História A Vida é Feita de Promessas - AFEOH - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Animais Fantásticos e Onde Habitam
Personagens Jacob Kowalski, Newt Scamander, Porpetina "Tina" Goldstein, Queenie Goldstein
Tags Animais Fantásticos, Newt Scamander, Newtina, Romance, Tina Goldstein
Visualizações 16
Palavras 1.748
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, pessoinhas. Como vão?
Decidi começar essa nova conta, e já escrevi algumas fanfics antes, mas nada profissa, ok?
Fic focada em alguns momentos fofinhos da vida desses dois.
Espero que gostem!

Capítulo 1 - Reencontros


Tina já estava cansada de sua rotina maçante. Todo dia parecia ser o mesmo se repetindo, de novo e de novo. Agora, ela teria que se levantar, tomar café, trabalhar, o mesmo de sempre, o que faria hoje igual a ontem ou qualquer dia da semana passada. E, é claro, mesmo que amasse seu trabalho como auror, acabava sugando todas as suas energias. Tudo que ela precisava era de um pouco de motivação. Ela sabia onde encontrá-la, mas agora, era impossível. Impossível pois estava acorrentada a seu dia a dia sem graça e nada emocionante. 

Ela colocou as pantufas, se vestiu em um roupão e andou até a cozinha, ainda acordando, se dando conta do ambiente à sua volta. Sentou-se à mesa, onde estavam distribuídos em dois pratos algumas frutas e bolinhos em forma de... vários animais fantásticos.

Queenie parecia muito feliz. Além de não ter um trabalho que não tomasse tanto do seu tempo, ela tinha uma vida maravilhosa com seu namorado, Jacob, o padeiro, que sempre dizia que "tudo foi amor à primeira vista". Toda manhã ela tinha um sorriso radiante, que fazia um contraste intenso com a falta de animação da irmã.

Só de olhar para os bolinhos de Jacob, Tina teve suas forças ainda mais drenadas por suas memórias. Suas memórias de um tempo feliz, fora do ordinário. Fez uma cara de desgosto, por mais que parecessem deliciosos, com seus recheios de geleia e cobertura de açúcar. Afastou o prato devagar, antes de perceber que eram a única opção na mesa, e pegar um.

Queenie viu o olhar no rosto de Tina, e seu sorriso se desmanchou quando se deu conta do motivo. Ela se levantou, contornou a pequena mesa e abraçou a irmã por trás.

_ Oh, Tina... Da próxima vez eu peço pro Jacob trazer uns baguetes normais. Ele parecia tão animado com esses novos bichinhos...

Tina gostaria de responder que não era necessário, mas seria bom não comer aqueles todo dia. Mais um motivo para se queixar da rotina.

Ela devorou um bolinho, sem olhar muito, engoliu rápido sua xícara de café e se levantou para colocar suas vestes de trabalho, mas Queenie a interrompeu, no caminho do quarto.

_ Ah! Não esqueça suas cartas!

Ela a entregou as cartas que Tina nem havia reparado sobre a mesa. Revirou os olhos, cansada de mais correspondência: três, todos os dias. Tirou o montinho de envelopes da mão da irmã. Mas hoje haviam quatro.

De repente, Tina parou. Deixou os envelopes escaparem dentre seus dedos, para o chão. Rapidamente, agachou-se e procurou pelo envelope de cor diferente e levemente amassado, onde havia lido... não podia ser! O achou. Em suas bordas, tinha marcas de garras do animal que a trouxe. Ela quase rasgou o papel fino, abrindo a carta como um predador de qualquer coisa que estivesse lá dentro. Finalmente, ela pôde ler:

Tina, 
Me desculpe. Me desculpe por te fazer esperar tanto, quando menos de seis meses seriam necessários, mas não foi tão simples, eu juro. Não, eu não esqueci! Quando receber isto, estarei a caminho de uma promessa antiga.

N.S

Queenie, agora, observava a irmã, sentada na ponta da cama, com a outra mão sobre a boca. Depois de sair de sua mente, um sorriso percorreu seu rosto, e saiu sem que ela percebesse, deixando Tina com sua carta e seus pensamentos.

***

Algum tempo depois, lá estava ela novamente. No meio daquela multidão de gente ansiosa, naquele porto frio. Todos esperando o grande navio inglês, que aportaria a alguns minutos. Ela conseguiu se espremer entre as pessoas para a borda do pier, onde poderia ver muito bem a chegada do navio.

***

O navio ainda estava a algum tempo de Nova York, mas a cidade já era visível. Ele estava impaciente, irritado com a maneira lenta que o aquilo se movia. Também, como durante toda a viagem, estava exausto e coberto pela culpa de não ter retornado mais cedo. Não era sua culpa, mas sentiu como se fosse, pois pelo menos poderia escrever, e não o fez. Pensando bem, sim, era sua culpa. Estava apoiado nas grades do navio, olhando para a água muito escura, pensando no que dizer. "Desculpe-me por não entrar em contato por mais de um ano, Tina" não iria soar tão bem. 

O fecho de sua maleta se abriu de repente, e ele se abaixou para fechá-lo.

***

E o navio havia chegado, acalmando os mais nervosos, aumentando os níveis de ansiedade de todos. As pessoas começavam a descer em montes, mas nenhuma delas era ele. Então, no meio de todo aquele cinza e preto, surge um casaco azul, e um sorriso cresce em seu rosto, pela primeira vez em muito tempo. Um ano, talvez?

Ele desce a rampa comprida, passa pelo meio da multidão, apreciando a cidade à sua volta, até que a encontra. Escorada ali, no canto do pier, com suas roupas de sempre. Nesse momento, todos os discursos ensaiados em sua cabeça parecem ir embora com o vento forte do porto. 

