História North Hills - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~zAlona

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Ficção, Original, Romance
Exibições 16
Palavras 1.735
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Eu e Lucifera desejamos uma boa leitura :3

Capítulo 1 - Dreams


          – Bom dia Mary... - cumprimentei meio sonolenta ainda, Mary é uma das minhas melhores amigas. Após a separação dos meus pais nós nos tornamos mais próximas.

            – Bom dia Sam! Vejo que ainda está cansada, o que achou da sua nova casa?

            – Hum...-cacei as palavras com cuidado - legal.

            No início do término dos meus pais, minha mãe me chamou para morar com ela aqui em North Hills, no começo foi legal porém, nós começamos a nos desentender e todo fim de semana era uma briga diferente.

            – Deve ser legal morar com seu pai - Mary parecia entretida com os cachos loiros de seu cabelo.

            Eu estava prestes a responde-la quando uma garota de cabelo vermelho esbarrou em Mary, derrubando café em seu uniforme. A ruiva olhou Mary com cara feia.

            – Olha só, a puta delicada da Mary derrubou meu café, aprenda a dar passagem quando eu estiver por perto piranha!

            Eu sei que acabei de chegar na escola e tals, mas Mary é minha amiga, quem aquela garota pensa que é derrubando café nela? Desde criança eu sempre falei o que me passava pela cabeça, depois tive que aprender a me segurar.

            –Você ta bem Mary? – obvio que ela não estava.

            –Estou sim Sam... Não se preocupe - pelo tom da sua voz, senti que Mary queria chorar.

            –Não! Você não ta bem! Quem é ela?

            –Alexy... Ela é assim com todo mundo, só ignorar... - sabe Mary nunca foi de arranja briga ou de se defender, já eu...

            –Garota! Alexy! Você se chama Alexy né? - tive que gritar um pouco, pois ela estava um pouco longe com as amigas dela.

            –Hmm... Uma novata, que droga - ela fez pouco caso como se não tivesse feito nada.

            –Quem você pensa que é pra sair por ai de saia curta e derramando café de proposito na minha amiga? - não fui com a cara dessa tal de Alexy e queria deixar isso bem claro.

            –Minha querida, com certeza eu sou bem mais que você não é mesmo novata? Aliás, se eu fosse você eu daria meia volta e saia do meu caminho - as amigas dela começaram a ri de mim.

            –Você tem razão, você é bem mais que eu... Bem mais infantil, bem mais puta, bem mais falsa... Poderia passar a tarde toda fazendo isso, mas não vou perder meu tempo com insignificâncias - dei meia volta e me dirigi para onde Mary estava. Senti o olhar da Alexy me queimando pelas costas.

            Quando cheguei vi que Michael estava com Mary, e estavam olhando pra mim com uma expressão meio surpresa. Michael odeia o nome dele então chamamos ele de Mike. Conheci o Mike através de Mary por conta deles serem vizinhos da minha mãe, antes dos meus pais se separarem, eu morava com meu pai em outra cidade por conta do trabalho de ambos, e no verão eu ficava com minha mãe. Foi então que conheci Mary e Mike, passei um bom tempo da minha infância com eles.

            –Caramba Sam! Sou seu fã porra - Mike parecia contente - Ela não te xingou não né? - agora parecia um pouco sério. Ele sempre foi preocupado comigo e muito cuidadoso, como se fosse um irmão mais velho, sendo que tem a mesma idade que eu, enfim.

             –Por que você fez isso Sam?! Eu disse que estava bem... - Mary disse com um olhar sensível.

            –Calma gente, fiz nada de mais, só fui... Conversar, fazer amizade - dei um sorrisinho despreocupado. 

            –Cara... Você vai ser linchada... - Mike falou dando uns risos.

            –Eu disse pra Sam não fazer nada, mas ela nunca me ouve não é mesmo, sempre teimosa - os dois riram e concordaram com a cabeça.

            –Vocês se preocupam demais, apenas senti que tinha que proteger o que é meu! - dei um abraço surpresa na Mary. Ela sempre foi delicada e eu a garota bruta. Conseqüência: garotos fugiam de mim. Isso seria cômico se não fosse trágico... Mentira é cômico sim.

            –Meu senhor! Que olhares de merda são esses seus merdinhas?! - Clary, eu a conheci através de Mike e Mary, não nos falávamos muito por conta dela morar longe de minha mãe e tals, ela é a pessoa mais extrovertida que conheço.

            Se tem alguém que já pegou vários garotos, essa pessoa é a Clary, ela é uma ótima amiga e consegue ser sincera sem machucar, quando quer.

            –Eai Clary! Acontece que essa é a última vez que veremos Sam... - Mike fingiu uma cara triste, dei um tapinha no ombro dele, o que fez rir ainda mais.

            –O que você aprontou Samantha?- Clary me chamou pelo nome fingindo estar brava.

            –Ela cutucou a onça com vara curta, mas esse é um dos motivos por amarmos ela não é mesmo?- Mary fofa como sempre.

            –Acho melhor eu nem saber senão vou me exaltar e isso faria com que eu ficasse suada, e cá entre nós ta um calor da porra- demos risada do jeito de Clary. Ela conseguia ser patricinha, despojada e meio foda-se com a vida sabe? E ainda por cima bonita e inteligente. Como caralhos alguém consegue ter qualidades opostas? Ela é foda.

