História Proibido Amar - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Norminah
Visualizações 278
Palavras 3.271
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Salve gayzada.

Chegay. Turu bom? Espero que sim. Ansiosas pro dia 25 de agosto? Meu Deus quero ver que musicas são essaaaaas. Espero que vcs continuem firme e forte comigo de mãos dadas nessa aventura ou no abismo. O importante é que aqui ninguém se fode só.

Vamos lá? Cês ainda estão aqui né?

P.s: nessa altura do campeonato tem gente que ainda não descobriu que o Mike tá vivo e que quando ocorreu o "acidente" com a família da Allyson ela ainda era pequena (e é mais velha que a Lauren). Mike "morreu" quando Lauren era pequena. Cuidado com as teorias meio descabeladas sem ter em conta esses detalhes. No mais, estamos em bom caminho.

Capítulo 25 - Mala Mujer


Camila POV

Meu pai sempre foi muito rígido com o que ele chama códigos de conduta. Não importa como uma situação fique grave ou difícil. Um bom policial -e pessoa- deve ter seus códigos de conduta justamente por isso. Os códigos de conduta são os juízes das decisões difíceis. Aquela que você tem duas opções e nas duas, tem coisas a perder. Como decidir qual é a correta, então? Seu código te ajuda. É ele quem te mostra que você tem princípios, princípios invioláveis e que não está disposta a passar por cima. O que você prefere ser, covarde e ir pelo seguro, ou ter coragem e ser feliz? Porque nem sempre a decisão correta nos faz feliz. E nem sempre o risco de perder algo é um motivo válido para se oprimir. Pode falhar tudo, menos sua conduta. As pessoas podem te tomar por louca, irresponsável, talvez até uma abominação (pela concepção delas), mas nada disso é pior do que ser covarde. Por isso eu mesma fiz meu código.

1- A verdade está por cima de tudo.

2- Se algo é perigoso, mas é o correto, faça.

3- Entre o julgamento das pessoas e ser infeliz, eu sou sempre feliz.

Ele ainda precisa ser trabalhado, mas por enquanto, me ajuda a ter certeza de uma única coisa: nessa guerra só pode haver um perdedor, e não será o meu bando.

Narrador POV

Normani estava na porta do laboratório forense e andava de um lado para outro, Camila se aproximava cabisbaixa, tentando recolocar as fotos caídas no chão:

- Até que enfim! - a inspetora disse. A latina levantou a cabeça, assustando-se:

- Aconteceu alguma coisa? - Perguntou confusa e Normani assentiu.

- Preciso de ajuda.

Sem perguntar duas vezes, Camila abriu a sala e deixou a pasta em cima da mesa, encarando a morena que estava muito apreensiva:

- O que está acontecendo?

- Preciso que procure a placa de um carro, mas não pode ficar no registro nem ninguém pode saber. - a menor não sabia se era uma boa ideia. - E então eu te conto tudo, não é nada ilegal, mas... eu preciso que você guarde silêncio.

E aí entrava o código de conduta de Camila. Precisou de poucos segundos para tomar uma decisão, indo diretamente para o computador:

- Certo. Isso é bom porque eu andei fazendo umas coisas, nada ilegal! - se apressou em explicar apontando para a inspetora. - Mas era importante. E eu disse a Valdés que era para você. - a morena estreitou os olhos. - Mas eu juro, por tudo que você quiser, que não foi nada comprometedor. Era só identificar uma pessoa.

Normani também pensou e finalmente, disse:

- Ok. Se ela perguntar eu confirmo. - aliviada, Camila comemorou e logo estava escrevendo no teclado sob o olhar atento da inspetora.

- Ótimo. Já estamos. Qual o número?

Normani tirou o celular do bolso do casaco, revelando uma foto. Não era muito nítida, mas dava para perceber o modelo:

- Você acha que isso é um Q ou O?

Camila deu zoom na imagem, mas não serviu de muito.

- O jeito é arriscar. - disse enfim. - Q ou O?

- Q. - Normani sentenciou e ela digitou os números.

Era um carro grande e aparentemente bem caro.

- Sei que você quer segredo, mas já que estou te ajudando... Porque estamos procurando essa placa? - perguntou concentrada na tela.

