História Promessa entre irmãos: uma lenda medieval! - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 6
Palavras 3.017
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Septimodecimo


Antigamente, o Reino de Stráuvia era o maior de todo o continente, e o segundo com as maiores riquezas. Foi o penúltimo reino, antes do de Floriyan, a cair perante os exércitos de Deysmon. Agora ele era povoado por alguns cidadãos legítimos, mas a maioria da população era de Inflayster. Chris e seus amigos estavam caminhando na direção deste reino, enquanto Feanor e Eiden explicavam exatamente essas coisas para o rapaz.

- Eu sei disso tudo, estudei muito sabiam!? – Disse Chris, impaciente. – Também sei que o Rei de lá, o Rei Klaus, foi morto na última batalha contra o Reino de Inflayster. E que a Rainha Katarine é mantida prisioneira no próprio reino desde então.

- Então sabe também que boa parte da população daquele reino, antigamente, era de magos. Certo? – Disse Feanor.

- Hum...n-não sabia disso. – Disse Chris, sem graça. – Espere um momento, quer dizer que-

- Finalmente começou a entender! – Interrompeu Penny. – A razão de ter tantos membros de Inflayster por lá, é graças à quantidade de magos que tinha no passado. O Deysmon quer prevenir a existência de qualquer mago por lá.

- Mas todos não foram eliminados também no dia do Massacre das Raças? – Perguntou Chris, confuso.

- Magos sempre foram muito caçados bem antes deste dia, nunca ouviu falar no termo “caça às bruxas”? – Disse Eiden. – Só os mais poderosos, como druidas, e alguns poucos que sobraram é que pereceram no dia do massacre. Uma pequena parcela deles se agregou as fileiras de Deysmon.

- Ouvi boatos de que os soldados de Inflayster queimam na fogueira qualquer um que “se pareça” com um mago hoje em dia. – Concluiu Feanor. – Mesmo não existindo mais deles no mundo, provavelmente, todos acham divertido ver alguém sofrer.

- Mas isso é loucura! Estão só queimando gente comum! – Disse Chris, nervoso. – É muita maldade!

- Por falar nisso...Estou sentindo cheiro de fumaça. – Disse Eiden, parando de andar e olhando para todos os lados.

- Ah! Ali! Estou vendo a fumaça! – Disse Feanor, apontando para uma imensa fumaça negra.

- Pela cor da fumaça...não parece ser uma queimada comum... – Disse Penny, desconfiada.

- Vamos olhar! – Disse Chris, disparando em direção a fumaça.

- Chris! Não saía na frente assim! – Disse Feanor, seguindo o amigo.

Depois de correrem por um tempo na direção da fumaça misteriosa, os viajantes se depararam com um cenário triste: eram várias cabanas e tendas em chamas, havia flechas no chão, muitos corpos de homens, mulheres e crianças, todos mortos e sendo queimados. O cheiro estava terrível e muito forte, os amigos usaram parte das capas para cobrirem parte de seus rostos.

- Aqui devia ser uma vila recém-construída e improvisada...Talvez com cidadãos fugitivos de Stráuvia, ou de outro lugar. – Disse Feanor, olhando toda a destruição.

- Que horror...Não pouparam ninguém... – Disse Penny, triste e observando os corpos de algumas crianças.

- Sempre é assim...Os desgraçados matam qualquer um que saía de seus domínios. – Disse Eiden, pegando uma flecha de Inflayster e quebrando-a.

- Droga...Tenho certeza de que essas pessoas não fizeram mal a ninguém, mas por que isso acontece sempre!? – Disse Chris, irritado e indignado.

- Chris... – Disse Feanor, olhando para o amigo. – Olha, vamos voltar para o nosso caminho. Não temos nada para fazer aqui.

Antes de partir, os quatro amigos juntaram as mãos e fecharam os olhos, desejando que as almas daquelas pobres pessoas tivessem encontrado a paz. E com pesar, eles continuaram a viajem. Já havia se passado dois dias, e o Reino de Stráuvia ficava cada vez mais próximo. Então, no meio do caminho, Eiden ouviu um barulho estranho e preocupante.

