História Proibido Amar - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Norminah
Visualizações 257
Palavras 3.331
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Salve gayzada!

Eu sei, eu sei! Calma, ok? Nunca esqueci dos meus compromissos com vocês! A questão é que sou estagiária, meus chefes saindo de férias, tá difícil encontrar dia livre. Mas estou aqui. Esse final de semana também trabalho e se não tiver que substituir ninguém na segunda, eu volto.

No mais, vamos lá.
Ainda estão aí né?

Aquele obrigada e cheiro de sempre!

Capítulo 24 - El Misterio


E chega o puto inverno. Moccia, você já sabia disso. Itália tem o calor do vinho, do forno a lenha, mas eu e você sabemos que o grande problema do Mediterrâneo é esse: inevitavelmente, chega o puto inverno.

Não que os outros meses não sejam frios. Ah, eles são. Você está no outono e sente que ele está durando o ano todo. Mas ele não acaba. E se fosse pouco o frio, em dezembro vem pior. Com chuva, com neve, com o sol aparecendo lá pras dez da manhã e indo embora as cinco da tarde. Eu e você, Moccia, sabemos que por mais quentes e avassaladoras que sejam as histórias que contamos, não há forma no nosso clima de fugir dele.

O jeito é encarar a solidão, o céu cinza e a única certeza: sempre pode ficar mais frio. O que o termômetro não diz é se dentro ou fora. E não necessariamente de casa. Dela.

- Ally! - Camila chamou a inspetora. Estavam no CNP e a loira lia uns papéis enquanto passeava pelo corredor. Com sua bata, Camila acenou com a cabeça a sala ao lado. Allyson não entendeu muito, mas a acompanhou.

- Aconteceu alguma coisa? - a latina fechou a porta e tirou um classificador que segurava em baixo do jaleco. Brooke reconheceu as fotos de imediato. - De onde você tirou isso? - perguntou nervosa.

- Essa não é a pergunta. É verdade o que diz o informe? - a loira enrijeceu, mas Camila não titubeou. - Saiba que eu já li ele inteiro.

- Isso é material classificado.

- Claro, com o que tem dentro, com certeza meu pai fez questão de evitar que as pessoas tivessem acesso. - debochou. Allyson suspirou:

- Eu já conversei com o comissário sobre isso. - explicou.

- Eu sei. - a menor disse impassível. - E pela sua atitude, então é certo. Você matou o-

- Não foi assim! - disse mais alto. Camila franziu o cenho e mostrou as palmas.

- Ei! Calma!

- O que você quer? - disse ríspida. - E como você conseguiu isso? Seu pai sabe?

- Seu irmão. - disse ignorando as perguntas. - Onde ele está? - Brooke ficou confusa:

- Por quê?

- Eu cheguei até esse informe, Ally, porque seu irmão está me seguindo.

E é isso. Quando a gente acha que tem tudo controlado, as coisas simplesmente desmoronam. Assim como Brooke se sentia agora. Confusa, sem reação. Um passo à mais. Camila estava um passo à mais que todos. Tão preocupada com outras coisas que eles nem desconfiaram.

Um dia antes

Assim que chegou da escola, Camila correu para seu quarto alegando uma prova muito difícil de matemática. Por primeira vez trancou a porta. Tomou um banho rápido, prendeu o cabelo em um rabo de cavalo e vestiu a camisa de Lauren. Aquela que havia roubado há anos.

Com o perfume forte presente por todo o quarto e seu corpo, ela ligou seu computador e colocou todos os papéis que havia impresso em cima de sua mesa.

Um informe policial com siglas que ela não fazia a menor ideia. Mas continuou, folha por folha.

A. Brooke.

Aquele nome ela conhecia.

E. Hernández e R. Hernández.

Não sabia, mas o sobrenome de Allyson tinha Hernández, as coisas não eram tão difíceis. Anotou em um papel em branco e continuou lendo.

