História Promise - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Juugo, Kakashi Hatake, Karin, Kurama (Kyuubi), Morino Idate, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shizune, Tsunade Senju
Exibições 4
Palavras 2.146
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Kouchirou-kun


 

   

Konoha, dias atuais.   

   

Mesmo no domingo, trabalhar era necessário e ainda mais cansativo. O número de pacientes parecia não ter fim, alguns com os mesmos sintomas e doenças; outros, eram ninjas que retornavam feridos de missões.  

 Em meio ao cenário monótono e deprimente — hospitais são deprimentes, afinal — havia poucas coisas que ainda despertavam sentimentos diferentes em Sakura. Dentre elas, um menino chamado Kouchirou-san, de apenas onze anos, que havia dado entrada no hospital há um dia com uma doença misteriosa e ainda sem diagnóstico; e sua mãe que não o deixou por nem um minuto. 

 Sakura era uma das responsáveis pelo garoto. Ele era baixinho para a idade, tinha cabelos e olhos negros e era um tanto magro.  

— Bom dia, Kouchirou-kun! — disse ela, adentrando o quarto, sorridente — Me diga como você passou a noite?  

—Bom dia, Sakura-san. — o tom de voz do menino estava um pouco desanimado — Vai me examinar hoje também?  

—Hm. — A ninja fingiu ponderar por alguns segundos — Só vou examiná-lo se melhorar essa cara, parece até que acabou de acordar.  

— Não. — respondeu ele sentando-se na cama — Eu me sinto meio cansado hoje.  

Sakura se aproximou e sentou-se no leito ao lado do garoto; colocou as mãos em seu rosto e observou seus olhos — que estavam caídos demais pro seu gosto.   

— Kouchirou-kun, preciso que segure isto — ela levou um dos tubos ao lado da cama na altura dos olhos e esperou que o menino o agarrasse.  

— O que está havendo? — perguntou a mãe do garoto. 

Kouchirou levantou vagarosamente o braço na tentativa de alcançar o objeto. Cambaleou um pouco, mas conseguiu agarrar. Preocupada, Sakura acabou se distraindo observando uma pequena mancha vermelha no colchão.  

—Kouchirou-kun... Consegue se levantar? — interpelou, assustada.  

Assim que o menino se levantou, uma enorme mancha de sangue foi revelada, tanto nos lençóis, quanto na roupa do menino.  

  

Sakura saiu do quarto apressada e foi para uma sala onde as fichas de antigos pacientes ficavam guardadas. Ao chegar, buscou uma ficha um tanto peculiar que havia lido a alguns meses enquanto procurava por outra ficha.   

 Hyouko, que havia visto a rosada correr pelo corredor, a seguiu até a sala.  

  

— Sakura-san? O que está fazendo aqui? — questionou, se aproximando da ninja.  

— Kouchirou-kun... O cérebro dele está perdendo o controle dos músculos. — Sakura respondeu — Tem uma ficha aqui, de uma senhora, se não me engano; que tinha os mesmos sintomas. — perfez.   

 — Você vai comparar a ficha de uma idosa com a de um garoto? — Hyouko disse, confuso.   

— Se for o que eu estou pensando que é... Kouchirou tem apenas algumas horas de vida. A dona dessa ficha morreu 24 horas depois de dar entrada no hospital — a ninja transcorreu — Encontrei!   

A kunoichi leu atentamente a ficha da antiga paciente e a de Kouchirou.   

— Kouchirou-kun já tem os dois mesmos primeiros sintomas e de acordo com os dados vai passar para o terceiro daqui uma hora e vinte minutos. — Sakura informou.  

— Sakura-san, não faz sentido! — Advertiu Hyouko — São dois pacientes diferentes, de idades diferentes e provavelmente com doenças diferentes!  

— Hyouko, neste hospital costumamos diagnosticar e tratar as doenças em menos de algumas horas. — A ninja afirmou — Este garoto está aqui a um dia, apresentando novos sintomas a cada momento e ainda não temos ideia do que ele tem.    

Hyouko a fitou um tanto preocupado. 

— Faça uma colonoscopia. — ordenou Sakura — se tiver pápulas roxas, me avise.   

  

                                                 ::::::::::::::  

— Não tem nenhuma pápula roxa, Sakura-san. — disse Hyouko, entrando na sala da kunoichi, já conformado com o resultado.  

Sakura ponderou por mais alguns instantes e enfim disse alguma coisa:  

— Então faça uma biópsia do rim.  

Hyouko a fitou com descontentamento, sabia que ela não desistiria tão cedo.  

  

Mais tarde, voltou novamente à sala da Haruno, e de novo, trazendo a mesma expressão de conformidade.   

— O que os exames disseram? — Sakura questionou.  

— A colonoscopia está limpa.  

Sakura o olhou, ainda sem entender o porquê de os exames não estarem indo de acordo com suas suspeitas.  

— Eu vou ver o Kouchirou. — Ela anunciou, saindo da sala.  

— Ah, por que eu fui me envolver nisso? — pensou Hyouko, a seguindo.  

