História Prolongar - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shizune
Tags Comedia, Formatura, Gaara, Gaasaku, Naruto, Sakura
Visualizações 71
Palavras 3.136
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Quem é vivo sempre aparece.

Capítulo 2 - 2


Bem, Konoha ainda era Konoha, apesar de que agora mais prédios, mais casas e mais poluição predominavam a antiga cidadezinha. Se Sakura imaginava que depois de 10 anos continuaria morando ali? Não, na verdade seu plano era viver bem longe dessa cidade, onde o passatempo da maioria era bisbilhotar a vida alheia.

Mas conseguira um emprego ali quando se formara que no início tinha sido apenas um estágio e que logo abriria portas para grandes empresas fora do estado, pelo menos era isso que pensara. Depois veio seu relacionamento firme com Sasuke, onde os dois já não eram mais dois adolescentes idiotas.

E agora noiva seria ainda mais difícil simplesmente fugir. Seu noivo tinha um cargo importante na empresa de sua família, que para azar dela, não havia mais filiais. Então talvez isso fosse a coisa que mais a frustrava na vida.

Ela tinha planos e sonhos que nunca seriam realizados. Desde quando sua vida começara a fugir dos eixos?!

Sakura gostava de deixar tudo planejado, não gostava de surpresas ou imprevistos, tudo deveria correr de acordo com o plano. Sua agenda era extremamente organizada com anotações com tudo que deveria acontecer.

As más línguas diziam que ela anotava até mesmo a hora de ir ao banheiro, mas eram só boatos.

Outra coisa que não tolerava era atrasos, e isso era de conhecimento geral e uma grande verdade. Então porque será que seu noivo estava 15 minutos atrasado? Tomar café da manhã na cafeteria dos Akimichi já era uma rotina.

Checou seu celular mais uma vez, nenhuma ligação ou mensagem. Certo, já esperou tempo demais, resolveu ligar e tirar satisfações. Ao terceiro toque pôde escutar a voz séria e fria do Uchiha.

– Onde está? - Não tinha vontade de ser agradável esta manhã..

– Na empresa, reunião de emergência. – Ao fundo pôde escutar a voz de seu cunhado resmungando alguma coisa.

– Problemas?

– Muitos, nossos sistema caiu. E tínhamos um contrato em andamento.

Hoje com certeza seria um dia daqueles na empresa Uchiha, já até podia prever Sasuke mal humorado pelo resto da semana.

– Sinto por isso – Deu uma clareada na voz ao tentar tocar no assunto que teriam mais tarde, não queria cancelar – Então, eu queria conversar sobre a prova dos bolos. Marcamos hoje às 15:00.

A confeitaria Gâteau's era a melhor da região, quiçá do estado, e a mais cara também. Era muito requisitada, tinha uma grande fila de espera, Sakura conseguiu adiantar para seu casamento após mexer alguns pauzinhos com conhecidos influentes.

Perder a degustação dos bolos seria uma tremenda falta de respeito. O bolo sempre era uma das coisas mais importantes em uma festa de casamento, não é mesmo?!

– Não poderei ir, de qualquer maneira sabe que não ligo para doces. – Após seus minutos de silêncios pôde escutar Sasuke respirando fundo e dando continuidade a sua fala – Chame uma de suas amigas para lhe acompanhar, confio em seu bom gosto.

Sakura sabia que essa era a maneira de seu noivo dizer “não poderei sair da empresa hoje, sinto muito”, mas ainda era muito difícil aceitar. Sasuke quase não participara dos preparativos, deixava tudo em suas mãos, não que ele de fato fosse grande ajuda, afinal o que ele saberia sobre cores de guardanapos e distribuição de mesas? Mas seria bom ter ele ao seu lado, pra variar.

– Tudo bem, eu dou um jeito.

A conversa durou mais alguns poucos minutos, Sasuke realmente tinha um grande problema em mãos e Sakura já estava atrasada para o trabalho. Incrivelmente a Haruno não sentia mais vontade de comer os maravilhosos brioches da padaria Akimichi. Talvez fosse o gosto da decepção estragando seu apetite.

