História Promessa Perdida - Capítulo 25


Escrita por: ~ e ~rafaanime123

Postado
Categorias Originais
Visualizações 8
Palavras 1.329
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 25 - Em quem acreditar?


Úrsula

Olhei para hora; quase 22:00 e nada do Michael chegar. Normalmente, ele chega por volta das 19:00 e nos sábados, ele chega mais cedo, então ele não ter chegado ainda era estranho. 

Será que ele foi ver aquela moleca? Mas, se fosse assim, ele avisaria que não voltaria hoje, porque tinha que trabalhar. Claro que sei que ele não vai apenas trabalhar, mas tem coisas na vida que é melhor fingir que não sabemos. 

Suspiro, tentado não pensar nisso. Afinal, esse caso dele com essa menina está perto de acabar, então não devo perder tempo desnecessário nisso, não por enquanto, pelo menos.  

Deixando isso de lado, vou a procura do meu celular para ligar para Michael. Eu não sou muito boa com tecnologia e quem usa mais meu celular é Laura e Augusto para jogar, então deve estar no quarto de um deles.

Primeiro, vou ao quarto de Augusto, mas não encontrando o celular, beijo a bochecha de Augusto, o enrolo e saiu de seu quarto, seguindo para o de Laura. Ao contrário de Augusto, ela ainda estava acordada, lendo um livro.

Eu: Você não deveria está dormindo, senhorita? — pergunto indo até sua cama.

Ela olhou para mim, abaixando o livro no colo.

Laura: Vou só terminar mais um capítulo —respondeu então voltou os olhos para o livro. 

Me sento ao seu lado e olho o nome do livro: A Chave do Tamanho, de Monteiro Lobato.

Eu: Você já não leu esse livro? —pergunto surpresa —Foi o primeiro que seu pai te deu. 

Laura: Já, ele é muito bom então estou relendo — ela tira os olhos do livro e olha para mim —A senhora precisa de algo? 

Eu: Estava procurando o meu celular; você o viu? 

Ela apontou para escrivaninha e voltou ao livro. Beijei sua cabeça e me levantei, peguei o celular e fui para porta, antes de sair, falei:

Eu: Não vá dorme muito tarde, ok? —ela assentiu sem me olhar.

Sai de seu quarto e voltei para sala, encontrando Michael sentado no sofá. O olhei chocada; nem escutei ele abrindo a porta.

Eu: Já ia te ligar —falei séria —Onde você estava?!

Michael: Desculpa, o celular descarregou —suspirou cansado —Estava no escritório, arrumando os últimos detalhes para me mudar. 

Suspirei. Dessa vez, ele estava mais inflexível sobre a separação e nem o que Laura falou, o fez mudar de ideia, estar até falado em se mudar de vez para o apartamento que ele tem perto do escritório; perto daquela garota. É tudo por causa dela. 

Eu: Se você se mudar, nunca mais verá seus filhos —o ameaço mais uma vez —Não estou brincando, Michael. 

Michael: Úrsula, se resolvermos isso sem briga —começou suspirando, parecia cansado — Será melhor para nossos filhos. 

Eu: Não! —grito, me alterando —Reze para ficar viúvo; pois só assim se livrará de mim. 

 Ele me olhou chocado e por um tempo, não conseguiu pensar no que dizer, só abria a boca e fechava, seria engraçado se ele não tivesse falado em me abandonar.

Michael: Você deveria pensar mais no que você fala, Úrsula —disse, por fim. Se levantou e andou em direção ao quarto de hospedes; ele dormia lá agora —Eu não desejo seu mal, então deveria parar de falar besteiras. —parou de andar e completou, sem me olhar: —Não dá mais para ficarmos juntos, está impossível nossa convivência, então, não importa o que, eu vou me mudar de casa. Se fosse por mim, sairia de casa hoje, mas vou espera até o aniversário de Gus.

 Então seguiu para o quarto, me deixado para trás, sem nenhuma consideração. Me sentei no sofá e deixei as lágrimas desceram. Ele não pode me deixar, eu não conseguirei viver sem ele. O que farei da minha vida sem o Michael? Ele não pode me abandonar! 

