História Profundo Oceano - Capítulo 12


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Mistério, Revelaçoes, Romance, Sereias
Exibições 27
Palavras 2.816
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OIEEE VOLTEI PESSOAS!!
Ta ai mais um capitulo
Espero que gostem
Boa leitura
Bjinhos

Capítulo 12 - Guardião


Fanfic / Fanfiction Profundo Oceano - Capítulo 12 - Guardião

Acordei sem entender o que havia acontecido, não conseguia lembrar de muita coisa depois que sai do carro de David. Levantei pondo a mão na cabeça e me assustei quando senti o hematoma. 
-Aí.- murmurei. -Devo ter batido a cabeça em alguma coisa quando desmaiei.-  
       Fui até o banheiro e olhei meu reflexo no espelho. Ainda estava com a maquiagem e os acessórios da noite anterior. Olhei em direção a minha cama e vi o vestido estendido com cuidado. Tão lindo. Parecia ser realmente de uma princesa. Droga. Você é uma princesa Katherine! Entenda. A ficha ainda não tinha caído, não conseguia acreditar. Ou não queria. 
        Todas as coisas que David me revelou vieram a tona mais uma vez. Pensei em minha tataravó, uma rainha dos mares; Em minha avó, que nunca achei que tinha,vivendo no oceano governando um palácio, e pensei em George. Aquele homem que nem conhecia já me fazia ficar com repulsa. A tontura voltou e ameacei cair novamente. Mais que merda. Segurei-me na cama e tentei permanecer em pé. Algo brilhou por debaixo da minha blusa e ofuscou minha visão com uma luz azul. Peguei o objeto mágico, herança dos mares passada anos e anos até ser entregue nas minhas mãos.  Porque está brilhando? Humm, Day disse que ele era protetor da família real, então acho que ele pode esta me protegendo ou cuidando, sei lá. 
       A dor de cabeça e tontura passou instantaneamente. Considerei a hipótese de cura do amuleto, talvez seja bom te-lo por perto. Tenho que me lembrar de perguntar sobre ele e a senhora misteriosa para David. Aí meu Deus! Esqueci que combinei com ele de nos encontrarmos na floricultura. Droga!
     Apressei-me, tomei um banho rápido e vestir um short jeans e uma blusa preta de alcinha. Desci as escadas pegando minha bolsa jogada no sofá, antes de sair. 
-Ei Kathe! Onde você vai com essa pressa toda garota?-
Virei-me para minha mãe preocupada.-Oi mãe, desculpa. É que preciso encontrar o Day urgente. Eu volto logo.-
-Não sei não Katherine, você ainda está muito fraca de ontem. Acho melhor não fazer esforço. -
-Não precisa se preocupar dona Victoria, estou bem. - disse abraçando-a de propósito para que ela não me proibisse. Eu preciso de respostas. 
-Tchau mãe, até mais tarde.-gritei enquanto corria para o portão fechando-o logo atrás de mim. 
     Cheguei logo na floricultura já que quando estava esperando o ônibus, encontrei David. Ele estava de bicicleta e me deu carona até o local marcado para nossa conversa. Pela primeira vez foi estranho ir na bicicleta com Day. Me sentia  diferente, meu coração batia depressa sem explicação e a sensação de estar tão perto dele, depois do nosso quase beijo, me deixou receosa. Sei que ele sempre gostou de mim,ou pelo menos é isso que o mesmo fala, mas isso nunca aconteceu comigo. Eu nunca senti nada além de amizade por Day. Talvez eu só esteja sensível com todos esses acontecimentos e confundi as coisas. Tomara que seja isso mesmo, não quero estragar uma amizade por uma paixãozinha boba.  
     David estacionou, prendeu com correntes seu transporte e entramos na loja. O sino tocou quando abri a porta antiga e avistei dona Elisa no balcão decorando um vaso com margaridas. 
-Bom dia meus amores!-saudou com um sorriso caloroso. 
-Bom dia Dona Elisa, como vai?- perguntei lhe dando um abraço.
- estou bem sim minha filha,vai almoçar conosco?- 
-Ham..-
-Sim, ela vai vó. -David falou antes que pudesse responder.
-Ah que felicidade! Vou agora mesmo fazer aquela macarronada que você adora. - 
-Ah não precisa se incomodar dona Elisa, eu como qualquer coisa- 
-Não,onde já se viu?! Vou fazer sim. David, cuide da loja.- na mesma velocidade que falou, saiu dando fim na conversa. 
-Ela é o máximo.-disse rindo. 
