História Projeto Ampulheta - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Naruto, Perdida
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kabuto, Kakashi Hatake, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha
Tags Ficção, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Exibições 454
Palavras 2.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Viadoooooooooooooooooooooooooooooooooooos...
Quem ai sentiu saudades do Senhor Uchiha?
Eu senti.

Capítulo 18 - Capítulo 17


Os olhos azuis da minha amiga estavam tão esbugalhados que fazia medo não saírem da órbita, sem falar em suas pupilas que estavam dilatadas. Ela estava paralisada já a alguns segundos enquanto piscava incrédula. Como se saísse do transe, ela respirou fundo enquanto ficava ereta e abria a boca em um gritinho mudo e suas mãos foram para o rosto em espanto.

 

- Eu não vou pirar. Eu não vou pirar. Eu. Não. Vou. Pirar. – sua voz era aguda.

 

- Não pire, por favor. Eu já estou descontrolada o suficiente por nós duas.

 

- Menina, me conta esse babado todo.

 

- Ai, Ino. Não tem muito o que contar...

 

- COMO NÃO TEM? – me corta, levantando- VOCÊ BEIJA UM BOFE DAQUELE E DIZ QUE NÃO TEM O QUE CONTAR. É CLARO QUE TEM O QUE CONTAR, SAKURA. É ÓBVIO QUE TEM O QUE CONTAR!

 

- Ino! – levanto espantada vendo a porta do laboratório abrir e o Konohamaru entrar.  – Se acalma, tá legal.

 

- Tá. – respira fundo olhando para trás e acenando para o garoto enquanto ele sorri de volta. Aproveito e faço o mesmo. – Agora desembucha.

 

- Ok. Ele ficou com a cara fechada desde o momento em que veio aqui e eu não sabia o motivo até que ele disse que foi porque o Kabuto tinha me dado um selinho. Eu me exaltei horrores porque eu não tinha culpa e tudo o mais, soltei todos os cachorros dizendo que estava cansada de ele me corrigindo, dizendo que eu era mal-educada e blá blá blá. Só sei que ontem à noite saí de casa e fui para a pista do Kiba.

 

- Eita, você estava realmente descontrolada. – respira fundo puxando a cadeira da mesa do computador e sentando.

 

- Estava. – mordo o lábio inferior – Enfim, conversamos um pouco, corri muito. E no fim, como sempre, tudo se esclareceu em minha mente. Só que eu não podia simplesmente fazer nada, Ino. Eu não podia interferir na vida dele entende? – franzi o cenho.

 

- Claro que sim, viado.

 

- Enfim, peguei o bebê e voltei para casa. Quando entrei, jurando que ele já estava dormindo, encontrei o dito cujo no sofá acordadíssimo. Só pensei em ir para meu quarto e dormir, mas o sujeito pediu para falar comigo. Eu falei que não queria falar, mas ele disse “Sakura” e eu paralisei.

 

- Ele disse seu nome? – inclina o corpo para frente.

 

- Disse, viado. – suspiro e sento na máquina novamente.

 

- Eita ferro! – passa uma mão nos cabelos – Bixinho decidido!

 

- Depois disso deixei ele falar, e o homem falou. Ino do céu, ele falou um monte de coisas... Disse que se sentia atraído por mim, que apesar de conviver na época em que vivia nenhuma “dama” o tinha feito sentir o que eu fazia.

 

- Como assim? – franzi o cenho.

 

- Segundo o próprio Uchiha, ele só consegue olhar para as Damas de lá como “Damas”, mas para mim, ele me olha como “mulher”.

 

- ELE QUER COISAR COM VOCÊ, CRIATURA! – grita à plenos pulmões.

 

- YAMANAKA! – grito de volta vendo a porta da cúpula abrir bem na hora e o Naruto olhar assustado.

 

- O que houve?

 

- Quando você chegou? – me assusto.

 

- Por que estão gritando? – entra, fechando o jaleco.

 

- Sakura beijou o Sasuke. – Ino entrega. – E o Sasuke quer coisar com a Sakura!

 

- QUÊ? – os olhos azuis dele ficam esbugalhados.

 

- INO! – repreendo.

 

- QUÊ? – me olha com os ombros levantados.

 

- Então ele falou? – o loiro me olha, sorrindo.

 

- Quê? – franzi o cenho para ele.

 

- Que estava gamadão em você. Eu e o Gaara descobrimos isso na noite dos garotos. – Se encosta na porta de vidro e cruza os braços – Não tava na cara?

 

- Não! – respondo.