Conhecia aquilo. Era um informe forense. O legista informou morte por um disparo. Calibre 36. A perícia encontrou a arma, mas eram outros anos e as provas não tinham nada tecnológico em sua análise. Mas havia uma confissão redigida ainda com máquina de escrever:

E. Hernández descrevia a situação. Estava em casa, na sala, com seus dois filhos. Seu marido, a vítima, havia partido para cima dela com a arma. Em um arrebato, ela conseguiu pegar o objeto e atirou nele, que caiu. Pouco depois chamou a polícia.

Então o inspetor Jauregui insistia: "pelo que descreveu, estava ao lado da porta. Nesse ângulo, teria atirado pelas costas dele, a trajetória da bala seria inversa. Quem estava à frente do seu esposo?"

Mas a senhora Hernández foi firme, se desculpou pela confusão e disse que estava à frente dele e tudo foi muito rápido. Ele insistiu novamente: "disse aos agentes que chegaram a sua casa que sua filha estava na frente dele", mas ela negou. Disse que estava em estado de choque e se confundiu. Ela havia matado o esposo.

Dez anos de prisão, solta ao completar os sete por ter sido diagnosticada com câncer de pulmão.

R. Hernández era seu foco. O rosto nas fotos que havia tirado. O motivo pelo qual o arquivo estava classificado. Era irmão de A. Brooke, filho de E. Hernández. Iniciou a faculdade na UAM: Universidade Autônoma de Madri. Engenharia Química. Era prometedor. Muito. Um gênio. Foi expulso quando seu monitor de engenharia de materiais descobriu que estava roubando compostos químicos para a produção de metanfetamina do laboratório. Ou como era conhecido: Cristal.

Parecia que R. andou vendo muito Breaking Bad, Camila pensou.

Como nunca foi encontrado material algum em sua casa muito menos em possessão, não houve cadeia. Expulsão, um expediente aberto na polícia nacional e a relação como testemunha do assassinato de seu pai.

Residia atualmente no bairro de Vallecas, com sua mãe. Não trabalhava nem estudava. A mulher, em fase terminal e sem muita esperança de vida, vivia de uma ajuda mínima do Estado.

Teria sentido que ele fosse realmente um informante de Lauren. Tinha envolvimento com droga, morava em um bairro marginal e provavelmente havia sido vítima do péssimo sistema do país que não dava outra via de solução ao seu problema.

Era irmão de Allyson, com certeza. Mas de pais diferentes. Filho de E, quem aparentemente havia levado a culpa pelo incidente. Mas se o caso estava fechado, porque havia necessidade de classificá-lo? E. Já estava fora da cadeia. R. não fazia nada da vida nem parecia envolvido. E Brooke... bom, era policial, mas quem não tem uma ovelha negra, ou várias, na família? Ela não teria culpa no currículo de seus familiares... ou sim?

Ou talvez era relevante porque Michael Jauregui, o companheiro de Alejandro, pai de Lauren e principal foco de toda aquela história, foi o inspetor responsável pelo caso?

Camila não poderia ter acesso desde seu computador e muito menos se arriscar a mais uma visita a sala de seu pai.

E tinha Mário. Ela não podia se esquecer dele.

Lauren não ligava, ela não podia fazer muita coisa.

Sala de arquivos

- E então? Alguma ideia de por que seu irmão anda me seguindo?

- Eu ainda quero saber como diabos você encontrou isso. - Allyson não parecia assustada. Nem ameaçada. Já estava sentada e encarava Camila sem muito o que dizer. - Eu posso te prender, sabia?

- Mas você não vai. - disse convencida. A jovem golpeava as unhas na superfície da mesa: - Para que você entenda. Uma vez Lauren tinha que resolver umas coisas, então fui com ela. No caminho, paramos em Vallecas para que falasse com alguém, uma chamada importante.

- A Jauregui te levou?! - parecia assustada. - Qual o problema dessa louca?! - Camila ignorou:

- Dias depois, lá estava ele na porta da escola me esperando. Lauren ficou de resolver, mas justamente ontem, que casualmente sai mais cedo da aula, ele estava lá novamente. - Brooke levou a mão direita aos olhos, coçando-os. O plantão parecia infinito. - E foi assim como eu cheguei até ele.

- O que você quer saber, Camila?

- Tudo, Allyson. Eu quero saber tudo que envolve você, seu irmão e Michael Jauregui. Mais ainda, eu quero saber por que diabos você e meu pai esconderam isso da Lauren, sabendo que ela foi para aquele fim de mundo atrás desse informe.