- Tem alguma coisa nos seguindo...Não, são mais de uma! E vem rápido! – Disse Eiden, olhando para trás.

Feanor se concentrou um pouco, e logo começou a ouvir também.

- Droga...Talvez ainda sejam os lobos gigantes, mas escuto alguns passos diferentes também... – Disse Feanor, preocupado.

- O que!? Mas eles não parariam de nos seguir se passássemos da floresta!? – Disse Penny.

- Deve estar bem zangado pelo que fizemos...Vamos correr então! Temos que chegar em Stráuvia agora! – Disse Chris, começando a correr.

Os viajantes começaram a correr o mais rápido que podiam, nenhum deles queria olhar para trás, mas Eiden e Feanor sabiam que os perseguidores estavam se aproximando. Depois de um tempo de corrida, os amigos chegaram a um local onde havia várias árvores e arbustos juntos; Eiden parou de correr e se abaixou, seguido por Feanor e Penny, eles tiveram que segurar Chris para que ele também o fizesse.

- O que foi!? Temos que correr! – Sussurrou Chris, confuso.

- Idiota! Olha para frente! – Sussurrou Penny, apontando para frente.

Então Chris viu o Reino de Stráuvia. Ele era imenso, maior que seu lar, mas o rapaz notou que ele era bem maior antigamente: havia muitas ruinas ao redor, isso queria dizer que os muros eram mais distantes e maiores, mas foram destruídos na guerra; havia um novo muro mais fechado e apertado, todo remendado, rodeando o castelo e a cidade. Em toda parte ao redor do muro havia muita segurança, muitos soldados de Inflayster que iam de humanos, ogros até lobos gigantes, todos armados e equipados.

- Realmente...é muita segurança. – Sussurrou Chris, impressionado.

- Precisamos dar um jeito de entrar agora! – Sussurrou Feanor.

- Tenho um plano! – Sussurrou Penny, apontando para uma fileira de carroças próxima a eles.

Havia uma imensa fila de carroças puxadas por bois e cavalos, que ia até dentro da mini floresta onde os viajantes estavam se escondendo, todas na frente do portão de entrada do reino. Havia sempre um pobre camponês cuidando de cada uma, elas levavam comida e bebida aos montes para dentro. Porém, para passar, cada carroça era vistoriada por dois guardas no portão e um lobo gigante.

- Perfeito! Podemos passar com isso! – Sussurrou Chris, contente.

- Como vamos entrar em uma destas carroças? – Sussurro Eiden, confuso.

- Deixem comigo! Fiquem prontos quando virem o sinal! – Sussurrou Penny, que se transformou e voou na direção da última carroça.

Penny se aproximou dos dois cavalos que puxavam a última carroça, ela pareceu sussurrar algo para os animais, logo em seguida ela os soltou da carroça e eles, de repente, começaram a relinchar e a correr pelo campo. O senhor, dono da carroça, estava confuso e apavorado, ele saiu correndo atrás dos cavalos, que não paravam de jeito nenhum. Alguns soldados de Inflayster, incomodados com a confusão, ajudaram o senhor a recapturar seus cavalos. Aproveitando a confusão, os viajantes foram até a parte de trás da carroça, levantaram a grande capa que cobria o conteúdo, e Eiden cobriu o nariz no mesmo instante.

- Peixe... – Disseram Chris, Eiden e Feanor, enojados.

- Rápido! Mergulhem bem aí! – Disse Penny, empurrando os rapazes.

Os três se enfiaram o mais fundo que podiam entre os peixes fedorentos,  e ficaram totalmente cobertos pela comida; Penny recolocou a capa e, diminuta, ficou junto de Chris. Com a confusão resolvida, e os cavalos recolocados na carroça, a vistoria da fila continuou. Os viajantes tiveram que passar um bom tempo ali, naquele fedor. Quando finalmente chegou a vez da carroça deles, o senhor se afastou e disse que carregava apenas peixe, então, um soldado se aproximou e retirou a capa, bruscamente. Nesse momento, a respiração dos jovens praticamente parou. O soldado pegou um peixe, e ficou olhando para a pilha, desconfiado; depois jogou o peixe no chão e pediu para o lobo gigante analisar o cheiro.