 

- E eu que sou o demente. – ele revira os olhos.

 

- Como é que você sabe de uma coisa dessas e não me fala, seu maluco? – passo uma mão nos cabelos.

 

- Porque eu não tenho nada a ver com isso. Lance de vocês. Não meu. – dá de ombros – Mas fala, como é que tá agora?

 

- Eles se pegaram. – Ino entrega.

 

- Mentira. – ele ri.

 

- Só... nos beijamos.

 

- Sim, mas iaê, agora falando de beijo. Como ele é?- Ino sorri animada.

 

- Cara... ele não é tão santo assim não... – franzi o cenho.

 

- Mentiiiira. – Naruto solta uma gargalhada.

 

- Para de falar “mentira”, seu idiota. – resmungo – Tô dizendo... Uchiha tem uma pegada que benza Seus!

 

- Santo Odin dos homens fortes. Eu sabia que aquela gentileza todo era convertida em uma ousadia poderosa! – A loira se abana.

 

- Isso ai é tudo fogo, Ino? – o loiro arqueia as sobrancelhas, sorrindo – Pensei que o Gaara desse no couro.

 

- Claro que dá, se idiota! – ela me olha sorrindo maliciosa – Iaê?

 

- Iaê nada... – levanto ajeitando meu jaleco – Iaê que nós vamos trabalhar porque o dia mal começou e a fofoca já rolou tão solta que parece contagiante.

 

- Como assim? – pergunta a Ino.

 

- Olha alí aqueles dois. – indico com as sobrancelhas a Tenten e o Konohamaru que estavam na maior risada. O papo lá também parecia bem interessante.

 

- Geeeeente... Será que eles se pegam? – A loira levou uma mão à boca.

 

- Ele tem cacique pra isso? – Naruto arqueou uma sobrancelha desconfiado.

 

- Ele é bem bonitinho. – Inclino a cabeça para o lado.

 

- Ele é uma criança. – O loiro caminha na direção do computador e dá uma leve empurrada na Ino e analisa os dados na tela.

 

- Ciúmes? – ela arqueia as sobrancelhas bem feitas para ele.

 

- Estou mostrando um fato.

 

- Sim, ele está com ciúmes. – levanto sorrindo.

 

Naruto abre a boca para protestar, mas então desiste quando vê que nem eu nem a Yamanaka vamos desistir de tirá-lo do sério por hoje.

 

O dia foi extremamente corrido, sem falar que agora tínhamos recebido a proposta de um novo projeto. Algo relativo com acelerador de partículas que já estava bem avançado e precisavam de opiniões diferentes. Prometemos pensar sobre a proposta. Finalmente começamos a solucionar os problemas da máquina e foi só depois do almoço, quando fizemos o primeiro teste (que deu errado) que percebi o quão próximo estava a volta do Uchiha para o seu tempo.

 

Várias perguntas sobre como seria após sua partida invadia minha mente e eu me perguntei várias vezes se realmente valeria a pena investir em uma ficada temporária ou se deveria pôr um fim em tudo aquilo hoje mesmo, explicar que o que houve foi um erro (coisa que já sabemos) ou deixar para lá e aproveitar tudo aquilo que o passado me privou.

 

Quando finalmente o dia de trabalho chegou ao fim, arrumamos tudo o que estava fora do lugar. Por milagre dos santos céus eu não ví o Kabuto (ele tinha viajado a trabalho e só voltaria na terça). Me despedi do pessoal desejando um final de semana maravilhoso para eles e segui direto para o bebê com aquele sentimento de um final de semana cheio. Começando por lembrar que meu armário estava ficando vazio e eu preciso de comida para sobreviver, ou seja: compras.

 

O bom é que amanhã é dia de faxina então vou aproveitar que a menina vai estar limpando a casa para ir as compras e vou arrastar o Uchiha comigo para carregar as sacolas. Claro.

 

Não demorou muito e eu já estava estacionando em minha garagem aberta. Desci do bebê, peguei meu jaleco, bolsa e ativei o alarme. Caminhei para a porta de madeira e a abri, entrei e fechei a porta dando uma rápida olhada ao redor não vendo ninguém. Franzi o cenho desconfiada. Onde estava aquele homem? Comecei a subir as escadas e quando cheguei em frente a porta dele dei duas batidas.

 

- Senhor Uchiha?

 

Silêncio.

 

- Senhor Uchiha?

 

Silêncio.