-É, ela é mesmo. - Day sentou em uma das mesinhas cheias de arranjos de flores e fez um movimento com a cabeça para que eu sentasse na cadeira ao seu lado. Coloquei minha bolsa no balcão e sentei.
-Então, você vai me contar sua história agora?- perguntei ansiosa.
Ele olhou pra mim dando um longo suspiro e começou. -Há muitos anos, na mesma época que Ambelly governava, o mundo vivia em guerras e desavenças constantes com qualquer pessoa que praticasse algum tipo de magia, feitiço ou soubesse algo sobre outras dimensões ou qualquer coisa que fugisse da realidade.- Ele parou quando um passarinho pousou na janela e ficou nos olhando curioso. David abriu a janela e habilmente, pegou o animalzinho nas mãos e, com delicadeza, o colocou no dedo. 
-Que lindo.- disse alisando suas penas.
David riu baixinho e o colocou de volta no parapeito da janela. 
-O governo descobriu a prática de "atividades paranormais", como diziam, e começou a captura dos responsáveis pelo ato. -
-Como por exemplo?-quis saber.
-Magos;feiticeiros;conhecedores de ervas medicinas e mágicas; fadas;duendes; elfos enfim, qualquer criatura mágica. - 
-Ah- foi o que conseguir dizer. 
Tenho que me acostumar com o fato dessas criaturas viverem no nosso mundo ou em outro. Afinal, também sou uma delas. 
-Por isso, muitas pessoas saíram de onde estavam e foram em busca de abrigo em outro lugar longe dos que queriam destruí-los.-
-Onde eles foram pedir ajuda?-
-Nos mares.-disse olhando nos meus olhos.
-Eles fugiram para o oceano?!-
David balançou a cabeça em concordância e prosseguiu a história.
-O povo do mar ficou sabendo das barbaridades que os humanos estavam fazendo com os seres mágicos e não pensou duas vezes para lhe darem abrigo por tempo indeterminado. -
-Nossa, que bom. Mas se eles não eram seres marinhos, como respiravam?-
-August Yukio, o mais velho e mais poderoso mago da época, fez um feitiço que possibilitava que todos os seres que tomassem essa poção, teriam a capacidade de respirar em baixo d'gua, além de viverem como verdadeiros cidadãos marinhos.-
-Ata entendi. Mas eu não estou entendendo o que isso tudo tem haver com você-
-Calma Kathe, eu vou terminar ainda. Deixe de ser curiosa.- Revirei os olhos e ele continuou.
-Bom, os novos moradores chegaram no palácio da rainha Ambelly dispostos a servirem a mesma, o que foi ótimo já que o povo do mar precisava de aliados contra George. Houveram várias batalhas afim de exterminar o tirano, como você já sabe, e que contaram com a importante participação de todas as criaturas mágicas. -
-Então eles venceram muitas lutas né?-
-sim, muitas. A contribuição deles foi de extrema importância para diminuir os números de capangas de George, resgatar objetos roubados da população e garantir a segurança da família real por muitos anos. -
Ele limpou a garganta e mexeu nas flores que adornavam um jarro na mesa. -Durante esses anos, August ficou muito próximo de Ambelly.-
-Quão próximos?-
-A ponto de virarem namorados e até terem uma herdeira secretamente.-
-meu Deus-
-Pois é, August ajudou a preparar sua filha para assumir o reino, e assim que a princesa nasceu, perdeu o pai em uma luta. August queria vingar a amada, mas George estava mais forte.- parou por um instante. 
-Seu aprendiz e sobrinho, Max, continuou com os ensinamentos sobre magias e outros mundos com os alunos da academia de August. Max cuidou da princesa e depois de sua avó, até sua morte. Ele prometeu para sua bisavó que cuidaria da sua filha, foi o protetor e amigo da sua avó. Um verdadeiro confidente.-
Sorri ao imaginar a amizade deles. -Queria te-lo conhecido. - falei com sinceridade.
-Eu também. Ele era meu bisavô.-
Fiquei pasma. -Sério?? Caramba Day! Espera, se seu bisavô era um feiticeiro, quer dizer que você é...-
-sim Kathe, eu sou um feiticeiro.-
Fiquei sem reação. Meu amigo de sempre, um feiticeiro. Quem diria.
-E eu que pensei que fosse estranha. - disse rindo.
- Haha muito engraçadinha. Não te contei antes porque já sabe que não era a hora certa.-
-Eu sei. Você não poderia me revelar. Eu entendo.-
Ele sorriu em resposta e beijou minha mão carinhosamente. Não faz isso Day. Por favor.
-Er, então como você acabou virando meu guardião?- perguntei tentando afastar certos  pensamentos de minha cabeça. 