Chegou ao trabalho quase estourando o limite de atraso, e por sorte todos pareciam muito afobados e corriam de um lado para o outro, nem puderam notar sua escorregada no horário, porém estranhou esse movimento, metade do andar em que ficava sua sala parecia estar interditada.

Ah, Sakura, que bom que chegou! – Todos menos Shizune.

– Mas o que houve por aqui?

– Um cano do banheiro do terceiro andar estourou, ficou tudo alagado. Um completo caos! Já chamamos alguém para dar um jeito, terei que ficar por aqui, então preciso da sua ajuda. – Negar qualquer pedido de sua supervisora seria burrice, ainda mais quando a mulher realmente parecia desesperada.

– É claro, eu entendo. O que terei que fazer? – Sakura soube assim que terminou sua sentença que estava pisando em território perigoso. Intuição feminina? Talvez. Sexto sentido? Provável. Ou quem saber seria essa sensação de ter ao poucos a alma consumida pelo demônio.

– Preciso que vá checar a obra da biblioteca.

Sakura não via problemas em pegar um táxi e ir até o centro de Konoha, também não via problemas em colocar aqueles capacetes amarelos e que provavelmente iria bagunçar alguns fios de seu penteado, o problema era exclusivamente com o engenheiro responsável pela obra.

– Ora, ora, Sakura, foi rebaixada a garota de entregas?

Orochimaru era no mínimo excêntrico, ou como Sakura gostava de chama-lo “uma ratazana velha”. Não se sabia a origem da inimizade deles, apenas surgiu, como a maioria das inimizades da Haruno, ás vezes ela se perguntava se não era tudo fruto de sua cabeça.

– Oh não, só vim confirmar se esta fazendo seu trabalho direito. Afinal não queremos outro... Acidente. Não é mesmo?!

Certo, Sakura sabia que o incidente do estádio não fora totalmente culpa do engenheiro e sua equipe, na verdade, fora culpa da prefeitura e sua pressa em lucrar com a temporada de jogos. Mas não daria esse gostinho a Orochimaru.

– Ah, Sakura... Nada melhor que uma boa dose de veneno trocado pela manhã, não sabe como aprecio nossos encontros. – O homem já de idade abriu um largo sorriso, e alinhou sua camisa, que Sakura tinha certeza que era caríssima e de muito bom gosto. – Café?

– Não, obrigada. – O café podia estar envenenado – Só quero começar meu trabalho, se não se importa.

– Fique à vontade, querida. – Já de costas a Haruno revirou os olhos em desdém e se pôs a andar, quanto antes começasse, melhor.

Orochimaru era um bom profissional e um bom líder, muito experiente e com certeza sabia o que fazia, não era atoa que era um dos melhores no ramo. Sakura se perguntava como alguém tão influente fora parar em Konoha. Aliás, se lembrava do dia em que o senhor estabelecera suas bases na cidade do interior, cinco anos atrás.

Parecia ser alguém espalhafatoso com suas roupas coloridas e milhares de anéis nos dedos, gostava de promover longas festas à beira da piscina em sua casa recém-comprada em um bairro nobre, nobre e muito conversador, já na primeira semana arrumou briga com os vizinhos pelo volume da música, claro que Sakura sabia disso através de Mikoto, sua sogra, que morava na mesma rua. Nessa época Sakura não tinha uma opinião formada sobre ele, era só alguém extravagante e daí?! Isso não o transformava em uma má pessoa.

Lembrava-se de estar muito nervosa quando o conheceu pessoalmente, porém sua empolgação foi para o ralo quando o mesmo começou com perguntas irritantes e sacarmos desnecessários. Então chegou a conclusão de que ele era um babaca arrogante com sapatos lindos.

Depois que andou por toda a obra e finalmente se convenceu que tudo estava em ordem pôde finalmente ir embora, deixou o capacete com o mestre de obras que a estava acompanhando agradeceu e entregou algumas plantas que Shizune pedira.