- M-Mas qual o problema? Eu sempre trago peixe fresco comum! – Disse o senhor, nervoso.

- Não importa, precisamos fazer vista grossa com todos! Temos ordens para eliminar ameaças! Agora silêncio! – Disse o soldado.

O lobo começou a farejar os peixes, os viajantes já estavam muito nervosos e temiam pelo pior. Então, a fera rosnou e se afastou da carroça.

- O que houve? Algo de errado? – Perguntou o soldado.

- Eu detesto peixe...o fedor destes aí está tão ruim, que meu nariz começou a coçar. – Disse o lobo, usando sua pata para esfregar seu focinho.

- Então tudo bem, nada fora do normal. – Disse o soldado, carimbando uma espécie de passe para o senhor. – Pode passar.

Então a carroça finalmente passou pelo portão. Nesse momento, o líder dos lobos, juntamente com Beniesh, se aproximou do reino.

- Droga! O cheiro deles está diferente! Parece fumaça...e peixe! – Disse o lobo, nervoso.

- Acho que entraram em Stráuvia... Mas não tem problema! Eles terão que sair de lá! Vamos aguarda-los do outro lado! – Disse Beniesh.

Assim, os perseguidores seguiram seu caminho e, enquanto isso, o dono da carroça de peixes finalmente parou de andar. Penny resolveu espiar e viu que estavam de frente para uma taverna, a fada observou bem e viu que, realmente, não havia muitos soldados dentro do lugar.

- Vamos sair! Está tudo bem! – Disse Penny, voltando ao normal e saindo da carroça.

Logo em seguida, Chris, Feanor e Eiden saíram e respiraram bem fundo.

- Não quero comer peixe nunca mais! – Disse Chris, enjoado.

- Nem acredito que passamos...Até que valeu a pena esse fedor todo. – Disse Feanor, tentando se limpar.

- Há há há! Pois é! Dias sem tomar banho valeram a pena! – Disse Chris, contente.

- Quero um banho logo...Não suporto meu próprio cheiro! – Disse Eiden, tapando seu nariz.

Depois disso, os viajantes começaram a observar melhor onde estavam: a cidade era bagunçada, mas havia muitas feiras, tavernas e lojas; havia pequenas casas juntas, uma ao lado da outra, as piores e mais pobres eram as mais isoladas. As pessoas de lá tinham uma cara triste e sofrida, nem se incomodaram quando viram quatro pessoas saindo de uma carroça de peixes; não havia criança nenhuma brincando na rua, e às vezes era possível ver um soldado de Inflayster andando pela cidade. Tudo isso ficava em volta do gigante castelo, todas as entradas aparentes do lugar estavam bem vigiadas por soldados. Os viajantes, sempre com suas capas para passar sem muita atenção, começaram a andar pela cidade; todos estavam tristes de ver a situação precária do lugar, Chris especialmente.

- Aqui já foi um lugar tão alegre...Eu vim em vários festivais aqui... – Comentou Penny, tristemente.

- Eu também já estive aqui, esse era um reino muito bonito...mas agora está cheio de tristeza. – Disse Feanor, observando o lugar.

Em certo momento, os viajantes passaram por um lugar que seria a praça principal do reino, lá havia um pequeno grupo de soldados, fazendo rondas e, em cima de um local onde ficava uma estátua antiga da cidade, estava um grande e comprido tronco de madeira, em baixo havia vários pequenos gravetos.

- É uma pira, ou a fogueira da morte; é lá que muitas pessoas, magos ou não, foram queimadas vivas. – Disse Eiden, olhando para o tronco.

