História Projeto Tsukuyomi - Capítulo 6


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Kankuro, Matsuri, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Rock Lee, Sasuke Uchiha
Tags Aventura, Comedia, Gaalee, Hentai, Narusasu, Naruto, Romance, Sobrenatural, Yaoi
Visualizações 31
Palavras 2.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"Eu tive um sonho com um garoto num castelo
E ele dançava como um gato nas escadas
Ele tem o fogo de um príncipe em seus olhos
E o troar de uma bateria nos ouvidos

Eu tive um sonho com garoto numa estrela
Olhando para baixo em cima da borda do mundo
Ele está lá sozinho e sonha com alguém como eu (...)

Eu tive um sonho que quando a escuridão acabar
Nós deitaremos nos raios do Sol
Mas isto foi apenas um sonho e esta noite de verdade
Você nunca vai saber o que isso significa,
Mas você saberá o que sinto
Quando estiver por acabar
Antes que você saiba que começou
E tudo o que temos é esta noite
Pare de chorar e aguente firme esta noite

Hoje a noite, é o significado de ser jovem

Deixe as rebeliões começarem
Deixe os fogos começarem
Estaremos dançando pelos desesperados e corações-partidos" (Tonight Is What It Means To Be Young - Fire Inc)

Capítulo 6 - Um outro lado da história...


Há alguns prédios e quadras de distância, de onde Kankuro e Gaara tentavam esquecer o peso daquele dia, e discutiam como se não fossem nada além de dois irmãos normais, sobre assistir um filme de terror ou de ação, Rasa cumpria o que disse que faria antes de deixá-los a sós. 

_ E eu ainda tentei acreditar que você não faria isso... Você não tem mesmo um pingo de humanidade... – O ouvinte de sua mensagem o reprovava, com a expressão torcida e a voz casando perfeitamente num quase nojo, balançando a cabeça negativamente. 

_ Não me culpem, foram vocês quem me forçaram a ir tão longe. Eu tentei todos os outros meios possíveis para evitar isso, são vocês quem se recusam a desistir. – Rasa justificou, fugindo um pouco do olhar do outro, como se fosse difícil fazer e dizer aquilo. – Não vou mais pedir que desistam, já entendi que isso não funciona... – Aquela parecia ser sua fala final, pois começou a se levantar enquanto dizia e caminhar em direção à porta do apartamento muito humildemente decorado. - Só não diga que eu não te avisei Gai, quando estiver chorando a perda do seu filho. 

Rasa quase não teve tempo de acabar de falar e o homem, que até então praticamente só ouvia, pois apenas muito raramente tecia um ou outro comentário desagradado ao longo do discurso do ruivo, perdeu a paciência e em questão de segundos, estava a sua frente, quase levantando-o do chão, pela gola da roupa. 

_ Quem é você pra me dizer como devo lidar com meu filho, se cultiva os seus como armas? Não tenho medo do seu garoto Rasa, nem do que fez ele se tornar, eu tenho é pena, ninguém merece o castigo de te ter como pai. Não interessa o que aconteceu com você no passado, o menino não tem nada a ver com seu rancor, sua sede de vingança e sua ganância. Não acredito que vai realmente usá-lo para fazer seu serviço sujo... Acha mesmo que isso é um bom jeito de se livrar dos Uchihas? Acha que sacrificar tantas pessoas vale a pena? Principalmente ele, o garoto é seu filho! Rasa, isso eu está fazendo é monstruoso! – Gai praticamente cuspiu as palavras com indignação. 

_ Quantas vezes vou ter que repetir que está enganado a meu respeito? – Rasa rebateu e Gai revirou os olhos, largando-o de qualquer jeito, por pouco não desabou no chão. O mais alto reclamou enquanto o outro se ajeitava. 

_ Pelo amor de Deus, não se dê ao trabalho de começar seu teatro, nunca vai conseguir me convencer de que é um santo. Isso deve funcionar com o coitado do seu caçula, não comigo. 

_ O que eu quis dizer é que não estou forçando o Gaara a nada. Ele sabe da verdade, e me ajuda porque quer. Exatamente como o seu filho escolheu apoiar a sua causa. – O ruivo opaco tentou contornar distorcendo a verdade, mas só conseguiu com isso, deixar o moreno mais irado e ser segurado e sacudido de novo. 