No táxi checava sua agenda e os compromissos que teria ao longo do dia, fingia que a hora do almoço não a deixava desestabilizada, toda hora que olhava para seu relógio e via que faltava menos para o meio-dia uma batida a mais de seu coração podia ser sentida. Sakura só queria ficar viva até lá.

Suspirando e falando pra si mesma para parar se importar com isso alcançou seu celular dentro da bolsa e mandou uma mensagem para Ino pedindo para acompanhá-la na prova dos bolos. Sabia que a amiga de longa data e madrinha de seu casamento não iria recusar, pelo contrário, a Yamanaka adorava participar de todos os preparativos.

Já no trabalho Sakura se concentrava em seus projetos e lidando com seus clientes, ficou assim até o restante da manhã quando sua superior apareceu em sua porta para perguntar se já estava pronta para irem ao almoço de negócios.

– Soube que vocês estudaram juntos, isso é bom. – Shizune comentou enquanto as duas iam até o Dyner’s no carro da mesma.

Sakura parou de retocar o batom um pouco surpresa, não queria que a morena descobrisse isso antes da hora, já que o relacionamento entre os dois nunca fora muito amigável e isso poderia prejudicar o andamento do contrato.

– Bem, sim. Éramos conhecidos, mas faz muito tempo.

Guardou o pequeno espelho e o batom vermelho na bolsa e vestiu a sua melhor faceta profissional, ele era apenas mais um cliente e não passaria disso, com sorte ele nem se lembraria de quem ela era. Sakura contava com isso, porém se por acaso ainda se lembrasse, ela poderia lidar com aquilo de forma superior, era uma adulta responsável além de ser uma arquiteta com méritos.

À medida que a recepcionista lhes guiava até a mesa reservada Sakura já conseguia avistar uma cabeleira ruiva conhecida, estava um pouco maior que no tempo do colégio, porém ainda desorganizado. Estava de costa para si então não a viu chegando ao lado da mesa, foram anunciadas pela elegante mulher e Sakura ganhou uma pequena expressão de surpresa nos olhos verdes dele.

Droga, ele lhe reconhecia.

– É um prazer conhece-lo, senhor Sabaku. – Ele levantou para cumprimenta-las como um perfeito cavaleiro que Sakura sabia que ele nunca tinha sido.

– Senhora Hatake, senhorita Haruno – Gaara as indicou os lugares – Por favor, sentem-se. Aliás, Sakura quanto tempo que não nos vemos não é mesmo?

– Que bom que já se conhecem, assim nos poupa apresentações – Shizune disse depois de acomodada e sorrindo, como se aquela fosse a coincidência mais engraçada do século – Sakura será a arquiteta responsável pelo seu projeto.

– Fico feliz, soube que é a melhor – A Haruno até então se manteve em silêncio, apenas sorrindo de forma polida – Mas não me surpreende, Sakura sempre muito... focada em tudo que fazia.

Aquele sorriso prepotente de anos e anos atrás ainda era igual, e Sakura simplesmente queria que um buraco se abrisse no chão e a engolisse. Aquele seria um longo almoço.

– Obrigada, mas vamos falar de negócios. Viemos aqui para isso, certo? – Não esperou a confirmação de nenhum dos lados e continuou – Fiquei espantada quando soube que iria trabalhar com a mansão York, nunca conseguiram convencer os proprietários à venda antes.

A mansão York era um marco de Konoha, a casa ficava escondida em meio à mata, no pico de uma colina com uma ampla visão da cidade ao longe, era um lugar afastado onde sua turma do colégio adorava invadir e promover festas. A proprietária era uma senhora viúva que vivia na Itália e deixava o terreno ao bel-prazer dos delinquentes juvenis, apesar de muitas ofertas milionárias a viúva nunca considerou qualquer proposta, até mesmo a família Uchiha tentou compra-la, porém tudo o que receberam fora uma resposta muito mal educada em italiano.

– Tenho meus métodos. – Ele lhe deu um sorriso de canto e guardou para si os seus preciosos segredos de persuasão, a Haruno também não insistiu, não queria prolongar uma conversa fora dos âmbitos profissionais, ele tinha a casa e era isso que importava para ela e seu projeto.