Ao chegar, encontrou o menino dormindo e sua mãe sentada ao seu lado, fazendo um carinho na cabeça do filho. Seguiu direto para onde a urina do garoto estava depositada e levantou o recipiete.  

— O que é isso? — a mãe perguntou.  

— Urina. — Respondeu Sakura.   

— Mas está marrom! — ela indicou.  

— Como eu disse, os rins estão falhando. — Explicou a ninja — O que poderia causar isso tudo?  

— Não sei, talvez... — Hyouko ponderou por dois minutos — linfoma?  

— Causaria falha renal, hemorragia digestiva e pode se infiltrar na base do cérebro. — a ninja inteirou — Se ele tem um linfoma tão avançado devíamos ver no sangue e no cérebro. Temos que fazer uma citologia, uma imunoquímica e uma ressonância.  

— Tantos exames assim?! — exclamou a mãe do menino — Pelo amor de Deus, me digam o que está havendo com o meu filho! 

Sakura e Hyouko trocaram olhares preocupados. 

— Ainda não sabemos o que está acontecendo com Kouchirou-san. — Sakura explicou — Por isso, estamos realizando todos esses exames, eles podem nos mostrar o que está havendo. 

— Eu só peço que salvem o meu filho! — a mulher implorou. 

— Eu vou fazer tudo o que eu puder. — Sakura a olhou triste. 

  

Momentos depois de fazer todos os exames, Hyouko retornou à sala da kunoichi mais uma vez.  

— A base do cérebro dele está infiltrada por uma pequena massa, eu acho que...  

— A pituítária? — Perguntou Sakura. 

— Provavelmente. Isso explica a pressão baixa e praticamente confirma o linfoma — Esclareceu Hyouko.  

— Você chegou a ver o linfoma? — Sakura questionou.  

—Não... Bem, eu vi uma massa, a localização parece compatível.   

— Eu já analisei. — disse Sakura — não vi nada no sangue também. Células brancas, sem alongamento e nem núcleos anormais e nada de imunoquímicos. Não é linfoma.   

— E então? — pronunciou Hyouko, realmente confuso.  

— A próxima estação é o fígado. Temos noventa minutos antes de chegar lá. Dê qualquer coisa que proteja o fígado dele. — Ordenou a ninja.  

  

Enquanto Hyouko medicava o menino, Sakura observava-os do lado de fora do quarto. Ao terminar, Hyouko foi até a ela.  

— A medicação parece estar fazendo efeito, o fígado já está respondendo. — ele comunicou — Mas as plaquetas estão caindo.   

— Isso é bom. — Sakura sorriu.  

— Bom? — Hyouko ficou surpreso — Sakura-san, ele piorou.  

— É diferente da antiga ficha! — ela respondeu — Significa que o final não será o mesmo.   

O sorriso da ninja se desfez quando notou que Kouchirou estava se mexendo de forma estranha e sua mãe começou a gritar por ajuda. 

— Eu acho que ele não está respirando! Por favor, salvem meu Kouchirou-Kun!  

Sakura correu até ele e começou a tomar todas as medidas necessárias rapidamente. 

 — Droga! Hyouko me ajude aqui a segurá-lo! Rápido.  

                                        

                                                     ::::::::::::  

Algum tempo depois de estabilizá-lo, Sakura voltou  a analisar as fichas de ambos os pacientes; estava ainda mais preocupada, pois, sabia que o tempo estava se esgotando.  Voltou ao quarto de Kouchirou, dessa vez, para verificar o coração do garoto. Depois de não encontrar nada, estava pronta para descartar que algo estivesse errado com o órgão, até que notou uma pequena massa no perto do átrio.   

Hyouko, que depois do último incidente havia desistido de ajudar Sakura naquela loucura, voltou para a recepção do hospital para descansar alguns poucos minutos.  

— Hyouko! — gritou Sakura, enquanto corria até ele. — Você precisa ver isso.  

   

— Ele tem uma pequena massa no coração. — ela explicou assim que entrou na sala junto com o companheiro — preciso de um pedaço. Vou fazer uma biópsia.   

— Você realmente não vai desistir não é? — ele sorriu.  

— De jeito nenhum.   

  

                                                      ::::::::::   

Tudo parecia normal durante o procedimento da biópsia. Sakura estava determinada a salvar o garoto à qualquer custo, por isso, apesar do pouquíssimo tempo, permanecia paciente. Hyouko notou que a mãe do garoto observava do lado de fora, preocupadíssima.  

— Vou fechar a persiana. — falou. 

— Não, deixe que ela veja o que está acontecendo, seria ruim se ela ficasse mais preocupada com o filho. — Sakura murmurou, impedindo o colega. 

A sala estava em completo silêncio. O único barulho que se ouvia era o bipe do aparelho que mostrava os batimentos de Kouchirou, que começou a acelerar de repente até que emitia um único som agudo.  

— O coração parou! — alertou ela, assustada — Fibrilação! Agora!  

A mãe que estava do lado de fora, à essa altura estava sendo segurada pelos enfermeiros para que permanecesse ao lado de fora da sala. 

Hyouko correu com o equipamento e passou tudo à Sakura.   

 — Carregando — Ela falou — Afastem-se!   

