História Promiscuidade - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Kookmin, Taegi, Vsuga
Exibições 231
Palavras 3.244
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Renegar-se


Kim Taehyung.

Quando finalmente foi liberado da conversa com um professor que lhe atrasou muito mais que 30 minutos, Taehyung tocou-se de que se esquecera de pedir carona a um de seus amigos. A distância de sua escola para casa era consideravelmente grande e não havia alternativa senão chamar um táxi, já que ir a pé estava fora de cogitação. Sua barriga roncou de fome e analisando as horas, viu que não teria problema em passar em algum lugar para comprar comida antes.

Colocou as mãos no bolso da calça jeans - raramente saía da escola fardado - e atravessou a rua. Enquanto caminhava, um carro parou ao seu lado fazendo-o virar-se com espanto; a janela do motorista foi aberta revelando de ninguém mais que Min Yoongi. O castanho parou e o encarou, mordiscando os lábios enquanto esperava o mais velho falar.

__Estou indo me encontrar com os outros garotos. Quer vir comigo? - Convidou encarando os olhos cerrados de Taehyung. - Prometo que te deixo em casa se você quiser.

Fazia tempos que o Kim não se reunia com os amigos depois da aula, como costumava fazer com Jeongguk e Jimin, seus colegas de classe ou até mesmo com os membros do clube de teatro. Viu que estava com vontade e assentiu para Yoongi vendo o sorriso bonito aparecer no rosto de seu hyung. O loiro abriu a porta e esperou que Taehyung entrasse para finalmente dar a partida.

__É melhor você colocar o cinto de segurança. - Pediu e assim que o mais alto o fez, ele acelerou o carro.

O castanho mandou uma mensagem de texto para a mãe dizendo que chegaria mais tarde e com a condição de que chegasse às 08h00min - horário que seu pai chegava para jantar - foi liberado para sair com os amigos. Desligou a tela do aparelho e o colocou no bolso, começando uma conversa normal com Yoongi enquanto tentava não pensar no quão rápido ele dirigia.

Pararam em frente ao boliche muito frequentado pelos estudantes, apesar de ser um pouco distante da escola. Aparentemente chegaram bem mais tarde em relação ao outros, pois os meninos já estavam reunidos na lanchonete do local que tinha uma ampla visão dos jogadores. Apenas dois garotos ainda jogavam, enquanto poucos estavam de cadeiras viradas em direção a pista na torcida para que Choi Minki - mais conhecido com Ren - conseguisse derrubar os dez pinos.

Tinha tanta coisa errada naquele lugar que os pais de Taehyung ficariam de cabelos em pé se soubessem. Com certeza se escandalizariam com o jeito que JongHyun puxou Minki para um abraço, dando um selinho nos lábios rosados do garoto de rosto feminino quando ele conseguiu acertar. O castanho não sabia se tinha ficado incomodado por causa das crenças que ainda faziam a sua cabeça, se era por causa do que sua mãe falaria se visse com quem ele estava se misturando ou porque o casal era tão bonito, que no fundo ele desejou ter alguém como eles tinham um ao outro.

Arrependeu-se definitivamente de ter aceitado o convite de Yoongi - afinal disse a si mesmo para evitá-lo - quando olhou para outro canto e viu Jimin entretido em uma conversa com Hoseok. Sentiu um frio na barriga e ficou desconfortável quando o garoto olhou para si, desviando em seguida para continuar o seu colóquio. Só foi tirado de seu foco quando Yoongi - aparentemente de propósito - roçou a perna na sua ao sentar-se do seu lado.

Para piorar o efeito que todas aquelas observações lhe causavam, aquele era um dia de bebedeira para Hoseok. __Ei Yoongi, estava esperando você para comprarmos bebidas. Eles não quiseram vender para um menor de idade.

O Min riu torto e se negou. __Por Deus, é segunda-feira e nem são sete horas da noite ainda, da última vez tive que te levar pra casa de seus pais e ainda ganhei uma bronca.