Rasa estava começando a sentir dificuldades em permanecer indiferente, mediante aquelas reações explosivas.

_ Não ouse fazer essa comparação! Eu jamais permitiria que o Lee sofresse tanto, se machucasse e corresse todo o perigo ao qual está expondo seu filho. – Gai disparou furioso. 

_ Jura? – O patriarca da família Sabaku questionou num enorme deboche. Se Kankuro pudesse ter visto aquilo, seria obrigado a admitir amargamente, o quanto soou parecido com ele mesmo. – Não parece, uma vez que se recusa a desistir desse torneio, mesmo sabendo exatamente onde está pisando. Estou te avisando e não é de hoje, fui eu quem “criei” o oponente do seu filho, acredita em mim, ele é bem pior do que os outros "recados" que os Uchiha mandaram pra vocês. Se permitir que os dois se enfrentem, um deles não vai sair vivo da arena e te garanto que não será o meu filho. 

É claro que ele exagerou de propósito, na intenção de fazê-lo desistir e omitiu a parte em que Gaara só se ofereceu pela luta com Lee especificamente, porque o irmão lhe pediu para tentar interceder por ele. Até ali, Gaara não tinha a mínima intenção real de matá-lo. 

_ Ah, claro... – Foi a vez de Gai debochar. – Por que se tem alguém aqui que sabe o quanto ele é "difícil de matar", esse alguém com certeza é você, não é?

_ Não me jogue isso na cara, eu não tive escolha! Acha que me orgulho dessas coisas? Acha que não o amo? – Rasa se alterou pela primeira vez naquele embate, demonstrando o que pareceu a Gai ser uma espécie de “nervoso”. 

_ Acho. Não consigo acreditar em nada que venha de você. – O professor de educação física, respondeu o que devia ter sido retórico, com a maior naturalidade do mundo. – Como alguém que tem qualquer sentimento normal de bom senso, pode fazer o que você fez com a Karura? 

Isso, já era ir longe demais na opinião do Sabaku. Ele se soltou, demonstrando que já poderia ter feito isso quando quisesse, há muito tempo. 

_ Não-fale-da-minha-esposa... – Alertou sibilando, quase rosnando, muito mais sério do que seu tom habitual. 

Gai não se moveu um centímetro, ainda franziu a testa como se achasse graça da ousadia. 

_ Engraçado... Fala como se ela não tivesse morrido por sua culpa... Por ter selado um demônio em seu próprio filho antes mesmo que ele nascesse, por ter envolvido sua esposa e sua família nessa sujeira toda... Por que, foi isso que aconteceu, não é? Estou errado ou me esqueci de alguma coisa? – Resolveu instigá-lo e percebê-lo quase soltar fumaça de ódio, foi exatamente a resposta que esperava. 

Já havia sido um tanto quanto exaustivo, ter toda aquela conversa tensa com os filhos momentos antes, apesar de ter sido necessário, mas aquele assunto que estava sendo tocado era um limite rígido para o ruivo que ia definitivamente avançar sobre o homem a sua frente. Era um ato totalmente passional e irracional, pois se tivesse parado para pensar por um só segundo antes de se mover, não seria louco de enfrentar o Gai.

Ainda mais depois do que, como Kankuro bem lhe tinha citado mais cedo, "aconteceu da última vez".

Sua sorte foi ter sido parado, pelo que parecia ser uma “versão menor” do próprio Gai. 

_ O senhor não aprende mesmo, né? – Lee comentou com um sorriso sincero na voz. – Quer uma água pra se acalmar? 

Rasa desvencilhou seu braço esquerdo das mãos do garoto, cujo pai chamou a atenção: 

_ Eu não falei para você não se meter?

_ Me desculpe, não pude evitar. Além do mais estão falando sobre mim também, não estão? – Justificou numa "ousadia respeitosa e ao mesmo tempo inocente", que era uma de suas muitas “características marcantes”.