Assim que o equipamento tocou o garoto, o choque fez com que ele levantasse repentinamente da cama. Sem sucesso.   

— Afastem-se! — alertou a kunoichi, novamente, desfibrilando o garoto, ainda sem sucesso.  

— De novo! Tentou mais uma vez ainda sem sucesso.  

— De novo... De novo!  

Ela tentou várias vezes, sem nenhum resultado. 

— Você não pode abandonar sua mãe desse jeito! — mururou 

— Sakura! Pare! — Hyouko a segurou pelos braços — Não vê? É inútil agora.  

Ela o fitou com os olhos cheios de lágrimas. Ainda não aceitaria perdê-lo, não depois de ter tentado tanto e de ter chegado tão longe para salvá-lo.   

— Hora da morte: Dezoito horas e vinte minutos. — proferiu Hyouko, olhando o relógio na parede.  

  

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Sakura, ainda inconformada, estava sentada no terraço do hospital à horas. Não pode salvá-lo, nem sequer descobrir o que ele tinha. Lembrou-se da mãe e do seu estado após receber a trágica noticia.   

Enquanto pensava, notou alguém se aproximando. Era Tsunade. Sabia que ela lhe daria uma bronca pela atitude que havia tomado, mas isso não importava mais.  

— Hyouko me contou tudo. — Disse a antiga hokage, sentando-se ao lado da aluna.  

— Decepcionei você, sensei? — falou a rosada, cabisbaixa e desinteressada.   

— Não. — Tsunade respondeu — Não somos de ferro, Sakura. Querendo ou não isso sempre afeta à nós, médicos.  

— De qualquer forma, é minha culpa que ele não esteja vivo. Talvez eu tenha errado em alguma coisa... eu... — Sakura mal conseguia falar, as lagrimas brotavam e os soluços a interrompiam.    

— Você fez o possível. Não podemos salvar todos. — Tsunade sabia que ela realmente havia se esforçado, ela conhecia sua aluna — Eu também sei que você está cansada, Sakura. Nem adianta esconder. É hora de dar um tempo.  

— Mas...  

— Sem mas. — disse a antiga hokage com a voz mais firme — Eu a proíbo de pisar neste hospital até que eu mande. Você tem se dedicado desde o término da guerra sem descanso. Acha que isso fará bem para os pacientes que você cuida? Eu assumirei o seu lugar no hospital.  

— Mestra. Não posso deixar o hospital, por favor. — A kucoichi suplicou.  

— Olhe para você Sakura. Era uma garota cheia de vida e brilho. Agora não está passando de uma mulher apagada. — pronunciou Tsunade, se levantando e deixando a aluna sozinha novamente.  

 

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Depois de pegar todos os seus pertences guardados no hospital, Sakura saiu vagando pelas ruas de Konoha até chegar em um bar. Nem sequer se incomodou com a bagunça e a sujeira do estabelecimento. Apenas sentou-se em uma das mesas e pediu uma garrafa de sake. Se embebedou por horas, até notar que um homem havia parado em sua frente. Estava tão bêbada que mal podia ver o rosto dele. 

— O que está fazendo, sua idiota?! — Perguntou o homem. 

— Ah! Papai! — falou sorridente, cambaleando com as mãos e soluçando — Eu juro que já estava indo pra cama, eu juro. 

— Não sou o seu pai, sua maluca. — ele noticiou — Está bêbada? 

Depois de um pouco de esforço e de dois minutos apenas fintando o rosto do homem, Sakura pode notar quem era o rapaz.  

— Sasuke-kun! — gritou com a voz mais dengosa, batendo palmas como uma criança — Quando você chegou? Eu estava com tanta saudades! Bebe comigo, Sasuke-kun? 

— Você só pode estar de brincadeira. — falou o Uchiha — Vou te ajudar a ir embora, vamos. 

— Não! Sasuke-kun, Não! — ela gritou e bateu os pés no chão como uma criança birrenta — Quero ficar e beber mais! Bebe comigo Sasuke-kun! 

Sasuke por um um momento ignorou a quantidade de bebida que ela havia ingerido e reparou nos olhos dela. Inchados; com certeza estava chorando. Deu um longo suspiro e a colocou nas costas para levá-la embora. 

 

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No dia seguinte, Sakura abriu os olhos com dificuldade e demorou para raciocinar que estava em sua cama. Não lembrava de nada do que aconteceu na noite anterior. Estava com uma dor de cabeça terrível por isso, não queria se levantar. Estava quase voltando a dormir, quando passou o pé em alguma coisa. —  outro pé, no caso — Por ter acordado um tanto atordoada, não notou que estava nua e quando o fez, sentiu um longo arrepio. Esfregou o pé novamente em algo parecido com uma perna. — Você não fez o que acha que fez. Você não fez o que acha que fez. —  pensou ela assustada enquanto se virava lentamente. 

 

Ao olhar o que —  quem —  estava ao seu lado — também nu — Sakura gritou em um volume incrivelmente alto, se agarrando ao cobertor e acordando o homem ao seu lado. 

  

— SASUKE-KUN, SEU IDIOTA! 



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