História Promessa entre irmãos: uma lenda medieval! - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 6
Palavras 3.053
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 22 - Viginti duo


No caminho para as ruinas de Waardy, Chris e seus amigos decidiram mudar um pouco o ritmo da viagem. Ao invés de apenas pararem de noite, para comer e dormir, eles decidiram fazer uma pausa à tarde também, exclusivamente para treinar. Penny e Clare usavam essa pausa para meditar e exercitar suas magias, Chris e Eiden treinavam combates corpo a corpo, Feanor também fazia isso, mas passava mais tempo aperfeiçoando seus disparos; Chris também começou a treinar o básico de luta com espadas, relembrando seu árduo treinamento para se tornar cavaleiro. E nesse ritmo eles continuaram o caminho, andaram por vários dias e, quanto mais andavam, mais escuro o céu se tornava. Chegou um momento em que o sol foi completamente coberto, parecia noite realmente, porém sem a luz da lua ou das estrelas. Os viajantes mal conseguiam ver, exceto por Eiden.

- Pronto! Assim poderemos enxergar um pouco. – Disse Clare, criando fogo com sua magia.

- Ótimo! Obrigado Clare! – Disse Chris, contente.

- Clare vai ser nossa “tocha humana”! – Brincou Penny, rindo.

- Agora que podem ver, olhem mais adiante um pouco. – Disse Eiden, apontando para frente. – As ruinas de que falei estão bem ali.

Com muito esforço, os amigos de Eiden conseguiram enxergar as ruinas do Reino de Waardy. Era impressionante, os muros todos estavam destruídos, as partes restantes e as pedras enfeitavam a clareira; muitas construções pequenas continuavam em pé, porém destruídas e, no centro do local, era onde havia mais destruição, pois lá estavam as ruinas do castelo. Boa parte da torre principal estava em pé, mas todo o restante havia sido destruído. Os viajantes ficaram impressionados com a grandeza do lugar.

- Incrível...Pelo que posso ver, esse lugar devia ser imenso! – Disse Chris, impressionado.

- Sim...É uma pena estar todo destruído, e se ao menos a luz do sol chegasse aqui...seria um lugar bem bonito. – Disse Clare, tristemente.

- Vamos passar logo, não gosto daqui...Com certeza não é uma boa ideia dormirmos neste lugar. – Disse Feanor, incomodado.

- Calma Feanor! – Disseram Chris e Penny. – Vamos olhar com mais calma!

Tanto pelo tempo normal, mas também por causa das magias dos magos de Deysmon, a temperatura estava bem fria naquele lugar. Os viajantes começaram a andar pelas ruinas, mais em volta do que dentro, vendo se poderiam ficar por ali naquela noite, ou dia. Então, Eiden viu algo estranho, algo passou rapidamente pelos seus olhos. O rapaz dragão começou a olhar em volta, procurando o que tinha visto, mas não viu mais nada.

- Feanor...Eu acho que vi alguma coisa por aqui, mas perdi de vista. Não consigo ouvir nada e nem sentir nenhum cheiro estranho. – Sussurrou Eiden, perto do elfo.

- Droga...Eu falei que aqui não era seguro! – Disse Feanor, nervoso. – CHRIS! PENNY! CLARE! CORRAM JÁ!

Os três, que já estavam quase dentro da ruina, ficaram confusos com o chamado de Feanor, mas Chris deu um salto para trás de repente, quando Clare se virou para ver a razão, ela viu uma flecha negra cravada no chão, bem no local onde Chris estava. Então, todos começaram a correr para longe da ruina. Porém, os viajantes foram impedidos por várias figuras misteriosas, a falta de luz não permitia que os vissem chegando, Eiden e Feanor não conseguiam ouvi-los. Antes que os viajantes pudessem fazer qualquer coisa, Eiden disse:

- Estamos cercados...São muitos...