Um garçom veio anotar os pedidos enquanto Shizune e Gaara entravam em assuntos mais burocráticos, e o durante todo o almoço ficaram discutindo preços e papeladas, vez ou outra Sakura verbalizava sua opinião, principalmente a respeito de materiais e obra-prima.

Depois do almoço mais constrangedor de sua vida Sakura via Gaara assinar os documentos que oficializavam definitivamente que ela trabalharia para ele, se um meteoro caísse sobre ela nesse mesmo instante ela agradeceria.

Ela sentia como se estivesse assinando um contrato com satã.

– Amanhã às sete horas estarei lá para tomar nota das modificações que poderemos fazer, levarei uma planta original da casa. – Sakura disse levantando-se e pronta para cair fora dali o mais rápido possível.

– Estarei esperando – Ficou de pé e lhe esticou a mão em cumprimento – Bom revê-la, Sakura.

A Haruno acenou em concordância e assistiu Shizune se despedir do cliente e logo as duas já se encontravam fora do restaurante, e só quando sentiu seus pés firmes na calçada Sakura pôde respirar em paz, torcendo para a chefe não desconfiar de seu incômodo.

Nunca achou que uma coisa dessas poderia acontecer, trabalharia junto do ser humano mais desprezível que teve o desprazer de conhecer, pois ele não tinha sido apenas um adolescente idiota e arrogante, também tinha sido alguém que se aproveitara dela em um momento de fragilidade e simplesmente fugido enquanto ela se sentia a pessoa mais ridicularizada do planeta.

Mas céus, ele continuava tão bonito e sexy quanto Sakura se lembrava.

.:0:.

Depois de passar na prefeitura e pegar a planta original da construção que trabalharia Sakura conseguiu uma dispensa mais cedo para tratar das coisas de seu casamento, iria passar na casa de Ino para seguirem até a cidade vizinha onde ficava a Gâteau's.

Sem demora chegou à charmosa casa da loira, buzinou para avisar que já tinha chegado e prontamente a Yamanaka dava as caras, desfilando por seu exuberante jardim premiado, ostentava sua linda barriguinha de cinco meses com orgulho.

– Mal posso esperar pra provar todos os quitutes, aquelas massas são divinas! – Ino nem tinha se acomodado direito quando começou a falar, era uma presença empolgante e contagiante, como sempre fora.

– Espero que sim, eu tive muita dor de cabeça pra agendar um horário – Sakura se virou para a amiga e colocou as mãos na proeminência do vestido lilás – Como está o meu afilhado?

Sakura se encantava com crianças e bebês, e agora que a melhor amiga estava grávida do primeiro filho sentia que iria morrer de felicidade, queria estar ali para a amiga para o que ela precisasse.

– Estamos bem, obrigada. Mas agora vamos antes que o Sai mude de ideia e resolva vir conosco pra ficar me vigiando – A loira suspirou e ajeitou o cabelo enquanto dizia emburrada – Você acredita nisso?! Não tenho mais um marido, tenho um guarda-costas!

– Ele só se preocupa, é fofo – Sakura ria enquanto dava a partida no carro e elas seguiam em meio ao trânsito.

O fluxo da rodovia estava calmo e as duas conversavam sobre amenidades, vez ou outra especulando sobre a vida de famosos ou das pessoas que trabalhavam com elas.

– Ino, se lembra do Gaara? – Perguntou como se não quisesse nada, usando o tom mais banal possível.

– Gaara? Que Gaara? Não lembro de nenhum.

– Estudava com a gente, sabe, era ruivo e tinha uma tatuagem no pescoço.

– Ah, Gaara O Antissocial? – Ino soltou uma grande exclamação enquanto ria.

– Esse apelido é muito idiota, Ino.

– Você que deu esse apelido pra ele!

– Sim, eu sei, mas não deixa de ser idiota.

– Tudo bem, mas o que tem ele? Ele não tinha ido embora? – A loira estava despreocupada analisando as próprias unhas.

