História Profundo - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Itachi Uchiha, Kabuto, Karin, Kisame Hoshigaki, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Orochimaru, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki, TenTen Mitsashi
Tags Itakisa, Naruhina, Nejiten, Sasusaku, Suika
Visualizações 392
Palavras 1.978
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oioioi, gente!
Eu continuo por aqui, sim.
Essas duas semanas foram dificeis pra postar, por conta do meu novo horario de trabalho, mas não desisti da história.
Muito obrigada por quem está lendo e comentando, amo todos, sério <3
Vou tentar trazer capítulos com mais frequencia, okay?

Beijinhos.

Capítulo 15 - O Plano do Rei


Fanfic / Fanfiction Profundo - Capítulo 15 - O Plano do Rei

~O PLANO DO REI~

 

O plano de Kisame era tão estúpido que nenhum dos dois irmãos Uchiha achava que daria certo, entretanto, era a única idéia que tinham e o tempo estava correndo, precisavam por em prática qualquer coisa que não envolvesse entregar as outras duas sereias nas mãos do cientista.

O homem tubarão respirou fundo e recebeu um aceno de cabeça do rapaz magrelo ao seu lado, ele seguiu sozinho pelo corredor, Itachi ficou para trás pois este era o combinado, as palmas das mãos suando e o coração palpitando forte, entrou na ala veterinária exalando um ar despreocupado, fechando a porta depois de entrar, fingiu surpresa ao encontrar Kabuto com muita impaciência no olhar ao lado de um loiro caído e uma moça aos prantos, sentada ao lado do corpo desmaiado do rapaz.

- Bom dia, chefe. – Ele cumprimentou e veio se aproximando. – Disseram que tinha uma bomba de aquário sobressalente aqui, vim buscar. – Mentiu, suas palavras pairaram no ar, tornando o ambiente pesado mais ameno. – Que é que houve ai? O loiro passou mal?

O cientista ruminou bem as palavras antes de soltar um ‘sim’, junto de um meneio de cabeça.

Hinata ergueu os olhos e encarou Kisame, implorando por ajuda em silencio.

- Deve ser esse tempo, hein? Um dia quente, outro frio.

- Claro. – Kabuto voltou a concordar, ele segurava o celular de Naruto em uma das mãos, guardou dentro de um dos bolsos do jaleco antes de apontar para Kisame e então continuou: - Por que você não vai chamar ajuda?

O cientista arrumou os óculos circulares diante do rosto.

- Ah... Claro.

Merda.

Ele girou o corpo grandalhão e caminhou na direção da porta, parou e voltou sua atenção para o cientista mais uma vez:

- Eu fiz curso de primeiros socorros, sabe? Não é melhor que o senhor vá chamar ajuda enquanto eu dou uma olhada nele?

Ele aprendeu a mentir com os humanos, e este era como se fosse seu teste final. Será que Kabuto acreditaria em suas palavras?

Ignorando completamente a presença do cientista, o azulado se aproximou e ajoelhou-se ao lado de Naruto, aninhando o rosto do loiro entre suas mãos grandes, ele estava respirando, graças a Deus, agora, no mesmo nível em que estava Hinata, o rei percebeu que a sereia tremia diante da situação, ele esperava que Hinata fosse inteligente e entrasse na encenação, controlando qualquer comentário que estragasse o disfarce daquela operação de resgate, Itachi estava muito distante para conseguir chegar a tempo e ajuda-los se o plano fosse por água a baixo.

Kabuto apoiou ambas as mãos nos ombros de Kisame e então impulsionou seu corpo para frente, para ter certeza de que o rapaz continuava desmaiado. O de cabelos prateados caminhou pelo local, desviando-se das gotas de sangue no chão até chegar a bancada, tateou os dedos finos pelas gavetas e armários atrás de alguns frascos, Kisame se aproveitou da situação para acenar para Hinata, ela puxou mais ar para dentro dos pulmões, concordando com um meneio tremulo, atenderia a qualquer ordem de Kisame.

A de longos cabelos avaliou o percurso que tinha de percorrer do local onde estava até a porta, se fosse rápida o suficiente, conseguiria sair enquanto Kabuto estava ocupado com seus afazeres na bancada, sim, ainda havia esperança.

Para ela, pelo menos.

Mas lembrou-se que não entrou ali sozinha, Naruto estava desacordado, se o rei dos mares fosse erguer o loiro e correr até a porta com o rapaz nos braços, talvez não fosse ágil o bastante. E se ele fosse ajudar Naruto, como conseguiria impedir Kabuto se pega-la? A verdade é que Kisame precisava das mãos livres.