__Mas vou dormir sozinho essa noite, não vou ter hora pra chegar. - Tentou argumentar e tocou nos ombros de Jimin apertando-o num abraço de lado. - A gente aproveita que nem da última vez! Vamos lá, sua mãe é a melhor pessoa que conheci, nem vai ligar! Você pode ir de novo, Jimin?

O Park arregalou os olhos no rumo de Hoseok pedindo silêncio, torcendo para que ele não terminasse de entregar a sua farsa - já que ele acabou ultrapassando o limite da bebida no dia que visitou a casa do amigo - para Taehyung, já que o mesmo só o conhecia como seu amigo comportado filho do pastor. __Não posso sair hoje, tenho que voltar mais cedo.

__Viu? Ele não pode. - Yoongi disse pousando a mão esquerda na coxa de Taehyung. - Eu também não posso. Prometi ao Tae que o levaria para casa antes das oito...

Hoseok calou-se parecendo entender e Jimin fitou o Kim com curiosidade. O castanho tentou não se importar com aquilo e nem com a leve pressão que a mão quente de Yoongi fez em sua coxa antes de soltá-lo. Ele já sabia que o Min fazia aquilo com as outras pessoas de maneira casual e espontânea, mas não deixou de pensar coisas estranhas quando fora feito consigo. Deus, ele tinha que controlar os hormônios de adolescente.

Apenas com o tempo a atmosfera ficou mais agradável aos olhos do Kim, que quase suspirou de alívio quando o loiro se afastou. Quanto a todo resto conseguiu se entreter com as piadas e risadas dos outros, que sabiam ser impertinentes ao apontar hábitos vergonhosos dos companheiros para pessoas que sequer conheciam. Viu que Hoseok quando estava fora da escola não podia ser considerado de nenhuma maneira a pessoa madura e responsável, o que não fazia jus a sua imagem no colégio.

Já Yoongi era quase uma incógnita, ele podia participar das brincadeiras alheias, ser gentil e dar atenção a todos, mas Taehyung não saberia responder para alguém o que realmente achava do mais velho. Tinha algo sobre o loiro que ele queria conhecer, mas não sabia o que era. O Kim percebia a maneira como todos sempre procuravam puxar conversa com o Min e davam crédito quando abria a boca para falar e expressar opinião, por mais banal que o assunto pudesse parecer. Taehyung concluiu que sua personalidade atraia todos a sua volta e ele não era o único que fazia parte dessa lista.

Às sete e meia confirmou que queria ir embora, respondendo a pergunta de Yoongi sobre o seu horário para chegar a sua casa. Deixaram os meninos comemorando um strike de Minseok, que tinha uma expressão de vitória por ter vencido a aposta que fez com Baekhyun. Já no carro, o Min pediu para que ele colocasse o cinto novamente e acelerou como da outra vez. Ficaram em silencio quando Yoongi pôs AOA para tocar e cantarolaram a música durante todo caminho. Logo chegaram no endereço que Taehyung deu ao mais velho.

__Entregue. - Disse Yoongi quando parou em frente a casa do rapaz. - Bem que poderíamos repetir isso amanhã. - Comentou vendo Taehyung se livrar do cinto de segurança.

__Obrigado. - Agradeceu tentando se livrar do Min. - Mas acho que vou visitar a Jeongguk amanhã. É... Até mais. - Despediu-se descendo do automóvel.

Quando Taehyung já estava adentrando o portão de sua casa, ele gritou. __Já pensou se vai aceitar aquela ajuda?

O Kim se virou torcendo fervorosamente para que Yoongi se esquecesse que um dia ele falou que gostava de Momo. __Falamos sobre isso outro dia.

É claro que torcia para que esse dia nunca chegasse.

***

Park Jimin.

Quando pôs os pés em sua casa deu graças a Taehyung por não ter bebido naquela noite. Facilmente seria enganado pelo ambiente silencioso se não tivesse se deparado com sua mãe deitada sobre o tapete felpudo da sala com um pano cobrindo-lhe os olhos. Respirou fundo e sentou-se ao seu lado cutucando-a para chamar atenção.

