História Promessa entre irmãos: uma lenda medieval! - Capítulo 29


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Categorias Originais
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Palavras 1.663
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 29 - Viginti novem


- Essa não...De novo aqui não... – Disse Chris, nervoso.

Novamente, o rapaz se viu em um local totalmente escuro e sombrio, aparentemente sozinho, mas já com sua idade atual. Chris começou a correr, com sua espada em punho, pela escuridão, buscando por Teresa. Quanto mais ele corria, mais perdido se sentia. Chris parecia nem estar saindo do lugar. O rapaz parou em certo momento, ofegante de tanto correr. No mesmo instante, o chão tremeu, o rapaz caiu sentado no chão, e a sombra gigante de Deysmon surgiu na frente de Chris. A sombra parecia estar mais forte e mais ameaçadora do que antes, ela olhava para Chris de cima, rindo maldosamente sem parar. Chris se levantou e, com muito medo, apontou sua espada para a sombra; ele estava tremendo e andando para trás. Porém, Chris sentiu uma mão familiar em suas costas: era Feanor. O elfo estava bem atrás de Chris, logo surgiram Eiden, Penny e Clare, todos ao lado do rapaz.

- Pessoal...vocês estão aqui! – Disse Chris, contente e aliviado.

O rapaz parou de tremer, todos os seus amigos estavam determinados a enfrentar a sombra do demônio. Então, quando todos estavam começando a avançar, algo de errado aconteceu com Chris: ele não conseguia sair do lugar. Todos os seus amigos tinham avançado e começado a lutar, enquanto Chris não conseguia mover nenhuma de suas pernas. A sombra de Deysmon continuava a rir sem medo, e então Chris viu algo horrível. Seus amigos estavam sendo derrotados um a um, estavam sendo mortos pela sombra. O rapaz fez de tudo para se mexer, gritou várias vezes para a sombra parar, mas, ao fim de tudo, o lugar escuro estava repleto do vermelho do sangue de seus companheiros. Os corpos mortos dos amigos de Chris estavam bem aos seus pés, o rapaz não podia acreditar no que estava acontecendo.

- Você é o próximo...Pequeno Christopher! – Disse a sombra do demônio, sorrindo para Chris.

O rapaz acordou em pânico, com um grito bem alto. Isso assustou a todos, acordando-os, principalmente as crianças, que estavam dormindo em cima dele.

- O que foi!? Que susto! – Disse um garoto, com a mão no peito.

- Por que gritou, mano Chris? – Perguntou outro garotinho, coçando os olhos.

- Eu estava prestes a vencer um monstrão no meu sonho! – Disse mais um garoto, desapontado.

- E eu estava prestes a comer um grande banquete... – Disse o último menino, chupando o dedo.

- Ah...Por que estão em cima de mim!? Acordei graças ao peso de todos vocês, fora a baba e o chulé! – Mentiu Chris, jogando o lençol em cima das crianças. – Que coisa, sonhei que corpos podres estavam caindo sobre mim, agora entendo o motivo...

- Há há há! Bem feito para vocês! – Disse uma garotinha, rindo e apontando para os meninos.

- Francamente, eu quase morri do coração! – Disse Penny, jogando seu travesseiro em Chris.

- Meus ouvidos estão zumbindo... – Disse Eiden, coçando seus ouvidos.

- Hum...Onde está a outra? Tenho certeza de que esta é a cama daquela garotinha... – Disse Clare, olhando em baixo de seu cobertor.

- Ei! O que está fazendo aqui!? – Disse Feanor, envergonhado ao ver que a garotinha sumida estava dormindo abraçada com ele. – Por favor, volte para lá!

- Ah...mas eu tive um sonho tão bom... – Disse a garotinha, voltando ao chão e suspirando.

Todos riram no quarto por causa disso, mas Chris não conseguiu segurar a felicidade por muito tempo, ele ainda estava um pouco assustado e pensativo. Depois de um tempo, todos se arrumaram e tomaram café da manhã juntos, o melhor em muitos anos da vida das crianças e de Luna. Logo depois, foi a hora da despedida.

- Bem...Estamos indo! Cuidem-se! – Disse Chris. – Muito obrigado por tudo! E podem esperar que, em breve, vocês poderão brincar mais por aí e comer muitas coisas boas!

- Mas...queremos ver vocês de novo... – Disse uma garota, segurando o choro.

- Nós vamos voltar a nos encontrar, não precisam ficar tristes. – Disse Clare, sorrindo gentilmente.

- Isso mesmo, não se preocupem! – Concordou Penny.

- Vocês vão ficar bem mesmo? Nós já...perdemos tanta gente assim, de repente... – Disse um garotinho, triste.

- É...Não quero perder vocês também! – Disse o garotinho mais novo, chorando.

- Não chorem, vocês são os homens da casa! – Disse Chris, se agachando e colocando a mão na cabeça do pequeno. – O dever de vocês é proteger as damas daqui! Sejam fortes! Lembram do que ensinei sobre os cavaleiros?

- Sim... – Disseram os garotinhos, limpando o nariz e as lágrimas.

- Bom! Agora vocês são guerreiros, e tem coisas mais importantes para pensar do que em nós. Mas não se preocupem, nós não vamos morrer...Não perderemos de jeito nenhum para esses monstros! – Disse Chris, sério. – Prometo a vocês que voltaremos aqui vitoriosos! E quando o fizermos...posso esperar vê-los mais fortes e habilidosos com a espada e o arco?

As palavras de Chris encorajaram totalmente as crianças, todas estavam sorrindo e com olhares determinados.