 

Com cuidado, girei a maçaneta e abri a porta vendo o quarto vazio, mas logo ouvi o barulho de água e entendi que vinha do banheiro. Fechei a porta com cuidado e fui para meu quarto, joguei a bolsa em cima da cama e fui até o banheiro onde joguei o jaleco no cesto de roupa suja e comecei a me despir. Tomei um banho rápido e lavei os cabelos mais rápido ainda (sim, eu estava com preguiça). Vesti uma calça moletom e uma camiseta regata, calcei um chinelo e sai do quarto. Assim que cheguei no mezanino ví o Uchiha parado em frente ao armário com os braços cruzados. As portas do armário estavam abertas e ele parecia pensar.

 

Apoiei os braços no parapeito e fiquei observando. Ele coçou a cabeça e deu um suspiro cansado, foi até a geladeira e a abriu. Deu uma olhada lá dentro e depois a fechou voltando para o armário novamente. Ele vestia também uma calça moletom preta (que percebi ser um pouco maior que o mesmo já que ele pisava na bainha) e uma camisa de algodão branca, mas estava descalço. Ouvi um murmurar da parte dele ao fechar o armário e apoiar a testa no mesmo.

 

- Problemas? – Tentei controlar a vontade de rir quando o ví se sobressaltar pelo susto.

 

- Pelos céus, Senhorita! – Colocou uma mão no peito e se apoiou na bancada.

 

- Não sabia que tinha medo de fantasmas. – Desço as escadas seguindo para a cozinha.

 

- E não tenho, mas não sabia que tinha chegado. – me olha rapidamente – faz muito tempo?

 

- Não. Na verdade, eu lhe chamei, mas você estava no banho então fui tomar o meu também.

 

- Hun...

 

Vejo-o franzir o cenho, mas então ele assume um olhar questionador. Sigo até a geladeira e pego uma pizza congelada. Hoje eu não iria preparar nada, pois, a preguiça não deixava. Coloco a mesma em cima da bancada e vejo que o Uchiha continuava com o mesmo olhar e eu sei que quando ele estava daquele jeito era porque algo o estava incomodando.

 

- O que houve? – retiro a pizza de dentro da caixa.

 

- Não foi nada. – murmura.

 

- Iiih, pode ir falando, Uchiha. – Vou até o micro-ondas e coloco a pizza dentro, ligando-o. Viro para o Uchiha, cruzando os braços.

 

- Não se preocupe com isso.

 

- Sasuke. – suspiro cansada e vou até ele parando em sua frente – Fala logo.

 

- S-Senhorita... – Ele desvia o olhar e suspira. Continuo olhando-o determinada e então ele respira fundo voltando a me olhar dessa vez decidido – É que... E-eu não consigo parar de pensar... no que houve.

 

- Então somos dois.

 

- Eu não sei como agir diante disso. – assume me olhando com o cenho franzido – É muito, muito errado, entende? – afirmo com a cabeça – Mas...

 

- Mas você quer. – concluo e ele afirma com a cabeça. – E eu também quero. – os orbes negro do Uchiha ficam maiores. O micro-ondas avisa que a pizza estava pronta, mas nossos olhos não se desgrudavam.

 

- No meu tempo isso é inaceitável. No seu é aceitável. – passa uma mão pelo rosto, esfregando-o com violência. - E agora, qual tempo seguir?

 

- Eu já sei minha escolha.– arqueio as sobrancelhas. - Qual a sua?

 

Ele fica me olhando por um tempo, eu podia ouvir as engrenagens dentro de sua cabeça trabalhando, Tico e Teco discutindo e até mesmo seu coração palpitando dentro do peito. Ele abre e fecha a boca algumas vezes, mas não fala absolutamente nada. Seus olhos tremulavam de um jeito desesperando e suas sobrancelhas ficavam entre franzir e relaxar em uma batalha interna.

 

- Porra Sakura. – murmurou.

 

 

Antes mesmo que eu me espantasse pelo palavrão proferido por ele, senti meu corpo ser prensado contra o balcão da cozinha e meus lábios serem tomados pelos lábios do homem que prendia meu corpo com o seu. Apoio minhas mãos no balcão enquanto as mãos dele rodeiam minha cintura com possessão e sua língua invade minha boca com fome. Pisco algumas vezes até entender o que estava acontecendo então sedo ao controle dele, fechando os olhos. Levo minhas mãos aos seus ombros e fico na ponta dos pés correspondendo ao seu beijo.

 

 

~> Continua


Notas Finais


CALOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOR...

Visitem meu blogger: http://contosdanyx.blogspot.com.br/p/estorias.html

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