-Bom, quando sua avó começou a governar, precisou passar um tempo na terra longe de George e suas maldades. E com a ajuda do meu avô, Alexander que também era feiticeiro, conseguiu ganhar pernas e viver na superfície. Foi nessa época que ela conheceu seu avô e ambos se apaixonaram perdidamente. Como já sabe, quando voltou para o mar e descobriu que estava esperando um bebê, fez Alexander e seu avô prometerem que cuidariam da filha sempre a livrando das garras de George. E foi o que eles fizeram. -
-Seu avô ainda está vivo?-
-Não, ele morreu em uma batalha para proteger a rainha quando retornou ao palácio. - lembrou com saudade. 
-Você o conhecia Day?-
-Sim, ele me ensinou tudo que sei hoje. Lembro de todas as tardes treinar feitiços e magias com meu pai e ele. Era uma pessoa que valia a pena confiar. Foi ele e meu pai quem me contou toda essa história e me fez entender minha missão.-
-Que missão?-
-A de cuidar e amar você. Assim como meu tataravô cuidou da rainha Ambelly e o resto dos meus antepassados com a família real dos mares. É uma forma de agradecimento por todo o amor e carinho que nos deram quando precisamos, é justo. -
-David você não precisa me proteger, eu sei me cuidar. -
-Sempre teimosa.-
Revirei os olhos. -Continue.-
-Meu pai viveu aqui, cuidando da sua mãe.Quando ela ficou grávida de você, ele deu  a notícia à sua avó que ficou muito feliz, ela sempre quis ter uma neta e quando descobriu que você iria se tornar uma sereia, ficou mais feliz ainda.-
-Então quer dizer, que ela tem como saber se uma herdeira será ou não a próxima sereia e rainha?- perguntei surpresa.
-Sim, toda vez que uma herdeira nasce, o nível da magia aumenta e se a mesma se tornar uma sereia futuramente, essa magia é passada para a pessoa. Esse medalhão que você está usando, é uma forma de saber se você é ou não a escolhida. Ele só pode ser entregue a verdadeiras sereias da realeza, é por isso que  brilha quando você  precisa de ajuda. -
-É eu imaginei que fosse esse o motivo. É reconfortante saber que algo me "protege", mas mesmo assim é estranho. Queria conhecer minha avó para que ela pudesse me proteger, não uma pedra. -
-Eu entendo sua raiva Kathe, sei que queria uma coisa mais real, mas acredite no que eu digo. Sua avó te ama muito e logo você estará junto a ela.-
-Tudo bem. -
-Bom, então pra resumir, é isso.Sempre estive do seu lado e virei seu amigo, o melhor claro, mas sempre sabendo que deveria te preparar para esse momento e para os próximos que viram.Sou seu guardião e protetor, mas sempre vou ser seu amigo, sempre. -
-Que bom que tenho você David.- disse o abraçando forte. -Tudo isso está sendo muito difícil pra mim, tudo que achei que não existia, existe. Sei lá, é muito louco.-
-Oh minha Kathe, eu sei que é. - me apertou mais em seus braços. -
-Obrigada. Você é o melhor amigo do mundo.-
-Eu sei, na verdade posso ser o melhor namorado do mundo, mas você não quer...-
-David, de novo isso?!-me soltei de seus braços e me afastei dele.
-Ah qual é Kathe, porque você não quer me dar ao menos uma chance? Qual o problema em tentar?-
-Eu...- 
-Venham meninos, a comida esta pronta!-
Fui interrompida por dona Elisa nos levando até a cozinha pelo braço. Pelo menos não tenho que responder a pergunta de David. Não sei nem o que responderia, na verdade.
      Sentamos e fui servida três vezes pela avó de David. A comida estava realmente muito gostosa, como sempre. Dona Elisa sempre foi uma ótima cozinheira, e toda vez que eu vinha comer aqui ela fazia as comidas que mais gosto. Ela é um amorzinho. Durante toda a refeição, David não falou nenhuma palavra se quer. Queria falar com ele e explicar que estava confusa sobre nós dois, que não queria tentar algo mais sério com ele e me arrepender depois por te-lo iludido. 
-O que aconteceu meu neto querido?- perguntou Dona Elisa demonstrando preocupação. 
-Nada. - disse olhando pra mim com raiva e depois se levantou da mesa e saiu.
-Mas... o que foi isso?- 
-Eu falo com ele dona Elisa, pode deixar.- falei antes de levantar também e sair a procura de David. 
      O encontrei no jardim de trás da floricultura chorando. Ele estava sentado em um banco de madeira velha e rodeado por orquídeas. Enxugou as lágrimas quando me viu chegando.