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Roberta

Fazia algum tempo que Du tinha ido embora e eu ainda estava deitada, sem saber o que pensar ou sentir. Me sentia confusa, não sabia se acreditava em Eduardo, ou confiava em Michael.

Eu conheço Michael a nove meses, mais ou menos; entretanto só faz algumas semanas que Du voltou. Será que posso confiar nele? Por que ele mentiria para mim? Ele não é o tipo de pessoa que mente para se dar bem; quer dizer, ele não era esse tipo de pessoa, no entanto ele pode ter mudado, afinal, tem esses dez anos que não nos vimos, tempo o bastante para os princípios mudarem.

Só que eu não acredito que ele mudou; eu sinto isso. Ele ainda é aquele garoto chato que discutia comigo por causa das nossas brincadeiras, que queria ser meu príncipe encantado e não deixava os moleques da rua mexer comigo. E se ele estivesse apenas tentado me ajudar, cuidar de mim, como sempre fez? E eu apenas o magoei, mais uma vez? Porém, se eu pensar assim, significa que Michael é casado e tem filhos, ou seja, mentiu para mim desde sempre. Dói considera tal possibilidade. Dói mais ainda saber que antes de namorarmos, perguntei se ele era casado ou tinha filhos e ele respondeu que era solteiro, que queria ser pai um dia, mas não no momento. Se fosse verdade, ele não apenas mentiu para mim, mas renegou a existência dos filhos dele. Como ele poderia fazer isso? Como um pai faz isso? Será que meu pai fez isso? 

Eu: Não pensa nisso —me recriminei.

Eu já tenho que me preocupar com coisas suficientes, para ficar pensado em um pai que não recebo noticias a uns cincos anos. Se é que ele pode ser chamado de pai. Bem, ele pode sim, foi o melhor pai que eu poderia ter, até meus 12 anos, quando se separou da minha mãe para morar com uma mulher qualquer e esqueceu que eu existo. Acho que ele nem, ao menos, se lembra... 

Me sentei na cama em um sobressalto quando um pensamento me veio a cabeça. E se eu for para alguma criança, o que a mulher que roubou meu pai era para mim? Será que eu sou a culpa de alguém estar chorando, como minha mãe chorava, escondida no quarto? Será que alguém me odeia como eu odiava aquela mulher, que eu nem conhecia? Só de pensar nisso, sinto meu peito apertar. Eu sei tudo que essas pessoas, que eu não conheço, podem estar sentido e isso é o pior.

Não posso ficar nessa dúvida, se não vou enlouquecer. Eu tenho que ter certeza logo, para poder pensar em uma solução para resolver tudo; se é que tem solução.  

Pego meu celular, que estava ao meu lado e procurei o número de Edu. Apesar de ser mais de 22:00, eu precisava falar com ele ainda hoje, se possível. Entretanto, não poderia acorda-lo, se estivesse dormindo, então mandei uma mensagem: 

 

"Está acordado?  " — Rô

Esperei um tempo e nada. Estava quase desistido, quando meu celular apitou com uma nova mensagem:

"O que você quer?" —Du

"Que grosso, mas eu mereci :/ " — Rô 

"Mereceu mesmo ¬¬ " —Du

"O que você quer falar?" —Du

"Eu preciso de uma prova" —Rô

"Minha palavra não é o suficiente?" —Du

 

Não sabia o que responder, eu não queria magoa-lo mais do que já tinha feito; eu odiava fazer isso. Quando o vejo machucado, é como se me machucasse também, mas não poderia mentir, se não, não conseguiria tirar minha prova. Então, depois de um tempo pensado, perguntei:

"Se estivéssemos em papeis invertidos, só minha palavra bastaria?" —Rô

  "Nunca estaríamos em papéis invertidos, porque eu nunca ficaria com      alguém que não fosse você." —Du

"Entretanto, entendo o que você quer dizer e não, sua palavra não bastaria, se eu estivesse cego como você está."—Du

"Então, você irá me ajudar?" —Rô

"Primeiro, você tem certeza que quer isso?" —Du

"Absoluta! Não posso ficar com essa dúvida :( " —

"Então, você tem planos para sábado? " —Du

"Não, por quê?"—Rô 

"Porque agora você tem ;)  " —Du

"Sábado, eu vou te dar a prova que você quer"—Du

 

 



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