De repente, várias luzes brancas e fracas acenderam ao mesmo tempo na ruina. Com iluminação, finalmente Chris e seus amigos conseguiram enxergar seus inimigos: havia muitos realmente, todos estavam com flechas apontadas para Chris e seus amigos, as armas muito próximas de seus corpos; A aparência deles era peculiar e igual para todos, eles todos tinham pele negra, olhos vermelhos e amarelos, com cabelos compridos prateados; todos usavam armaduras da mesma cor da pele e andavam descalços, apesar disso tudo, eles tinham uma aparência tão bela quanto à de Feanor. Chris ficou nervoso com a situação e colocou sua mão direita no cabo da espada, para desembainha-la, mas no momento que fez isso, todas as criaturas aproximaram as armas mais ainda do rapaz.

- Não faça nada Chris! – Disse Feanor, sério.

- M-mas...quem são eles? – Perguntou Clare, assustada.

- Eles são drows. – Respondeu Feanor.

- Ah minhas Deusas... – Disse Penny, assustada.

- Quem? – Perguntou Chris, confuso.

- São elfos corrompidos pelo mal, são muito habilidosos e tão fortes quanto os elfos comuns. Eles vivem de baixo da terra, por isso só conseguem agir bem na escuridão, e ganharam muitas habilidades por isso, como enxergar muito bem no escuro.  – Respondeu Eiden, nervoso. – Droga...Isso explica por que não consegui ouvi-los e por que só sentia cheiro de terra fresca.

Só então que Chirs notou que todos os drows não falavam nada, olhavam sérios para cada um dos viajantes, mas olhavam com muita raiva e desprezo para Feanor, especialmente.

- Eles são...da mesma raça que o Feanor? – Disse Chris, surpreso.

- Não, não somos iguais. – Retrucou Feanor.

De repente, Penny, que estava flutuando, caiu no chão. Ela estava ofegante, e parecia bem fraca, Clare também fez o mesmo em seguida.

- Clare! Penny! – Disse Chris, preocupado.

- Nossa magia...está sendo drenada... – Disse Clare, fraca.

- Maldição...Eu também... – Disse Eiden, caindo de joelhos.

- Eles são muito habilidosos com magia, alguns deles devem estar drenando os poderes de nossos amigos... – Disse Feanor, nervoso.

- Maldição! – Disse Chris, irritado.

Ao olhar bem para sua situação e a de seus amigos, totalmente cercados e com três dos seus enfraquecendo, Chris decidiu soltar sua espada. De má vontade, ele resolveu se render. No mesmo instante, alguns dos drows se aproximaram dos viajantes, os amarraram e começaram a escolta-los para as ruinas. Enquanto andavam, eles perceberam que as luzes fracas que iluminavam o local eram mágicas, todas estavam presas dentro de pequenas gaiolas. Chris e seus amigos foram levados para frente da torre, os drows ficaram em volta, aguardando algo. Enquanto estavam lá, graças à luz, os viajantes puderam ver uma imensa bandeira com o emblema do Reino de Inflyaster, ela estava fixada na parede de trás da torre em ruinas.

- Ora, ora...Olhem só o que temos aqui!

Os viajantes desviaram sua atenção das ruinas e voltaram seus olhares para frente. Eles viram outro drow, mas ele era diferente, parecia mais imponente e forte, ele carregava um grande arco em suas costas; também estava sorrindo enquanto caminhava em direção aos seus prisioneiros. Todos os outros drows fizeram reverencias. Chris e seus amigos estavam diante do rei dos drows.

- As “ameaças” que nos avisaram são bem mais inusitadas do que imaginava. Não que já não soubéssemos, afinal os goblins nos avisaram sobre vocês. – Disse o Drow. – Mas ver com meus próprios olhos me deixou mais impressionado.

- Você mandou aquelas coisas!? – Disse Chris, irritado.

- Ai ai...Como todo humano, você é muito insolente. Deve falar com mais respeito para com alguém superior a você! – Disse o Drow, usando seu arco para bater nas pernas de Chris, fazendo-o se ajoelhar.

- Chris! – Disseram Clare, Penny e Eiden, preocupados.