_ Não tenho mais o que fazer aqui, já falei o que tinha pra avisar, estou indo. – Dessa vez, Rasa conseguiu terminar seu caminho até a porta. Gai e Lee fizeram questão de acompanhá-lo, o mais novo no recinto ainda abriu a porta com uma mesura que soava quase como um escárnio. Um pouco irritado com a atitude do menino que praticamente nunca fechava o sorriso, se permitiu comentar. – Quer saber, mudei de ideia... Estou feliz que não tenham desistido, vai ser um prazer enorme te apresentar ao Gaara, moleque... 

Lee abriu um sorriso ainda maior do que já tinha, quase malicioso. Fingindo perfeitamente que não tinha ficado com raiva por ouvir um homem falar do próprio filho, como se fosse um cão de briga ou algo assim. 

_ Não senhor... Tenho certeza que o prazer será nosso... Mas seria melhor que nos deixasse discutir esse tipo de coisa sozinhos, não acha? – Gai engoliu muito mal o riso, mediante ao comentário muito desaforado do filho e principalmente do fato de Rasa ter quase rosnado, só por isso. 

Mas é claro que ele não ia abdicar da última palavra. 

_ À vontade garoto... Fica a vontade pra tentar. Agora você Gai... – Ele chegou a erguer o dedo indicador para enfatizar. – Se eu te imaginar perto dele, cinco metros que seja, destruo a sua vida, fui claro? – Lee tentou com dificuldade, fingir indiferença mediante ao fato de que Rasa estava claramente subestimando que ele pudesse ter alguma relevância em frustrar seus planos.

Para alguém como Lee, é sempre difícil relevar desaforos assim, no entanto, se manteve calado sobre isso, porque sabia que era necessário. Era bom que Rasa pensasse assim tão limitado e não visse problemas em deixar que se aproximasse de “seu oponente”.

Lee achava irritante pensar no outro garoto desse jeito. Parecia que o estava reduzindo a meramente um obstáculo, quando na verdade, era de um ser humano que estavam falando.

_ Isso seria lindo, se estivesse de fato, tentando protegê-lo e não tentando me impedir, de dissuadi-lo da ideia de te ajudar. – O mais velho com cabelo de tigela, disse em tom de lamento, porém antes que Rasa dissesse o que chegou a abrir a boca pra pronunciar, Gai completou caminhando pra frente em sua direção, fazendo-o recuar para fora do apartamento. – Vou te fazer o favor de não dizer mais nada e apenas assentir que guardei seu recado. Sei que seu narcisismo gosta de manter a última palavra. Agora vai, segue seu caminho... Só me permita te dar um conselho, antes de você ir. Liberdade não é como o cachorro que você deu a ele uma vez e tirou, mas mesmo assim ele ainda foi capaz de te perdoar. Se realmente é verdade quando diz que o ama, se tem alguma parte de você que é capaz disso... Cuidado com o que vai fazer agora que ele está aqui fora. Ou vai perdê-lo pra sempre. Na verdade, é extraordinário que não o tenha perdido ainda. Só por isso, não acredito que ele seja o monstro que você pinta. Alguém com uma capacidade de te perdoar tantas vezes, não pode ser “ruim”. Arrisco o palpite de que talvez ele só seja confuso ou carente. 

Era muito raro aquilo acontecer, mas Rasa se viu sem palavras ou reação. Apenas engoliu em seco e relaxou os ombros, perdendo um pouco de seu tão bem trabalhado autocontrole, o que acabou desarmando ligeiramente sua habitual postura defensiva, por estar inegavelmente impactado pelo efeito que aquelas palavras lhe causaram. Por que Gai sempre conseguia tocá-lo daquela forma? 

Gai sempre dizia ao ruivo que não acreditava que ele tivesse um "lado bom", porém não era verdade, só dizia isso para pressioná-lo. No fundo, ele acreditava que tinha alguma luz ainda ali, apesar de achar que existiam pouquíssimas chances de fazê-la brilhar. Entendia bem da história do Rasa, se conheciam há muito tempo e toda aquela trama de conspiração acabou entrelaçando suas vidas, então sabia de seu sofrimento e que isso já o havia feito mergulhar muito fundo na escuridão. 

Mas não era por isso que deixaria de insistir sempre que pudesse. 

_ Espero que a gente não se esbarre até o dia da luta. – Rasa disse falhando em manter o tom rígido, o que fez a ameaça implícita na frase, perder o efeito. 