__Você demorou. - Constatou tirando o pano para fitar o filho.

__Demorei a achar o endereço de Jeongguk. - Inventou pondo a mão direita sobre a testa de sua mãe. - Enxaqueca?

A mulher assentiu fazendo uma careta de dor. __Tomei um remédio mas não passou, nem pude ir ao congresso de missões com seu pai.

Jimin repreendeu-se por quase ter se arriscado demais naquela noite. As dores de cabeça da mulher eram frequentes e não era raro ela faltar a compromissos importantes por causa disso. Já ia se levantar para deixar a progenitora em sua paz e silêncio necessários quando sentiu a mão lhe segurar o pulso.

__Ora por mim? Deus vai te ouvir.

Jimin engoliu a seco e o raro - mas não extinto - sentimento de culpa apossou-se de seu âmago. A expectativa dela era tão bonita e os olhos fitavam-lhe cheios de crença que ele concordou e fez uma oração rápida enquanto segurava as mãos menores que as suas. Ao término inclinou-se para deixar um beijo na testa da mãe vendo-a curvar os lábios numa expressão amena.

__Agora a dor passa. - Afirmou forçando um sorriso. - Vou para o quarto descansar. - Avisou levantando-se.

__Jimin. - Escutou seu nome ser chamado e se virou. - Acho que só Deus te ama mais do que eu e seu pai.

Embora tentasse evitar, aquelas costumeiras declarações - feitas desde a infância - reviravam o seu estômago deixando-o com a obrigação de agradar aos pais apenas para retribuir tanto amor. Murmurou que também a amava se sentindo sujo por não ser o que todos imaginavam que ele era. Entretanto, por enquanto não poderia fazer nada. Acreditava que seus pais estavam certos quando diziam que ninguém o amaria mais do que eles. E o Park não queria abdicar de tudo àquilo tão cedo na sua vida. Afinal, eles só queriam o melhor para si.

Subiu até seu quarto e se deitou em sua cama, pegando o celular e os fones de ouvido. Abriu sua amada playlist de rock e colocou Black Sabbath no volume máximo.

E então não existia culpa, não existia igreja e não existia... Jeongguk.

***
Kim Taehyung.

Mesmo que o pai tenha estado ocupado durante quase todo o dia, o jantar programado para as exatas oito horas da noite era sagrado para a família Kim. Quem mais trazia tópicos de conversa a mesa era sua mãe, que sabia ser muito mais falante que o filho mesmo em momentos inoportunos. Mas para Taehyung isso não era problema, pois gostava daqueles momentos quando estavam reunidos.

__Dahyun voltou para Coréia, chegou hoje de tarde. - A mulher iniciou não aguentando o silêncio presente na sala. - Dizem que fez uma tatuagem enorme nas costas. Acho que aquela senhora está velha demais para criar os netos devidamente.

Dahyun era prima de Jeongguk, uma velha conhecida de Taehyung. Fora por causa dela que ele virou amigo do moreno.

__Não diga isso. - O marido lhe repreendeu. - Aquela mulher é sábia, o problema são os netos que não conseguem seguir o mesmo caminho. Infelizmente os pais não podem controlar todos os passos dos filhos. - A última frase foi um soco no estômago de Taehyung. Se seus pais soubessem... certamente iriam querer controlá-lo.

Enquanto os pais conversavam sobre a família Jeon, Taehyung refletia sobre a saudade que tinha do amigo. Ele tinha se formado no ano passado e deixado de estudar desde então, sendo assim, começaram a se ver menos até que chegou o dia em que Jeongguk se mudou e deixaram de se falar de vez. Não entendia o motivo do garoto não estar interessado nem mesmo na Universidade, já que se lembrava do interesse do mais velho em ir para Busan estudar.

__... Mas eu acho que Jimin vai trazê-lo de volta.

Ao ouvir o que a mãe falou, o castanho pensou se não poderia fazer uma pergunta para si mesmo em nome de Jeongguk e arriscou. __Pai, você acha que o Jeongguk pode deixar de ser gay e voltar para igreja?