- Mas respondendo sua pergunta: não os mandei, aquele era o território deles e vocês o invadiram. Eles apenas têm o costume de nos avisar de qualquer perigo, já que somos companheiros subterrâneos. – Respondeu O Rei Drow, guardando sua arma e começando a andar na frente de todos os viajantes. – Vamos ver...Uma maga, uma fada e um dragão. Um espécime de cada raça antiga, estou bem impressionado de vê-los juntos de um humano.

O Rei Drow, então, começou a se aproximar de Feanor. Os dois ficaram frente a frente, enquanto o elfo se mantinha sério, o Drow sorria maldosamente.

- Confesso que nada me impressionou mais do que ver você vivo, e junto deles ainda por cima! Feanor, olhos de águia! Ou devo dizer... “Majestade”! – Disse o Drow, fazendo uma reverencia, debochando do elfo.

Na mesma hora, todos os outros drows começaram a rir. Chris e seus amigos estavam bem confusos com tudo.

- Como vai indo, irmão de raça? – Perguntou o Rei, ironicamente.

- Não somos irmãos, muito menos da mesma raça. Você e sua laia são diferentes de mim e do meu povo, nós não somos traidores. – Respondeu Feanor, firmemente.

- Hunf, você continua o mesmo aparentemente...Nunca perde essa compostura. Mas sim, concordo com você que somos diferentes, nós somos bem mais fortes do que você e do que sua raça hipócrita! – Disse o Drow, sério. – Agora superou todos os limites da hipocrisia se juntando a um humano, sinceramente...seu pai tinha um pouco mais de orgulho.

- Cala a boca! – Disse Feanor, nervoso e tentando se aproximar do drow, mas foi segurado pelos inimigos.

- Há há há! Adoro tirar você do sério, sentia falta disso. – Disse o Rei, rindo. – Bem, o Rei Deysmon nos avisou para cuidar de qualquer ameaça, mas não disse especificamente o que devíamos fazer...Levem-nos para as celas, vamos planejar com cuidado o que fazer com nossos novos convidados!

Assim, o Rei Drow desceu para o subterrâneo, em direção ao seu trono. O restante dos inimigos também desceu, e escoltou Chris e seus amigos para a prisão. Quase não dava para enxergar nos túneis, havia poucos locais com uma iluminação fraca. Ao chegarem, depois dos inimigos confiscarem todas as armas e coisas dos viajantes, os drows colocaram cada um deles em uma cela, eles prenderam todos com uma corrente no pescoço que se conectava a parede; todos ainda estavam com as mãos amarradas. Após fecharem as celas, os drows colocaram três talismãs nas portas das celas de Clare, Penny e Eiden, depois partiram; a prisão estava em um silêncio e escuridão completos, era assustador e sufocante.

- Não consigo usar magia...Devem ter feito algo na cela para selar meu poder! – Disse Clare, sem conseguir usar suas habilidades.

- Comigo também... – Disse Eiden, na mesma situação. – O pior é que até minha força não está a mesma, esses drows são muito fortes...

- O que vai acontecer conosco? Nós...vamos morrer aqui? – Disse Penny, sem conseguir fazer nada.

- Não vamos! Vamos sair daqui, de algum jeito! – Disse Chris, que tentava se livrar de suas amarras, sem sucesso. – Ei, Feanor! Tem alguma ideia?

Feanor não falava nada, ele estava sentado e encostado em uma das paredes, ele parecia pensar muito em algo.

- Feanor! Esta me ouvindo!? Fale alguma coisa! – Disse Chris.

Sem saber quanto tempo se passou, os viajantes continuaram presos por horas, sem comer e nem beber nada. Com o tempo, as visões de Chris, Clare, Penny e Feanor estavam começando a se acostumar com toda a escuridão. Mas o único que ainda enxergava melhor era Eiden. Chris tentou vários jeitos de se libertar: ele tentou puxar a corrente de seu pescoço, desfazer as amarras e empurrar as grades, na esperança de quebra-las. Mas nada funcionava. Em certo momento, dois drows entraram na prisão e abriram à cela de Feanor, eles pegaram o elfo e começaram a escolta-lo para fora.