            Meu Deus... Logo no primeiro dia de aula o professor Henks já mandou trabalho de química pra próxima semana, pelo menos é em dupla e vou ter que fazer com Clary.

            No final da aula combinamos que faríamos na casa dela, me explicou o caminho e tals.

            Mary e Mike se despediram de nós duas, eles moram perto da escola, que inveja. Eu moro perto da floresta, é meio que uma zona rural, mas não moro em sitio nem nada, acho que ta mias pra uma chácara. E é bem longe da escola.

            O sol já estava baixo quando sentei no ponto de ônibus. Meus olhos se mantiveram perdidos no horizonte por um tempo, mas pousaram em um grupo de garotos do outro lado da rua, eles pareciam estar discutindo.

            Prestei atenção em cada um deles. Havia cinco, todos pareciam ter entorno minha idade, porém me prendi em um especifico, ele estava inquieto em comparação aos outros, ele observava-os conversando.

            Seus olhos eram negros, extremamente pretos, cheios de uma confusão e certeza... Porra, um calafrio percorreu minha espinha, arrepiando meu corpo. Não sei se meu olhar é pesado, mas acho que o encarei por tempo demais, pois, ele olhou pra mim e deu um meio sorriso e voltou a olhar seus amigos.

            O ônibus chegou logo, levei cerca de vinte minutos para chegar em casa. Mesmo morando em uma cidade pacata e pequena, meu pai decidiu comprar uma casa “no meio do nada”, em um dos seus bairros engolidos pela espessa floresta.

            Logo que entrei em casa fui atacada por um cachorro cheio de amo e felicidade.

            –Ei Rex, para de me lamber- Rex me derrubou e lambeu meu rosto.

            Rex cresceu comigo, quando eu tinha dois anos ganhei uma gatinha dos meus pais, que em uma de suas aventuras foi atropelada por um taxi em frente a nossa antiga casa, a única forma que meu pai encontrou de me fazer parar de chorar foi me dar um pequenino filhote de husky.

            Até hoje meu pai reclama do nome dele por ser muito comum, mas minha desculpa é que eu tinha dois anos. Como acabamos de nos mudar, a casa ainda estava cheia de caixas tudo empacotado.

            Meu Deus que calor.... podíamos ter uma piscina né? Mas o que temos é um ventilador. Um. Me dirigi ao meu quarto para trocar de roupa, coloquei uma blusa amarela bem larga e fresquinha e um short jeans que ia até metade de minha coxa. Bem melhor.

            Tenho que passear com o Rex, mas o sol não coopera... Vou esperar dar cinco ou seis horas, por ai. Hmm... Não tenho nada da escola para fazer, e não sou de fazer adiantado, um dos vários defeitos.

            Fiquei deitada no sofá por um tempo pensando no que havia acontecido. Porra eu odeio a Alexy, ela consegue ser insuportável e vadia ao mesmo tempo.

            Cai no sono por mais ou menos uma hora. O céu estava cinza e sem vida, que estranho, jurava que tinha um sol ali.

            Porra que frio, o que ta acontecendo? Desliguei o ventilador o mais rápido possível ou iria congelar. Foi então que percebi que o vento frio vinha da porta escancarada que dava pra frente da casa. Papai deve ter chegado do trabalho e deixado a porta aberta sem querer.

            Fechei a porta e casa ficou apenas com a vaga luz do lado de fora. O som de um prato caindo ecoou pela casa.

            –Poxa pai! Já quebrando os pratos? Se quiser podemos pedir pizza, não precisa cozinhar.

            Me mantive imóvel por alguns segundos esperando resposta, mas apenas pude ouvir o som do vento viajando pelos arbustos e árvores lá fora, fazendo com que os pelos dos meus braços arrepiarem.

            De repente ouço novamente o som de mais pratos caindo no assoalho gélido da cozinha.

            –Pai?

            Estranho. Muito estranho. Dominada pela curiosidade fui em direção da cozinha vagarosamente mas o som do Rex descendo as escadas correndo direto pra cozinha me chamou atenção.

            –Rex espera! - chamei ele enquanto o seguia até a cozinha, porém agora apertei o passo. O chão da cozinha estava cheio de estilhaços de prato mas não havia ninguém que pudesse ter feito isso. Rex começou a latir e rosnar para o armário da despensa, fiquei com uma sensação ruim, peguei uma faca na gaveta por segurança.

            –Rex? - ele me encarou por alguns segundos inquieto, porém, não se moveu, então resolvi abrir o armário.

            Eu não me sentiria mal se eu machucasse alguém que quer me ferir. Sempre mantenho em mente que seria legitima defesa, pois morando longe da cidade me fez pensar que em nenhum lugar estaremos realmente seguros.

            Coloquei a mão sobre a maçaneta fria, entrelaçando meus dedos até que senti firmeza.

            Eu estava prestes a abrir quando Rex pulou na minha cintura e começou a puxar minha blusa, que já era larga. Como se ele quisesse me tirar de lá as pressas, como se algo ruim fosse sair de algum lugar.

 – Para Rex!

            “Tem coisas que você ainda não pode saber Samantha”

           Ouvi uma voz masculina vinda de minha cabeça. Me virei para encarar Rex mas minha visão ficou turva e de repente tudo escuro.

            Acordei num pulo suando frio e com a respiração ofegante. Foi um sonho?


Notas Finais


Obrigadinha :3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...