Chris estava muito desconfortável ao olhar para aquilo, o rapaz ficou alguns segundos parado e observando, imaginando quantas vidas tinham se perdido ali. Por causa deste devaneio, o rapaz acabou sendo atropelado por alguém. Ele caiu no chão, de costas, e na sua frente havia uma pessoa encapuzada também, que caiu em cima dele. Os amigos do rapaz ficaram confusos com o acontecimento e viram três camponeses aparecerem, logo atrás da pessoa misteriosa que atropelou Chris.

- SUA LADRA! NÃO SE APROXIME DE NÓS OUTRA VEZ!

- SUMA DAQUI ABERRAÇÃO!

Chris sentiu que a pessoa misteriosa estava segurando-o firmemente, quando a pessoa mostrou seu rosto para Chris ele ficou surpreso de ver que era uma mulher.

- Por favor...me ajude! Tire-me daqui! – Disse a mulher, ofegante e olhando desesperada para Chris.

O rapaz ficou paralisado olhando para a garota, demorou alguns segundos para perceber que ela segurava firme, com um de seus braços, uma sacola cheia de pão e frutas.

- Ah! C-Claro! Por que não!? – Disse Chris, nervoso e ajudando a garota a se levantar.

Então, várias pessoas começaram a encarar Chris e a garota, todos olhavam espantados e assustados.

- Estamos chamando muita atenção Chris... – Disse Feanor, preocupado.

- Vamos andando! – Disse Chris, segurando na mão da mulher e começando a correr pela cidade, seguido de seus amigos.

Depois de correrem por um bom tempo, e de se afastarem de todos os olhares, os viajantes e a garota foram parar perto de um pequeno chiqueiro.

- Obrigada...mas...não achei que fosse me ajudar logo de primeira. – Disse a mulher, ofegante e surpresa.

- Ora...você estava precisando de ajuda, dava para ver. – Disse Chris, nervoso.

A mulher começou a olhar para Chris e seus amigos com mais atenção.

- Vocês não são daqui...Como entraram? De onde vieram? Por que vieram até aqui? – Disse a garota, curiosa. – E...que fedor é esse de vocês!?

- Sabemos...Por favor, nos dê um banho apenas! – Implorou Eiden, incomodado.

- É curiosa, hein mocinha!? – Disse Penny.

- Também fiquei curioso com você, vamos fazer o seguinte: precisamos de um banho e de algumas coisas, se nos ajudar nisso, responderemos todas as suas perguntas. – Disse Feanor.

- Ah...desculpem-me pela curiosidade, eu sou assim... – Disse a garota, envergonhada. – Agradeço por me ajudarem, talvez eu possa pagar ajudando vocês. Vou leva-los para o meu esconderijo!

- Viva! Meu nome é Christopher, obrigado por nos escutar, e é um prazer conhece-la! – Disse Chris, sorrindo e estendendo sua mão.

- O...O meu nome é Clare, e-eu é que agradeço! – Disse Clare, envergonhada e apertando a mão de Chris. – Sigam-me em silêncio, por favor!

Os viajantes seguiram Clare, que passava sorrateiramente por trás das lojas e casas, onde passavam menos soldados e pessoas. Depois de um tempo, a garota chegou aos fundos de uma estalagem aparentemente, ela escavou um pouco do chão lamacento, e uma porta de madeira surgiu. Ela abriu, e fez um sinal para que Chris e seus amigos a seguissem. Feito isso, eles se encontraram em um tipo de caverna bem funda, nela havia lamparinas nas paredes e parecia uma casa, mesmo que bagunçada e inusitada. Clare, ao entrar, retirou sua capa e começou a seguir em frente, Chris e seus amigos a seguiram. O rapaz fez questão de observar bem a garota: ela era bem bonita, parecia ter o mesmo tamanho e idade que ele, ela tinha um cabelo comprido castanho, bem ondulado; por baixo da capa ela usava uma camiseta branca que começava em baixo dos ombros e ia de encontro a uma calça marrom, aparentemente de couro, que ia até os tornozelos, onde também se encontrava com as botas baixas de cor preta que ela usava; ao se virar, Chris notou que ela tinha olhos delicados e de cor verde.