__É claro filho, Deus é capaz de libertar.

O mais novo assentiu comendo mais um pouco. Comentou uma coisa ou outra e acabou sabendo do novo endereço de Jeongguk por um comentário da mãe. Tratou de anotar rápido em seu celular para não esquecer e decidiu que realmente iria vê-lo no dia seguinte. Depois que todos terminaram de comer juntou as louças e colocou-as na pia.

Apenas quando subiu até seu quarto e afundou seu corpo no emaranhado de lençóis confortáveis da sua cama refletiu realmente nas palavras de seu pai. A vontade de ter alguém lhe abraçando veio repentinamente fazendo-o se sentir solitário e ele tentou orar para achar alguma solução para os problemas. O nome de Yoongi lhe veio à mente e lembrou-se da ajuda que o mais velho lhe ofereceu, e considerou a ideia que veio a sua mente tão boa que foi dormir confortado e cheio de esperança.

Ele queria amar garotas, não garotos. Quem sabe a mentira que contou a Yoongi tivesse um lado bom e ele realmente se apaixonasse pela moça? Iria se esforçar para que isso acontecesse e provaria a si mesmo que não era gay, só estava um pouco confuso.

"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo e tome a sua cruz". - Foi assim que interpretou a situação antes de fechar os olhos.

Sua cruz seria deixar aquele lado seu adormecido, mesmo que doesse.

***

Park Jimin.

A noite anterior tinha sido tão péssima para Jimin que nem a maquiagem pega emprestada nas coisas de sua mãe dera um jeito em suas olheiras. Chegou à escola meia hora antes do primeiro horário e estava abatido. Seus novos companheiros assim como ele já estavam presentes e lhe mandaram uma mensagem de texto avisando sua localização. Hoseok e Yoongi sentavam-se no gramado debaixo de uma árvore dividindo um fone de ouvido enquanto fitavam a tela do IPhone.

Aproximou-se e sentou ao lado deles esticando o pescoço para ver o que assistiam, revirou os olhos quando viu um MV de um grupo feminino de k-pop. Às vezes entrava na onda dos outros e acabava ouvindo. Mas não era nada divertido quando Hoseok se empolgava e lhe dizia informações - para ele desnecessárias - sobre a altura, o peso, ano de nascimento e até o tipo sanguíneo das garotas.

__Hoseok está me fazendo ouvir AOA. - Disse Yoongi quando percebeu a presença do menor.

__Jimin deveria ouvir, sua bias seria a Jimin. - Falou sem tirar os olhos da tela.

__Só por causa do nome? - O mais novo questionou.

__E por ser perfeita também. É possível não amá-la? - Afirmou e o assunto morreu.

Quando o vídeo terminou Yoongi devolveu seu lado do fone para o amigo e murmurou algo dizendo que tinha que sair para se encontrar com alguém. Ele costumeiramente tinha essas saídas antes de começar as aulas, durante o intervalo e na hora da saída. Hoseok que era amigo de longa data nem se importava, pois sabia o que era. Já Jimin tinha um pouco de curiosidade para saber o motivo.

__Quem é a pessoa que Yoongi tanto encontra? - Questionou observando o loiro se afastar.

__Você deveria fazer essa pergunta no plural, Yoongi é um cafajeste. - Informou sem seriedade na voz. - Brincadeira, ele não chega a ser um cafajeste, mas a primeira parte é verdade.

__Tipo o Jeongguk? - Inquiriu referindo-se a libertinagem do moreno. Mas o outro interpretou de outra maneira.

__Mais variado do que o Jeongguk, se é que me entende. - Falou com malícia. - Mas não vai sair espalhando pra ninguém, ele não é reprimido, mas prefere ser discreto.

__Me explica, eu meio que entendi, mas pode ser que eu tenha escutado errado. - Pediu com semblante confuso.

__Ele é pansexual. Explicado? - Falou vendo o Park assentir. - Não entendo muito sobre isso, mas é assim que ele é. - Riu da compreensão nos olhos do outro e continuou. - É claro que isso não quer dizer que ele tenha que ficar com uma pessoa diferente todo dia. Ele disse que está apenas aproveitando a vida enquanto não encontra a pessoa certa.