Sakura nunca tinha contado para ninguém sobre o que acontecera na formatura, e por mais que se sentisse péssima por guardar segredos da melhor amiga acreditava que seria melhor assim, sentia muita vergonha daquela noite e não falar sobre ela amenizava o seu sentimento de humilhação.

– Bem, ele comprou o casarão York, pretende fazer uma grade reforma e vou ser a arquiteta do projeto.

No mesmo instante sentiu Ino lhe encarando de boca aberta, completamente perplexa com a notícia – Mentira! Como ele conseguiu comprar?

– Eu não sei – Sakura deu de ombros segurando o volante com as duas mãos – A única coisa que eu sei é que vou deixar aquela casa irreconhecível. Estava pensando em algumas ideias para apresentar para ele, quero deixar a propriedade perfeita.

– Ainda não acredito que ele conseguiu comprar. Meu sonho era morar naquela casa, sabia? Acho muito bonita apesar de estar caindo aos pedaços. – A loira suspirou enquanto revelava seu segredinho.

– Sério? No casarão? – Sakura desdenhou.

– Sim, tenho boas lembranças de lá, fumei meu primeiro baseado naquela casa – Ino contava com os olhos apaixonados, certamente tiveram bons momentos lá em todas as festas regadas de álcool e drogas – E nem começa tá?! Eu sei que você também queria morar lá, até tentou convencer o Sasuke a comprar.

– E quem te disse isso?

– O Sasuke contou ao Naruto, que me contou.

Sakura só balançou a cabeça e sorriu, realmente gostaria de morar lá, o terreno estava em uma localização perfeita, tinha a melhor vista da cidade além de garantir privacidade o suficiente.

– Mas então, ele continua bonito?

– Quem?

– O Gaara, é claro. – Sakura olhou para a amiga por um minuto e viu que esta carregava um sorriso malicioso.

– Bem, sei lá, acho que sim. – Voltou sua atenção para a estrada para disfarçar o embaraço.

– Eu achava ele muito bonito – Riu como se lembrasse de alguma coisa muito engraçada – Acredita que sempre achei que toda aquela implicância que vocês tinham um com o outro era pura tensão sexual?

Sakura não pôde conter a sua surpresa e espanto tanto que por pouco não bateu na traseira do carro da frente, iria matar a Yamanka, tinha certeza disso. Entretanto a loira era só risadas, e o restante do caminho inteiro seguiram com as chacotas da amiga e resmungos por parte da Haruno.

Nem pôde conter a alegria de avistar o letreiro bonito e sofisticado da confeitaria, estacionou em frente e desceu do carro com sua inseparável Prada, e Ino em seus calcanhares murmurando que precisava ir ao banheiro.

Foram atendidas por uma moça que aparentava ser recém-chegada na casa dos vinte anos, Ino rapidamente escapuliu para o toalete e Sakura fora guiada até uma sala onde provaria os sabores oferecidos.

– Esperávamos que o noivo viesse junto, geralmente a escolha é mais assertiva quando os dois estão presentes.

Sakura soltou um sorrisinho sem jeito, certamente a moça não a quis constranger, mas ainda sim fora um golpe e tanto. Gostaria que Sasuke estivesse ali com ela, que fosse mais presente e entusiasmado com os preparativos.

– Bem... – Ia soltar uma desculpa qualquer quando Ino chegara ao seu socorro.

– Oh, querida, infelizmente o noivo não pode comparecer, mas quem seria melhor pra julgar um sabor que uma mulher grávida? Sabe, se eu não gosto do cheiro ou do gosto, eu simplesmente não como. – A moça forçou um sorriso e pediu desculpas, Ino ainda não satisfeita soltou seu mais vaidoso sorriso – E querida, me arrume uma cadeira com estofado macio, meus tornozelos estão inchados, obrigada.

Quando se viram sozinhas na sala de degustação Sakura se virou para a amiga que se entretinha em bisbilhotar os suportes de cupcakes.

– Não precisava, Ino.

– Claro que precisava, ela deve aprender o lugar dela.

Sakura suspirou aquele dia ainda parecia que se estenderia o máximo possível.


Notas Finais


Eu nem sei o que falar.


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