História Promessa entre irmãos: uma lenda medieval! - Capítulo 39


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Categorias Originais
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Palavras 1.533
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 39 - Triginta novem


Durante a descida dos viajantes das montanhas congelantes, eles encontraram uma pequena caverna. Ao adentrarem o lugar, encontraram algumas fontes de água, aproveitando isso, Chris e seus amigos decidiram parar ali e descansar um pouco. Eles beberam a água das fontes, que não estava congelada, e repuseram as energias comendo um pouco; Feanor colocou um pouco de ervas medicinais nos ferimentos de Eiden e nas mãos feridas dos viajantes. Não só para descansar e comer, mas os viajantes também pararam a descida como precaução, afinal, depois da batalha contra o grifo, eles ficaram temerosos que os soldados de Inflayster começassem a vigiar aquela área. Enquanto esperavam um pouco, os viajantes começaram a se acostumar com Nique, o pequeno grifo. Ele pulava no meio de todos e, timidamente, começava a chegar mais perto dos outros viajantes, mas ele preferia ficar no colo de Chris.

- Parabéns Chris, você é pai. – Brincou Feanor, rindo.

- Ei! N-não diga isso! – Disse Chris, envergonhado. – Escuta Nique, você deve se acostumar com os outros também, são todos amigos!

Nique encarava Chris e inclinava a cabeça para um dos lados.

- Será que ele entende? – Disse Clare, curiosa.

- Com certeza. Grifos são seres muito inteligentes, mesmo que este seja apenas um filhote, ele ouve e entende tudo o que falamos. – Disse Eiden.

- Se é assim, então vamos fazer direito! – Disse Chris, pegando Nique e o colocando em pé, no meio de todos os seus amigos. – Muito prazer Nique, eu me chamo Christopher! Seremos amigos a partir de agora!

Nique balançava a cauda freneticamente, e depois se sentou. Chris fez um sinal para que seus amigos se apresentassem também.

- Meu nome é Feanor, eu espero que sejamos bons amigos de agora em diante Nique. – Disse Feanor, olhando para o grifo.

- Sou Penny! Prazer em conhece-lo! Vamos todos nos dar bem! Só não queira me comer no futuro, por favor... – Disse Penny, sem graça.

- De novo: me perdoe pelo que fiz, vou entender perfeitamente se não gostar de mim. Mas meu nome é Eiden, e desejo que fiquemos amigos. – Disse Eiden, envergonhado.

- Me chamo Clare, muito prazer em lhe conhecer Nique! – Disse Clare, sorrindo.

Nique acompanhou com a cabeça todos os viajantes se apresentando, então ele começou a andar na direção de Feanor. Ele parou na frente do elfo, e abaixou a cabeça, como se esperasse algo.

- Ah sim! – Disse Feanor, colocando sua mão com cuidado na cabeça de Nique e fazendo carinho. – Por serem criaturas bem nobres, fazer uma reverência e tocar na cabeça é um sinal de respeito para eles.

Logo em seguida, Nique foi até Penny e fez o mesmo gesto. A fada também acariciou a cabeça do grifo, e depois ele foi até Clare. Quando a garota fez o mesmo com Nique, ele pulou instantaneamente em seu colo e começou se esfregar, como fez com Chris no início.

- Há há há! Gostou muito de você também! – Disse Chris, sorridente.

- Deve ser por que seu cheiro está nela também, já que são um casal e tudo o mais. – Disse Eiden, rindo um pouco.

Após sair do colo de Clare, Nique começou a caminhar na direção de Eiden. O rapaz dragão ficou um pouco nervoso, mas o pequeno grifo fez o mesmo gesto que antes. Então, Eiden colocou sua mão devagar na cabeça de Nique e, surpreendentemente, o pequeno grifo mexeu a cabeça para que o rapaz acariciasse mais.

- Acho que ele quer dizer que não tem raiva de você. – Disse Chris, fazendo um sinal para Nique voltar. – Bom trabalho, somos todos amigos agora!

De tanta alegria, Nique soltou um grito bem fino, mas que dentro da caverna ecoou. Chris fechou o bico do grifo rapidamente, e todos os viajantes ficaram em silêncio, temendo o pior.

- Não pode fazer muito barulho! Tem inimigos lá fora! – Disse Chris, em tom baixo, e soltando o bico do animal.

- Acho que precisamos contar tudo para ele depois... – Disse Penny.

- Sim, mas vamos continuar a descida por agora. Quanto antes sairmos daqui, melhor. – Disse Feanor, se levantando.

- Escuta Nique, fique quietinho aí. Depois lhe explico tudo. – Disse Chris, colocando o grifo dentro de sua capa.

Então, depois de se arrumarem, e de observarem que não havia nenhum inimigo por perto, eles partiram. Depois de um tempo, todos estavam de volta ao chão, e os viajantes ficaram muito contentes com isso.

- Nunca mais escalo uma montanha.... – Disseram Chris, Clare, Penny e Feanor, cansados.