- Se minhas suspeitas forem certas, esse carro pertence a quem está dando muitas dores de cabeça ao CNP com a entrada da droga. - a latina a encarou de repente.

- E isso não é bom?

Normani deu de ombros:

- Não quando é muito provável que tenham sequestrado meu marido por uma dívida e estejam prestes a matá-lo.

- Ok, as coisas estão sérias. - a latina disse.

De repente, Mário abriu a porta segurando um café, sorridente. Com os atalhos do teclado Camila trocou a imagem da tela e as duas encararam o subinspetor:

- Opa. - ele disse sem jeito ao ver Normani. - Seu café. - explicou se aproximando. A inspetora estava tensa, mas Camila se manteve natural.

- Obrigada. - sorriu de volta.

- Aconteceu alguma coisa? - então Camila o olhou fixamente quase com um sorriso vitorioso:

- Lembra aquele assunto que a Valdés disse que eu estava procurando para Normani? - pego de surpresa, Mário gaguejou um pouco antes de responder:

- Sim? - respondeu nervoso.

- Então. Parece que estamos indo bem com os resultados e estou mostrando a inspetora.

- Ah, sim?

- Sim. - Normani respondeu com cara de poucos amigos e cruzou os braços. - Por que não me avisou que estavam prontos? - ele coçou a nuca, sem jeito. E Camila também percebeu, estreitando os olhos ao gesto.

- Eu fiquei de avisar, mas você não estava então quando foi hoje imaginei que Camila já tinha avisado.

- Sei... - disse não muito convencida.

- Precisam de ajuda? - Normani respondeu imediatamente:

- Não. Preciso das cópias do relatório, você pode ir adiantando com Paco? - insatisfeito, ele assentiu.

- Tudo bem. Até mais.

E se foi.

Quando a porta fechou, Camila deu um gole no café que estava doce demais, jogando-o no lixo:

- Céus, nem com máquina automática ele acerta! - limpou os lábios e bebeu água.

- Que caso é esse que aparentemente até o Mário sabia? - Camila deu de ombros:

- Se eu não estiver enganada, a pessoa que pode ter sequestrado seu marido estava me seguindo há uns dias.

- Impossível. - Normani disse perplexa. - Como você sabe?

A latina deu de ombros:

- Eu sei de muitas coisas, inspetora Kordei. - disse olhando-a fixamente e a morena pareceu entender a insinuação, não perguntando mais.

O sistema achou uma coincidência, apitando:

- Maldita... - sussurrou ao ver a coincidência. Normani não entendeu. A latina foi até o classificador, abrindo-o: - Penélope Villanueva. Sabia que já tinha visto esse nome antes. - mostrou a inspetora:

- Isso é uma denúncia de roubo... - explicou lendo.

- Sim. E a dona do Audi TT é a mesma do carro que você está procurando. Meu Deus, eu sou maravilhosa. - comemorou rodando na cadeira. - E agora, vamos atras dela? - Normani negou.

- Aqui diz que o carro desapareceu perto do polígono de Villaviciosa de Odon.

- E o que isso tem a ver? - perguntou sem entender, mas Normani já estava com o celular no ouvido:

- Que é um lugar afastado, abandonado e com muito espaço.

- Um lugar perfeito para uma execução. - a menor concluiu.

- Dinah, acho que sei onde pode estar. Peça três unidades e te conto no caminho. - sem desligar o telefone sussurrou um obrigada a Camila que assentiu sorrindo. - Sim, um polígono. Não temos muito tempo. Brooke está disponível?

E se foi.

Camila tinha um nome, sobrenome, dois carros suspeitos, uma foto de quando era pequena com pessoas também suspeitas e uma ideia. Uma não muito segura, mas uma ideia que estava de acordo com seu código. Então era uma boa ideia.

***

O polígono industrial de Villaviciosa de Odon era como todos os polígonos industriais de Madri. Distantes, isolados, silenciosos e extensos.

Colete anti balas, armas carregadas, coincidentemente o cabelo preso em um rabo de cavalo e o olhar sério. No pescoço, o distintivo informava: Inspetoras do Corpo Nacional de Polícia. Brooke, Hansen e Kordei no mesmo carro. Um suboficial dirigia com pressa. Sem sirenes, queriam o flagrante.

