História Prófugos - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Juvia Lockser, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Metallicana, Minerva Orland, Natsu Dragneel, Sting Eucliffe, Yukino Aguria
Tags Gajevy, Gale, Gruvia
Exibições 84
Palavras 1.502
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


A Blonder provavelmente vai me matar porque ela queria me fazer segurar até quarta, MAS EU NÃO RESISTI -q
Eis aí a segunda parte, comentem pra eu saber o que vocês estão achando e até a próxima~

Bjins <33

Capítulo 2 - Parte II


Fanfic / Fanfiction Prófugos - Capítulo 2 - Parte II

Uma garota de cabelos longos, azuis e ondulados, de pele pálida, ainda no processo de tornar-se moça, equilibrava-se de forma centrada na grossa corda presa a dez metros do chão do picadeiro. A estrutura que segurava a corda bamba era segura, porém, quem assegurava a própria vida era a azulada. Possuía dois livros grandes sobre sua cabeça e o olhar, concentrado, para frente. Abaixo de si, estava uma mulher de pele azeitonada e cabelos pretos, de braços cruzados, atenta a cada passo de sua pupila com seus olhos verdes.

O clima era tenso sob a tenda do circo enquanto Juvia treinava. Os palhaços, malabaristas e, até mesmo os trapezistas, paravam o que faziam vez ou outra para observar o progresso da jovem na área de sua mestra, Minerva. Os pés descalços da aprendiz estavam um tanto vermelhos e machucados, visto o árduo treinamento que fazia desde que entrara na companhia – dois anos atrás – e a textura da corda não ser lá muito macia. Porém, era necessário que fosse áspera e grossa para impedi-la de cair.

Por breves segundos, Juvia perdera o foco e deixara cair os livros no chão, os mesmos fazendo um estrondo e levantando poeira ao se encontrarem à superfície.

– Esqueça isso, continue! - Minerva gritara do picadeiro antes que a azulada olhasse para baixo, preocupada com a perda daquilo que a auxiliava a manter a postura ereta e, consequentemente, o equilíbrio.

Ouvindo as palavras da mestra, a menina da corda bamba assentira, procurando manter a concentração mesmo com a queda dos livros. A corda possuía vinte metros de comprimento, e calculava faltar, aproximadamente, cinco metros para concluir seu percurso. Porém, imprevistos acontecem, e, com o suor, um dos pés de Juvia escorregara e assim, perdera seu impecável equilíbrio.

– Juvia! - a morena gritara, sem saber ao certo como agir naquele momento. Criara um vínculo forte com a aprendiz, considerando-a até mesmo como uma filha que nunca teve.

Os circenses que estavam ali ensaiando ou apenas observando logo se mobilizaram em diferentes cantos para prever aonde Juvia cairia, mas, para a surpresa de todos, a azulada conseguiu segurar-se na corda com uma das mãos, para alívio dos homens e de Minerva.

– Está tudo bem agora? - a Orlando perguntara, disfarçando a apreensão.

A garota não respondera com palavras, e sim com o seu êxito no trajeto final da corda bamba, rodopiando suavemente e calculando a velocidade de seus movimentos para seus pés firmarem-se na superfície áspera e instável. Os palhaços, acrobatas do trapézio e todos os que haviam parado quando Juvia quase caíra ainda permaneciam parados, mas, desta vez, em vez de preocupação, estavam admirados.

Porém, ninguém estaria tão admirado quanto o irmão da jovem, Gajeel Redfox.

Quando chegaram ao Phantom Lord, a azulada era uma perfeita chorona, insegura e inocente a ponto de pô-los em risco – bem, graças a mesma que estavam lá. Para o moreno era difícil, embora reconfortante, aceitar a mudança de personalidade de sua irmã em tão pouco tempo. Estava mais rígida, não deixava-se abalar com facilidade e a última coisa que gostava de demonstrar era fraqueza – traços da personalidade de sua mestra. Ao descer as escadas e voltar ao solo firme, Juvia recebera um abraço apertado e despreocupado de Minerva.

– Estou muito orgulhosa de você. - a morena dissera de forma que somente a discípula ouvira, e ambas retiraram-se do picadeiro para a tenda que compartilhavam. Como boas mulheres, comida e conversa sempre eram bem-vindas.

Voltando às suas obrigações, os circenses agiam como se nada tivesse ocorrido e como se estivessem treinando arduamente desde o momento passado. Se Jose Porla os visse vadiando, as consequências seriam severas, e, por esse motivo, que Metallicana dera um tapa ao pé do ouvido de seu “discípulo petulante”, como o apelidara.

– Ei! Isso doeu! O que eu fiz? - o jovem gritara com o mestre, irritado.

– Abaixe essa voz, moleque. Se Porla nos encontrar comendo mosca, ele vai nos fazer comer o que elas mais gostam de rodear. - Metallicana cruzara os braços, ignorando a careta de nojo que Gajeel fez. - Vamos lá para fora, quero ver se vem estudando o bastante.