Naruto corria um grande risco de ficar para trás.

Mas que mal o tal cientista poderia fazer com ele? Naruto era apenas humano.

Ela se lembrou da ameaça que o de cabelos prateados fez: Ele iria extirpar sua carne até encontrar as barbatanas. E se fizesse o mesmo com Naruto?

Estaria ela pronta para arcar com o peso de sair daquela sala sozinha e deixar o loiro nas mãos de Kabuto?

Quando Kisame indicou a porta com um meneio leve, Hinata saiu de seu torpor, ela já havia parado de chorar em algum momento que não sabia dizer qual,  as mãos ainda tremiam, porém seu peito estava cheio de outro tipo de sentimento: Coragem. Não deixaria ninguém para trás, sabe lá Deus o que havia acontecido com Tenten, e se ela estivesse morta? Não perderia Naruto, não. Ele a sustentou até ali, tinha uma divida com ele, algo do qual ela ainda não tinha certeza se era nutrida apenas por comida ou por um sentimento a mais.

- Quando cheguei ele já estava caído. – Explicou Kabuto, retornando para próximo dos três, apoiou uma das mãos no ombro de Kisame como havia feito antes e se aproveitou da posição privilegiada para sustentar um olhar duro à Hinata, juntamente de um largo sorriso. – Essa daí estava com ele, só chora, não consegue explicar o que aconteceu, não é?

A pergunta fora para Hinata, ela engoliu em seco. Aquele maldito de jaleco a deixava realmente apavorada.

- Acredito que ele tenha batido o rosto em algum lugar e desmaiado. – Murmurou Kisame, a oportunidade de Hinata sair da ala veterinária, esgueirando-se pelas paredes até chegar ao corredor, estava perdida. Era certo de que ele teria de usar força física para livrar-se de Kabuto. – Um pouco de gelo e eu acr...

Antes do azulado terminar a frase ele sentiu uma picada no pescoço, do mesmo lado onde Kabuto apoiava uma de suas mãos, afastou-se do cientista e sentiu algo pesando naquele lado do corpo, levou uma das mãos ao pescoço e puxou a seringa pendurada, o êmbolo pressionado até a metade, um liquido translúcido preenchia o pequeno espaço no interior da seringa, porém muito já havia sido injetado dentro de sua corrente sanguínea.

Hinata aproveitou a chance para se ergueu e avançar na direção do cientista, estava pronta para arriscar tudo em nome daqueles dois, nunca imaginou que o humano a acertaria com um tapa espalmado em uma das bochechas, fazendo-a desequilibrar-se e voltar ao chão, ajoelhada.

A dor percorria toda a metade de um lado de seu rosto, nunca tinha sentido algo como aquilo.

Kisame foi o próximo a se colocar de pé, ele fechou as mãos e distribuiu murros a esmo na direção do cientista, seu corpo estava pesado, seus movimentos não respondiam ao nível de velocidade que ele queria, o que diabos estava acontecendo? Com facilidade Kabuto desviou dos lentos socos de Kisame, ele tinha as mãos dentro dos bolsos do jaleco branco, sorriu na direção do homem azul quando este o fitou nos olhos, procurando por respostas.

- Você não era o cara que apareceu do nada no tanque delas? – Perguntou o cientista e então sorriu, quando viu Kisame entrando pela porta teve a certeza de que ele também estava metido naquela merda toda. – Quem mais está nessa?

Quando Kisame caiu por sobre Naruto, ele teve a certeza de que seu plano foi muito mal premeditado, Itachi deveria estar mais perto! Como pode ser tão burro? E agora o cientista não tinha apenas um corpo para explorar, tinha dois. Hinata girou o corpo do maior para o lado até que Kisame ficasse de barriga para cima, encarando o teto alto da ala veterinária, o rei dos mares foi derrotado em um movimento tão rápido que ele se quer havia notado.

Aquele corpo, aquele nível de oxigênio, andar sobre duas pernas... Estava deixando-o cada vez mais velho, mais humano. Já não era mais o que um dia foi.

Sua visão foi se tornando turva, um breu.

Ignorando a latência em sua de suas bochechas, Hinata se pôs outra vez de pé, pronta para um novo ataque, desviaria das mãos dele, sim... Iria empurrar o cientista para longe, tinha que libertar aqueles dois do enlace terrível em que estavam, mas novamente foi pega por Kabuto, ele a segurou pelos longos cabelos azulados, os dedos firmemente presos nas madeixas, na altura da nuca, puxou-a pela extensão da ampla sala e a arremessou na direção de uma estante com pequenos tanques. O impacto do corpo de Hinata contra o tanque mais alto fez com que este rachasse e a água começasse a vazar pela superfície não mais integra.