A toda velocidade, estavam atentas a algum possível movimento na zona.

O celular de Normani recebeu uma mensagem:

- Estamos a cinco quilômetros. - avisou pelo rádio e todos os carros aceleraram. Tiraram o seguro das armas e de longe já percebiam o carro em um terreno vazio.

Quando estacionaram, levantando o pó e antes mesmo de parar, elas já estavam fora com a arma na mão:

- CNP, armas al suelo y manos arriba. - Dinah gritou.

Thomás estava ajoelhado, ainda com os ferimentos abertos e praticamente chorando, pedindo clemência.

A sua frente, Rafael o apontava com uma arma. Irritado, ele jogou a arma no chão e levou as mãos na cabeça. De longe e perplexa, Allyson observou como Dinah algemava seu irmão. Quando os olhares se encontraram, a decepção era nítida nos olhos da inspetora. Já ele não parecia muito arrependido. Talvez irritado? Quem sabe. Não resistiu. Parecia ir tudo em câmera lenta. Dinah o guiou a viatura, abaixou a cabeça e o colocou dentro, fechando a porta.

Normani estava com Thomás e pediu uma ambulância. Dinah se aproximou sem muito jeito:

- Tudo bem, Brooke? - a loira assentiu, olhando o irmão cabisbaixo dentro do carro. - Você ficou parada.

Allyson então a olhou, sem muita vontade de dar explicação:

- E? A situação estava controlada.

- E agora, ainda está controlada? - questionou. A loira enrijeceu o maxilar:

- Se meta em seus assuntos, Hansen.

E se foi diretamente ao carro, esperando as companheiras.

Mas ela havia avisado. Dessa vez não o ajudaria.

***

Caracas, Venezuela.

Lauren estava abaixada na rua, amarrando os sapatos. Quando viu o homem que tanto observou nos últimos dias entrando no restaurante, levantou-se e caminhou até o estacionamento. Verificou que ninguém estava por perto, mas tinha câmeras de segurança na entrada.

Capuz na cabeça, passou o mais rápido que pôde e com a cabeça baixa. Procurou entre os carros estacionados, e quando viu o motor sendo desligado, correu antes que o manobrista saísse, o atacou por trás. Segurou pare que não fizesse barulho e o deixou desacordado no chão. Olhou novamente para os lados e entrou. Assentos de couro, carro ainda fresco pelo ar condicionado. Aparentemente a crise não havia chegado para Guillermo Herrera. Olhou todos os compartimentos que tinha a sua vista, mas nada encontrou. Abriu o porta-luvas e tinha uma agenda de couro, preta. Não sabia se o que havia significava algo, mas por via das dúvidas, tirou foto de todas as páginas escritas. A colocou no mesmo lugar e saiu do carro. Fechou a porta, conferiu que não entrava ninguém e do mesmo jeito que entrou, saiu.

Logo depois estava atravessando a rua e entrando na cafeteria de Margarita.

- Onde você estava? - a mulher perguntou.

- A cama estava muito boa hoje. - desconversou indo até o quarto onde guardava as coisas.

Não muito convencida, Margarita aceitou a resposta. Não podia fazer nada a respeito, de qualquer forma.

***

No CNP, Allyson e Normani contavam os últimos acontecimentos ao comissário que não parecia surpreso com as notícias.

- Onde está o suspeito? - questionou.

- Dinah está interrogando-o, senhor. - Normani disse. Alejandro afrouxou o nó da gravata e se encostou na cadeira.

- Acharam algo no carro?

- Camila e Valdés estão com ele tentando achar digitais ou qualquer coisa que relacione a dona. - Allyson explicou.

- E o que sabemos dela?

A loira trocou um olhar com Normani antes de falar:

- Denunciou o desaparecimento de um carro hoje. Um Audi TT. Também está sendo processado para ver se tem alguma coincidência.

- Ok. Vamos ver o que Dinah tem a dizer sobre o interrogatório. - E como invocada, a inspetora bateu na porta entrando. - E bem?

- Disse que trabalha sozinho. Thomás estava devendo dinheiro de droga a ele e quis cobrar do jeito mais antigo.

- E o carro? - o comissário insistiu.