E Allyson sabia reconhecer quando alguém estava a sua frente decidido a chegar até o final. E Camila fazia exatamente isso.

***

Caracas, Venezuela.

Lauren servia um café na barra, sem perder de vista o movimento no restaurante da frente. Não conversava muito com os clientes, mas era amável de vez em quando. De vez em quando trocava um olhar com Margarita, mas tudo parecia sob controle. No final do dia, elas estavam guardando as mesas e cadeiras. Lauren pegou o celular para ver a hora e ficou mais tempo do que o normal encarando a tela. O tempo havia passado tão rápido que ela nem sequer percebeu:

- Bonita. - Margarita disse apoiando-se ao seu lado com a garrafa de tequila. Um sorriso tímido e ela logo bloqueou o aparelho. - É sua garota?

- Sim. - disse sentando-se na barra também.

Margarita suspirou assentindo, olhando para as garrafas amontoadas a sua frente:

- Agora tudo faz sentido.

- Que?

- Você querer acabar isso logo. - Lauren assentiu, bebendo uma dose.

- Suponho.

- Güero tinha a mesma inocência no olhar. - disse sem mais. Lauren sabia que güeros eram homens brancos e de olhos claros, mesmo que nem sempre, na América latina. Uma espécie de gringo.

- Güero?

- Sim. - disse e logo depois bebeu. Aquele trago pareceu o mais amargo de todos, e não pela tequila. - Meu homem.

- E não tem mais? - Margarita negou olhando-a. Seus olhos praticamente brilhavam de raiva.

- Graças a Guillermo Herrera, não. - a inspetora franziu o cenho:

- O que aconteceu?

- Güero era da DEA. Estava a um passo de achar uma das casas francas que os Herrera preparavam a droga. Um dia entrou no carro como de costume, é simplesmente explodiu.

- Como você sabe que foram eles?

- E quem seria?! - disse ríspida. - Era um homem bom, íntegro. Nunca fez nada a ninguém!

Lauren assentiu lentamente:

- Sinto muito.

No lo sientas. - disse recolhendo a garrafa. - Melhor tenha cuidado com sua garota. É o que eles fazem quando você chega perto demais. Tiram tudo que você tem e te deixam viva, para lembrar todos os dias o que acontece se tentar destrui-los.

- Não vai ser necessário. - ela disse deixando o avental em cima do balcão. Margarita a olhou séria. Então Lauren continuou: - Eu vou acabar com eles antes mesmo dele sonhar em chegar perto dela.

A mulher riu com escárnio:

- Acha que porque ela está longe, está protegida? - negou estalando a língua. - Eles tem gente em todos os lugares do mundo, gringa. Ándate con ojo, quando acha que está tudo sob controle, chega a hora e explode.

E se foi, deixando-a sozinha.

Mas dentro de si Lauren sabia. Sabia que isso não aconteceria com ela. 
Fechou o bar, olhou para a rua silenciosa e vazia e caminhou com passos rápidos, pensando em que faziam quarenta e seis horas que não tinha notícias de Camila. E a saudade apertava a cada segundo que passava. O que estaria fazendo naquela hora?

Não era difícil imaginar.

Olhou para a lua e lembrou do que lhe disseram em uma das últimas noites. Se conseguiam enxergar a mesma, então não estavam tão longe.

***

Madri, Espanha

Depois da conversa com Allyson, Camila voltou ao trabalho e se concentrou no novo caso. Mais uma droga nova estava deixando os policiais loucos.

Tinha o pensamento na conversa que tivera com Allyson e não conseguia parar de dar voltas. Teria algo a ver o fato de seu irmão estar onde está com a investigação daquele crime?

Um número estranho na tela de seu celular lhe chamou a atenção e ela imediatamente atendeu:

- Sim?

- Ei. - e aquela voz a fez fechar os olhos e suspirar:

- Você...

- Desculpa o sumiço, estava perigoso.

- Eu entendo! Onde você está? Está tudo bem? - correu até a porta, saindo e conferindo que estava tudo vazio. Caminhava controlando a euforia de falar com ela em busca de um lugar reservado.