__Oh! Isso sim é uma surpresa, ele parece ser tão... não sei. - Jimin desistiu de tentar achar uma definição.

__É... - Hoseok assentiu rindo da expressão do Park. - Quando descobri achei estranho, sabe? Mas Yoongi sempre foi meu melhor amigo e essa pessoa legal, apesar de fazer coisas que eu não entendo... - Como ter reprovado de propósito no ano passado, completou mentalmente se perdendo em sua fala. - Enfim, me acostumei e não acho mais estranho... - O maior inclinou a cabeça aproximando a boca na altura do ouvido alheio. - Deixa eu te contar um segredo. Nem parece, mas Yoongi é um romântico. - Jimin arregalou os olhos. - Eu sei. Melhores amigos sabem de tudo!

__Queria ser como ele... - Disse para si mesmo. No entanto, o outro escutou.

__Se contente em ser você mesmo. - Colocou a mão no peito dramaticamente arrancando risadas de Jimin. - Mas a única coisa que queria do Yoongi é a mãe dele.

__Deveria ter mais pessoas no mundo como você, Jung Hoseok. - Jimin declarou e o mais velho concordou fingindo limpar lágrimas emocionado, no entanto o menor cortou o clima em seguida. - Mas para de falar da mãe do Yoongi, isso é tão estranho.

__Diz isso agora, quando você a ver vai me entender. - Defendeu-se. 

__Você devia parar com esse fogo, por isso a Dahyun não ter quer. - Jimin alfinetou.

O sinal tocou anunciando o primeiro horário e os meninos se levantaram. Antes de se separarem, Hoseok cobrou o número de Dahyun e Jimin desculpou-se dizendo que tinha se esquecido de pegar, prometendo não se esquecer da próxima vez. Passou no seu armário e pegou o material. Ao seguir o caminho até sua classe lembrou que a primeira aula daquela terça era de Química e o lugar de Taehyung ficava na sua frente.

Como esperado o castanho já estava na sala. Jimin jogou seus materiais de qualquer jeito e encostou a cabeça na carteira com o olhar fixo nos cabelos castanhos do Kim, que estava concentrado copiando algo em seu caderno. Ficou com vontade de estender as mãos e tocar nos fios lisos, como fazia quando eram próximos. Mas não podia. Se ele não conseguiu fingir com Jeongguk, não conseguiria fingir com Taehyung. Era melhor permanecer afastado.

***

No término das aulas Yoongi chamou Jimin para sair juntamente com os outros garotos. A turma se reuniria casa do loiro e se dependesse de Hoseok todos ficariam bêbados. O menor recusou o convite lembrando-se de que quase foi pego no dia anterior quando se deparou com a mãe na sua sala. Ele também não tinha tanto dinheiro da sua mesada sobrando para subornar seu motorista e fazê-lo ficar de boca fechada.

Despediu-se dos amigos e saiu do Colégio esperando que seu motorista já estivesse aguardando-o. Estranhou quando não o viu e olhou as horas em seu aparelho impacientemente. Sentiu que estava sendo observado e se virou deparando-se com o sorriso de canto daquele que considerava o próprio demônio. Odiou o verão, pois as roupas do mais velho estavam tão indecentes que deveria receber uma punição divina por tentá-lo daquela maneira.

__O que faz aqui? - Inquiriu chegando mais perto.

__Estou aqui para te levar pra sair, amor. E não tem como negar, pedi ao seu motorista dar uma volta.

Demônio. Jeongguk era um demônio.


Notas Finais


Enquanto revisava percebi que teve esse capítulo teve bastante foco no Yoongi, enquanto o próximo vai ter mais foco no Jeon.
Qualquer erro encontrado, culpem wings, não consegui pensar muito além nessa semana. shuashuas
Até a próxima atualização ~~
Ps1: Pessoa certa do Yoongi = Kim Taehyung
Ps2: Hoseok sou eu falando dos(as) bias.
Ps3: Obrigada pelo apoio, pessoas lindas <3


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