Obedecendo, o moreno e o homem de cabelos prateados se dirigiram para a clareira atrás das tendas dos subordinados da companhia. Nos troncos, de três árvores, haviam pedaços de metal cravados de ambos os lados em diferentes alturas. Nestes suportes, o dragão de ferro fazia o discípulo exercitar-se segurando-se com as mãos nas barras desde que chegara ao circo. Era incrível como o Phantom Lord instalara-se em Paris por tanto tempo, não passava mais que quatro meses nas cidades e, atualmente, encontrava-se na capital francesa há três anos. Provavelmente, Porla estava aguardando que Juvia e Gajeel estivessem melhor preparados para as viagens que fariam adiante.

– Eu já fiz cem dessas hoje cedo, está brincando que vou ter que fazer de novo. - o Redfox cruzara os braços, emburrado. O garoto possuía um gênio um tanto complicado.

– Três anos comigo e ainda não aprendeu quase nada sobre os meus métodos… - Metallicana suspirara. - É nisto que quero ver como está se saindo. - dito isso, um violão fora atirado ao jovem, que o segurara prontamente com a mão esquerda. - Seus reflexos melhoraram. - o mestre observara.

– Se era isso, já viu que venho estudando bastante. - Gajeel zombou, escorando-se no tronco de uma árvore sem as barras e sentando-se na grama gasta, encaixando o instrumento no colo.

– Se continuar dessa forma, descobrirá da pior forma possível o por quê me chamam de “dragão de ferro”. - o homem dos cabelos prateados respondera no mesmo tom, abrindo a garrafa de rum que pegara no caminho pra a clareira e dando bons goles enquanto o discípulo dedilhava as cordas do violão.

Minutos passaram-se de forma arrastada, o homem e o garoto permaneciam em silêncio, apenas apreciando o som do instrumento que o mais novo tocava e os ruídos dos pássaros que ali passavam. Em tardes ensolaradas, os pequenos bichos alados não cansavam-se de cantar. As poucas mulheres do circo amavam, porém, os homens detestavam. Alguns, por pura maldade, atiravam pedras nos pobres animais com estilingues para que ficassem quietos.

– Sabe, por mais escroto e bizarro que seja… - o moreno começara, interrompendo a melodia que tocava e chamando a atenção do mestre. - Eu quero ter esses troços na cara que você tem.

Mesmo que Metallicana fosse um homem sério, rígido e quase desprovido de senso de humor, o modo como o garoto referira-se aos seus pregos no rosto fizeram-no cuspir a bebida e rir descontroladamente.

– Precisará mais do que vontade se quiser ter sua cara furada por essas relíquias, moleque.

– Então ensine-me mais. - Gajeel levantara-se repentinamente, ignorando ter derrubado o violão no chão de forma brusca. - Eu também quero ser um dragão de ferro.

– Se continuar seguindo meus ensinamentos, irá se tornar um mais cedo do que espera. - Metallicana respondeu, olhando nos olhos flamejantes do discípulo. Embora o pequeno Redfox fosse petulante e “durão”, dentro de si havia uma criança determinada a vencer o mundo, e o mais velho apreciava isso.

Anoiteceu, e todos encontravam-se descansando em suas tendas, pois haveria um espetáculo mais tarde. Crianças, adultos, mendigos, qualquer um que possuísse um mero item de valor, por mais barato que fosse, poderia assistir. Porla idolatrava objetos de valor monetário, portanto, até o mais insignificante bracelete de cobre era bem-vindo. Quanto mais os pobres e os ricos lhe davam, mais sua fortuna estabilizava-se. A companhia Phantom Lord possuía um bom orçamento para a região, porém, seus funcionários recebiam merrecas, o suficiente para comparem apenas bugigangas a cada cidade que visitavam.

Minerva Orlando e Juvia Lockser – sobrenome recebido em homenagem ao pai da mestra – arrumavam-se em sua respectiva tenda. Naquela noite, seria o debute da aprendiz da dama das ervas, executando um número com a mais velha. Enquanto isso, na outra tenda, Gajeel e Metallicana aprontavam-se para o número das Facas Flamejantes, que, como o nome já dizia, era bem perigoso.

Finalmente, a hora do espetáculo chegara e todos seguiram sua ordem de apresentação. Os irmãos Redfox e Lockser sobressaíram-se, arrancando palmas e mais palmas da plateia. Isso os deixara orgulhosos, afinal, vinham trabalhando arduamente há um tempo significativo. Metallicana e Minerva procuraram deixar o máximo do prestígio de seus respectivos números aos aprendizes, afinal, já eram veteranos e estavam acostumados com o reconhecimento do público.

Assim que todo o público saíra, inclusive os mestres dos jovens, Porla surgira com seu costumeiro chicote, cartola e as luvas brancas, para seu papel de Mestre do Picadeiro. Seu sorriso era sádico e assustador, surpreendendo os irmãos assim que ambos viraram-se para encará-lo.

– Vejo que tiveram uma boa prova do gosto da fama. - o homem sorrira ainda mais maquiavelicamente, alisando a tira de couro de seu chicote com uma das mãos. - Pois bem, devo ensiná-los desde já então a não deixaram a fama subir à cabeça.

E, naquela noite, Gajeel e Juvia não esperavam que seu orgulho se ferisse mais do que seus corpos açoitados.



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