- SIM SENHOR! – Disseram os pequenos, juntos.

- As meninas devem cuidar dos “jovens guerreiros” aí também. Gentileza é muito importante. – Disse Feanor, sorrindo.

- Quando voltar, levarei todos para um pequeno voo. – Disse Eiden.

- Obrigada...Muito obrigada mesmo! – Disse Luna, muito feliz. – Prometo que protegerei estas crianças também! Por favor, tomem cuidado na jornada, e estarei rezando pela vitória de vocês!

Assim, os viajantes seguiram seu caminho, deixando Luna e suas crianças para trás. Algumas horas depois, Clare começou a andar ao lado de Chris, a garota estava sorridente, e o rapaz, que estava sério, mudou de expressão na mesma hora.

- Hã...Algum problema? – Disse Chris, envergonhado.

- Você é muito bom com crianças. Fiquei impressionada. – Disse Clare, rindo baixinho.

- Ah...Bem, eu sempre dei muita atenção e cuidei da minha irmã mais nova, então acho que peguei o jeito... – Disse Chris, coçando a cabeça. – Mas você também não é nada mal! É muito gentil...

- Obrigada...Ei, Chris. – Disse Clare, um pouco mais séria. – Eu gostaria de lhe pedir um favor.

- Qual seria?

- Poderia me ajudar a treinar meu corpo? Digo...Meu irmão me ensinou algumas poucas técnicas básicas de combate, mas ainda não sou tão boa quanto você e os outros. Se eu fortalecer meu corpo, minha magia também ficará mais forte... – Disse Clare.

- Ah...Tudo bem! A partir da nossa próxima pausa para treinos, vamos treinar juntos! – Disse Chris, sorrindo. – Tem que prometer que vai com tudo neles.

- Claro! Isso vale para você também! – Disse Clare, determinada.

Ao mesmo tempo, bem distante dos viajantes, no Reino de Inflayster, Teresa havia acabado mais uma sessão árdua de treinamento com Deysmon. A jovem estava ajoelhada, exausta e muito ofegante, ela também estava bem pálida e começava a tossir sangue.

- Ah...Quanto mais perto chegamos, mais custo tem para seu corpo. – Disse Deysmon, suspirando e olhando para o estado da garota. – Infelizmente, por conta da sua fragilidade, terei que suspender as outras sessões de hoje. Chamarei os magos de novo, até lá cuide um pouco de seus machucados.

- Você sabe...que não posso me curar...quando estou neste estado... – Disse Teresa, com a voz fraca. – Não tenho magia para isso...

- Ora minha querida, é para isto que servem meus magos! A magia deles vai para você, e aí...Pronto! Vai estar nova em folha de novo! Gostando ou não, você já matou muitos deles com esse seu “show”. – Disse Deysmon, pegando Teresa e a levando para a cama.

- Não matei ninguém...Você que os manda para a morte... – Disse Teresa, nervosa.

- Então preferia morrer? Sinto muito princesinha, mas isto está fora de questão. Depois de cumprir seu dever, aí poderá morrer da maneira que quiser, mas até lá...manterei você viva, não importando quantos magos ou humanos terei de sacrificar para tal. – Disse o demônio, acariciando o cabelo da jovem.

Teresa estava fraca demais para discutir e até para retirar a mão monstruosa de Deysmon de seu rosto. Em seguida o demônio se retirou do calabouço e, no caminho para seu trono, ordenou que dois de seus magos fossem aos aposentos da jovem. Ao chegar ao seu trono, o líder dos ogros, Pazugorn, relatou informações novas sobre os avanços de Chris e seus amigos.

- Pestes irritantes...Tiveram a ousadia de anular minha magia. – Disse Deysmon, irritado. – Aquele beholder que invoquei foi mais inútil do que imaginava.

- Eles já estão muito próximos das montanhas...Como ordenara, nossas forças aumentaram por lá e na barreira depois delas. – Disse Pazugorn, sério. – Nossos emissários no mar foram avisados, e alguns daqueles humanos também...

- Não fale neste tom de preocupação. Eles não representam ameaça alguma, apenas sabem como me irritar. Em breve reatarei minha magia de escuridão, mas não será apenas naquela área... – Disse Deysmon, sorrindo.

- Conhecendo o senhor, presumo que tomou alguma providencia por conta própria...Estou correto? – Disse Pazugorn.

- Há há há! Sim, está correto. Meu poder é descomunal, depois de saber o nome e tudo o mais daquele rapaz...Ficou muito fácil atingi-lo. Estou atacando seu coração e sua mente todas as noites já faz um tempo. – Disse o demônio, que, ao erguer sua mão, fez aparecer uma projeção mágica de Chris e seus amigos andando. – Ele é irritantemente determinado, como a irmã...Mas ele tem um pouco de escuridão em si, eu estou aumentando isso. Logo ele perecerá.

- Mas, meu Rei, por que não mata-lo já? Com seu poder é possível, não só acabar com a vida do rapaz, mas com a de seus amigos também. – Disse Pazugorn, confuso.

- É verdade, mas está errado em relação aos amigos dele. Por estar tão perto de Teresa e da minha história com toda a sua linhagem, estou mais familiarizado com o sangue asqueroso daquele rapaz. Posso causar mal aos outros, mas matar não. – Respondeu Deysmon. – E a resposta para sua pergunta, velho amigo, é simples: por que é mais divertido! Ver aquele humano sofrer tanto assim, está sendo mais divertido do que pensei. Tanto para ele quanto para sua irmã...eu quero um sofrimento mais que especial para eles!



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