História Promessa entre irmãos: uma lenda medieval! - Capítulo 38


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Exibições 4
Palavras 1.462
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 38 - Triginta et octo


- Finalmente...chegamos até aqui! – Disse Chris, sério.

- Nossa...é maior do que imaginava! – Disse Clare, olhando para cima. – Não consigo ver o topo!

- E...é...bem mais...frio aqui! – Disse Penny, tremendo de frio.

- Passando daqui, encontraremos o mar. – Disse Feanor.

- Sim, temos de ir com mais cuidado. Sinto o cheiro podre de Inflayster, tem bem mais aqui do que esperava. – Disse Eiden, sério.

- Certo...Vamos subir como mesmo? – Disse Chris, olhando para Eiden.

- Não olhe para mim, acabei de dizer para termos cuidado! Vamos escalar, é óbvio! – Disse Eiden, começando a escalar a montanha.

- QUE!? – Disseram Chris, Penny e Clare, incrédulos.

- Nosso objetivo nem é chegar ao topo, precisamos chegar alto o suficiente para dar a volta e chegar a encosta. – Disse Feanor, começando a subir também. – Quanto antes passarmos daqui, melhor será.

- Ah! Espera Eiden! Nesse frio eu não consigo voar, e nem pensar que vou escalar isso! – Disse Penny, se segurando nas costas de Eiden.

- Vamos então? – Disse Chris, começando a subir.

- Sim! – Disse Clare, fazendo o mesmo.

Os viajantes começaram então a árdua tarefa de atravessar as montanhas congelantes. Além da montanha que escalavam ser íngreme, o gelo a tornava escorregadia; os ventos congelantes eram fortes e tentaram derrubar Chris e seus amigos várias vezes. Para piorar, eles tinham que parar de vez em quando, pois Eiden escutava soldados de Inflayster fazendo rondas pelo lugar. A neblina estava começando a atrapalhar a visão dos viajantes, eles não sabiam dizer quanto tempo estavam ali e quanto faltava para acabar. Em certo momento, Clare não aguentava mais e Chris decidiu leva-la nas costas.

- Desculpe... Chris... – Disse Clare, tremendo de frio.

- Não é nada... Só tente...não dormir agora! – Disse Chris, usando toda sua força para escalar.

Com o tempo, até mesmo Eiden estava começando a ficar incomodado com o frio. As mãos do rapaz dragão, de Feanor e de Chris estavam completamente machucadas e ensanguentadas pelo gelo nas pedras.

- Ei! Penny! Não dorme! Abra os olhos! – Disse Eiden, olhando para Penny.

- Meu corpo doí...de tanto frio... – Disse Penny, tremendo.

- Droga... Quanto falta para vermos o mar!? – Disse Feanor, exausto.

- Nem sinto minhas mãos mais... – Disse Chris.

- Não sei... A neblina está muito densa aqui! – Disse Eiden.

De repente, os viajantes começaram a ouvir um grito agudo e muito alto. Não era de um humano, era de uma fera. Os ventos ficaram ainda mais fortes e a neblina desapareceu. Ao olharem para cima, viram uma criatura enorme, voando e olhando para os viajantes. O monstro possuía cabeça, asas e patas dianteiras de uma águia, e o restante do corpo era de leão.

- Que bicho é esse!? – Disse Clare, preocupada.

- Eu lembro de ver uma foto em um livro! – Disse Chris, pensativo. – É...hum...

- UM GRIFO! – Disseram Feanor, Eiden e Penny, assustados.

O grifo em questão tinha a cabeça de cor negra, assim como suas asas, e o restante de seu corpo era marrom. A criatura gritou mais uma vez e deu um rasante na direção de Chris. Por instinto, o rapaz se soltou da montanha e, enquanto caia, o grifo o pegou pelas pernas e começou a leva-lo para cima.

- CHRIS! – Gritou Feanor, que pulou na direção de Chris e segurou seus braços.

- Ah não... Agora os três estão sendo levados! – Disse Penny, preocupada.

- Penny! Vamos salva-los! Segure firme aí! – Disse Eiden.

O grifo voou alto, e mais alto, até chegar no que parecia ser o cume de uma das montanhas. A criatura começou a voar baixo, para o que parecia ser seu ninho. Ele era enorme, feito de palha e com várias outras porcarias: como lama, ossos de animais e de humanos, e restos mortais também. Dentro havia somente um único ovo grande.

- Ele quer nos comer! – Disse Chris.

- Ai minhas deusas! – Disse Clare, fechando os olhos.

- Ah droga! – Disse Feanor, preocupado.

Chris, Clare e Feanor foram jogados dentro do ninho. O grifo pousou no chão e começou a se aproximar dos três viajantes. Eles saíram do ninho devagar, sem tirar os olhos do monstro.

- Não consigo...respirar direito...aqui... – Disse Clare, caindo de joelhos.