- Chegando em casa. Que horas são aí? Não entendi nada do seu horário novo...

- Cedo. Hoje não tinha aula, era semana de visita às faculdades então vim direto para o CNP. - desviava os policiais abaixando a cabeça e falando baixo. Lauren riu:

- E por que você não foi?

- Eu não preciso me decidir. Já está tudo certo.

- Ah sim?

- Sim. Criminologia na Rey Juan Carlos ou Complutense, tanto faz. Depois concurso para inspetora e quando acabar a faculdade, forense. - disse decidida.

- Soa como um plano bem elaborado.

- Já sabe, aprendi com a melhor.

Lauren riu novamente, logo ficaram em silêncio e depois de alguns segundos, disse:

- Sinto sua falta, pirralha.

Camila suspirou.

- Eu também, babaca. - elas riram. - Tem algumas coisas que preciso te contar, mas agora não é um bom momento...

- Aconteceu alguma coisa?

- Descobri uns arquivos que podem te ajudar a resolver isso logo.

- Você que?

- Sh! Calma, eu juro que está tudo bem. Mas tem que ser em casa... você pode me ligar mais tarde?

- Posso tentar.

- Ok. Então, em umas quatro horas?

- Soa como um encontro.

- É totalmente um encontro.

- Vou dormir um pouco que acabo de chegar em casa, quando acordar te ligo.

- Onde você estava? - a voz parecia confusa.

- Eu também tenho que te contar algumas coisas...

- Tudo bem. Então... até daqui a pouco?

- Até.

- Camila! - Dinah a chamou de repente, aproximando-se.

- Eu te amo. - Lauren disse do outro lado.

- Eu também acho que vai chover. - disse com a loira a sua frente.

Lauren riu:

- Boa saída, Cabello. Boa saída. Até mais.

- Tchau.

E desligou o telefone.

- Que cara é essa? - Dinah perguntou olhando-a com uma espécie de nojo. Parecia... apaixonada? Camila mexeu a cabeça, desfazendo a expressão.

- Nada, só estava no telefone com minha mãe. Que foi?

Dinah preferiu não perguntar:

- Tem uma mulher que veio prestar queixa de roubo. Preciso que você compare essa foto com a base pra ver se aparece em algum crime recente.

Lhe entregou a foto. Camila viu, era um Áudi TT. Mas não era familiar.

- Tudo bem. Quando tiver uma resposta ligo pra vocês.

- Obrigada.

Dinah foi saindo e ela a acompanhou com o olhar. Quando a loira se sentou novamente em sua mesa, lá estava ela. Com um vestido ajustado, um sobretudo aberto, botas até o joelho e o cabelo vermelho solto, brilhante. Seus olhares se encontraram e a mulher esboçou um meio sorriso. Mas não era simpático.

Não demorou para que Camila lembrasse. A garota da foto ao lado dela e de Lauren. A mulher que Lauren havia conversado naquela noite.

Penélope.

Sentiu um calor de repente, como se algo em seu corpo tivesse sido alterado pelo encontro. Mas preferiu ignorar, subindo as escadas com passos firmes. Concentrada em que tinha nas mãos algo possivelmente maior do que aparentava, não percebeu quando Mário veio ao seu encontro com pressa e se esbarraram:

- Aí! - ela gritou e o classificador caiu no chão, jogando as fotos.

- Desculpa. - ele disse afoito, recolhendo-as.

- Tudo bem. - disse sem jeito e se levantou, recebendo as que ele entregou:

- Mesmo? Você parece estranha...

Ela assentiu:

- Acho que é sono, preciso de um café.

- Eu trago um para você, se quiser. - de primeiras ela pensou em rejeitar, mas pensou por um segundo e então sorriu:

- Sabe que? Eu super aceito. Preciso adiantar umas coisas.

Ele sorriu animado, parecia até surpreso:

- Ok. Já levo para você.

Ela retribuiu o gesto e continuou, ficando séria em seguida. Ele foi praticamente correndo e comemorando internamente.

Parecia que ela tinha mais coisas a contar a Lauren do que esperava.