Enfim se virou e partiu. Enquanto se afastava, tentando fazer as palavras de Gai pararem de ressoar em sua mente, pai e filho o ficaram observando até sumir de vista. Quando isso aconteceu entraram sorrindo, mas dessa vez, um sorriso preocupado. 

Lee terminou de trancar a porta, comentando com o pai, finalmente sentindo que podia parar de “encenar”. 

_ Então nossa “estratégia de insistir” deu mesmo certo, forçamos ele a tirar o "monstrinho" da clínica... – Ele não disse "monstrinho" com tom ofensivo, na verdade, estava querendo demonstrar seu repúdio pela “condição do referido”. 

_ Sim. Mas é uma jogada muito arriscada. Tem certeza de que quer continuar com isso? – Ali, só ele e o filho, finalmente podia demonstrar preocupação. 

_ O senhor mesmo me treinou, não confia em mim? – O jovem rapaz se virou para o pai encarando-o com o rosto franzido numa dúvida sincera. Parecia até um pouco espantando pela pergunta que ouviu, afinal, Gai nunca foi de parecer hesitante ou pessimista, muito pelo contrário, era extremamente conhecido por ter uma personalidade totalmente oposta a isso. – Não disse que me ajudaria a realizar meus sonhos? Lutar é a única coisa que eu sei fazer bem, é o meu propósito. E também, não posso passar o resto da vida, sem retribuir o fato de que me salvou de um destino igual ao desse garoto. Se não tivesse me adotado, esse homem desprezível que acabou de sair daqui, teria me tirado do orfanato e me esquecido naquela clínica pra sempre, ou me "descartado", porque eu não passei em "teste", nem em "programa" nenhum. Só passei uma semana ali e quase enlouqueci, não consigo nem imaginar o estado de alguém que passou anos, a formação básica da vida inteira... Não é justo que eu tenha me salvado e não tente ajudar quem não teve a mesma sorte. Eu quero salvar esse garoto pai. Quero, nem que seja a última coisa que eu faça. Quem sabe com o poder que ele deve ter, não consiga fazer a mesma coisa por mais gente, algum dia... – Lee sequer tinha terminado e Gai já o puxou para sentar-se ao seu lado, envolvendo-o num abraço orgulhoso. – Quero muito saber como ele é... Não tem um dia desde que essa história começou, desde que ele citou esse menino e percebemos que existia essa chance de ajudá-lo, que eu não me pergunte como ele é, e o que está fazendo... 

_ Acredito em você Lee... E essa causa também não é só sua. Você tem toda razão, tem alguém precisando da gente agora, temos que fazer jus a sorte que demos em termos sido salvos... – Gai confirmou olhando de soslaio, um dos porta retratos dispostos pelo cômodo, se lembrando de seu próprio pai e de tudo o que ele lhe ensinou, dando início a toda aquela “oposição“ a esse sistema bizarro que existia atrás das sombras, e que fazia questão de seguir, por mais perigoso que fosse, pois acreditava que devia isso ao pai, para honrar seu sacrifício. Devia continuar sua luta e seu legado.

Sentiu seu ânimo reacender e frustrar suas preocupações. A determinação do menino de grossas sobrancelhas a sua frente, não podia ser desperdiçada, assim como impossibilitava que ele fracassasse, pois da mesma forma que ele mesmo, jamais desistiria. 

Iriam lutar para que ninguém mais passasse por aquilo um dia. 


Notas Finais


Oi meus bebezinhos da titia, tudo bem?

Isso era para ser só uma introdução, não um capítulo inteiro. Porém, percebi que estava demorando demais para atualizar por aqui, porque estou escrevendo um capítulo super atrasado da minha primeira fanfic e como na edição final, recebi uns conselhos de que essa parte havia ficado boa e podia ser enviada pra cá separada do resto sem problemas, resolvi adiantar essa "palhinha", para diminuir o sofrimento de vocês e para ninguém começar a acha que eu abandonei, porque isso nunca vai rolar amores! hahaha

Bom, então é isso, amo vocês, ótimo final de semana pra todo mundo! Curtam com moderação rsrsrs Até a próxima anjos, beijos de luz! o/

Ps: Se quiserem me contar o que acharam, titia ficará honrada! rsrsr <3


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