- Disse que roubou, só queria como transporte. Está na cara que ele não trabalha sozinho. - disse dando de ombros. - Mas parece ser um perro fiel, não tem cara de que vá falar muito sobre.

- Você o acusou? - Normani insistiu.

- Sim. E ele disse que aceita sem problemas, mas que trabalha só.

- Posso falar com ele? - Allyson interrompeu de repente. Todos se olharam, mas então Alejandro assentiu.

- Seja breve, Brooke. Quero ele ainda hoje no complexo. Vamos ver se depois de vinte e quatro horas naquele inferno ele continua trabalhando sozinho.

E rapidamente, Allyson desceu as escadas em direção a sala de interrogatórios, acompanhada pelo olhar fixo de Mário que conversava com Paco.

Acenou para o oficial que cuidava a porta e entrou.

- Só faltava essa. - Rafael disse. - Eu já falei tudo que tinha para falar, ok?! - disse irritado.

Allyson se sentou a sua frente:

- Então é isso? Você agora faz o trabalho sujo e leva a culpa? - ele a encarou enrijecendo o maxilar, mas nada disse. - Se você disser para quem trabalha eu-

- Eu já disse! - gritou de repente. - Trabalho sozinho! E não preciso de sua ajuda, irmãzinha. - disse ríspido. Allyson respirou fundo:

- Por que você está fazendo isso? - perguntou sentida. - Eu te ofereci ajuda...

Ele riu com escárnio:

- Ajuda? Que ajuda? A mesma que você me deu quando virou madera? - mas Allyson se manteve em silêncio. - Eu não quero sua ajuda. Sei me virar sozinho. Nunca precisei de ninguém.

- Ah não? - ela disse irônica. - Tem certeza disso? Porque eu tenho um histórico que diz totalmente o contrário. - ele bateu na mesa de repente.

- Cala a boca! - gritou. - Você sabe o que ele fazia comigo! - disse irritado. Allyson engoliu seco:

- E estive ali quando você precisou. Não estive? Mesmo com vocês querendo me fazer carregar com algo que eu não fiz, todos esses anos, continuei olhando por vocês. Qual o seu problema?! - perguntou irritada. - Você não precisa disso.

¿Y tú que sabrás lo que yo necesito? - disse ríspido. - Já falei tudo que eu tinha para falar.

- Então é isso? - disse rindo com escárnio. - Você vai deixar ela sozinha, depois de tudo? Por quê? Por uns mafiosos que te prometeram dinheiro?

- Você não é a filha perfeita? Porque não cuida dela sozinha? - espetou.

Assentindo, Brooke se levantou e foi até a porta:

- Talvez o nosso erro foi sempre ter cuidado demais de você. Espero que saiba o que está fazendo, porque dessa vez ninguém vai assumir a culpa por você.

E se foi, deixando-o sozinho.

***

Camila e Valdés examinavam o carro encontrado, no depósito forense. Óculos, luz ultravioleta, luvas, cabelo preso e macacão para evitar qualquer contaminação do que podiam encontrar. A forense explicava os passos básicos para examinar as provas. Os adesivos para recolher digitais, onde guardar fibras ou fios de cabelo. Como recolher líquidos ou manchas em algum lugar. Sempre tirando foto antes de mexer em qualquer coisa com o cartaz indicando o número da prova.

- O volante tem muitas. - Camila disse. - As portas também. Mas fora isso, parece que o carro ainda é novo. Está impecável. - Disse.

- Não tem fio de cabelo nenhum, nem fibras. - Valdés completou. - Não parece o carro de uma mulher.

- Ainda mais com aquele cabelo de bruxa... - a menor resmungou:

- Que?

- Nada. Testamos a mala? - desconversou. A forense assentiu e lá foram elas. Mas nada novo também. Um pneu e ferramentas básicas.

- Parece que o que vai nos salvar são as digitais.

- É suficiente para relacionar alguém? - Valdés deu de ombros:

- Com o testemunho do suspeito, sim. A questão é saber o que ele disse.

A loira fechou a mala e recolheu tudo, deixando Camila pensativa. Afinal, não estava tudo muito fácil?