***

Clara estava no bistrô, distraída com as contas em seu caderno de contabilidade. Sinuhe se aproximou com um café, colocando-o na frente da amiga:

- Faz mais de uma hora que você não termina esse número. - comentou sorridente. Clara suspirou, nunca conseguiu esconder nada da amiga. - O que te preocupa?

- Lauren... - Sinuhe assentiu:

- Imaginei.

- As vezes me pergunto que se eu tivesse agido de outra forma, talvez...

- Ela não precisaria fazer tudo isso? - Clara assentiu engolindo seco.

- É uma possibilidade. - disse firme. - Mas certos ou não, naquele momento foi o que achamos ser o melhor.

- Eu sei, eu sei. - suspirou. - É só que... é algo maior do que nós planejamos. Eu tenho medo, comadre... - confessou apreensiva. - Tenho medo dela não nos perdoar.

Sinu segurou a mão da amiga, apertando levemente:

- Você precisa confiar no bom coração dela. Em que ela entenda que foi o necessário.

- Necessário para quem, Sinu? - disse meio amarga. - Quem saiu beneficiado com tudo isso?

Foi a vez de Sinuhe suspirar, soltando a amiga. Clara negou antes de se levantar e entrar na cozinha, deixando-a com a resposta na cabeça.

Alejandro.

***

O bairro estava vazio, com aquele frio não havia muitas pessoas na rua sem ter o que fazer. A moto de Allyson estava estacionada na frente de uma garagem, mas ela não parecia muito preocupada com isso. Esperou pacientemente que a porta do prédio da que fora sua casa abrisse, e então seu irmão saiu colocando o capuz e assoprando as mãos. Quando ele deu de cara com a inspetora de braços cruzados, parou em seco. Olhou para os lados e se aproximou:

- O que foi agora? Já disse que não é para-

Allyson o puxou pela gola do casaco e o jogou contra o portão antes que pudesse terminar a frase:

- Eu te avisei para não se meter nessa merda, não avisei? - disse ríspida. Ele tentou se soltar, mas o aperto era forte. - ¿Qué mierdas estás haciendo? - o empurrou mais forte.

- Não sei do que você está falando! - gritou. Ela o soltou, mas continuou encarando-o de perto:

- Estou falando da filha do comissário, seu merda. Até quando vai continuar nisso?

- Já te disse para não se meter na minha vida! - Brooke negou enrijecendo o maxilar, em reprovação. Ele ajeitou o casaco. - Não sei do que você está falando.

Allyson deu um passo mais perto, encurralando-o:

- Eu não vou mais te ajudar. Se é isso que você quer para você, então aguente as consequências. Mas saiba que você está em um terreno muito mais perigoso que o do cristal. Ela é filha do comissário e, se você quer ter a cabeça em seu pescoço por mais tempo, não se meta nisso.

- E se eu me meter?

- Então já pode correr pro inferno, porque lá vai ser seu último destino. Fique longe dela, Rafa. É meu último aviso. Eu não vou mais pagar o pato por você.

Irritado, ele nada disse. Ela simplesmente colocou o capacete, subiu na moto e se foi, deixando-o sozinho.

Madera de mierda. - disse enfim, voltando a entrar em casa.

E dessa vez ele sabia que ela tinha razão. Nunca mais pagaria o pato por ele. Assim como sua mãe que já estava quase indo dessa pra melhor. Mas ele não sabia como dizer não a nova oferta. 

Na portaria do prédio, sem ninguém por perto, tirou a arma do cós da calça e respirou fundo. Ele já tinha dito sim. A guardou novamente e saiu de casa em direção ao carro, já conhecido, estacionado na rua. Entrou e logo foi questionado pelo homem barbudo é robusto:

- O que ela queria?

- Nada. - disse sem olhá-lo. - Podemos ir?

- Você está preparado? - ele assentiu. - Muito bem.

Com um aceno com a mão o carro logo estava em movimento.

Não muito longe dali, Normani estava em casa nervosa, o celular no ouvido, mas ninguém atendia.

Então ela marcou outro número:

- Dinah? Você sabe algo do Thomás? Vim em casa almoçar e ele não está aqui! 


Notas Finais


Eita


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