- Ei, está tudo bem? Você está distraído faz algum tempo já... – Disse Feanor, chamando a atenção de Chris.

- Ah! N-nada! Vamos seguir a Clare! – Disse Chris, nervoso e apertando o passo.

Então, os viajantes e Clare chegaram a um lugar bem arrumado, onde havia três camas e alguns outros cômodos montados, no meio do lugar havia um homem de cabelos curtos, encaracolados, de cor negra; o homem parecia ser um pouco mais alto e mais velho que Clare, ele andava de um lado para o outro, com as mãos no rosto, aparentemente preocupado.

- Irmão! Cheguei! – Disse Clare, sorridente e se aproximando do homem.

- CLARE! Pelas Deusas...não me assuste desse jeito de novo! – Disse o homem, correndo em direção a Clare e abraçando-a. – Quando acordei você tinha sumido! Sabe que não pode mais ficar saindo assim!

- Calma, calma...fui pegar nosso almoço! Além disso, estou bem! Viu!? – Disse Clare, dando uma volta na frente de seu irmão. – Essas pessoas gentis me ajudaram! Vou ajuda-las um pouco também!

Nesse momento, o homem olhou para Chris e seus amigos, ele não ficou nada feliz com isso.

- Não pode trazer ninguém aqui! Você sabe bem disso! O que deu em você!? – Disse o homem, nervoso.

- Eu sei! Mas eles são diferentes! Eles me ajudaram!  Por favor meu irmão, vamos ouvi-los! – Disse Clare.

O homem suspirou e depois olhou de volta para os viajantes. Assim, eles puderam prestar mais atenção na aparência do homem: ele tinha olhos castanhos, e possuía uma pele mais morena e um corpo bem magro, parecia que comia bem pouco; ele usava roupas simples de camponês.

- Certo...Já que ajudaram minha irmãzinha, vou ouvir o que vocês têm a dizer. Mas acho que querem se lavar um pouco...o cheiro de peixe vindo de vocês é bem...hum...forte. – Disse o homem.

- Há há há! Sigam por aqui, tem uma alavanca, vocês puxam e aí a água sai de cima. Não é muito limpa e potável, mas é o que temos aqui. – Disse Clare, apontando para um túnel do lado esquerdo.

- Tudo bem...Só quero me livrar deste cheiro insuportável. – Disse Eiden, seguindo pelo túnel.

Realmente, a água não era das mais limpas. Ela vinha da estalagem que ficava na superfície, os rapazes tiveram que tomar “banho” juntos, pois a água vinha de uma única vez, e Penny foi a última e se apressou antes que a água parasse. Logo após isso, os viajantes viram que o homem havia preparado pratos em cima de uma pequena mesa para todos, Clare estava terminando de fazer a comida e colocando na mesa. Mesmo se sentando e comendo, os viajantes não tiraram as capas, eles contaram como entraram no reino e como encontraram e ajudaram Clare. A garota riu bastante ao descobrir a origem do cheiro de peixe, e ficou ainda mais curiosa com os segredos dos viajantes.

- Nossa, vocês devem estar mesmo precisando de muitas coisas, para se arriscarem em vir até aqui... – Disse o homem, surpreso. – Ah sim, meu nome é Luke, muito obrigado por ajudarem minha irmã.

- Olha, o único jeito de conseguirem o que querem é roubando. É impossível comprar aqui, os preços são absurdos graças ao Reino de Inflayster. – Disse Clare. – Posso ajudar nisso, sou boa nessa parte. Mas...terão de ser sinceros conosco nesse tempo!

No mesmo instante, misteriosamente, os capuzes dos quatro viajantes saíram e Clare e Luke puderam ver as verdadeiras identidades dos seus visitantes.

- Vocês...vocês são...!!

- Sabia! Desde que os vi, eu senti um poder mágico diferente em cada um! – Disse Clare, sorrindo e apontando para os quatro.

- HÃ? – Disseram os quatro viajantes, juntos e confusos.



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