A força da água tratou de arrebentar o restante do vidro e os pequenos peixes esverdeados que estavam ali perderam sua morada. Todos caíram no chão, saltitando, desesperados, pela quantidade de oxigênio excessiva entrando em seus corpos.

Aquilo não fez Kabuto parar, ele avançou por entre os peixes pouco se importante em pisar em alguns no meio do caminho, Hinata escorregou pelo chão, tentando se afastar mais do homem, o barulho dos ossos dos animais aquáticos sento amassados pelos sapatos sociais de  Kabuto ecoavam em sua cabeça, ela seria a próxima?

Outra vez o cientista a pegou pelos cabelos, forçando a mulher a ergueu-se nas duas pernas e a caminhar para frente. Ela chegou até a base do balcão e sentiu seu corpo esguio ser prensado contra a superfície de inox pelo corpo de Kabuto, suas respirações entrecortadas faziam com que o ar faltasse aos seus pulmões agora que ela voltou a chorar.

O homem abriu a porta dos armários acima da cabeça da jovem e puxou vários conteúdos de dentro, espalhando-os sobre a bancada, os objetos metálicos tiniam, até encontrar o que queria: algo cortante, pontiagudo. Um bisturi.

Ele empunhou entre os dedos de uma mão o bisturi, com a outra, soltou os cabelos dela e deslizou a mão livre até os lábios trêmulos da moça, fechando a boca dela com um enlace e diminuindo o volume dos soluços. Hinata sentiu seu corpo ser comprimido ainda mais pelo homem, não era como Naruto havia feito, não havia delicadeza ou desejo algum, apenas o completo pavor.

- Fique quieta. – Ele ordenou e mesmo que a moça não pudesse ver o rosto dele, sabia que o sorriso de escárnio estava preso naqueles lábios. – Ou vai doer ainda mais.

Como poderia obedecer? Ou melhor, como poderia desobedecer? Não sabia como reagir aquilo. A outra mão dele desceu a bainha do tecido que lhe protegia os membros inferiores, quando sentiu o peso do tecido caindo entre seus tornozelos, sabia que sua pele estava exposta, protegia apenas pela calcinha de algodão com desenhos de sorvetes coloridos.

Ela levou as mãos ao braço que lhe enlaçava a boca e fincou as unhas quando ele perfurou sua pele alva com a ponta do bisturi, criando um corte fino e extenso pela lateral de sua perna.

As lagrimas encharcavam seu rosto e o grito de dor tentava transponir a barreira que lhe foi imposta quando Kabuto a impediu de falar com sua mão.

Sentia o sangue escorrer por sua perna, sentia a dor percorrer todo seu corpo.

Outro corte, desta vez mais fundo, mais longo, paralelo ao primeiro.

O enlaço de Kabuto diminuiu de intensidade, aos poucos a mão dele escorregou de seus lábios até que o peso do corpo do cientista já não estivesse mais no seu, porém o choro continuava ininterrupto. Ela sentiu um toque delicado em seus ombros e percebeu não ter coragem suficiente para se virar e encarar o agressor nos olhos.

- Hinata? – A voz era de Naruto, fraca. – Sou eu.

Ao virar-se e encarar o loiro, sentiu-se aliviada, mesmo ao encarar o rosto dele coberto de sangue e o nariz torto no rosto, os lábios curvaram-se em um sorriso que expressava todo o esforço que ele sentia ao fazer o movimento. Os olhos dela caíram sobre o cientista, desmaiado no chão, agora era ele quem tinha uma seringa fincada no pescoço – a mesma que foi usava para deixar Kisame desacordado – o liquido havia sido todo injetado em Kabuto, de modo que a seringa estava completamente vazia.

- Vamos sair daqui. – Garantiu o loiro. – E você vai pra casa.


Notas Finais


O PREÇO DA FELICIDADE

Sasuke está preso em uma cadeira de rodas e, depois da morte do pai, a família consegue o dinheiro suficiente para uma cirurgia na coluna que pode fazer o jovem voltar a andar.
Durante os preparativos, ele conhece uma encantadora moça com cabelos cor de rosa que muda sua percepção sobre muitas coisas.
Porém a vida não é justa e os dois irmãos Uchihas tem que entender que suas escolhas custam um preço muito caro.
https://spiritfanfics.com/historia/o-preco-da-felicidade-8356022


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