- Olhem ali. – Disse Eiden, apontando bem para oeste. – Soldados de Inflayster...e muitos deles.

- Se concentraram no centro, supuseram que passaríamos por ali. – Disse Feanor, sério.

- Isso é bom, quer dizer que não sabem que vamos para o mar. – Disse Clare.

- Talvez, mas não podemos relaxar! A partir de agora é tudo o maior perigo! – Disse Chris, sério.

- Para mim tem sido isso desde que sai do bosque... – Disse Penny, suspirando. – Mas vamos lá! E...cadê o mar?

- Ora, vamos até ele. Teremos de andar mais um pouco até chegar na encosta. Não pensaram que ele estaria aqui já, né? – Disse Eiden.

- Hum... Eu pensei sim... – Disseram Chris e Penny, sem graça.

E assim, os viajantes seguiram por terra ainda. O vento era mais forte por ali, graças ao mar, mas a neve caia mais fraca e, graças as montanhas, os viajantes já estavam se acostumando com o frio. Mas ainda exigiam que Eiden virasse dragão para dormirem a noite. As noites até o mar foram um pouco desagradáveis para eles, pois o lugar que estavam era completamente aberto e com neve por toda parte, eles temiam que fossem descobertos; por isso, Eiden tinha que se enterrar um pouco na neve para ajudar a se camuflar, graças a sua cor natural, não foi tão difícil. Durante esse tempo, Chris contou tudo em detalhes para seu amigo Nique: desde seu passado até o dia em que o encontraram nas montanhas, o rapaz não quis deixar o pequeno grifo por fora de nada.

- E é isso finalmente. Entendeu tudo? – Disse Chris, suspirando e olhando para o seu amigo que estava deitado em seu ombro esquerdo.

Nique balançou a cabeça positivamente e depois começou a puxar o cabelo negro de Chris, com a intenção de brincar.

- Ei! Há há há! Isso doí! – Disse Chris, rindo.

- Eles se dão bem mesmo... – Disse Eiden, surpresos.

- São lindos. – Disse Clare, sorrindo.

Então, na última noite antes de chegarem ao mar, todos já haviam pegado no sono, com exceção de Nique, que não parava de pular de um lado para outro.

- Nique...dorme um pouco, por favor... – Disse Chris, bocejando.

Nique parou e olhou para Chris, como se dissesse que não conseguia dormir.

- Entendo bem que é difícil dormir com tanta coisa acontecendo, mas se não descansarmos não ficaremos bem amanhã. – Disse Chris, acariciando o grifo. – Tive uma ideia, vem aqui.

O grifo se aconchegou no corpo de Chris e então o rapaz começou a assobiar bem baixinho a música dele. Ele assobiou a música que cantava com Teresa quando criança, e sozinho também. Depois de um tempo assim, finalmente Nique adormeceu bem calmo. Na manhã seguinte, a neve parou enfim, e os viajantes andavam sem parar para o mar. O grifo, desta vez, estava sentado no ombro de Eiden, que estava bem à frente de todos.

- Ele gostou bastante do Eiden também. – Disse Clare, surpresa.

- Sim, mas ele é bem esperto. Óbvio que ele quis ficar ao lado do homem mais quente daqui, afinal o Nique também sente frio. – Disse Feanor.

- Sério? Sirvo de lareira até para você? – Disse Eiden, incrédulo e olhando para o grifo, que deu um leve grito, como se estivesse rindo. – Por falar nele... Vocês não acham que ele cresceu?

Realmente, o Nique cresceu. Ele estava quase do tamanho de Penny, a cada dia que passava, o grifo crescia um pouco.

- É mesmo, logo ele vai ficar do tamanho da mãe. – Disse Penny, espantada.

- Mesmo que cresça rápido fisicamente, ele ainda é uma criança por dentro. É por isso que os grifos vivem muito. – Disse Feanor.

- Ei, olhem só! – Disse Chris, que começou a assobiar um pouco da sua música.

Na mesma hora, Nique saiu do ombro de Eiden e começou a pular em todos até chegar no colo de Chris.

- Ai! Não pule em mim Nique, você é pesado! – Disse Penny, passando a mão na cabeça.

- Há há há! É um jeito bom de chamar a atenção dele, fora que ele se acalma. – Disse Chris, acariciando o grifo.

- Não é que você é bom com animais também? Ele está completamente ligado a você. – Disse Feanor, surpreso.

- Devo isso ao meu treino de cavaleiro! Passei anos treinando com meu cavalo, e consegui maestria em domar. – Disse Chris, orgulhoso. – Apesar de sempre considerar o Bull como meu amigo e não como montaria...

- Sim, Nique com certeza sabe disso. – Disse Clare, beijando a bochecha de Chris e sorrindo.

- AH! Pessoal! Eu vejo o mar! Estamos quase lá! – Disse Penny, que estava bem alto no céu.

Os viajantes decidiram apertar o passo, logo eles, finalmente, chegariam ao grande mar.



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