História Promessa entre irmãos: uma lenda medieval! - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Palavras 2.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 32 - Triginta duo


Chris começou a abrir seus olhos lentamente, ele se sentia tonto e sua visão estava turva. Estranhamente, ele via um chão de pedras e uma bacia abaixo dele, com um liquido vermelho dentro. O rapaz balançou a cabeça algumas vezes, no intuito de acordar mais rápido, e ficou muito surpreso ao ver, na sua frente, grades. Ao tentar se mexer, Chris sentiu um pouco de dor; ao olhar para cima ele viu que seus braços estavam acorrentados, presos ao teto. As correntes tinham espinhos médios nos pulsos, só então que o rapaz percebeu que estava ferido e sangrando.

- Maldição.... Fui capturado pelos vampiros!? – Disse Chris, começando a entender sua situação.

Então, o rapaz ouviu um gemido que vinha de seu lado. Ao virar a cabeça para sua direita, Chris se assustou ao ver que não era o único prisioneiro ali: havia outro homem. Pela estatura, Chris deduziu que o homem era um pouco mais velho que ele; estava bem machucado, com vários curativos espalhados pelo corpo, a roupa de cima estava quase toda rasgada praticamente. O homem misterioso possuía um cabelo curto de uma cor azul claro, ele tinha uma barba rasa e, aparentemente, estava preso na mesma situação de Chris, mas por muito mais tempo. De repente, a atenção de Chris foi desviada para um som de uma porta se abrindo. O rapaz avistou uma sombra se aproximando de sua cela, e então, rapidamente, um homem se pôs de frente para as grades, observando Chris e o outro homem.

- Ora, ora.... Acordou mais rápido do que eu esperava. O veneno que minha raça deixa em suas presas tem capacidade para derrubar até o mais forte dos homens por vários dias. – Disse a criatura, se transformando rapidamente em morcego para passar por entre as barras das grades e depois voltando a sua forma de homem. – Na verdade eu deveria dizer: “não esperava menos de você. ”.

- Quem diabos é você!? Também é um comparsa do Deysmon!? – Disse Chris, nervoso e se remexendo.

- Vou conversar direito com você, mas poderia me deixar em paz por um segundo, sim? – Pediu o monstro, se aproximando do homem preso ao lado de Chris. – Sou a favor de uma refeição tranquila.

O vampiro se aproximou do lado direito do pescoço do homem e desferiu uma mordida. A vítima começou a gritar desesperadamente no mesmo instante, o vampiro segurava o corpo do homem com força para que não se debatesse. Chris não conseguia ver aquela pessoa sofrendo e gritando daquela maneira, o rapaz se esforçou para erguer o corpo e usou uma de suas pernas para tentar chutar o monstro.

- DEIXE-O EM PAZ! – Gritou Chris, desferindo um chute no vampiro.

O monstro desapareceu no mesmo instante e reapareceu na frente de Chris. Os lábios do vampiro estavam um pouco sujos de sangue, enquanto o homem estava com o pescoço todo sujo e escorrendo de sangue. O vampiro sorria enquanto usava um lenço para se limpar.

- Você é mesmo um humano nobre, tal como me contaram. – Disse o Vampiro, guardando seu lenço.

Agora com a criatura parada a sua frente, Chris o observou com mais atenção: o vampiro era bem pálido, possuía um cabelo comprido amarrado de cor rubi, tal qual seus olhos; ele se vestia de maneira muito elegante, como se fosse um nobre, usava sapatos altos, um sobretudo negro com uma gravata borboleta de cor azul escuro; na sua cintura estava uma espada tradicional longa, com detalhes de ouro puro.

- Não precisa me encarar com esse olhar repulsivo. Aquele humano não vai morrer por isso, ele já passou por coisas bem piores. – Disse o monstro, apontando para o homem ferido. – Ele já está bem acostumado com sua função.

- A “função” dele é servir de comida para você!? Seu canalha! Não vou perdoa-lo por isso! – Disse Chris, irritado.

- Confesso que sentia falta deste discurso heroico.... Faz muito tempo desde que um humano me desafiou assim. – Disse o Vampiro, rindo e se aproximando da bacia abaixo do homem misterioso. – Saiba que todos os humanos deste reino me pertencem e, presumindo que você saiba algo sobre a minha raça, nós temos necessidade de saborear sangue humano.

Enquanto o vampiro enchia uma espécie de cantil com o sangue de dentro da bacia em baixo do homem ferido, Chris começou a entender onde estava.

- Este é o Reino de Vernance...não é? As criaturas que dominaram o reino foram os vampiros então... – Disse Chris. – Droga, e vocês estão usando as pessoas daqui como fonte de alimento!?

