casal de irmãos ao acampamento temporário no qual seus subordinados e os animais dos quais o circo dispunha estavam instalados por aquela semana. Ao chegar ao seu destino, causara um misto de estranheza e curiosidade por parte dos circenses.

– Metallicana! Apareça, seu bêbado maldito! - o superior gritara, fazendo Juvia cobrir os ouvidos com ambas as mãos, e logo surgiu, de uma das tendas, um homem de cabelos esbranquiçados e barba por fazer, segurando um violão de madeira gasta na mão esquerda e uma garrafa de vinho barato na direita. Parecia mal-humorado, seus olhos eram cinzentos e possuía diversos pregos nas laterais do nariz, abaixo do lábio inferior e em suas orelhas.

– Com estes pirralhos aí, deixe-me adivinhar. - o homem começara, de forma entediada, antes que a palavra fosse dirigida a ele novamente. - Quer que eu vire babá do moleque, não é?

O pequeno Gajeel teve sua face tomada por perplexidade e um sentimento de relutância brotava em seu interior ao ouvir a frase de Metallicana. Sua mente dizia-lhe: “você não precisa de ninguém, tampouco uma babá”, enquanto Porla ria de forma que causava asco em qualquer um que ouvisse.

– Perspicaz como sempre, até que a bebida parece não afetar seu raciocínio, dragão de ferro. O nome dele é Gajeel, veja no que ele se sai melhor e bote-o para trabalhar quando julgar que está pronto. - dito isto, o homem de cabelos pretos e bigode bizarro empurrara o garoto ao homem de aparência imponente.

– Espero que daí saia algo que preste. - o apelidado “dragão de ferro” resmungara, arqueando uma de suas sobrancelhas, feita com pregos, ao perceber o ar petulante do rapazote maltrapilho.

Logo em seguida os, agora, mestre e discípulo adentrarem a tenda da qual Metallicana saíra, Juvia, que até então estava quieta, começara a lutar contra as lágrimas que se formavam em seus olhos. Desde sua memória mais antiga estava com o irmão, era protegida e cuidada por ele. O que seria de sua frágil e pequena pessoa longe de Gajeel? O desespero começava a invadir seu peito como uma tempestade.

– Deixe a menina comigo, Porla. Posso torná-la minha pupila e assim será uma preocupação a menos para você. - uma mulher de cabelos pretos e longos, arrumados num penteado exótico, e olhos verdes aproximara-se, colocando as mãos sobre os ombros delgados da azulada. O tom da mulher era firme e um tanto autoritário, mesmo sendo criança, Juvia duvidava que Jose Porla recusasse seu pedido pelo tom que o fizera.

– Vejam só, Minerva, a dama das ervas e da corda bamba, está assumindo a chegada da idade! - o homem rira de seu próprio comentário maldoso. - Pois bem, faça como bem entender, a menina é muito nova para que eu possa usá-la, de qualquer forma.

– Você é nojento. - a mulher chamada Minerva balançara a cabeça em negação e pegara a pequena no colo, mesmo que esta não fosse tão pequena para isso, a morena era muito forte. Dirigiram-se a uma tenda verde, com bordados que lembravam as tapeçarias vindas das Índias e por ali ficaram o resto da noite.

Após anos de solidão e abandono, vivendo por sua própria conta e risco, Gajeel e Juvia foram definitivamente inseridos na companhia circense Phantom Lord, procurando aderir ao circo como seu novo lar, por pior que o mesmo pudesse se mostrar.


Notas Finais


Até segunda teremos as III partes concluídas, peço que sejam pacientes para a chegada do capítulo 1, essas 3 partes são uma parte de "teste" também. Espero de verdade que gostem.

Como a fanfic vai funcionar:
- Há a Parte I, II e III que contam o passado do Gajeel e da Juvia;
- A partir do Capítulo 1, o enredo em si começará;
- A fanfic será atualizada a cada 5 capítulos prontos;
- Por favor, evitem serem leitores fantasmas.


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