Ele também parece a pegar de surpresa quando ela vira e muda sua postura, ajeitando o casaco. Pode se notar um pequeno sorriso em seu rosto, e ele retribui com o seu, um canto da boca levemente mais levantado, visível através dos passantes.

Ele abre seu caminho por meio da multidão até ela, e para a uns dois metros de distância, mas a multidão o obriga a chegar mais perto. 

_ Porpentina Goldstein.

_ Newton Scamander.

Os dois dão risadas levemente envergonhadas, olhando para o chão, antes de Newt respirar fundo, colocando uma mão na nuca. A outra, segurando sua mala inseparável de couro.

_ Olha, eu... Me desculpe. Sério. Primeiro, tive de me explicar para o Ministério, e aí tiveram que limpar minha ficha, e depois... ahn... 

_ Não. 

_ Quê?

_ Não tem problema.

_ Mas...

_ Nenhum. Eu te desculpo. 

Silêncio se fez por alguns segundos. De repente, ele faz uma expressão animada, como se lembrasse de algo. Puxa a mão dela pelo meio da multidão, a pegando de surpresa, e, saindo do porto, atravessam a rua pelo meio dos carros. Tina, aproveitando o momento, que aos seus olhos parecia mais mágico que todas as criaturas naquela maleta, não diz uma palavra, apenas sorri. Ele a puxa para um beco entre dois prédios, onde ninguém poderia ver duas pessoas entrando em uma maleta, e no canto, a abre. Ele entra com facilidade, já acostumado, e estende a mão para ela. Ela encolhe os ombros ao passar pela abertura, e a fecha depois de sua cabeça. 

O lugar estava exatamente como da última vez, cheio de objetos nas paredes pequenas da sala de madeira. Tina parecia manter um sorriso eterno no rosto. 

Ele logo reaparece do meio de algumas caixas, com as mãos atrás das costas. As estende em direção a ela, mostrando um belo livro de capa de couro em que se lia em dourado: "Animais Fantásticos e Onde Habitam" seguido por "Newton Scamander".

Tina toma o belo exemplar de suas mãos e começa a folheá-lo devagar. Newt apenas a observa, examinando cada canto de seu rosto enquanto ela passa os olhos pelas páginas, até que sua expressão se enche de felicidade, o que a faz rir, meio sem jeito. Em uma das primeiras páginas, no canto, havia uma dedicatória: "Para Porpentina Goldstein, uma fantástica companheira para aventuras".

_ Tudo bem, agora eu te perdoo. De verdade - ela diz, entre risinhos.

Os dois riem, da mesma maneira tímida de alguns minutos atrás. Ela continua, sua expressão mudando:

_ Mas... você se deu conta do que fez aqui?

_ Bom, já que demorei, achei que seria um bom jeito de compensar...

_ Deus! Isso é grande, Newt. É seu livro. Um dia vai ser famoso, tenho certeza! Mas, por que eu? Alguém da família, talvez? Não mereço tanto, Newt. Um dia provavelmente vai ser usado para estudos, e todos vão ver meu nome aqui. E seus filhos, seus netos! 

Newt respira fundo, digerindo suas palavras. Parece ter a resposta na ponta da língua, mas não tem tanta coragem para dizê-lo. Finalmente, ele fala:

_ Você merece, sim, e muito mais, Tina. Não consegui pensar em mais ninguém para dedicar. E, bem... ahn, deixa pra lá.

_ O quê?

_ É idiota, esqueça.

_ Não.

Newt respirou fundo e prosseguiu:

_ Está bem. Essa é a verdade. Tina, eu estou apaixonado. Apaixonado pela mulher que, mesmo não se dando bem comigo no começo, no fim se tornou uma grande amiga. Me salvou, gostou dos meus animais, me fez voltar para Nova York em um navio cheio de gente. Apaixonado pela moça para quem fiz a dedicatória, o que parecia ser o único jeito válido de pedir desculpas. Desculpas por ter sido um idiota com essa pessoa maravilhosa. E, quanto aos meus netos, não consigo imaginá-los sendo meus e de uma pessoa qualquer. Tina, você não é uma pessoa qualquer, não é como ninguém. E merece, sim, quantas dedicatórias forem necessárias, escreverei todas! - ele percebe que seu discurso nada ensaiado soou bem mais idiota em voz alta, e coloca uma mão atrás da cabeça.

Aquilo foi, com certeza, a melhor coisa que Tina havia ouvido em todo seu dia. Para ela, não era idiota. Podia sentir o sangue fluir para as bochechas, as deixando rosadas. Ela sorriu, sem jeito, encarando os sapatos. Ele fez o mesmo.

De repente, Tina pareceu saltar de um transe de volta para a realidade. Ela dá um passo pra frente, se levanta um pouco nas pontas dos pés, e, se inclinando para a frente, pega o rosto de Newt com as duas mãos. Foi tudo tão rápido que ele foi pego de surpresa com aqueles belos lábios nos seus. Agarrou a nuca de Tina com uma das mãos, para intensificar o beijo, e a outra parou em sua cintura. Somente com a falta de ar é que os dois se separam. Se encaram nos olhos por alguns instantes, processando o momento, até que se juntam novamente, dessa vez um beijo mais acalorado e intenso, dentro de um abraço que Tina desejou que durasse para sempre.

***

Queenie observava o movimento da rua pela janela. Virando uma esquina, ela avista um casal. O homem, de casaco azul e segurando sua mala, caminha de mãos dadas com a moça, de casaco preto e cabelo curto. Os dois se aproximam, e ela não pode deixar de sorrir ao observá-los na porta do prédio, em meio a um beijo. 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e obrigada por ficarem até aqui!
(*3*)


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