- Eles estão levando o Feanor! – Disse Eiden, nervoso.

- FEANOR! PARA ONDE ESTÃO LEVANDO ELE!? – Gritou Chris, usando seu corpo para bater na grade.

- Vou dar um jeito de nos tirar daqui, por enquanto, fiquem calmos aí. – Disse Feanor, calmamente.

- Mas...Feanor...!

- Dará tudo certo, eu prometo Chris. – Concluiu Feanor, acompanhando os drows

- Droga! – Disse Chris, irritado e se sentando.

Feanor foi levado para a sala real, onde o Rei Drow estava sentado em seu trono. O local, de todos, era o que mais tinha luz, por mais fracas que fossem. Depois de colocarem o elfo de frente para o trono do rei, eles o desamarraram e se afastaram.

- Queria conversar mais com você. – Disse o Drow.

- Eu também tenho que conversar com você. – Disse Feanor, sério.

- Sinceramente, por que está junto deles? Posso até entender o dragão, a fada e a maga...mas por que um humano!? E ainda estão indo juntos na direção do Reino de Inflayster...Perdeu todo seu orgulho e juízo!? – Começou o Drow, se levantando do trono. – Quando o conheci você era tão frio como qualquer elfo, nunca ficava ao lado de ninguém que não fosse seu pai, o rei. Sabe que está jogando toda a honra dos elfos fora ao andar com aquele humano, certo!?

- Não me venha falar de “honra dos elfos”...Vocês acabaram com ela há muito tempo! Usando o nosso nome para fazer crueldades e atrocidades, vocês têm parte da culpa pelo extermínio da minha raça! E ainda se rebaixaram a virar subalternos do Reino de Inflayster... – Retrucou Feanor, irritado.

- A vida monótona e natural que você e sua raça levavam não era o meu estilo e nem do meu povo! Há mais glória em vencer batalhas do que em proteger florestas! Não somos capachos do Deysmon...Nos comprometemos a ajuda-lo quando necessário, em troca da total liberdade! Graças a ele, nós não precisamos apenas viver em baixo da terra...e podemos nos divertir a vontade. – Disse o Drow, nervoso. – Seu pai nunca nos entendeu...ele nos exilou para o subterrâneo e delimitou nossas ações!

- Errado! O rei permitiu que vivessem como queriam! Ele forneceu um lar adequado, já que não podiam suportar a luz do sol! E até permitiu que matassem à vontade fora de nosso território...Por mais que eu nunca tenha concordado com isso, você não tinha razão para nos trair! – Disse Feanor.

- Sua raça fraca sempre aceitou todo o mal que os humanos fizeram...Caçadas, maus tratados, ofensas, e tudo o que já fizeram com suas mulheres e crianças...Vocês não levantaram um dedo até o dia do massacre! A extinção de vocês foi mais que merecida, eu nunca suportei vocês... – Disse o Rei, olhando enojado para Feanor. – Mas aqui está você, o novo rei dos elfos, vivo e junto de um humano nojento.

- Não posso discordar e esquecer de todas as atrocidades que os humanos fizeram...Mas os tempos já mudaram, e as pessoas também! O Chris é diferente, e conheci outras pessoas assim também. – Disse Feanor. – Ninguém merece todo o sofrimento que Deysmon está causando...nem eles! Chris é meu melhor amigo, jurei que o ajudaria a salvar sua irmã...e agora também quero ajuda-lo a libertar este continente!

Todos os drows, juntamente com seu rei, começaram a rir das palavras de Feanor.

- Você está se ouvindo!? Realmente você mudou muito...é uma vergonha para sua raça! – Disse o Rei Drow, rindo.

- Esqueça isso de “raça”! Isso já acabou...o mundo não permite mais essa divisão, tenho certeza de que todos podem ser iguais agora. É isso que aprendi até aqui...Eu sou um elfo, mas não represento todos os elfos mais, não carrego o orgulho e o legado da raça nas minhas costas sozinho mais! Agora estou aqui apenas como “Feanor”, ajudando meus amigos e viajando com eles! – Disse Feanor, bravamente.