O vampiro se mexeu rapidamente e, sem que Chris pudesse acompanhar, apareceu diante do rapaz, segurando seu pescoço com força.

- Isso é culpa sua e de seus amigos também. Nós podíamos andar pela escuridão livremente, caçando uma grande variedade de humanos por aí..., mas então vocês surgiram e trouxeram a maldita luz de volta! – Disse o monstro, sério e apertando mais ainda o pescoço de Chris. – Os humanos moribundos que estão aqui não são suficientes para todo o meu povo...Alguns dos meus já se foram, sabia!?

- E alguns dos “meus”...também já se foram...Muitos na verdade...por sua causa e dos seus! – Disse Chris, enquanto sufocava. – Não dou a mínima...se vocês precisam beber sangue humano.... Eu não vou aceitar mais...que as pessoas daqui continuem sendo...suas escravas!

- Há há há! Você é mesmo um ser muito interessante...Christopher! – Disse o Vampiro, soltando o rapaz e rindo. – “Não vai aceitar”? Você não pode fazer nada com relação a isso, assim como não pode derrotar o Rei Deysmon.

- Como sabe...o meu nome? – Perguntou Chris, tossindo.

- Todos por aqui, e próximos ao Reino de Inflayster, já sabem sobre você e seus companheiros. Eu sei um pouco mais, por ser um amigo de longa data de Deysmon. – Respondeu a criatura. – Pretendo entrega-lo para Deysmon logo, pois tenho certeza de que ele quer cuidar de você pessoalmente. Quanto aos seus amigos.... Eles servirão de comida para nós, tenho certeza de que eles virão salvá-lo em breve. De noite ninguém tem chance contra nós!

- Quer apostar!? – Disse Chris, cuspindo no rosto do vampiro. – Eles não vão perder para vocês...muito menos eu! Guarde na sua mente que eu derrotarei, sim, aquele demônio! Pode aguardar...que quando eu sair daqui, matarei você eu mesmo!

O vampiro, que antes sorria, ficou sério e com um olhar enojado para Chris. A criatura atacou o rapaz muito rápido, mordeu seu pescoço e começou a sugar seu sangue. Chris sentiu muita dor. Era pior do que a dor que sentiu antes, na mordida do outro vampiro.

- Que nojo.... Esse seu sangue sagrado é mesmo nojento, queima muito. – Disse o Vampiro, se afastando do rapaz e cuspindo um pouco de seu sangue. – Meu companheiro está de cama até agora por causa disso.... Queria testar seu sangue, felizmente sou o mais forte da minha raça.

O vampirou chutou a bacia com o sangue de Chris, para que derramasse tudo no chão. O rapaz estava machucado e ofegante, a dor não sumia de seu corpo. A criatura saiu da cela, e foi para o outro lado das grades.

- Guarde na sua mente...humano nojento, o nome do vampiro que irá te entregar a morte: é Malkon. – Disse Malkon, saindo do local.

Chris desmaiou logo em seguida, e ficou assim por alguns minutos. Logo o rapaz acordou, graças ao homem ao seu lado chamando sua atenção.

- Você está bem? – Perguntou o homem, fraco e preocupado.

- Que dor.... Eu estou sim, mas quero saber de você! Como consegue aguentar isso!? – Disse Chris, mexendo a cabeça.

- Seu machucado...se curou!? – Disse o homem, surpreso.

- Ah sim, isso acontece, é normal para mim. – Disse Chris, rindo. – Mas...como você está? A sua situação é péssima.

- Isso, infelizmente, é normal para mim já faz um tempo. – Respondeu o homem, tristemente. – Estou preso aqui faz anos já...a mercê daquele vampiro maldito...

- “Anos”!? – Repetiu Chris, surpreso. – Já tentou fugir daqui!?

- Não dá.... Mesmo que eu tentasse, é impossível. – Disse o homem.

- Não é não! Vou sair daqui, e então libertarei você também! – Disse Chris, determinado.

Enquanto Chris olhava para todos os lados, pensando numa maneira de sair de lá, o homem de cabelo azul olhava sério para o rapaz.

- Olha.... Obrigado pelo que disse, sobre o meu reino, e por tentar me ajudar. Você é muito gentil... – Disse o homem, sorrindo tristemente.

- Ora.... Não precisa agradecer, eu sou esse tipo de cara que não consegue ficar parado. E...eu decidi que salvaria este continente do Reino de Inflayster, salvar as pessoas que estão sofrendo por causa deles...é algo que farei custe o que custar! – Disse Chris. – E não diga “tentar”! Eu VOU te ajudar!

- Seu nome é Christopher...né? De onde vem? Qual a sua história? – Perguntou o homem, curioso.