***

- Que diabos vocês fizeram? - Mário perguntou entrando na casa. Michael e Penélope estavam sentados no sofá, rindo e bebendo uísque. Ficaram sérios ante a reação do jovem:

- Olha como você fala comigo. - ela espetou. - Que foi, está com pena agora?

- Vocês iam matar o marido de uma policial?! - questionou perplexo. Michael riu:

- Claro que não. Bom, pelo menos não era nossa intenção. O que houve?

- Encontraram o Rafa apontando uma arma na cabeça do Thomás. Levaram ele pra delegacia e ainda hoje vai pro complexo.

- Ótimo... - ele disse satisfeito. - Viu só? - olhou para ela levantando seu copo. - Eu disse que estava tudo controlado.

- Por que vocês fizeram isso?!

Olhando as unhas, Penélope explicou:

- Ele estava dando muitos problemas.

- A polícia estava na cola dele. É o irmão de uma das suas chefes, como é o nome dela?

- Brooke. - Penelope disse.

- Isso. Brooke. Ela estava dificultando o trabalho.

- Ele pode entregar tudo!

- Aí, Mário! - a mulher zombou se levantando. - Sua ingenuidade às vezes me entorpece. Está tudo controlado, relaxa! - disse sorridente. Uma das poucas vezes que ele presenciava aquele estado de humor na mulher.

- Tranquilo, filho. Faz parte do plano. Ele não dirá nada se quiser sair de lá quanto antes. Confie, está tudo no caminho.

- Vocês sabiam que a polícia ia chegar? - eles assentiram rindo. - E o carro?

Se entreolharam:

- Limpo. - Camila disse no laboratório. - Todas as digitais encontradas no carro são do suspeito e algumas de Thomás, suponho de quando o sequestrou.

Valdés suspirou tirando os olhos do microscópio:

- E isso aqui não parece ter DNA. Parece que o nosso suspeito diz a verdade.

- Mas e a dona? Não é suspeito que ela tenha feito a denúncia de um carro roubado e no mesmo dia outro carro no nome dela se envolve em um crime?

A loira deu de ombros:

- Sei que parece improvável, mas pode ser só coincidência.

- Coincidência? Sério? - questionou irônica:

- Nós só temos provas, Cabello. São elas quem dizem a verdade. E segundo todas elas, Penélope Villanueva era somente a dona do carro.

- Isso! Como ela é a dona e não tem nenhuma digital?! Que pessoa tem um carro e não usa?

- Você viu o modelo do carro? Alguém com um Audi TT e um desses não dirige.

- E onde está a evidência disso?

- Pode ter sido coberta pelas do suspeito. Olha, eu mais do que você estou sentindo o cheiro de mentira nisso. E adoraria ter algo com o que relacionar alguém. Mas com o tempo você aprende que infelizmente só saber, desconfiar ou ter um pressentimento, não adianta nada. Só as provas podem fazer alguma coisa.

Então Camila pensou naquelas palavras. Só as provas podem fazer alguma coisa. Era isso que ela precisava procurar. Provas.

***

Caracas, Venezuela.

Lauren chegou em casa depois do dia de trabalho. Estava exausta de ficar em pé. Tomou um banho e foi até a cozinha, preparando um sanduíche e abrindo uma cerveja. O computador, fiel companheiro, encriptava o sinal para que ela pudesse conectar o celular e assim ver as fotos.

Sentada na mesa, comendo e lendo o que encontrara, anotava algumas coisas que parecia relevante. A maioria eram horários e supostos encontros.

Provedor de vinho: 18h quinta-feira

Guillermo supostamente era coproprietário de restaurantes, então seria normal ver na agenda de um empresário coisas do tipo, não? Sim. Aquilo não servia de nada.

Com um dos tantos celulares descartáveis que tinha, marcou um número e pouco tempo depois obteve resposta:

- Sou eu. Tudo bem. Preciso que procure uma informação para mim. Guillermo Herrera, todos os restaurantes e propriedades que compre ou transporte carga no nome dele e da família Herrera... ok. E Sarah, é urgente. 

Desligou e desmontou o aparelho, tirando a bateria e o chip, desativando-o.

Continuou comendo seu sanduíche e bebendo a cerveja. Se aproximava do objetivo, só precisava encontrar a conexão.

De preferência antes que Margarita descobrisse seus planos.


Notas Finais


uh lala


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