- Maldição... Meu corpo está tão pesado... – Disse Chris, segurando sua espada e se esforçando para ficar de pé.

- Estamos muito alto... Não podemos lutar aqui... – Disse Feanor, ofegante.

No instante em que o grifo usaria suas garras para atacar os viajantes, Eiden surgiu como um raio e mordeu o corpo da criatura com seus dentes de dragão. Os dois foram mais alto ainda, o grifo conseguiu arranhar o rosto de Eiden para que o soltasse. E então, as duas feras começaram a lutar no céu. Por ser menor e mais leve, o grifo era mais rápido ao se mover no ar. O monstro foi para as costas do dragão, e começou a usar seu bico e suas garras para machucar Eiden; o rapaz dragão tentou morder o grifo várias vezes, mas ele sempre escapava.

- Cadê a Penny!? Ela não estava nas costas de Eiden!? – Disse Chris, preocupado.

- Estou aqui... – Disse Penny, na beira da montanha, aparentemente passando mal. – Nunca mais vou voar na velocidade dele nesse frio!

Finalmente Eiden se livrou do grifo usando sua cauda, ele o jogou longe, mas a criatura voltou rapidamente. Eiden usou suas garras para tentar acertar um golpe no grifo, que, depois de desviar de vários, acabou sendo atingido de raspão em uma de suas asas. Mesmo assim, o grifo começou a voltar para atacar o dragão, então Eiden lançou um pouco de seu sopro de fogo no monstro. O suficiente para que não chamasse mais atenção, mas eficiente contra a criatura. O grifo caiu quase em cinzas da montanha, morto. Eiden voltou a sua forma humana, machucado e exausto.

- Estão bem? – Perguntou Eiden, exausto.

- Não muito... – Responderam todos.

Chris se aproximou do gigantesco ninho do falecido grifo, e começou a olhar com atenção.

- Tem bandeiras e armaduras de Inflayster aqui... Aquele grifo não era parte do exército... – Disse Chris.

- Era um grifo selvagem... Muito raro isso. Tivemos sorte, por causa dele, esta parte da montanha não tem mais vigias. – Disse Feanor.

Para a surpresa de todos, o grande e único ovo do grifo começou a se mexer. Chris se assustou e acabou caindo dentro do ninho. Seus amigos chegaram perto e viram o ovo começar a chocar. De dentro do grande ovo saiu um pequeno grifo, do tamanho de um gato normal, mas ele possuía todo o corpo branco, com exceção de seu bico dourado. O pequeno animal começou a “piar” e a cambalear pelo ninho, até esbarrar em Chris, que segurou o pequeno para que não caísse.

- Que bonitinho... – Disse Clare.

- Está procurando a mãe... – Disse Penny, tristemente.

- Lamento, eu quis proteger vocês, mas tirei a família deste pequeno... – Disse Eiden, abaixando a cabeça.

- Não se culpe assim. – Disse Feanor, colocando a mão no ombro do amigo.

O pequeno grifo ficou encarando Chris por um bom tempo, até que o garoto tirou um pequeno pedaço de pão que havia guardado em seu bolso e o entregou para o pequeno grifo. Depois de comer tudo, a criatura se aconchegou ao lado da perna de Chris, e o rapaz começou a acaricia-lo.

- Ele gostou de você! Nossa, grifos nunca ficam perto de humanos! – Disse Penny, surpresa.

- O que fazemos com ele Chris? – Perguntou Feanor, sério. – Ele não vai sobreviver aqui sozinho, e se for conosco também estará em perigo.

- Além disso, os grifos crescem muito rápido. E ficam agressivos na idade adulta. – Completou Eiden.

- Vamos leva-lo com a gente! Estamos devendo depois de tirarmos sua família... Agora nós seremos a dele! Vou cuidar para que seja nosso amigo e não fique mal. – Disse Chris, segurando o pequeno grifo no colo. – Além disso, se ele for forte igual a mãe, não teremos de nos preocupar com ele quando crescer!

- Está decidido então. – Disse Feanor, suspirando.

- Que nome daremos a ele? – Perguntou Clare, olhando sorridente para o grifo.

- Hum... Ele é todo branco... Algo relacionado a isso seria bom. – Disse Chris, pensativo.

- Que tal “Nique”? – Sugeriu Feanor. – É “branco” na língua do meu povo, e é um nome dado para coisas muito raras.

O grifo deu um grito baixo e balançou a cauda.

- É esse mesmo! Ele gostou! – Disse Chris, rindo. – Bem-vindo ao grupo Nique!

- Deixando isso um pouco de lado... Podemos descer? Já não aguento mais... – Disse Penny, desconfortável.

- Sim, o mar está bem ali. Vamos descer. – Disse Eiden, apontando para frente e começando a descer.

Chris colocou Nique, seu novo amigo, dentro do capuz de sua capa e começou a descer a montanha, seguido de seus amigos. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...