- Sim, eu vim do Reino de Floriyan e minha história...bem, ela é longa. Mas posso tentar te contar de forma resumida. – Disse Chris.

Chris fez o possível para resumir sua jornada até ali, ele contou seus objetivos, seu passado e sobre seus amigos que conquistou durante a viagem. O homem escutou a história com muita atenção, e ficou extremamente surpreso.

- Você praticamente atravessou parte do continente inteiro...para salvar a sua irmã!? Ainda passou por tantas coisas, e ficou amigo de seres tão incríveis... – Disse o homem, espantado.

- É, mas ainda não acabou! Terei muito caminho pela frente, mas salvarei a Teresa e este continente com certeza! – Disse Chris, sorrindo. – Então...e você? Qual o seu nome?

- Ah sim.... Me chamo Niklaus Vernance... – Respondeu Niklaus, desviando o olhar.

Chris passou alguns segundos encarando o homem, até entender o que ele disse.

- “VERNANCE”!? VOCÊ É O REI!? – Gritou Chris, espantado.

- Shhhh! – Disse Niklaus. – Na verdade eu era o príncipe...até meu pai morrer meses atrás.

- Sinto muito... – Disse Chris.

- Meus pais e eu fomos presos aqui pelos vampiros quando eles dominaram o reino. O céu ficou escuro de repente aqui, e não tivemos como vencer todos aqueles monstros. Muitos morreram aqui.... Os que sobraram são prisioneiros e servem de comida para os vampiros. – Disse Niklaus. – Eu era mais jovem quando tudo aconteceu, passei todo este tempo trancado aqui. Meus pais serviram de alimento para o líder dos vampiros, o Malkon.... Minha mãe morreu faz tempo, ela não aguentou, e meu pai se foi a pouco tempo, desde então, eu sou a comida daquele desgraçado.

- Você passou todo esse tempo aqui!? E então aquele desgraçado é o líder..., mas por que ele trata você diferente? É por ser rei? – Disse Chris.

- Ele disse gostar mais de “sangue puro”, ele só bebe o meu sangue, e antes de mim, o sangue dos meus pais. – Respondeu Niklaus. – As pessoas que sobraram vivas aqui acham que eu e meus pais morremos.... Não sei mais quantos sobraram na verdade. O reino bonito que minha família construiu, e todas as pessoas...eu amava isso tudo, e lembro de estar ansioso para ser rei, mas os vampiros acabaram com tudo! Agora sou rei, mas de que adianta!?

Niklaus chorava muito, parecia que ele não conversava com ninguém há muito tempo. Chris ficou ainda mais certo do que queria fazer.

- Não se preocupe! Vamos sair daqui, libertaremos o seu povo e o seu reino...e acabaremos com esses vampiros! Eu prometo! – Disse Chris, sério. – Mas não pode desistir Nik! Eu sinto que você é uma ótima pessoa, e eu gosto de você! Não tenho dúvidas de que é um bom rei! Vamos mostrar para eles!

- Chris..., mas como vamos sair daqui? – Disse Nik, olhando para Chris.

- Acho que tenho um plano! – Disse Chris, sorridente. – Além disso, não estamos sozinhos! A “cavalaria” está a caminho!

Ao mesmo tempo, fora do castelo, e fora do reino, estavam os quatro amigos de Chris. Eles observavam o reino gigante, rodeado por muros altos e com enormes torres; havia muitos morcegos em volta e tochas iluminando o local. Feanor, Eiden, Clare e Penny estavam agachados atrás de rochedos, observando o local.

- Que grande! – Disse Penny, surpresa.

- E comparado ao meu lar, este até que está em boas condições... – Disse Clare, observando o reino.

- Por fora, mas por dentro está lotado de inimigos...E o Chris está lá. – Disse Feanor.

- Temos um plano? Está bem vigiado, acho difícil entrarmos sem sermos vistos... – Disse Eiden, pensativo.

- Hum...O lugar está cheio de vampiros, então é certo presumir que o chefe de lá é o Malkon... – Disse Feanor. – Ele é um ser bem egocêntrico e inteligente. Já tive o desprazer de enfrenta-lo no passado...

- Verdade, tem um péssimo gosto para roupas! – Disse Penny, lembrando do vampiro. – Minha raça já se encontrou com ele e seu bando mau arrumado!

- Ouvi falar que ele também é poderoso. – Completou Eiden.

- Vamos fazer algo que ele não espera. Acho que tenho um plano. – Disse Feanor, suspirando. – Além disso, temos algo a nosso favor.... Ainda está de madruga, vamos agir um pouco como nosso amigo idiota agora!



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