- Hunf... “Igualdade” você diz!? Até parece, é impossível todos aceitarem o diferente, é impossível que todos os humanos tenham mudado! Ninguém pode garantir isso, muito menos você. E ser amigo de um humano!? Isso é o cúmulo do absurdo! – Disse o Drow, irritado.

- Não posso garantir, mas se alguém não começar a mudar primeiro...ninguém vai. Graças ao Chris eu mudei, e tenho certeza de que é possível chegar a um consenso entre todas as raças. – Disse Feanor. – Mas não vim conversar com você sobre essas coisas...Eu desisti de tentar convencê-lo a mudar faz muitos anos. Estou aqui para pedir que nos deixe seguir nosso caminho em paz.

- Como é!? – Disse o Drow, rindo. – Acha mesmo que vou apenas solta-los por que pediu?

- Não, por isso proponho um acordo para você. – Começou Feanor, sério. – Você me odeia, assim como toda sua raça também me odeia, então pode fazer comigo o que bem entender. Eu sei que você é um sádico nojento, que adora torturar seus inimigos, aguentarei o que fizer e, depois de ficar satisfeito, você libertará a mim e meus amigos.

O Rei Drow olhava bem sério para Feanor, como se não acreditasse no que estava ouvindo.

- É tentador...Mas com certeza você vai morrer rápido, então não tem muita graça para mim. – Disse o Drow. – Eu já planejei torturar todos vocês, especialmente o humano.

- Não vou morrer, não importa que tipo de tortura seja. Eu não vou morrer de jeito nenhum. – Disse Feanor, rispidamente.

O Drow ficou surpreso, assim como todos os outros, logo ele sorriu.

- Sério? Por que acha isso? – Perguntou o Drow, curioso.

- Eu prometi para o meu amigo que o seguiria até o final, não é a sua tortura que vai me matar. – Respondeu Feanor.

- Há há há! Agora sim tudo ficou mais interessante! Está subestimando minha tortura é? É uma mísera promessa que vai te salvar? Duvido! – Disse o Rei Drow, empolgado. – Vai me deixar fazer tudo o que quiser, até humilha-lo?

- Sim, é o que ouviu. Desde que depois nos deixe ir. – Disse Feanor.

- Então façamos assim: eu e meus parceiros vamos tortura-lo até o fim do dia, agora já deve estar amanhecendo, você terá de aguentar até de noite! Se conseguir aguentar, e sair vivo, eu liberto você e seus amigos. Mas se morrer no meio da tortura...Eles morrerão também, e vou tortura-los igualmente antes disso. – Disse o Drow, maldosamente.

Feanor estava sério, ele respirou fundo, se ajoelhou perante o Rei Drow e abaixou a cabeça.

- De acordo, mas eu não morrerei. – Disse Feanor.

- Há há há! Sabia que está acabando com o pouco da honra que sua raça ainda tem!? – Disse o Rei, incrédulo.

- Já disse que não represento minha raça, estou aqui para abrir caminho para Chris e meus amigos. O tempo não nos permite ficar aqui para sempre, por isso ande logo. – Disse Feanor.

- Como queira...Vejamos se sua determinação é para valer! – Disse o Drow, sorridente.

A tortura escolhida pelo Rei Drow consistia em Feanor receber flechadas. Cada Drow tinha o direito de acertar uma flecha no corpo de Feanor, em qualquer lugar. Eles nunca erravam, acertavam certeiramente. O Rei fez questão de deixar os olhos do elfo livres e intactos, com a esperança de vê-lo chorar ou coisa parecida. Isso se repetiu sem parar, pelo dia todo. Os drows estavam impressionados de ver que Feanor não gritava, ele guardava os gritos e a dor dentro de si, e continuava respirando. Chris e seus amigos não sabiam de nada disso, mas tinham uma péssima sensação e estavam muito preocupados com Feanor. 



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