-Oi-falei me aproximando devagar.
-Oi- 
-Será que a gente poderia conversar?-
-Conversar sobre o quê?- disse seco.
-Você ainda pergunta? Acho que poderíamos começar com essa sua raiva aí.- me sentei no banco.
Ele suspirou e fechou os olhos pondo as mãos  na cabeça. -Desculpa.- 
-Você não tem que me pedir desculpas.-
-Tenho sim. Fui rude com você e magoei minha avó. Desculpas, não deveria ter te forçado sobre nós dois, isso não vai mais acontecer.-
-David...-
-Não Katherine. Eu já entendi que você não quer nada comigo.Vou parar com isso.-
-David não é isso, você sempre foi meu melhor amigo e...-
-Essa é a questão Katherine! Eu não quero ser só seu amigo! Caramba! Eu te amo, sempre amei, desde que nos conhecemos. -
Eu abri a boca para falar alguma coisa, mas ele me interrompeu. 
- Não. Por favor não fala nada Kathe. Olha, preciso ficar sozinho. Vou respeitar seu espaço, agora por favor, respeite o meu.- falou se levantando do banco e virando de costas para mim. 
-Tudo bem.- disse tentando conter minhas lágrimas que teimavam em escorrer. 
      Me despedir de dona Elisa e fui até a floricultura, peguei minha bolsa e saí. Já na rua, chorei como uma criança. Minhas lágrimas caiam mais e mais a cada soluço. Só queria ir pra casa, mas estava longe demais. Que droga! 
Meu telefone tocou me assustando.
《《《《《《》》》》》
-Kathe?-
-Oi Mel. -
-Tá tudo bem?- 
-Não. Preciso conversar.-
-Oh meu Deus, vem pra cá amiga.-
-Bem que eu queria mas tô bem longe daí.-
-Onde você está?-
-Advinha-
-Eee okey, chego em 20 minutos.-
-Obrigada Mel,te amo.-
《《《《《《《》》》》》
                  ****
-Certo.- disse pegando meu copo de água. -Agora que fala,o que aconteceu?-
-Nós brigamos.-
-Ah que novidade. O que foi dessa vez?-
-A gente tava na floricultura conversando e tal, só que do nada, ele começou a falar que queria namorar comigo, que gostava de mim e não sei o quê-
-Ah. E o que você falou?-
-Ah eu não falei muita coisa porque na hora a avó dele nos chamou para almoçar. Você acredita que ele ficou com raiva de mim?-perguntei levantando da cama.
-Kathe, eu conheço o David. Você falou alguma coisa que não deveria ter falado né?-
Eu olhei pra ela e me joguei na cama de novo.
- Eu disse que o via como meu melhor amigo...-
-Não acredito que você disse isso! Coitado Kathe! Ele realmente gosta de você, tenha dó.-
-Eu sei, eu sei. Ele ficou super chateado. Ele disse que me ama Mel.-
-Claro que ama Kathe, tá na cara. Sempre esteve. -
-Aí amiga. Me ajuda, eu não quero ficar assim com ele. Nós nunca brigamos desse jeito. -
-Kathe seja sincera, você nunca sentiu nada além de amizade por ele?-
- Ah sei lá Mel, sabe na verdade, nós quase nos beijamos.-
-O QUE? -
-É sério. Ontem no baile. -
-Como assim?! Como isso aconteceu?-
-Foi na hora da música lenta, ele me puxou para dançar e rolou um clima. Mas quando íamos nos beijar, uma garota derrubou coquetel em cima de mim.-
-Aí meu Deus! Porque você não me contou antes?- perguntou surpresa.
-Bom eu acho que tinha um casal que só fazia se pegar e depois voltaram bêbados para a pista de dança. - disse irônica.
-Ahaha nem me fala. Tô de ressaca ainda. Não lembro de nada. O que eu fiz?-
-Melhor você não saber Mel.- falei contendo as risadas, quando lembrei dela rodando e cantando na cacunda de Alex.
-Aff é acho melhor não saber mesmo. Mas enfim, o que você sentiu depois do quase beijo?-
-Não sei. Acho que algo mudou mais não sei o que.-falei com sinceridade.
-Entendo. Olha amiga, calma. Espera a poeira baixar e quando vocês conversarem, conta pra ele. Conta que está confusa. Ele vai entender.-
-É acho que sim. Obrigada amiga.- falei a abraçando. 
-Nada, amiga é pra essas coisas. Agora vamos dormir, já está tarde. -
-Certo. Boa noite.-
-Boa noite.- disse apagando as luzes.
     Me deitei e esperei o sono chegar.Mas só conseguia pensar em David e tudo que ele falou. Me remexi na cama e virei de lado de frente para a parede. Boa noite David,desculpas. Fechei os olhos e dormir. 
      


Notas Finais


E ai? Gostaram?
Não me matem, comenta ai o que acharam
Até logo
Bjinhos


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